sábado, 14 de abril de 2018

Palocci é um preso político? Na Lava Jato, todos são!


Estamos vivenciando, desde 2014, a construção de um aparato autoritário dentro do Estado brasileiro, à margem da Constituição. Tudo construído na já tradicional tática golpista, a narrativa seletiva e falsa do 'combate à corrupção', do rebaixamento da política diante de um falso argumento de caos criado por uma mídia empresarial e monopolista.

Hoje nós estamos diante de um poder paralelo, com centro em Curitiba. E lá, todos os presos são políticos, pois suas prisões servem a um objetivo político: derrubar um governo popular e encarcerar e retirar da eleição de 2018 o maior líder popular.

Ministros do STF, que deveriam julgar com a Constituição, julgam pressionados pela mídia e são cobrados por juiz de primeira instância transformado pela mídia em xerife do golpe.

Na Lava Jato, todos os presos são políticos, inclusive os não petistas, como Eduardo Cunha ou, possivelmente, Aécio, bois de piranha do golpe.

Palocci, mesmo após ter sucumbido e 'delatado' Lula, de uma forma torpe e estanha para quem conhece os modos dele, é mantido encarcerado há um ano e meio com condenação em primeira instância apenas porque é um personagem que se liga à perseguição contra o PT e Lula.

A negativa ao habeas corpus solicitado pela defesa é um baixar de cabeça, mais um, ao arbítrio.

Combate à corrupção se faz dentro da legalidade, e há muitos mecanismos para isso.

Mas o que ocorre hoje no Brasil é justiçamento com objetivo político.

É momento de ampliar a unidade democrática em nome de um bem maior, a Constituição.

Ricardo Jimenez


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