quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulheres camponesas do MST MT ocupam área devedora da União

Fotos: Coletivo de Comunicação MST


Na manhã desta quinta-feira (8/03), Dia Internacional da Mulher, cerca de 300 mulheres camponesas do MST MT, ocuparam a Fazenda Entre Rios, que fica no município de Jaciara (150 km ao sul de Cuiabá).



Esta ocupação faz parte da:

Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra 2018

“Quem não se movimenta, não sente as correntes que a prendem”

A Fazenda Entre Rios fica a 25 km do município de Jaciara na estrada Cachoeira da Fumaça. Pertence ao Grupo AGP que tem atuação ainda nos município de Campo Verde e Primavera do Leste. Esta fazenda está penhorada no Banco do Brasil por dívidas de empréstimos e dívidas na Receita Federal por não pagamento de impostos. Além disso, consta na Justiça do Trabalho 10 processos trabalhistas e, conforme a Constituição Federal a propriedade rural deve cumprir sua função social, sendo que uma delas é a obediência às regras trabalhista e direitos dos empregados (Artigo 186 inciso II da Constituição Federal).

Com esta ocupação as mulheres do MST pretendem, também, denunciar que a reforma previdência proposta pelo governo GOLPISTA de Michel Temer é uma FARSA e que não falta recursos financeiros e o que falta é combater a sonegação de impostos dos empresários e cobrar os grandes devedores da Previdência, entre eles milhares de latifundiários e grandes empresas do Agronegócio e dos Bancos como: JBS, Marfrig, Friboi, Banco Bradesco, Banco Santander, Banco Itaú, Usinas Itamarati, Vale S.A. , etc. Além disso é necessário combater a evasão de divisas de empresas do Agronegócio realizada por empresas offshore como por exemplo a Amaggi & LD Commodities S.A. Os Empresários, Bancos e o Agronegócio devem pagar impostos como todo brasileiro comum paga seus impostos.

O MST denunciam ainda que o golpe foi dado com total apoio do Agronegócio e, com isso, como forma de pagamento, em 2017 o governo federal paralisou completamente a reforma agrária, não assentando nenhuma família no Brasil. É o pior governo para reforma agrária desde a redemocratização do Brasil em 1985.

As Mulheres do MST reivindicam ainda que o INCRA cumpra a sua função, vistoriando a área e que entre com processo junto a receita federal para que a área seja adquirida como forma de receber as dívidas de impostos sonegados deste latifúndio e caloteiro.

Contatos sobre esta mobilização: Itelvina: 066 9 9951 4155; Deva; 065 9 9932 0803; Fia: 065 9 9990 5078

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