![]() |
| Ato lembrou os 1100 dias de genocídio Fotos: @filipeaugustoperes |
Mobilização deste sábado (10) na Esquina Democrática integrou chamado internacional da Aliança Global pela Palestina e pediu fim da guerra em Gaza, embargo de armas e direitos plenos do povo palestino
O Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina organizou, neste sábado (10), em Ribeirão Preto (SP), o ato local do Dia Global de Ação pela Palestina. A atividade ocorreu na Esquina Democrática e integrou a mobilização internacional convocada pela Aliança Global pela Palestina, com protestos e atividades coordenadas em vários países.
O principal objetivo foi exigir o fim da guerra e do genocídio em Gaza, denunciar a violência e o deslocamento na Cisjordânia e reivindicar os plenos direitos do povo palestino. A data 10/10 marca, de acordo com os organizadores, 1.100 dias de intensificação do genocídio em Gaza, que vitimou milhares de palestinos direta e indiretamente.
A Aliança Global pela Palestina reúne organizações sociais e da sociedade civil de continentes como Ásia, América, Europa, África e Oriente Médio. A convocação é aberta a movimentos comunitários, sindicatos, trabalhadores, estudantes, acadêmicos, líderes comunitários e parlamentares, com o objetivo de pressionar governos pela imposição de embargo de armas e sanções.
Os organizadores também denunciaram o silêncio político e a cumplicidade diante da destruição na região. São “três anos e mais de 78 anos” de genocídio, fome forçada, assassinato, limpeza étnica, prisão, tortura, colonialismo, apartheid e ecocídio na Palestina.
A atividade teve como palavra de ordem: “Palestina Livre do Apartheid, do Colonialismo, do Imperialismo, da Limpeza Étnica e do Genocídio!”
Presidenta do Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina pede voto consciente, critica genocídio e compara armas usadas em Gaza com ameaças aos direitos civis no Brasil
A presidenta do Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina, Fátima Suleiman, abriu sua fala no ato deste sábado afirmando que "não falar da Palestina é não ter coragem de falar a verdade". Em seguida, Suleiman relacionou o conflito no Oriente Médio à política brasileira, argumentando que Israel dá prejuízo ao Brasil e que o país deveria priorizar relações com nações que geram lucro.
Suleiman citou a situação da Argentina, afirmando que o país vizinho enfrenta 45% de pobreza, milhares de suicídios e fome, e pediu que os eleitores pensem bem antes de escolher seu presidente. Para a presidenta do Comitê é preciso escolher alguém
"que não é amigo de bandido, que não é amigo de genocida, que não entrega a própria população à mercê".
Fátima lembrou que o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é procurado pela Corte Internacional de Justiça e só pode ir aos Estados Unidos. A militante pela causa palestina destacou que, no genocídio e na limpeza étnica, "têm as armas que matam os palestinos" e estas "são as mesmas armas e a mesma implementação que querem fazer aqui", no Brasil, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da república. A presidenta alertou que o que ocorre na Palestina não está distante da realidade brasileira:
"Já estão mostrando querer tirar os direitos, os direitos civis, já estão aí."
Duda Hidalgo convoca mobilização eleitoral e liga luta palestina à defesa de direitos no Brasil
A vereadora Duda Hidalgo (PT) também participou do ato e lembrou que a população não pode
"se dar o luxo de, nesse segundo turno, colocar na presidência da república um cara que não só é conivente a situação de genocídio do povo palestino, mas que é amigo do lado de lá, que está contra a causa palestina, que é parceiro do Netanyahu, que vai fazer com que esse genocídio continue acontecendo ainda mais". Para ela, é preciso "mobilizar cada voto que a gente pode".
A vereadora argumentou que a luta não é importante apenas para a causa palestina, mas também contra a violência religiosa no Brasil, lembrando que
"a violência contra o povo palestino tem acontecido também aqui dentro da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país".
Duda citou ainda a defesa do SUS, afirmando que "o Flávio Bolsonaro quer acabar com farmácia popular", e a aposentadoria, e afirmou que eo candidato do PL quer acabar com os reajustes do salário dos aposentados.
Por fim, Hidalgo classificou o dia como "um dia de mobilização" e afirmou que "a nossa solidariedade precisa transcender fronteiras". Para Duda,
"não é porque isso está acontecendo no outro lado do mundo que a gente não tem que se mobilizar aqui. Muito pelo contrário, a gente tem a responsabilidade de estar se mobilizando aqui, de estar junto nessa luta, de estar na defesa do povo palestino e de estar puxando voto pra ganhar esse segundo turno".
Participaram do ato, ao lado do Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina, a Associação Resistência Caipira, o Memorial Madre Maurina Borges, o PT, o MST, o PSOL, o MES, a UP, o PCBR e o PCB.
Mais fotos















Nenhum comentário:
Postar um comentário