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sábado, 9 de maio de 2015

O que o caso Alfredo Roza tem a nos ensinar?




Por *Marcelo Botosso

Em tempos de ódio e intolerância, o método “(in) justiça com as próprias mãos” parece cair no gosto dos mais desavisados e de personalidades sádicas que pairam em quase todas as sociedades humanas. Um exemplo lapidar desse quase-sempre-falível-método pode ser visto na história local da Estância Turística de Salto, interior de São Paulo. Existem várias versões para este caso, porém, nos atemos à versão mais conhecida que dá subsídio à nossa pretendida reflexão.

        Em meados do ano de 1911, a pequena comunidade da então denominada Salto de Ytu, com menos de 5.000 habitantes, grande parte na zona rural, imigrantes italianos e seus descendentes, vivia em estado de alerta devido aos furtos de animais que vinham ocorrendo naquela localidade. Comum aos sábados, vários sitiantes se deslocavam até o núcleo urbano a fim de comprar seus produtos nos armazéns de secos e molhados, sobretudo no de Marcos Miliani, localizado em frente à indústria Ítalo-Americana, lugar de grande fluxo de operários, onde mais tarde se construiria a Creche da Brasital. Mas foi numa tarde de julho de 1911, que iniciaria ali um episódio que marcaria definitivamente a história da cidade.

          Aterrorizados com os furtos de cavalos, os frequentadores do armazém desconfiaram de um simplório sitiante de pele parda que há tempos não aparecia por lá e naquele dia acabara permanecendo por um longo tempo em frente ao estabelecimento comercial. Sob os olhos desconfiados dos moradores locais e do grande contingente de operários que saia da fábrica e se avolumava no entorno, o matuto amedrontado deixou todos os seus pertences e se pôs a correr.

          O matuto, cujo nome era Alfredo Roza, começou a ser perseguido por uma multidão de populares que aos gritos ecoava: “Pega o ladrão”. Correu por quase dois quilômetros rumo ao cemitério velho, hoje Praça XV. Não conseguiu transpor o córrego do Ajudante onde foi encurralado por alguns disparos de arma de fogo. Parado diante de todos, Roza se declarou inocente, porém, foi alvejado por tiro[1] e, em segundos, já sem vida, foi ao chão. Algumas fontes dizem que houve linchamento e seu corpo foi arrastado até a Rua de Campinas, atual 9 de Julho, onde funcionava a delegacia e cadeia da cidade.

           Passado algum tempo e restabelecida a ordem, descobriu-se quem eram os verdadeiros ladrões. A partir de então, a comunidade viu que matara barbaramente um inocente e, com profundo pesar e sentimento de culpa, passou a cultuar a memória de Alfredo Roza atribuindo-lhe atos milagrosos. No local de seu assassínio foi erigida uma capela que lá permaneceu até o ano de 1973. O corpo de Roza sofreu vários traslados e seus restos mortais encontram-se atualmente no Cemitério da Saudade, sepultura 3038.

O caso Alfredo Roza nos ensina que o ódio rancoroso, comum de perfis fascistas, parece algo intrínseco a uma parcela da humanidade. Não basta conter o possível suspeito, há de se aniquilar, dilacerar, trucidar aquele que foi eleito o “inimigo”, comumente aquele que não se enquadra nos ditos padrões hegemônicos socialmente aceitos. Os preconceitos afloram em momentos de tensão e no calor das emoções perde-se a razão. A irracionalidade prepondera.

Para tanto existe a frieza da lei que, nem sempre justa, ainda é a melhor forma de se resolver os conflitos, minimizando ocasionais injustiças.

Quantos mais “alfredos rozas” hão de existir?



*Marcelo Botosso é Historiador da Estância Turística de Salto – Museu da Cidade de Salto “Ettore Liberalesso”.



[1] Conforme caderno do cemitério municipal que registra causas mortis: “ferimento arma fogo”, Alfredo Roza, sepultado como indigente,  p.21, nº 350, 20 de julho de 1911. Fonte: Museu da Cidade de Salto “Ettore Liberalesso”.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MARTELINHO: UM OFÍCIO EM EXTINÇÃO Uma reflexão sobre aspectos históricos da urbanização de Salto



Por Marcelo Botosso*

Apesar de sua localização interiorana, a pequena Salto acompanhou de forma ativa o ritmo de crescimento que se impunha ao tardio Brasil industrial. 

Na virada do século XIX ao XX, a cidade que contava não mais de 5.000 habitantes tornava-se uma espécie de parque industrial com a instalação de grandes indústrias e vilas operárias, sobretudo na área têxtil, servindo-se de rede e estação ferroviária, além de duas hidrelétricas subsequentes. 

Essa configuração atraiu um significativo contingente de trabalhadores, grande parte imigrante da península itálica que daria o “tom” na cultura local. Entretanto, essa configuração peculiar que acabou intitulando Salto como “A Pequena Manchester Paulista”, deve ser compreendida numa confluência de fatores, entre eles o geográfico. 

A sua localização próxima a uma das rotas de expansão ao “oeste”, a grande queda d’água que além de nome à cidade, também ofereceu a possibilidade de energia à indústria, bem como à população que se fixava em busca de oportunidades, foram alguns dos fatores determinantes na construção e no desenvolvimento de Salto. 

Sem dúvida foram nos seus atributos naturais em que a cidade se apoiou. Um bom exemplo disso é o ofício de “martelinho”, que se tornou um cargo oficial do quadro funcional da prefeitura, segundo a Lei Municipal nº 1327/1989.

Rico no afloramento de rochas de granito rosa, o município industrial de outrora cada vez mais se urbanizava e com ela a pavimentação de suas vias tinha no granito o seu material em casa.

Cabe aqui o registro deixado pelo memorialista saltense Ettore Liberalesso que o calçamento da cidade iniciou-se no começo dos anos 30, com a gestão do interventor Major Garrido. O pavimento começou do primeiro quarteirão da Rua 9 de julho desde a Praça Paula Souza chegando a atual Rua Monsenhor Couto, todas na área central.

A extração do granito e sua modelação em bloco em formato de paralelepípedo se dá pelo trabalhador chamado de “canteiro”, ofício hoje que decresce vertiginosamente frente à escassez de matéria-prima e à alternativa de outros materiais e tecnologias, como a pavimentação asfáltica. Porém, é no calçamento das ruas de granito rosa que está uma das principais marcas de Salto e, por conseguinte, o ofício de martelinho. 

Tal como a turística Ouro Preto - MG que tem no seu calçamento de paralelepípedos um atrativo, o chamado centro histórico de Salto e outros tantos bairros foram revestidos com os blocos de granito. O simpático e, por que não, nostálgico calçamento torna as ruas permeáveis às águas das chuvas evitando futuros alagamentos, principalmente onde não existem galerias de águas pluviais. 

Por muitas vezes, a exemplo da octogenária obra do Major Garrido, a pavimentação com paralelepípedos prescinde da construção dessas galerias tornando a obra mais barata além de gerar trabalho aos profissionais dessa área, hoje moribundos.

Entre as junções dos paralelepípedos, normalmente, em áreas e vias pouco movimentadas, nasce uma vegetação que vai tomando forma caso não seja retirada. 

O martelinho nada mais é que o trabalhador designado a retirar essa vegetação com um instrumento que nos primórdios era um pequeno martelo, daí a classificação desse ofício. Hoje, nas remanescentes vias de granito rosa, utiliza-se a aplicação de um herbicida que mata a vegetação até a raiz. O martelinho muda seu instrumento de trabalho, mas sua prática poderá perdurar caso existam ruas e passeios de paralelepípedos. 

Além de garantir o trabalho desses profissionais, martelinho e canteiro, as ruas de paralelepípedos barateiam o calçamento e sua manutenção que por vezes dispensam galerias de águas pluviais, contribui com permeabilidade do solo evitando alagamentos, valorizam a história local e dão o charme necessário à cidade que se propõe turística, ou seja, que fomente o turismo como gerador de renda à sua população. 

Atualmente o cargo de martelinho se encontra no quadro funcional da prefeitura como:
Extinto na Vacância: emprego que figura na “situação atual” cujo termo de extinção ocorrerá quando da demissão, aposentadoria ou falecimento do servidor público que atualmente ocupa (Tabela 2 – Anexo XI) pela Lei Municipal 2814/2007.
Em recente pesquisa, consta no quadro funcional da prefeitura apenas um servidor ativo nesse cargo, pertencente à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos. A extinção do martelinho – seja ele com ou sem o martelo – é sintomática, necessitando de nossa profunda reflexão acerca das questões ambientais, turísticas e daquilo que devemos elencar como patrimônio histórico de Salto.

*É historiador da Estância Turística de Salto - Museu da Cidade de Salto "Ettore Liberalesso"

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Paulinho e a Mídia: mentindo para você!


Eu não gosto de Joaquim Levy e muito menos da política econômica que ele representa.

Acho lamentável um governo trabalhista ter que se apequenar diante das regras ditadas pelo tal de "mercado".

Acho lamentável um governo, que manteve à duras penas uma política anti-cíclica para proteger o emprego e a renda, aplicar um "ajuste" que impacta o trabalhador e a educação, sem que seja feito antes todo um processo correto de debate com a sociedade, mantendo, assim, a coerência com as corretas posturas de Dilma durante a campanha eleitoral, na qual venceu a ameaça da volta do atraso neoliberal tucano.

Acho perigoso um governo ser enfraquecido, muito a partir de seus erros de conduta em começo de mandato.

O enfraquecimento é tal que um Ministro da Dilma tem a ousadia de defender a entrega do pré-sal nos EUA, batendo de frente com toda a postura pública da Presidente sobre o tema.

Porém, essas críticas não me tornam um tapado. Sou perfeitamente capaz de separar o joio do trigo e enxergar que, mesmo diante das dificuldades e do recuo do governo na política desenvolvimentista, o verdadeiro inimigo do trabalhador é outro.

Enquanto a Força Sindical patrocina, ao lado da FIESP, do PSDB e da mídia, a condução da tramitação da lei de terceirizações (que vai retirar direitos históricos e fundamentais de todos os trabalhadores do Brasil), também patrocina a confecção de imitação de notas de dinheiro com o rosto de Lula e Dilma para serem atiradas no plenário da Câmara no momento da votação do "ajuste do Levy".

Para quem só assiste à Globo, lê a Folha e tutti quanti, por preguiça ou desinformação, acaba por ser feito de trouxa. Isto porque em nenhum noticiário da mídia tradicional o cidadão será informado que foi a Força Sindical que atirou as notas no plenário. Aliás, mesma Força Sindical que soltou hamsters no mesmo Congresso pouco tempo atrás.

Não verá o cidadão telespectador da Globo, leitor da Folha ou ouvinte da CBN (rádio que troca a notícia) nenhuma análise sobre quem é Paulinho, e nem nenhum debate ou questionamento do porque a Força Sindical se enfurece contra as mudanças no tempo do Seguro Desemprego ao mesmo tempo que apoia com todas as "forças" o projeto de terceirização.

Pelo contrário, o que a Globo faz nos seus telejornais é tentar dar um verniz de espontaneidade no ato da Câmara. Como também tentou passar a informação de que os atos de 15 de março e 12 de abril foram "espontâneos", familiares.

Estamos vivendo um momento complicado na política. Nesses momentos complicados é preciso cuidado com as informações ou com posicionamentos apressados e pouco refletidos.

Nesses primeiros 5 meses de governo Dilma, eu me incluo nos quase 70% que rejeitam o governo. Mas ter críticas não significa combater o governo. Eu sou Dilma, mas sou favorável a que Dilma retome rapidamente sua postura da campanha e sou a favor de que o PT e o governo passem a dialogar mais com o povo, fazer o tal "ajuste" mas também sinalizar forte na direção da continuidade de um governo feito para o trabalhador e para o povo.

Com o governo Dilma e com o PT há possibilidade de diálogo, de debate em torno da política. Coisa que é absolutamente impossível de ocorrer num governo tucano, não é professores?

Ricardo Jimenez

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Lula e Dilma: o Trabalhismo Coxo e a Esperança


O Brasil, assim como toda a América Latina, sempre foi considerado um local no canto do mundo. Sempre atraímos muito pouco respeito dos demais países, principalmente dos poderosos. Fomos colonizados, fomos palco de golpes militares e toda a sorte de artimanhas contra qualquer processo autônomo de desenvolvimento que por aqui surgisse.

O sonho de Bolívar de uma América Latina soberana, que ainda está em construção, tem como principal inimigo uma elite tacanha, míope, egoísta, atrasada, pobre (a maioria é um bando de novos ricos sonegadores) sempre disposta a se aliar a tudo aquilo que represente a continuidade de suas benesses e a manutenção da extrema desigualdade social, da qual ela (elite) retira seu poder e seu luxo brega.

De todas as construções autênticas latino-americanas, o Trabalhismo é, talvez, a melhor contribuição brasileira. Uma política voltada para a maioria trabalhadora, que se sustenta na ampliação da democracia, na ampliação da participação popular na política, no desenvolvimento com distribuição de renda e na ampliação de direitos e cidadania. No Trabalhismo, o Estado é o instrumento para se fazer o combate à desigualdade social e para planejar um crescimento que inclua as amplas massas populares na sociedade de consumo. 

Não à toa, o Trabalhismo sempre foi odiado pela elite entreguista brasileira e amado pelo povo. As histórias de Vargas, Jango e Brizola mostram isso.

Após um longo período de refluxo, onde a ditadura militar e o neoliberalismo tucano (aliados com uma mídia monopolizada) tiveram, na palavra de um ex-presidente e ex-sociólogo, a intensão de "acabar com a era Vargas", a tradição Trabalhista foi parcialmente retomada com Lula (que aprendeu muito com Brizola) a partir de 2003. Mais do que Cháves, Kirchnner, Evo e outros, foi com Lula que o orgulho latino americano cresceu e foi respeitado lá fora.

Mas Lula retomou um Trabalhismo coxo, manquitola, pois é muito pouco politizado e extremamente conciliador, mesmo em seus momentos de maior apuro.

Lula é um comunicador nato, sabe falar para o povo e entendeu que somente com geração de emprego, renda e com políticas sociais que levem à diminuição das desigualdades é possível conduzir um país do tamanho do Brasil a um verdadeiro desenvolvimento.

E assim foi feito. Gerou-se emprego, renda e produziu-se uma gama de programas sociais que levaram o país a diminuir o emprego informal e a desigualdade social, coisa que não ocorria há décadas. Lula entregou o governo com 80% de popularidade e conseguiu por duas vezes eleger Dilma, na esperança que sua "gerente" pudesse levar adiante as obras de infraestrutura, completando o projeto de desenvolvimento iniciado em 2003.

O que deu errado, então?

O Trabalhismo coxo errou na política. Inebriado pelo carisma de Lula, o PT não enxergou a política e nem a história.

Apostando que tirar 40 milhões da miséria e colocar outros 30 milhões na classe média seria o suficiente para criar no Brasil um clima de harmonia e conciliação política, Lula e o PT não souberam colher os sinais claros de ódio que já pululavam na crise do chamado "mensalão" (o petista, porque o tucano...). 

Lula e o PT acreditaram que podiam tourear a Globo e manter o PMDB quietinho nos seus sempre 5 ministérios. Acreditaram que o sucesso social do partido levaria naturalmente o PSDB para a irrelevância. Acreditaram que com a capacidade de comunicação de Lula já não era mais necessário investir em comunicação de massa, na disputa política pela comunicação. Acreditaram que um aumento relativo no orçamento social do Estado seria suficiente para manter o desenvolvimento sem a necessidade de se questionar de fato as amarras financeiras que sufocam o país há décadas e a estrutura tributária que pesa sobre o trabalhador e privilegia os ricos sonegadores.

Ledo e trágico engano.

Bastou que Lula nacionalizasse o pré-sal e que sua candidata derrotasse o representante da Chevron no Brasil em 2010 para que todo sonho conciliador petista se desfizesse no ar.

A tomada de assalto pela Globo das tais "jornadas de junho" em 2013 (insuflando os extremistas de direita), o apoio às manifestações anti-Copa (apesar dos lucros que a Globo ganhou na Copa), os ataques contra a Petrobrás, o ataque contra a política de Dilma de diminuir os juros e a energia elétrica já mostravam o rabo dos golpistas.

A vitória de Dilma em 2014, apesar da enxurrada de delações seletivas vindas de Curitiba direto para o Jornal Nacional, acionou o despertador do golpe na casa grande.

Aproveitando a vitória parcial na Câmara dos Deputados (dominada por um conjunto de deputados conservadores e clientelistas), um desarranjo no PMDB com a ascensão de Eduardo Cunha e uma investigação parcial da Petrobrás, a aliança mídia-tucanato investe no "sangramento" de Dilma e na criminalização do PT.

Com a figura de Eduardo Cunha à frente da Câmara e a sanha direitista batendo panela, todas as pautas progressistas são interrompidas e o trabalhador sofre derrotas sérias, como a ameaça da lei de terceirizações.

Com o governo do trabalhismo coxo enfraquecido, todo um projeto de país e todos os avanços dos últimos 12 anos estão sob ameaça. Ronda novamente a nação o espectro do neoliberalismo tucano, entreguista, falido, anti-popular e que tem seus expoentes nos governos de São Paulo e do Paraná.

Terá o PT forças para vencer esse desafio? Terá a sociedade condições de despertar desse aparente torpor odiento e separar o joio do trigo? Terão as lideranças políticas e populares progressistas condições de retomar um debate social e desenvolvimentista a tempo de recompor alianças políticas amplas e salvar o projeto nacional? Terá o Brasil condições de suportar o assédio sobre o pré-sal? Será o trabalhador capaz de enxergar quem é a que serve o atual presidente da Câmara, que quer retirar deles os diretos trabalhistas?

Só o tempo dirá. Mas há luz no fim do túnel. 

O Brasil é composto de homens e mulheres lutadores. Homens e mulheres que já mostraram ao longo da História que são capazes de amar um projeto nacional de desenvolvimento. Os trabalhadores brasileiros demonstraram inúmeras vezes que são sensíveis às políticas econômicas e sociais que conduzam à diminuição de desigualdades. 

Foi com um discurso politizado, nacionalista, anti-financista que Dilma ganhou as eleições contra a casa grande! Dilma venceu Aécio sendo Trabalhista e Lula sabe disso.

Lula sabe o que é o Trabalhismo!

Eis o caminho. Eis a esperança

Ricardo Jimenez


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Voto Distrital: um golpe contra o povo!


O voto distrital, defendido pelo PSDB e pela parcela do PMDB liderada por Eduardo Cunha, é um golpe contra a representação popular na política.

É preciso lembrar que este mesmo grupo político é o responsável, junto com a FIESP, de votar de maneira apressada e truculenta a lei das terceirizações! Portanto, o trabalhador esperto, antenado, deve sempre colocar os dois pés atrás quando um tucano, principalmente de São Paulo, como é o caso de José Serra, tira da manga algo como o voto distrital, porque aí tem coisa.

O sistema distrital transforma o voto no legislativo em voto majoritário, ou seja, em cada região da cidade ou do Estado vence o mais votado. Por si só, este sistema já é excludente, mas se vier acoplado à continuidade do financiamento empresarial de campanhas (que é a proposta de Serra), ele se torna um golpe derradeiro nas aspirações de candidatos populares oriundos, principalmente, de setores representativos de minorias.

E tem mais. O voto distrital privilegia o curral eleitoral, o voto de compadrio e os partidos maiores e mais ricos. Essas distorções são comuns na Inglaterra e EUA, onde sistemas parecidos são vigentes. A própria eleição presidencial americana serve de exemplo, quando Al Gore teve mais votos do que Bush, mas esse é que foi eleito porque venceu em mais distritos eleitorais.

Imagine um partido A que tem votos espalhados por toda a cidade porque representa, por exemplo, o segmento de moradia popular. Imagine que este partido, apesar de numericamente ter mais votos no conjunto, não consegue vencer em nenhum distrito. Teríamos inventado um sistema onde o mais votado não terá nenhuma representação parlamentar. E, o caso contrário, o de um partido amplamente financiado pelo setor empresarial fazendo a maioria das cadeiras sem ter sido o mais votado.

Voto distrital é o sistema dos caciques!

Ribeirão Preto, por exemplo, pode ser dividida em 22 distritos, havendo uma vaga de vereador para cada distrito. O mais votado vence. Cadê a representação popular? Cadê a pluralidade do voto? Em Ribeirão Preto, assim como na maioria das cidades, o vereador já funciona como um mini-prefeito, um mini-gerente, transformando seu gabinete em local de distribuição de pequenas benesses como forma de garantir a reeleição. Imagina quando o vereador for, de fato, o "prefeito" do distrito?

Não. Uma verdadeira reforma política deve ampliar o voto e não restringi-lo. Para a eleição no legislativo, o povo deve ter direito de votar em quem bem entender e não ficar restrito ao voto de curral, de distrito. 

Defendemos que cada partido apresente uma lista de candidatos e que no final, num sistema proporcional, as cadeiras sejam distribuídas de acordo com o número de votos de cada lista partidária. Assim, se privilegia os conteúdos e programas partidários e envolve toda a cidade ou Estado nos debates políticos. O sistema distrital transforma o eleitor num debatedor tolhido, castrado. O projeto de cidade passa a ser fatiado. Isso só beneficia quem deseja manter tudo como está e deixar o povo bem longe da política.

Outra coisa é a proibição de doações empresariais e, no limite, um financiamento público de campanhas, que dê importância aos conteúdos programáticos, aos projetos de cidade, barateie as campanhas e dê condições de eleição para candidatos oriundos dos trabalhadores.

O que precisa ser descentralizado é o Executivo!

É preciso dividir a cidade em distritos administrativos, aproximar os governos do povo. O orçamento participativo é uma forma eficaz (não a única) de se fazer esta aproximação, de debater os problemas locais sem a necessidade de tolher e restringir o direito de voto do cidadão.

O Calçadão se coloca na oposição frontal a este projeto elitista e anti-democrático proposto pelo PSDB de São Paulo, proposto por José Serra.

Defendemos uma reforma política em benefício do povo, não da elite.

Ricardo Jimenez

sábado, 2 de maio de 2015

Dominada pelo Conservadorismo, Ribeirão Preto defende pautas regressistas em Brasília!

Ribeirão Preto é uma cidade sofrida, sem planejamento estratégico há pelo menos 20 anos, excludente e dominada por um elitismo provinciano cafona (peculiaridade sentida por um repórter francês na época da Copa com apenas alguns dias na cidade).

Nestas condições, não é surpresa a onda conservadora e reacionária que toma conta da cidade. Embalada pela mídia, nacional e local, o ribeirão-pretano está adorando odiar. Odeia duas mulheres: Dilma e Dárcy. Não odeia Alckmin, apesar da corrupção, da dengue e da violência, porque a mídia não odeia Alckmin. Com poucas possibilidades de fugir à massificação de uma mídia monopolizada, o povão toma o mesmo bonde dos bacanas e está a odiar com muita força o inimigo errado.

Na última eleição, esse quadro foi bastante claro: 242 mil votos para Aécio Neves e 94 mil votos para Dilma (surpreendentes e bons 94 mil votos, diga-se de passagem).

Dois tucanos clássicos lideraram as eleições para deputado na cidade: Nogueira (57 mil votos para federal) e Gasparini (36 mil votos para estadual). Escondendo o quanto puderam o fato de Michel Temer ser o vice de Dilma e jogando o peso financeiro em busca de votos, Baleia Rossi (40 mil votos) e Léo Oliveira (21 mil votos) também se elegeram.

Analisaremos a situação política específica de Ribeirão Preto em outro artigo (adianto aqui que, mesmo com o forte movimento anti-PT, o resultado eleitoral dentro do município não foi animador para ninguém).

Portanto, para a Câmara Federal foram eleitos Nogueira e Baleia. Campanhas caras e votações expressivas (não dentro de Ribeirão, repito).

Nogueira saiu para assumir a pasta dos Transportes de Alckmin. Sobrou Baleia. E, exatamente por isso, o título do artigo serve para Baleia, o representante da "bancada" ribeirão-pretana em Brasília.

E como tem atuado a "bancada"? 

Bem, a "bancada" votou a favor da lei de Terceirização, votou a favor da redução da maioridade penal e votou a favor da retirada da informação de transgênicos nos rótulos de alimentos. Votações que mostram claramente que a "bancada" de Ribeirão Preto está em sintonia com os interesses empresariais e da parcela mais conservadora da sociedade na questão que envolve o ECA e o Código Penal. A "bancada", por enquanto, mostra-se em sintonia com o Presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Talvez a atuação da "bancada" seja até bem avaliada nas atuais circunstâncias de Ribeirão Preto. Mas como este blog insiste nas pautas positivas, O Calçadão só lamenta.

Defendemos a democratização das informações como forma de combater as manipulações feitas por uma mídia monopolizada. Por isso, escrevemos e lutamos por pautas que certamente agradam mais aos 94 mil eleitores de Dilma na cidade do que aos 240 mil de Aécio. Porém, somos otimistas e conhecemos um pouquinho de política, e, portanto, acreditamos que parte dos 240 mil estão no barco errado, pois, no fundo, acreditam nas nossas pautas. E , também, para eles, escrevemos.

A cidade deve trocar o ódio e o acanhamento pelo debate, já! Isto serve para todos, mas principalmente às lideranças de esquerda. Ampliar o debate, falar para mais gente, mesmo em um momento de refluxo e dificuldade é o único caminho.

Ribeirão merece mais do que esta "bancada" atual de deputados. Ribeirão precisa encontrar novos caminhos, pois esses já conhecidos são apenas mais do mesmo. Ribeirão precisa se encontrar de fato com a história de seu povo.

Ricardo Jimenez

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1o de Maio - Dilma dá o Recado: Valorização do Mínimo e Defesa dos Direitos Trabalhistas

De maneira acertada, na opinião deste que escreve, a Presidente Dilma dá seus recados aos trabalhadores neste dia 1o de Maio através das redes sociais, evitando assim que tanto os paneleiros dos condomínios de luxo, quanto a rede golpista de televisão explorassem mais uma vez a oportunidade da fala presidencial pela televisão. Valoriza a internet e pode apontar num aprofundamento desse instrumento como forma de comunicação com a sociedade.

Nas três mensagens que O Calçadão publica abaixo, Dilma dá seu recado sobre a terceirização, afirmando que é contra a ampliação da mesma para as atividades-fim. Fala também sobre a manutenção da política de valorização do mínimo até 2019 e sobre o fórum de debates que se inicia nesta data e que vai priorizar temas como a Previdência, colocando em pauta a discussão sobre o fim do fator previdenciário.

Neste momento de desinformações e de oportunismos, principalmente de um setor conservador da Câmara dos Deputados, onde os direitos trabalhistas e toda a pauta progressista da sociedade corre riscos, é importante retomar o debate, mostrar de maneira clara quem é quem, mostrar para as pessoas qual o lado político que propõe de fato o diálogo nacional.

O Calçadão comemora o dia 1o de Maio apoiando a fala da Presidente, que vai de encontro aos compromissos do nosso blog de lutar sempre em defesa dos trabalhadores, por ampliação de direitos às minorias e pela construção de uma sociedade mais democrática com ampla e efetiva participação popular.




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Agressão aos Professores: o jeito PSDB de Governar.

Balas de borracha explodindo no abdômen, no rosto, na cabeça de professores. Gás de pimenta, bombas de efeito moral, mordidas de cachorro e muita, muita vergonha e humilhação em cima de uma categoria profissional sofrida e lutadora, os professores.

O que aconteceu no dia 29 de abril de 2015 no Estado do Paraná se insere nas vergonhas nacionais. Mais de 200 feridos em uma das atuações mais truculentas e covardes perpetrada pela polícia paranaense sob as ordens do governador tucano Beto Richa, do PSDB.

Fica como símbolo a frase do presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), enquanto os professores eram massacrados: "o que acontece lá fora não é problema dessa Assembleia".

O PSDB é um partido protegido pela mídia, pois a mídia tem no PSDB seu braço de atuação política e a sua arma para substituir o petismo em caso de vitória do movimento golpista em vigor desde a eleição de 2014. Não fosse a proteção da mídia, certamente os tucanos já seriam um anão político de fato, o que já são de direito há muito tempo.

Hipocrisia, corrupção, violência contra movimentos sociais, desmandos e uma completa incapacidade administrativa são as marcas do PSDB. Quer exemplos? Leia a Privataria Tucana, procure saber sobre o escândalo do Banestado (no Paraná), sobre a construção do mensalão tucano em 1998, sobre o cartel no metrô de São Paulo, sobre a operação Castelo de Areia, a lista de Furnas e tantas outras.

Os professores do Paraná e do Pará, dois Estados governados pelo PSDB, estão descobrindo o que é fazer greve e tentar abrir diálogo com governos tucanos. Os índios da Bahia já sentiram no lombo a forma de diálogo do PSDB na comemoração dos 500 anos em 2000, lembram? Os moradores do Pinheirinho já sentiram na pele a "democracia" de Alckmin, lembram? Mesmo os professores de São Paulo já foram exemplos várias vezes da forma carinhosa e republicana de negociação política do tucanato.

Aliás, desenvolvimento econômico, planejamento estratégico, diálogo com movimentos sociais são coisas que jamais fizeram parte do cardápio tucano. Quando comandaram o país, promoveram o maior desmonte jamais visto na economia nacional, produzindo um desemprego recorde. Na educação, além de não construírem uma única universidade, acabaram com a educação profissionalizante e jamais cogitaram em atender a histórica reivindicação de 10% do PÌB em educação, aprovada por Dilma.

Pelo contrário, o PSDB faz parte de movimentos como o Todos Pela Educação que prega claramente que o problema da Educação não é salário e nem más condições de trabalho, e sim a má formação dos professores e dá como solução a política de "meritocracia" e o aumento da "competição" entre professores através da política de bônus.

O resultado é que São Paulo, após 20 anos de tucanato, ocupa a 18o colocação no ranking nacional.

São Paulo e Minas Gerais (onde Aécio Neves foi derrotado por Dilma e por Pimentel) apresentam um quadro de estagnação econômica desde 2003! E feliz de Minas Gerais que teve coragem de mudar e experimentar uma nova forma de se governar.

Em São Paulo e no Pará, a violência cresce aceleradamente. O crime organizado comanda tudo de dentro das cadeias. Mesmo a polícia, que ataca professores enquanto tira sorridentes selfies com os idiotas do 15 de março, sofre com baixos salários e péssimas condições de trabalho.

Estudos recentes do IBGE e da PNAD revelam que foi em São Paulo o maior aumento no índice de pessoas na miséria. Enquanto no Nordeste o índice diminuiu! A situação só não é pior porque o governo federal oferece Bolsa Família e o Mais Médicos em São Paulo.

Isso tudo sem contar o descalabro no abastecimento de água, por absoluta falta de planejamento e investimentos. 6 bilhões de reais foram tirados da Sabesp e enviados para a bolsa de Nova Iorque. Em decorrência do medo da falta de água, moradores da periferia estocam em baldes e latas e a dengue avança, na maior epidemia dos últimos 20 anos.

E, para coroar o modo tucano de governar, enquanto eles fazem parte da linha de frente no ataque ao governo federal, numa tentativa insana de derrubar um governo eleito democraticamente, também propõem, junto com a FIESP e com o presidente da Câmara, o projeto da terceirização. O maior ataque aos direitos trabalhistas desde a era Vargas!

Todo o apoio aos professores do Paraná! Todo apoio aos professores paulistas em greve há mais de 40 dias!

Que esse acontecimento e toda forma de se governar deste partido anti-popular e anti-nacional sirva de alerta para os trabalhadores. Que nós possamos estar atentos para combater o golpismo e para não odiar o inimigo errado.

Ricardo Jimenez


terça-feira, 28 de abril de 2015

Agrishow: Políticos, Carrões, Escort Girls, Fora Dilma e a crise... crise?



Ribeirão Preto está recebendo novamente a terceira maior feira de maquinários e tecnologia agrícola do mundo.

A cidade está repleta de carrões de luxo, com gente de chapéu e botinas. Todos interessados nas novidades tecnológicas, principalmente nas máquinas agrícolas que praticamente trabalham sozinhas: aram, semeiam, adubam, colhem, desbastam, ensacam.

Essa é a Agrishow.


O anel viário totalmente congestionado na noite de abertura do evento e a expectativa de aumentar em 10% os negócios da feira, mostram o dinamismo de um setor que corresponde a 23% do PIB nacional: o agronegócio.

Porém, o mais interessante da feira é o seu lado B.

Lado B que mostra que há também grande interesse em outras “máquinas”, que também usam chapéu e botina, estampam um sorriso bonito e lotam os hotéis da cidade nessa época. Às vezes são vistas jantando em restaurantes de luxo acompanhadas de barrigudos senhores com cara de rico fazendeiro e que dão gorjetas de 100 reais.

Lado B que mostra um Alckmin sorridente, certamente porque é seguro com relação à imprensa amiga, sempre disposta a mostrar os manifestantes do “fora Dilma” e a esconder os professores em greve há 40 dias contra os desmandos do Governador. E também a escamotear as denúncias de pagamento a blogs caluniadores e a empresários amigos, tudo com dinheiro do Estado.

Lado B que mostra uma Kátia Abreu animada com a possibilidade de se aprovar uma lei agrícola que garanta o financiamento anual ao agronegócio e com a cotação do dólar, que possibilitará uma explosão nas exportações, para a alegria das contas públicas. E Kátia também deve estar animada por que sabe que na imprensa nada será dito sobre a enorme quantidade de agrotóxico que é usada nas lavouras brasileiras e sobre o avanço da fronteira agrícola sobre as áreas protegidas de florestas e terras indígenas.

Lado B que mostra o comunista ministro de Ciência e Tecnologia Aldo Rebelo bem à vontade junto ao agronegócio e a sempre congelada cara de Michel Temer.

Lado B que mostra uma prefeita em crise existencial, que tanto lutou para manter a feira em Ribeirão e que agora é “esquecida” pelo cerimonial na apresentação dos políticos no evento. Dárcy aparece no centro da foto, mas parece que não está no centro nem de seu próprio governo, cada vez mais abandonada pelo maior parceiro, o PMDB, representado na foto pelo deputado Léo Oliveira, como a lembrar que o chefe Baleia vem aí em 2016.

E o povo?

Bem, o povo fica bem longe de uma feira como essa. Apenas assiste pelo Jornal Nacional, enquanto lota os supermercados comprando de tudo (inclusive alimentos repletos de agrotóxicos e sementes transgênicas), lota os barzinhos nos fins de semana e reclama da Dilma. E todos verão as faixas fora Dilma mostradas no evento, enquanto que o Bonner dirá que estamos em crise, ora!

No fim de tudo, os fazendeiros sairão felizes, os políticos se entenderão e para o povo pode sobrar, desculpe a rima, a terceirização.

Ricardo Jimenez

segunda-feira, 27 de abril de 2015

1o de Maio contra a Terceirização!


De todos os prejuízos que o trabalhador brasileiro pode sofrer com a eleição de uma Câmara dos Deputados altamente conservadora, o PL 4330 (que libera a terceirização para todas as atividades trabalhistas) é de longe o pior.

O processo de enfraquecimento do governo federal possibilitou o aumento da força do senhor Eduardo Cunha que, legislando em nome de seus financiadores e em parceria com a aliança mídia-tucanato, conduz a toque de caixa a votação da matéria e chega a desafiar o presidente do Senado quando este argumentou que a matéria seria demoradamente discutida na casa revisora.

Essa matéria é, na prática, a revogação da CLT, ou seja, um golpe gigantesco nos direitos e garantias trabalhistas históricas. Golpe sempre desejado pelas organizações empresariais e seus asseclas, que nunca se conformaram em ter de dividir lucros e conquistas com o trabalhador.

No mundo todo a terceirização é tida como uma pauta regressista. O Brasil já demonstrou que é possível crescer gerando emprego com carteira assinada, com formalização do vínculo empregatício e isso precisa ser aprofundado e não extinto, como deseja o meio político-empresarial.

Se ainda há alguma dúvida sobre a perversidade contra o trabalhador, basta verificar quem são seus defensores e quem está lutando contra o projeto de lei.

Em sua defesa você verá a Globo, o PSDB, o Solidariedade (do arqui-pelego Paulinho) e a FIESP!

Já na oposição ao projeto estão a OAB, os desembargadores do TST (aqui e aqui) e, pasmem, os partidos de esquerda e progressistas, os movimentos sociais e a CUT. Sim! A esquerda brasileira, principalmente o PT, está mais uma vez defendendo a bandeira do trabalhador.

Nesses momentos que é possível a um bom observador, que mantém o fígado desobstruído, perceber quem é quem, e que às vezes, por desinformação, pode estar a odiar o inimigo errado.

O próximo dia 1o de Maio, dia do trabalhador, será um dia de luta, de resistência contra o PL 4330. 

Além de pressionar os deputados e senadores para que revejam seu posicionamento, a construção do 1o de Maio é fundamental para buscar retomar o debate nacional para o lado dos temas progressistas e deixar de lado as posturas de ódio e desinformação que tanto têm gerado prejuízo para o trabalhador brasileiro.

Em Ribeirão Preto, o 1o de Maio contra a Terceirização será comemorado com uma caminhada pelo centro da cidade e uma atividade político-cultural. A concentração se dará a partir da 9h da manhã na Câmara Municipal e a caminhada será em direção à Esplanada do Pedro II.

Participe! Construa o 1o de Maio contra a Terceirização, se informe sobre o tema, debata com seus vizinhos, colegas, amigos.

Os direitos e garantias trabalhistas são conquistas históricas do trabalhador e não podem ser revogadas por setores de um Congresso que não tem nenhuma moral política para tal e que atuam em defesa dos interesses de quem os financia.

Ricardo Jimenez

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Descomemorando 50 Anos de Enganação

O blog O Calçadão realiza neste domingo, como parte de um evento nacional de descomemoração dos 50 anos da mentira e enganação, uma foto coletiva em frente ao teatro Pedro II em Ribeirão Preto.

Domingo 26 de abril, 11 horas da manhã, esplanada do Teatro Pedro II.

Convidamos todos vocês!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A terceirização e o Precariado*


Aproveitando o feriado de 21/04 (Tiradentes), busquei colocar em ordem algumas leituras que estavam pendentes. Uma delas é um livro do Filósofo alemão Jürgen Habermas: “Sobre a Constituição da Europa” (editora UNESP, 2012). Esse livro traz uma entrevista concedida pelo Filósofo ao Die Zeit em 2008 onde ele faz um diagnóstico da União Europeia diante da crise financeira mundial.
O que mais me chamou a atenção e que podemos trazer à baila aqui é um neologismo criado por Habermas: “precariado” (Prekariat). Uma palavra surgida da união de precário com proletariado.
O que isso tem a ver com o Brasil? Muita coisa. Estamos diante de uma tentativa mesquinha de precarização dos serviços, quer sejam na indústria privada ou nos serviços público.
A aprovação da PL 4330  no dia de ontem (22/04), pela Câmara, é uma ação orquestrada pelas grandes empresas financiadoras de campanhas políticas para precarizar as condições de trabalho no país.
O surgimento de um precariado no Brasil serve aos interesses das grandes corporações e não aos trabalhadores e trabalhadoras. Nas redes sociais se acompanha manifestações contra e a favor da terceirização. Os que são a favor afirmam que a legislação atual gera insegurança e que impede a competitividade das empresas. Vamos pensar esse ponto! A insegurança jurídica reside, segundo os defensores da terceirização, no fato de que a legislação não define o que é atividade meio e o que é atividade fim. Atualmente só podem ser terceirizadas atividades meio (limpeza, segurança e tudo que não estiver ligada diretamente a razão social da empresa). Na verdade esse argumento é falso e não tem valor algum. Pois dá a entender que o dono da empresa não sabe qual a finalidade de sua própria empresa. Esse argumento cai por terra quando se questiona sobre a razão social da empresa. Se não se sabe o que a empresa faz, ela deve ser uma empresa de fachada e deve servir a interesses escusos.

O segundo argumento em defesa da terceirização é o da competitividade. Os empresários falam que o custo brasil (carga tributária e direitos sociais dos trabalhadores) é muito alto e, por isso, não dá competitividade às empresas no mercado internacional e permitem a invasão de produtos estrangeiros (chineses) no Brasil.
Segundo os que defendem a terceirização, a solução para isso seria a flexibilização das leis trabalhistas e redução da carga tributária. Simples!!! Não, não é simples assim. Existe um fator que é deixado de fora, propositalmente, quando se pensa a competitividade, o chamado “lucro Brasil”, que apesar de ter sido criado analisando os ganhos das montadoras automotivas, pode ser aplicado a qualquer setor industrial.  Esse termo se refere aos altos ganhos das empresas em relação ao custo de produção. Os que defendem a terceirização querem na verdade aumentar o lucro Brasil, e para isso é necessária a “contribuição” dos trabalhadores. Essa “contribuição” nada mais é do que a perda de direitos sociais e trabalhistas (como seguridade, 13º, férias...) e a redução dos salários e aumento na jornada de trabalho.


O que está por em voga é a precarização e a dissolução das conquistas trabalhistas alcançadas. A terceirização como garantia de direitos aos trabalhadores é um engodo, uma mentira. No final das contas o objetivo é um só: precarizar as condições de trabalho e a vida do trabalhador. Por isso, temos que dizer não à terceirização e não à transformação do proletariado em precariado.

Para ampliar as discussões compartilho um vídeo bem esclarecedor sobre o que a terceirização faz com a vida do trabalhador.

Não podemos permitir que essa lei seja aprovado no senado. Termos que falar, discutir, educar, compartilhar nossas posições que defendem os interesses dos trabalhadores. Ninguém vai rasgar a CLT!!!

Fabio Soma -  Filósofo e Pedagogo.




quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Orquestra em Silêncio...


O protesto realizado pelos músicos da orquestra sinfônica de Ribeirão Preto contra os atrasos salariais e o rompimento do convênio com a Prefeitura Municipal por "falta de recursos" colocou mais uma vez em evidência as dificuldades por que passa a administração municipal.

O setor da cultura não podia fugir à regra. Aliás, cultura nunca foi o forte de Ribeirão Preto. Por aqui, o Teatro, a Música, o Cinema, a Dança, definitivamente não fazem parte do cardápio cultural do trabalhador de Ribeirão Preto. E, pasmem, não é por falta de interesse! Toda a vez que algo de bom gosto vai de encontro ao trabalhador a audiência é grande. O que falta é política cultural.

Em quase o mundo todo, orquestras sinfônicas são financiadas, majoritariamente, pelo poder público ( aqui ), ou seja, em países com tradição nessa arte o Estado não abre mão de prover a política cultural. Por lá, como cá, a política econômica dos tais "ajustes fiscais" tem criado dificuldades para a sobrevivência das orquestras. A reclamação é grande. Mas por aqui o resultado é a paralisação total.

Ribeirão, como de resto o Brasil, se torna cada vez mais excludente e elitista, afastando o povo da política e da cultura. Nos solidarizamos com os músicos da orquestra, como nos solidarizamos com as crianças que recebem péssima educação, com o trabalhador que recebe péssimo transporte público, com o doente que aguarda horas na fila de um posto de saúde. Nos entristecemos com a situação de uma cidade que perdeu o seu rumo há pelo menos 20 anos, enredada em dívidas e numa forma de fazer política pequena e inoperante.

Repetimos aqui a mesma coisa que dissemos no artigo sobre os 84 anos do Teatro Pedro II: o ambiente cultural de Ribeirão é feito para meia dúzia de riquinhos e o povo é totalmente afastado. 400 mil reais mensais é perfeitamente possível de ser pago para manter a orquestra, e colocá-la para tocar para o povo: nas praças, no Arena, no Municipal, no Pedro II.

Ribeirão precisa de rediscutir, se enxergar, se reinventar.

Ribeirão Preto não pode ficar à mercê dos mesmos de sempre. E o problema não é apenas Dárcy Vera. Não! Isso é ilusão. O problema é uma estrutura de poder viciada, financiada por interesses empresariais, reproduzida na troca de favores e no assistencialismo impotente. 

A Orquestra Sinfônica e o trabalhador da periferia são ambos reféns de uma estrutura política carreirista, chinfrim e falida.

Os músicos da orquestra sinfônica de Ribeirão Preto mereciam um encontro com o povo; o povo merecia um encontro com a cultura; e Ribeirão merece um encontro com um novo destino!

Ricardo Jimenez

terça-feira, 21 de abril de 2015

Tiradentes: Um Herói Nacional!

Nós de O Calçadão reconhecemos a dimensão histórica e política do Alferes e Prático Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes!

Apesar da construção e uso da sua imagem (imitando a de Jesus) feita pelos positivistas que fundaram a República, apesar o movimento de Vila Rica ter apenas a dimensão das minas gerais como reivindicação de independência e apesar das idiossincrasias da vida pessoal de cada um, que nos faz heróis e vilões de nossa própria existência, Tiradentes é um herói nacional!

Todo aquele que tombou lutando contra a tirania é um herói.

Tiradentes foi enforcado, seu corpo foi esquartejado e seus pedaços foram pendurados no caminho entre o Rio de Janeiro e Vila Rica. Morreu ao defender uma ideia. Morreu porque assumiu para si uma liderança que nunca teve. Mostrou coragem.

Sua figura e sua morte lembram a de tantos outros que tombaram lutando por uma causa, contra um poder opressor.

A tradição de matar, degolar, esquartejar e pendurar pedaços e salgar o chão de suas moradias foi usada ao longo de toda a história do Brasil: na colônia, na monarquia e na república. Sempre vinda do poder contra as aspirações legítimas do povo.

Assim fizeram com lideranças de movimentos populares como a Balaiada, a Sabinada, Os Alfaiates, os Malês, os lutadores do Contestado, os guerrilheiros do Araguaia. Assim fizeram com Osvaldão.

Viva os heróis nacionais.

Tiradentes, presente!

Ricardo Jimenez

domingo, 19 de abril de 2015

O Calçadão: 4 meses!



O blog O Calçadão foi formado há 4 meses por seis amigos que decidiram escrever sobre política e sobre o que pensam a respeito da construção de uma sociedade mais justa, honesta e com oportunidades iguais para todos.



Agradecemos todas as 8 mil visualizações e queremos mais!

sábado, 18 de abril de 2015

Ribeirão Preto: sem rumo há 2 décadas!


O blog O Calçadão, de maneira absoluta, não entra no jogo fácil de malhar a Prefeita de Ribeirão Preto. Nós do blog O Calçadão acreditamos que Dárcy Vera é apenas mais um capítulo infeliz na política de Ribeirão Preto, uma cidade dirigida por grupelhos e sem rumo há quase 20 anos.

Nós não contamos com "informantes" para dar "furos", não contamos com estrutura para fazer plantão na Prefeitura e na Câmara e nem temos patrões que nos pagam para "falar mal da prefeita" (ginástica preferida da imprensa local e de políticos oportunistas).

Não. Nós não precisamos disso para fazer uma análise sobre a realidade: Dárcy Vera não chegou ao Rio Branco sozinha e sozinha não governou!

Essa semana seu Secretário de Governo, Geraldo Ceoldo (que mora no ABC paulista), pediu demissão após brigas internas com outros secretários de primeiro escalão. Ceoldo já é velho conhecido nas administrações ribeirãopretanas, desde Jábali (há outros casos como o dele, de "profissionais" dos cargos).

Ao mesmo tempo, o PMDB começa a desembarcar do ônibus cor-de-rosa já aprontando seu movimento rumo às eleições do ano que vem. Como em administrações passadas, o PMDB comandou pastas importantes, como a Infraestrutura, a Cohab e a Coderp. Além dos já tradicionais cargos na Educação (estes nunca são entregues).

Dizem que a dívida da cidade beira os 700 milhões de reais, entre encargos para rolar a máquina e empréstimos federais para obras de infra-estrutura e mobilidade urbana.

A impressão que se tem ao ver as brigas internas entre secretários, a "saída" do PMDB e a informação sobre as dívidas (70 milhões com o IPM, 14 milhões com fornecedores e 27 milhões com a Coderp, entre outras) é a de um governo em fim de mandato, restando ainda mais de 1 ano e meio para isso.

Mais um, aliás. Pois o mesmo ocorreu com os governos de Jábali, Gasparini e o de Palocci/Maggioni (que mal começou).

Já escrevemos aqui várias vezes sobre Ribeirão Preto ser uma cidade excludente. Mas não é excludente apenas socialmente, é também politicamente.

Temos uma elite "zona sul" que faz passeatas anti-Dilma mas que não briga com a Prefeita, até porque a sua "zona sul querida" é a única região para onde a administração de fato olha e investe. Temos uma maioria esmagadora da população morando nos bairros populares repletos de problemas e esquecidos, enfrentando um dos piores transportes públicos do Brasil para ir e voltar do trabalho. E temos uma elite política que só sabe olhar o próprio umbigo e se preocupa, apenas, em garantir a sua reeleição e a manutenção de seus cargos. Elite política que sobrevive alinhada ao financiamento empresarial de campanhas, caríssimas e impeditivas para candidaturas vindas do povo.

Por isso que em Ribeirão Preto há em demasia o seguinte tipo de grupo político-empresarial: o governista (independente de quem seja o/a Prefeito/a). Até a próxima eleição, onde haverá uma nova rearrumação caça-votos.

É fato e justo que se aponte que a situação dos municípios é bastante complicada nos últimos 20 anos. Desde 1994 que o governo central concentra renda para bancar os pagamentos de juros ao capital e retira recursos dos orçamentos municipais. Os problemas de infra-estrutura e de gestão dos municípios são graves no Brasil todo. Mas uma cidade do tamanho e importância de Ribeirão Preto merecia ter uma elite política mais qualificada e mais enraizada politicamente nos movimentos populares.

Vamos recordar?

Em 2008, Dárcy venceu Gasparini pelo DEM, com apoio do PPS, PR e do PMDB. Em 2012, Dárcy venceu Nogueira pelo PSD (de Kassab), com o apoio do PPS, PSB, PR, PCdoB, PP e PMDB. Os vereadores Maurílio Romano, Giló, André, Genivaldo, Zanferdini, Cícero, Capela, Valter Gomes, Bebé, entre outros (incluindo o atual deputado estadual Léo Oliveira), formam o núcleo da base de apoio da Prefeita, inclusive com partidários ocupando cargos no Executivo.

Em uma administração, todos são eleitos juntos, governam juntos, devem dividir a responsabilidade juntos. A desinformação não é o jogo de O Calçadão, portanto, é preciso dar o nome aos bois.

Há quase 20 anos a cidade de Ribeirão Preto não tem um projeto. Todos os Prefeitos fracassaram. A cidade fracassa todo dia. Dárcy Vera sempre fez parte, como vereadora, do mesmo grupelho político que se alterna no comando do orçamento da cidade. Foi eleita com seu tradicional discurso despolitizado e assistencialista. A culpa é de todos, inclusive do PMDB.

O PSDB e o PT (que é tímido nas críticas à Dárcy por esta ter o apoio do Planalto), que rivalizam em nível nacional há 20 anos, também têm responsabilidades. O que restou da última passagem do PT pelo poder municipal entre 2000 e 2004? E o PSDB, tem mais a oferecer do que o ruralista Nogueirinha ou o "mais do mesmo" Gasparini?

Uma cidade onde o povo não participa da política, onde os conchavos de gabinete só servem para alimentar fofocas na imprensa e onde não existe nenhuma participação crítica ou propositiva vindas de instituições como universidades, sindicatos, conselhos populares, não tem futuro.

Se aproximam as eleições de 2016 e nós de O Calçadão acreditamos que será mais uma eleição onde os mesmos irão se engalfinhar de olho no "endividado" Rio Branco.

E a população? Bom, a população continuará sacudindo dentro dos ônibus.

Ricardo Jimenez

obs: quer saber mais sobre nossa posição em relação à política municipal? Então leia: Nova Entrada do Parque Curupira, A Transerp Serve pra Quê?, Quanto vale um vereador?, A Fiúsa Vale mais que a D. Pedro?, Ribeirão Parou no Pãozinho Francês?, Teatro Pedro II 84 anos, e aí?, Infraestrutura, o Patinho Feio Essencial, entre outros!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Calçadão está na Descomemoração dos 50 Anos da Glogolpista!

50 anos da Globo: Vamos descomemorar!

Manifesto

A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra-de-ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.

A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.

Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 80. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.

A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito. Esse clima de controle e censura oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editorial que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público, em vez da submissão à ânsia de poder de grupos privados.

Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.

Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos.
Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de abril uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.

Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.

Mulheres vivas e soberania: Grito dos Excluídos traz à Ribeirão Preto a luta por terra, moradia digna e fim das violências contra as mulheres

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