quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Ministro Barroso abre divergência fundamental ao voto de Fachin!
Ao proferir seu voto o Ministro Barroso abre um caminho fundamental para contrapor o voto vacilante e inacreditável do Ministro Fachin.
Barroso diverge frontalmente da tese do voto secreto determinado pelo Cunha e referendado por Fachin. Se a tese de Barroso vencer, a Câmara terá de refazer a votação para montar a comissão do Impeachment.
Outra divergência ainda mais importante é com relação ao papel do Senado no rito. Fachin havia transformado o Senado em mero chancelador da Câmara com base em uma lei de 1950. Barroso corrige à luz da Constituição de 1988 e da normatização feita pelo STF em 1992 no processo contra Collor. Assim, é no Senado que se decidirá se o processo será instaurado ou se será arquivado, por uma decisão do seu Presidente referendado por maioria simples.
Barroso abre um caminho alternativo, constitucional e anti-golpista!
Veremos qual tese sairá vitoriosa ao final do julgamento!
Ricardo Jimenez
"Meta é meta, bolsa família é bolsa família". Se Levy for, já vai tarde!
Desde a confirmação da vitória de Dilma algumas histórias estão para serem contadas.
Uma delas é a passagem do burocrata Joaquim Levy pelo governo.
Dilma passou a campanha toda denunciando o acordo de Marina com o Itaú e a escolha de Armínio Fraga por Aécio. Ao vencer, vai procurar no Bradesco seu Ministro da Fazenda e recebe de presente o sub do Trabuco.
Imediatamente Levy foi transformado pela Globo no 'super ministro' de Dilma. Nunca foi, sempre teve dentro do governo a oposição justa e devida, mas na mídia era Levy que dava as cartas.
E por que Dilma fez essa inflexão?
O que se pode apurar é que Dilma sabedora das dificuldades vindouras, quis dar um recado ao tal 'mercado'. Ao invés de prosseguir no rumo traçado pelo debate eleitoral, onde com justeza se politizou o debate em torno da questão do superávit e das desonerações para proteger o emprego diante da crise, Dilma resolveu se precaver dos rebaixamentos de nota das agências de risco e flexionou à ortodoxia.
Resultado?
O pais teve a nota rebaixada, a recessão pegou firme, o desemprego aumentou, o eleitorado de Dilma se afastou e a mídia, a mesma que cultuou Levy, liderou a marcha do golpismo junto com a tucanada e a turma do Cunha.
A decisão de Dilma teve reflexos fortes no PT. O Instituto Perseu Abramo, os sindicalistas e o próprio diretório nacional do partido se posicionaram contra Levy. A Frente Brasil Popular, que ontem colocou mais 200 mil pessoas em todo o país nas ruas contra o golpe, tem em suas pautas o correto 'Muda Dilma'.
E parece que o debate em torno do corte ou não corte no Programa Bolsa Família vai trazer o desfecho dessa batalha. A redução da expectativa de superávit de 0,7% para 0,5%, a contra-gosto de Levy, para evitar o corte no programa pode ter sido decisiva.
A frase dita por Levy, acima no título do artigo, separa o joio do trigo. para o burocrata, a 'meta' é mais importante que o Bolsa Família. Levy é o ministro da Fazenda do Aécio, do vice missivista e da sua 'ponte para o futuro', nunca de um governo eleito por 54 milhões de brasileiros que claramente rejeitaram quatro vezes o neoliberalismo.
Precisamos de um Ministro da Fazenda capaz de enxergar o Brasil além dos interesses rentistas e encontre caminhos de desenvolvimento corajosos.
Sinceramente, o que Dilma tem a perder se resolver retornar aos braços de quem a elegeu? Ter mais rebaixamento de notas? Ora, a nota vai cair de qualquer jeito.
Se Levy sair, já vai tarde. Se Dilma mudar, que seja bem-vinda. O Brasil tem tamanho e forças políticas suficientes para voltar a tocar um projeto progressista e 200 milhões de pessoas de um país continental precisam disso.
Ricardo Jimenez
Janot vs Fachin e a dramática situação do Brasil, um país sequestrado!
As teias políticas estão tão complexas que cada vez mais as teorias da conspiração correm soltas. Enxergam-se conspiradores em todos os cantos. O ministro Fachin precisou de um voto (voto covarde e inacreditável) para deixar de ser um 'petralha' e passar a ser um 'coxinha'.
Agora, o personagem maior das teorias da conspiração é Janot. Ontem ele se posicionou contrário ao rito imposto por Cunha ( o que o coloca frontalmente em choque ao voto, covarde, de Fachin) e, logo depois, entrou com pedido no STF de afastamento do mesmo, sustentado por um relatório de 190 páginas que são pura lama. Muitos comemoraram o posicionamento de Janot, mas vários blogs enxergam ali um ato golpista, uma forma de afastar Cunha para fortalecer o impeachment.
Nós do blog O Calçadão não acreditamos em teorias da conspiração. Vamos analisar os fatos. E aí só há uma conclusão: é dramática a situação do Brasil. Paralisado há 1 ano e sem perspectiva de normalidade no horizonte.
O Brasil está sequestrado. Sequestrado por uma operação Lava-Jato que ao mesmo tempo que, corretamente, busca punir a corrupção, empreende uma investigação vergonhosamente seletiva e em parceria com o pior da mídia e dificulta os acordos de leniência que permitirão punir os empresários mas manter o funcionamento das empresas. E o desemprego cresce no setor que mais avançou nos últimos anos, o de petróleo.
O Brasil está sequestrado por uma aliança espúria entre PSDB e o Partido de Eduardo Cunha. O primeiro joga sua história na lama ao referendar um golpismo vil contra a democracia a partir do posicionamento pequeno, anti-democrático e irresponsável de Aécio Neves. Já o segundo escreve a página mais deplorável da política desde a redemocratização.
Nas 190 páginas do pedido de afastamento de Janot vemos como funcionou o sistema de financiamento empresarial a serviço de um gangster. Até agora se sabe de 90 milhões (40 milhões na Suíça e 50 milhões em Israel) conseguidos à base de propinas em contratos na Petrobrás e propinas para aprovar leis que beneficiaram setores financiadores de campanhas.
Com 90 milhões Cunha montou o seu partido que hoje soma 50 deputados fiéis. Em aliança com PSDB e DEM, esse conluio fez aprovar o maior e mais retrógrado conjunto de leis já visto, atrasando o Brasil em todos os sentidos e, uma vez Cunha pego no flagrante, esse conjunto de deputados financiados pelo dinheiro empresarial sujo passou atuar para salvar a pele do Chefe.
Vivemos então a mais espúria manipulação do terceiro cargo da República para proteger um bandido e seus pares e a maior vergonha nacional ao se verificar o oportunismo da oposição em também usar esse esquema para dar andamento ao seu golpe contra 54 milhões de votos.
A votação do STF termina hoje (ou pelo menos deve terminar). Não sei o resultado. Eu acreditava que o STF colocaria a legalidade, mas o voto de Fachin foi um banho de água fria.
A luta parece que ainda vai ser longa e as novidades da Lava-Jato contra o PMDB são imprevisíveis. Como imprevisíveis são os futuros passos do vice-Presidente missivista que, no bolso de Cunha (como afirma Ciro Gomes) e nos planos da oposição, busca se cacifar para assumir a Presidência e aplicar, à revelia do voto, o mais profundo neoliberalismo contido no seu 'documento' chamado 'ponte para o futuro'.
Para Dilma só há uma saída, dar uma guinada na sua condução enquanto Presidente e trazer as ruas consigo ( o que coloca as bandeiras da Frente Brasil Popular na ordem do dia!) e buscar de todas as maneiras legais garantir 1/3 da Câmara votando contra o impeachment.
O Brasil sequestrado segue seu drama.
Ricardo Jimenez
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Operação Catilinárias e o golpismo Dick Vigarista!
Esse artigo é mais para fazer indagações do que qualquer outra coisa.
A pedido do Procurador-Geral da República, o STF autorizou a chamada Operação Catilinárias da PF contra Eduardo Cunha e figurões do PMDB. Dizia Cícero, o romano, há 2 mil anos: 'até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência'. Significa, então, que Janot decidiu agir diante dos inúmeros abusos de poder de Cunha?
Não sei. A operação não afasta Cunha da Presidência da Câmara, apenas realiza uma blitz de busca e apreensão atrás de provas na esteira da Lava Jato. Ela se realiza dois dias depois do fracasso das manifestações pelo impeachment e um dia após o editorial de O Globo jogando literalmente Cunha ao mar. Mesmo não afastando diretamente, essa operação desgasta ainda mais Cunha e coloca sua condição na berlinda.
Cunha se tornou um fardo ao golpismo e agora estão arranjando um jeito de colocá-lo de lado? Ou as investigações são mesmo a sério?
O ex-Ministro Ciro Gomes acredita na operação Lava Jato, apesar de algumas críticas à conduta do seu juiz responsável. Ciro acha que a Lava Jato vai chegar ao seu final punindo sim os corruptos. Eu acredito que a Lava Jato é seletiva propositalmente, serve a um objetivo não republicano, mas acredito no STF como garantidor da legalidade e acho que, além de julgar as questões da Lava Jato com isenção, no dia 16 teremos boas decisões vindas de lá, colocando a casa em ordem sobre o rito do impeachment.
É preciso aguardar um pouco para ver os desdobramentos. Mas mais uma vez Temer sai enfraquecido no seu golpe Dick Vigarista e, de carona, saem perdendo também os oportunistas e derrotados tucanos.
Tucanos e Temer, e a plutocracia paulista, se juntam para chegarem ao poder sem precisar do voto, mas tomam um pau atrás do outro.
É a carta ridícula, é a hipocrisia tucana, é a aliança com Cunha até quando foi útil, enfim.
Disso tudo há apenas uma constatação clara: o povo não está nem aprovando o governo Dilma e nem muito menos os golpistas. A política como um todo está sendo reprovada. Porém, e digo isso com toda convicção, começa a se formar um consenso na população de que Dilma é honesta, e isso é muito importante.
É claro que há um caminho difícil a ser trilhado e as armadilhas institucionais montadas à frente de Dilma para tentar cassar seu mandato são muitas, mas, diante da opinião popular, é cada vez mais verdade e positivo para Dilma que se cumpra a sua frase do segundo turno de 2014: "A operação da Polícia Federal vai seguir em frente doa a quem doer".
E até agora, com relação a isso, apenas Dilma, somente Dilma, não sentiu nenhuma dorzinha, e o povo está vendo.
Ricardo Jimenez
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Dia 16: mobilização e confiança na legalidade!
Esse final de semana foi muito claro politicamente: a população brasileira não está com os golpistas!
São três os fatores mais importantes, segundo este blog, para o enfraquecimento da mobilização dos coxinhas:
- A aliança clara com Eduardo Cunha percebida pela população brasileira;
- O oportunismo do PSDB e a falta de escrúpulos de Temer, que enojam qualquer um com um mínimo de moral e politização;
- A completa falta de fundamento técnico para embasar o pedido de impeachment. A maioria da população hoje não está com Dilma, mas é completamente capaz de perceber que dentro desse clima de denuncismo e corrupção, Dilma se mantém limpa, digna.
A partir dessa constatação, o dia 16 torna-se fundamental nessa luta pela democracia e pelo respeito ao voto popular.
O STF vai garantir a legalidade. Assim como teve postura e firmeza ao proibir o financiamento empresarial e a transparência nas doações de pessoas físicas em campanhas, a Suprema Corte vai seguir o bom direito e anular a votação secreta realizada pela turma do Cunha semana passada. Quando a Constituição não é explícita quanto a uma votação secreta, ela deve ser aberta, isso é ponto pacífico.
A outra questão é sobre o rito do impeachment. Uma vez anulada a votação realizada por Cunha, será novamente montada uma Comissão de análise, dessa vez com voto aberto, e o processo volta ao início. Daí, na quarta, o STF vai decidir algo de suma importância: a aceitação do impeachment pelo plenário da Câmara afasta a Presidente ou esta é uma etapa que só é realizada pelo Senado?
De qualquer forma, diante da crise de um Parlamento construído com dinheiro empresarial e comandado por um lunático sem nenhum compromisso com a democracia, o STF vai decidir, abrindo caminho para a transparência e para o afastamento imediato de Cunha possibilitando uma repactuação política que garanta os votos necessários do governo.
Na outra ponta há a mobilização de rua. Dia 16 é dia de colocar gente na rua e dar o recado: 'o Brasil não aceitará rompimento da legalidade. Aécio e Temer não darão um golpe no Brasil, implantando por vias golpistas um neoliberalismo entreguista rejeitado quatro vezes nas urnas'.
Mas que o recado da mobilização chamada pela Frente Brasil Popular também alcance os ouvidos do governo e de Dilma. A pauta do ato é clara: Não ao golpe, Fora Cunha e Muda Dilma!
A imensa maioria da população brasileira não está com os golpistas, mas também não está com o governo, e por razões justas. É momento da guinada, de finalmente começar a governar para os 54 milhões de brasileiros que elegeram Dilma.
Ao se superar o golpismo e começar a rumar outra vez para o desenvolvimento econômico e grantia dos avanços sociais, Dilma reverte a impopularidade e entra para a história com a sua verdadeira essência: uma mulher digna, de fibra, honesta, lutadora, que enfrentou de cabeça erguida a truculência do cárcere ditatorial e a vilania dos anões morais que um dia desejaram apeá-la do seu cargo legitimamente dado pelo voto popular.
Em frente!
Ricardo Jimenez
Sem Plano Diretor, poder econômico avança sobre o Aquífero Guarani e aprofunda a exclusão social!
Se há uma constatação de consenso em Ribeirão Preto é que nos últimos 20 anos a cidade potencializou o seu caráter excludente. Temos hoje uma cidade cada vez mais separada e sem planejamento. Há uma pequena região de excelência em um microcosmo urbano localizado na zonal sul, enquanto 80% da população divide inúmeros problemas nos bairros populares.
Essa cidade dividida num verdadeiro apartheid social, onde os ricos fogem para condomínios fechados, os investimentos ocorrem apenas nos arredores da Fiúsa e a imensa maioria da população é obrigada a viver uma realidade adversa tem um responsável: o poder econômico.
Uma minoria acha isso bom, mas coletivamente isso é uma tragédia.
É ele, o poder econômico que, de fato, decide as demandas econômicas e políticas de Ribeirão Preto. Não somos uma cidade coletiva e sustentável. Longe disso. Somos moradores de uma cidade onde o gabinete do Palácio Rio Branco e a própria Câmara de Vereadores são conduzidos pelos interesses dos poderosos, da especulação imobiliária. É o poder econômico que financia as campanhas políticas e vale aquele ditado de que "quem paga a banda escolhe a música".
O Plano Diretor é um exemplo claro disso. Usamos o de 2003, que já é um remendo do de 1995, e os debates para a sua revisão estão paralisados na Câmara de Vereadores. Sem o Plano Diretor e suas leis complementares (uso e parcelamento do solo, planejamento ambiental, planejamento econômico, setores de interesse social) não há como planejar uma cidade, não há como enxergar um futuro diferente do que vivemos hoje.
E por que os debates sobre o novo plano não avançam?
Segundo o vereador Beto Cangussu, um dos mais atuantes nesse tema, as audiências públicas e os debates se realizam desde 2014, mas muitos vereadores não comparecem e na hora da votação argumentam que não podem votar o projeto pois 'não houve debate'.
"Eu sou autor de 40 das 60 emendas feitas ao projeto. Faço a minha parte. Debatemos esse assunto aqui desde 2014 e qualquer vereador que tenha interesse à essa altura já está muito bem informado. A filosofia do novo Plano Diretor é boa, o trabalho técnico realizado pelo urbanista José Antônio Lanchoti foi muito bom e traz conceitos modernos em consonância com o Estatuto das Cidades. Sem um Plano Diretor e suas leis complementares não há como planejar a cidade e corrigir seus rumos", diz Beto.
Segundo levantou o blog, a proposta visa criar os 'anéis de desenvolvimento', uma forma de planejar o desenvolvimento da cidade do centro para a periferia, buscando utilizar instrumentos legais contidos no Estatuto das Cidades, como outorga onerosa, IPTU progressivo e loteamento compulsório, para dar uma função social aos terrenos sub-utilizados no perímetro urbano, evitando a especulação imobiliária e criando moradias mais próximas do centro, interrompendo a lógica de mercado de expandir a cidade para regiões cada vez mais distantes, dificultando as políticas públicas e a implantação da estrutura social e urbana.
Ocorre que a votação do projeto não avança. Na última semana ela foi interrompida pela própria base de apoio da Prefeita. Qual o motivo alegado? Falta de debate? Talvez estejamos sendo mais uma vez vítimas do poder da especulação imobiliária que não deseja o atual projeto e pressiona vereadores?
Um dos debates mais fervorosos é sobre o artigo 23, que legisla sobre a região leste, de recarga e afloramento do Aquífero Guarani. Aquela região é a atual cereja do bolo das construtoras. São vários projetos planejados para aquela área.
O GAEMA (Grupo de Atuação Especial do Maio Ambiente), ligado ao MP, conseguiu na Justiça a paralisação dos projetos naquela região até que o novo plano seja votado, mas a liminar foi cassada pelo TJSP por ação da própria Prefeitura de Ribeirão. Atualmente os projetos naquela região devem destinar 35% para áreas permeáveis (contra 25% no restante da cidade). A luta dos movimentos ambientalistas é para aumentar para 50%. Essa é a polêmica sobre o artigo 23 do projeto do Plano diretor, mas não é só isso.
Esse debate sobre o futuro da cidade, e que perpassa o debate sobre o novo Plano Diretor, não pode ficar à cargo do poder econômico. Os movimentos sociais da cidade, incluindo os movimentos por moradia, as associações de moradores e os diversos movimentos sociais devem se engajar nele. Não é só o Aquífero Guarani que está em jogo, é o futuro da cidade.
É preciso pressionar. Olhemos no que a atuação desregrada do poder econômico transformou nossa cidade nos últimos 20 anos!
Sinceramente, acredito que o debate sobre o Plano Diretor seja o mais importante do momento, mas infelizmente não lota a Câmara no dia da votação, como lota, por exemplo, quando se vai debater salário de vereador. Ambas discussões são importantes e ambas deviam mobilizar a população, mas isso não ocorre com o Plano Diretor e, então, os vereadores acabam deixando de lado sua responsabilidade ou se conduzindo sob a pressão do poder econômico.
Construir uma cidade participativa e inclusiva, uma cidade onde impere a lógica da coletividade e não a lógica do mercado, vai depender da força popular organizada. Chega de falta de transparência, chega de decisões de gabinete sem consulta popular, ou a população de Ribeirão toma as rédeas de sua cidade ou não teremos um futuro digno.
Ricardo Jimenez
domingo, 13 de dezembro de 2015
Vitoriosos, alunos desocupam Otoniel Mota!
CARTA ABERTA À COMUNIDADE ESCOLAR DA E.E.OTONIEL
Nós, alunos que ocupamos o Otoniel Mota em luta pelo fim da reorganização escolar e por nítidas melhorias na educação do Estado, vimos publicamente e por páginas particulares para maior visibilidade, informar que a nossa ocupação está encerrada a partir do dia 14/12/2015. Informamos também que, entretanto, não estamos distantes da luta educacional, ao contrário, nossa desocupação ocorre em virtude da preocupação com demais aspectos da vida escolar em questão. Quanto ao horário de funcionamento da unidade, caberá à gestão escolar comunicar à comunidade.
Formamos um grupo consciente e convicto. Continuaremos mobilizados em busca de objetivos para a melhoria da educação.
O Blog O Calçadão felicita a garra e a luta dos estudantes e vamos todos permanecer vigilantes e lutando em defesa da escola pública, que não é, absolutamente, o modelo tucano oferecido.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Ocupação Otoniel Mota. Por Cláudia Cantarella
A escola continua ocupada, e gostaria de ressaltar que ofereci meu apoio aos ocupantes quando da luta para conter a reorganização escolar.
No entanto, a partir do momento que foi publicado em Diário Oficial que o sr. governador não cancelou, mas, pelo menos, suspendeu a reorganização, penso, de modo particular, que não há mais motivo para a ocupação.
Muitas lutas surgirão ainda, muitas reivindicações precisam ser feitas e alcançadas, mas a proposta inicial foi atingida, portanto, declaro que FINDA AQUI MEU APOIO À OCUPAÇÃO DO OTONIEL.
É preciso discernir e entender que não se pode mudar a regra do jogo no meio do caminho. Parabéns aos alunos que já desocuparam a escola e que se mantêm atentos às reivindicações e melhorias da educação do Estado. Nossa luta pela educação continua, mas, neste momento, não concordo com a ocupação.
Cláudia Cantarella é professora e colabora com O Calçadão
Semi-presidencialismo: golpistas sem voto, eles nunca mudam!
O golpismo sem voto nunca muda!
É o DNA udenista que nunca abandona a elite paulista.
Dilma e Jango se encontram na linha do tempo e se deparam com a figura dos golpistas, que muito mais que golpear Presidentes, desejam golpear o Brasil.
Jango era o mais popular dos líderes trabalhistas. Ministro do Trabalho de Vargas e vice Presidente eleito diretamente duas vezes, uma em 1955 e outra em 1960, Jango afrontou e assustou a elite quando se colocou na linha sucessória com a renúncia de Jânio.
Lá estavam os golpistas a propor um 'parlamentarismo' para contornar a crise. Solução rapidamente aceita por Tancredo, diga-se de passagem.
Jango seguiu em frente, retomou o poder num plebiscito em 1963 e saiu a defender suas Reformas de Base. Diante do quadro desolador do udenismo e da elite paulista: o golpe de 1964.
Hoje a tragédia se repete como comédia bufa, como um movimento rasteiro e indigno contra Dilma.
A direita não está suportando quatro derrotas seguidas, não está suportando a decisão do STF de proibir as doações empresariais, não está suportando o crescimento das mídias digitais alternativas e não está suportando a visão de um retorno de Lula em 2018.
O país está parado, o posicionamento da oposição de sustentar o poder de Eduardo Cunha à frente da Câmara joga a política na lata do lixo e cria um perigoso sentimento de desânimo na população, ferramentas das quais o golpismo udenista sempre se alimenta.
E agora a proposta que faltava: o semi-presidencialismo, ou seja, Dilma fica mas não manda. Temer tentou isso por dentro do governo, diante da resistência passou a conspirar do lado de fora, junto da aliança Aécio-Cunha.
É momento de unidade, é momento de luta. Particularmente, confio no atual STF na garantia da legalidade, mas a batalha se dará na política, na mobilização popular. Do lado de lá o neoliberalismo, o patrimonialismo e o clientelismo espreitam. Do lado de cá estamos nós!
Ricardo Jimenez
Marcos Sérgio, liderança do Jd. Aeroporto, pergunta ao vereador Capela: 'Picuinhas?'
Com relação ao seu manifesto “É preciso acabar com as picuinhas”, publicado no Jornal A Cidade de 5/12/2015 e cuja imagem abaixo demonstra, venho respeitosamente apresentar 06 indagativas sobre a veracidade de suas afirmações, a fim de saber como Vossa Excelência chegou à tais conclusões, assim demonstrando que seu próprio manifesto pode se tratar de uma 'picuinha'.
Vamos a elas:
1- Quais são os 250 municípios a que se refere o senhor vereador se, ao se considerar a área de influência direta do aeroporto de Ribeirão Preto (não necessariamente o Leite Lopes), no Estado de S. Paulo, o número não passa de 93 municípios? Estarão considerando também os municípios a serem atingidos pelo aeroporto novo de Bauru ou o futuro novo de S. José do Rio Preto? Favor indicar num mapa a área de influência onde constem esses 250 municípios e qual a fonte técnica em que se baseou;
2 - Como foi calculado que um aeroporto internacional de cargas em Ribeirão Preto irá gerar 5.000 empregos nas 250 cidades da região? Aeroporto produz alguma coisa além de servir de ponto de transbordo de passageiros, igualzinho a uma estação rodoviária ou uma estação ferroviária? Favor apresentar o memorial de cálculo que demonstre esse número de geração de empregos (emprego em obra não vale porque são sempre provisórios e duram apenas o tempo da obra);
3- Se o IPI e o ICMS são impostos recolhidos na origem do produto fabricado ou vendido, como é que esses impostos revertem para Ribeirão Preto se forem gerados nos outros 249 municípios? Só porque são exportados por avião? Favor demonstrar a origem desses impostos e que cairão nos cofres municipais;
4 - Supondo que todo o frete de produtos exportados por avião seja pago em Ribeirão Preto, qual seria esse valor extraordinário que iria resolver os problemas de caixa da prefeitura? Favor apresentar o memorial de cálculo.
5 - Demonstre que um novo aeroporto não produz exatamente os mesmos efeitos econômicos que a ampliação do Leite Lopes lembrando que, se não fosse a insistência em ampliar o Leite Lopes, esse novo aeroporto já estaria funcionando.
6 - Toda essa pressa na internacionalização do Leite Lopes através da ampliação (proibida por sentença) da pista não será apenas preocupação com os problemas enfrentados por uma empresa privada que tem o monopólio da exploração das cargas internacionais no Leite Lopes e que num aeroporto novo essa concessão poderia não ser renovada? As declarações da senhora prefeita na reunião do dia 23/11/2015 e depois no dia 25/11/2015, em Brasilia, sugerem essa linha assim como a de privatização do Leite Lopes.
Atenciosamente
Marcos Valério Sérgio
Líder Comunitário e Membro da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto e do Movimento Pró Novo Aeroporto de Ribeirão Preto e Região
O blog O Calçadão se coloca à disposição para a manifestação do vereador Capela novas.
Vai ter processo de impeachment contra a Presidenta Dilma?
As ações do congresso nacional brasileiro vão na direção de buscar, a todo o custo, o "impitia" da Presidente, o que seria um golpe constitucional tal como já foi promovido em outros países da américa latina. Quais os argumentos explícitos dessa moção? Na realidade é apenas um: as pedaladas fiscais.
O que são essas pedaladas? Elas ocorrem desde 2000, durante o governo FHC, e são atrasos nos repasses aos bancos públicos referente aos pagamentos de benefícios o sociais como o minha casa minha vida, o bolsa família, fundo de garantia...
Para os que propõem esse impeachment, como o jurista Miguel Reale Junior, isso seria crime de responsabilidade, porque o governo não pode "tomar empréstimos de bancos públicos em ano eleitoral". Para Reale e Bicudo, esse "crime" é continuado, pois em 2015 também se está fazendo as pedaladas fiscais.
Ok!!! Então vamos entender a lógica de argumento.
O Dono da Caixa Econômica Federal é o governo federal, mas isso não quer dizer que o governo possa fazer o que bem entende, evidentemente. O que ocorre é o seguinte: A Caixa paga os benefícios e o governo recompõe o montante pago com juros. São esses repasses de recomposição que estão sendo entendidos pelos juristas Reale e Bicudo e pela direita golpista como empréstimos. Entenda melhor assistindo ao vídeo abaixo...
Primeiro que não são empréstimos, mas sim recomposição de fluxo que são uma coisa muito diferente. Quando a Caixa recebe do governo ela recebe com juros e quando ela paga ao governo ela paga com juros. Esse movimento de recomposição de caixa é desfavorável ao governo, pois ele paga mais do que recebe, sendo assim, o argumento de empréstimo é tão insignificante em sua força jurídica e de convencimento que se não fosse o braço da mídia golpista ele nem estaria em pauta. O que mais me deixa impressionado nesse argumento é que juristas como Reale não fiquem envergonhados de se prestarem a um papel de estagiário que, por poucos conhecimentos jurídicos e muita vontade de agradar o patrão, faz uma peça no mínimo péssima.
Mas e os argumentos implícitos? Tem algum? Claro que sim e são muitos.
Entre eles está o fato de que os programas sociais são um sucesso reconhecidos internacionalmente. O direito a uma moradia dá dignidade às pessoas e faz com que elas voltem a sonhar e a se compreenderem como pessoas de fato. Esse é o principal legado do programa minha casa minha vida.
O Bolsa Família, que nos apresenta a primeira geração de crianças que viveu longe da fome e da miséria extrema é outra pedra no sapato dos golpistas, pois pobre tem que ser pobre não pode ter renda, pois com renda ele não se deixa explorar pelos empresários inescrupulosos que são tão amigos do trabalho escravo em suas lavouras e indústrias.
Outro argumento implícito é o machismo. O processo de impeachment também reflete a concepção de que lugar de mulher é sempre secundário, "não dá certo mulher no governo", ouvimos por ai. Esse preconceito tacanho e retrogrado também move uma escalada de ódio contra todas as mulheres brasileiras. Mas nós sabemos que nas horas mais difíceis são elas que estão na linha de frente!
Assim, caros leitores, posso afirmar com segurança que se houver o impeachment da Presidente ele não vai ser motivado pelo bem do país ou por crimes de corrupção ou de lesa pátria (FHC vendeu a Vale por 3 "me rés" enquanto ela valia 9 bilhões), mas será um processo que deixará exposto o ódio para com os mais desvalidos da sociedade, contra as mulheres e crianças, contra os negros e contra o país que vinha despontando como liderança econômica no Mercosul e nos BRICS.
A esse movimento de buscar o impedimento da presidenta Dilma, sem um justificação jurídica, só tem um nome:
Por isso é importante que lutemos contra o golpe, pela manutenção dos direitos sociais e o respeito a vontade popular.
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Fabio Soma - Filósofo e Pedagogo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Frente Brasil Popular: Não ao Golpe, Fora Cunha, Muda Dilma!
É cada vez maior o número de progressistas que se perfilam contra o golpismo declarado pela aliança entre Eduardo Cunha, Aécio Neves e, agora, com o claro posicionamento de Michel Temer, o vice que envia carta.
Artistas, intelectuais, CNBB, sindicatos, movimentos populares enfim,sente-se no ar a mesma sinalização de unidade progressista que ocorreu da metade para o fim do processo eleitoral de 2014. Ali, naquela altura, da sacada do TUCA em São Paulo, pulando com a juventude, Dilma deu o tom da vitória.
Passada a eleição, muitos representantes daquela unidade formada se afastaram, inclusive a população comum, e por razões óbvias: a política econômica adotada desagradou e permanece desagradando a todos, menos ao setor rentista, que ganha sempre e cada vez mais.
Essa fragilidade do início do mandato de Dilma deu força para a oposição fazer crescer o golpismo. É a lava-jato seletiva em parceria com a mídia, é Cunha transformando a Câmara dos Deputados num chiqueiro, é o PSDB sonhando em chegar ao poder contornando a necessidade do voto.
Mas eis que a ânsia da oposição golpista acabou gerando as condições de uma rearticulação da unidade dos setores progressistas. Não para defender o governo Dilma, mas para defender três coisas: a moralidade (ameaçada por um pedido de impeachment conduzidos por imorais contra uma mulher honesta), a democracia (ameaçada por um conluio rasteiro e anti-democrático) e as conquistas sociais (pois à essa altura ninguém mais duvida das intenções dos golpistas, ou seja, reintroduzir o neoliberalismo goela a baixo do povo brasileiro, sem passar pelo voto, e manter a farra do financiamento empresarial de campanhas).
É nesse sentido que a Frente Brasil Popular vai às ruas no dia 16 de dezembro: Não ao Golpe, Fora Cunha e Muda Dilma!
O próprio PT se verá absolutamente contemplado nesta pauta, já que deu sinais claros ultimamente de que se sente incomodado com a atual política econômica.
Temos a grande chance de vencer o golpe e dar uma guinada na economia, trazendo de volta aqueles que deram a Dilma 54 milhões de votos em 2014 apesar da já haver naquela altura toda a atual estrutura golpista já montada, incluindo a mídia.
Que Dilma e seu governo consigam enxergar isso.
Todo apoio à Frente Brasil Popular!
Ricardo Jimenez
Artistas, intelectuais, CNBB, sindicatos, movimentos populares enfim,sente-se no ar a mesma sinalização de unidade progressista que ocorreu da metade para o fim do processo eleitoral de 2014. Ali, naquela altura, da sacada do TUCA em São Paulo, pulando com a juventude, Dilma deu o tom da vitória.
Passada a eleição, muitos representantes daquela unidade formada se afastaram, inclusive a população comum, e por razões óbvias: a política econômica adotada desagradou e permanece desagradando a todos, menos ao setor rentista, que ganha sempre e cada vez mais.
Essa fragilidade do início do mandato de Dilma deu força para a oposição fazer crescer o golpismo. É a lava-jato seletiva em parceria com a mídia, é Cunha transformando a Câmara dos Deputados num chiqueiro, é o PSDB sonhando em chegar ao poder contornando a necessidade do voto.
Mas eis que a ânsia da oposição golpista acabou gerando as condições de uma rearticulação da unidade dos setores progressistas. Não para defender o governo Dilma, mas para defender três coisas: a moralidade (ameaçada por um pedido de impeachment conduzidos por imorais contra uma mulher honesta), a democracia (ameaçada por um conluio rasteiro e anti-democrático) e as conquistas sociais (pois à essa altura ninguém mais duvida das intenções dos golpistas, ou seja, reintroduzir o neoliberalismo goela a baixo do povo brasileiro, sem passar pelo voto, e manter a farra do financiamento empresarial de campanhas).
É nesse sentido que a Frente Brasil Popular vai às ruas no dia 16 de dezembro: Não ao Golpe, Fora Cunha e Muda Dilma!
O próprio PT se verá absolutamente contemplado nesta pauta, já que deu sinais claros ultimamente de que se sente incomodado com a atual política econômica.
Temos a grande chance de vencer o golpe e dar uma guinada na economia, trazendo de volta aqueles que deram a Dilma 54 milhões de votos em 2014 apesar da já haver naquela altura toda a atual estrutura golpista já montada, incluindo a mídia.
Que Dilma e seu governo consigam enxergar isso.
Todo apoio à Frente Brasil Popular!
Ricardo Jimenez
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