domingo, 28 de fevereiro de 2016

O 'pudê'. Ah, o 'pudê'! Marcelo Botosso

Charge: Talentonoticias

No bom sotaque nordestino, as oligarquias de lá sempre se mostraram obcecadas pelo 'pudê'. No jargão político é comum dizer que certos indivíduos entregam até a mãe pelo poder.

Porém, percebemos que este apego não é uma exclusividade das oligarquias nordestinas. Na região sudeste, pré-candidatos trânsfugas jogam na lata do lixo todo o seu passado militante tentando a perpetuação no 'pudê'. 

O PDT, que após a redemocratização foi o maior partido de esquerda no Brasil, hoje se tornou um dos desaguadouros de trânsfugas 'indignados' com o petismo. Mesmo que não se concorde com a posição do partido 'X' ou 'Y', sabe-se que a fidelidade é uma virtude, incluindo a partidária. E a história mostra que a política adora a traição mas despreza os traidores.

O jornalista Leite Filho registrou que num desses momentos, quando a traição açoitava o PDT, Brizola desabafou: "Qualquer dia desses eu fecho esse partido e vou fundar um Movimento Nacional de Libertação. Os políticos nunca vão criar vergonha". 

Infelizmente não houve condições e tempo do comandante Brizola executar a sua intenção.

Cabe aos brizolistas e demais movimentos populares, à sua maneira, fundar esse intento. A lealdade é uma decisão pensada que implica em responsabilidade e suas consequências, boas ou más, inevitavelmente virão.

Marcelo Botosso é historiador, brizolista e foi militante e membro da Executiva municipal do PDT e presidente da juventude socialista do partido em sua cidade.

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