terça-feira, 8 de março de 2016

"Milícias petistas"? Marina, toma vergonha!

Marina Silva é um poço de mágoas contra Lula e o PT. Bom, contra Lula até é compreensível, pois este preferiu Dilma a ela, mas contra o PT?

Esse ódio incontido contra o PT não é exclusividade de Marina, que tomou o caminho da direita, mas também está presente em ex-petistas que permanecem na esquerda, como Chico Alencar e Luciana Genro.

Foi por esse ódio que o episódio Lula serviu para tirar as máscaras. Diante de um golpe iminente contra a ordem democrática, realizado por forças conservadoras aliadas a setores dissidentes dentro do aparelho de Estado, e da afronta ilegal ao ex-Presidente Lula, os haters ex-petistas preferiram legitimar o xerife de Curitiba e sua mídia parceira e entregar numa bandeja a cabeça de Lula e disparar contra o PT.

"Temos orgulho de não estarmos na lava jato", disseram nossos amigos esquerdistas anti-petistas.

Mas Marina foi além, como era de se esperar de alguém capaz ser beijada nas mãos por Aécio Neves, o paladino da moral. Marina atacou 1,7 milhão de militantes dos quais fez parte e através dos quais construiu seu nome como 'ambientalista da floresta'.

A passeata de 13 de março próximo (chamada pelos grupos proto-fascistas como o Revoltados Online, o PSDB, a mídia e as bolsonetes) ocorrerá mais uma vez em uma data que lembra o golpe de 64. Foi num 13 de março o célebre 'Discurso da Central'. Mas Marina, como uma autêntica direitista, dispara: "são as milícias petistas...".

Parafraseio aqui o Senador Lindbergh Farias: toma vergonha, Marina!

Sua atitude não esconde seu oportunismo, que é de ficar na posição certa para, quem sabe, dar o bote golpista final. Quem sabe Aécio também não seja prejudicado com todo esse imbróglio, né? Afinal, está mais sujo que pau de galinheiro e só não está pior porque as operações atuais não são para pegar tucano. Mas, quem sabe?

Quem sabe Dilma, Temer, Cunha e Lula saiam da frente e aí sobra para você o caminho tortuoso para subir a rampa, nos braços da emissora do Jardim Botânico.

Talvez nem Aécio não fazia ideia de quem de fato ele beijava as mãos.

Ricardo Jimenez

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