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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Vem aí o rolo compressor do golpismo: meta fiscal de 200 bilhões?


O governo golpista, através do seu cara do mercado, o Henrique Meirelles, prepara o rolo compressor contra o Estado nacional: uma meta fiscal de 200 bilhões!

Meta fiscal é a economia que o governo faz para buscar, através de superávits primários, manter estável a relação dívida/PIB. Além disso, a meta fiscal e a relação da dívida são instrumentos fundamentais de controle que o 'mercado' exerce sobre os Estados nacionais.

Forçar os países a cumprirem as metas fiscais garante ao capitalismo financeiro a liquidez necessária para manter o sistema que, a qualquer sinal de ameaça de interrupção do fluxo de capital, entra em crise.

Acontece que em momentos de crise, de recessão e refluxo, uma meta fiscal elevada é um veneno que pode matar o doente. Meta fiscal se faz com cortes orçamentários, o que afeta o planejamento econômico e as políticas sociais, colocando o próprio Estado sob risco.

Um corte de 200 bilhões de reais nessa altura do campeonato significa um impacto estrondoso no Estado brasileiro. Estou falando em cortes cavalares no orçamento, envolvendo saúde, educação, programas sociais, investimentos na indústria, na agricultura e por aí vai.

O déficit público é um instrumento de alavancagem econômica em momentos de crise, mas no Brasil do golpe e da Globonews vira um escândalo.

Economias orçamentárias e realização de superávits primários para diminuir a dívida se faz em momentos de expansão da economia, pois não impactarão na vida das pessoas. Mas em momentos de recessão, como agora, o planejamento macroeconômico pede políticas anticíclicas, de gastos orçamentários para manter o Estado funcionando e, principalmente, proteger o emprego e a vida da população mais pobre, mesmo que isso impacte na dívida.

Mas não é assim que pensa o 'mercado'. O 'mercado' quer sangue e vai sugá-lo de uma vez. Meta fiscal de 200 bilhões, se confirmada, será uma tragédia.

Esse é o serviço sujo do golpismo. Aplicar a política econômica que está sendo derrotada nas urnas desde 2003. E é importante dizer que virá pelas mãos de Meirelles, o queridinho do 'mercado', do PSDB, dos golpistas e do Lula.

 Devido a uma narrativa mentirosa, Meirelles pousa de bonzão enquanto que Manteiga pousa de vilão, apesar de que foi com o segundo que o Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 4%, com políticas anti-cíclicas.

O Brasil gasta 4,7% do PIB com pagamento das dívidas (o que dá 45% do orçamento!) mas o 'mercado' quer mais.

Em 2014 e 2015, para manter os investimentos e os programas sociais, Dilma reduziu a meta de 90 bi para 8 bi, gerando, claro, o aumento da dívida pública e o rebaixamento da nota das agências de risco. Essa postura de Dilma, dentre outras, foi uma das fontes de irritação do 'mercado', parceiro no golpe.

Por que manter o investimento público e programas sociais? Bobagem. Melhor é economizar para pagar juros! Assim é a narrativa dos 'pró-mercado'.

200 bi de meta fiscal será o fim de qualquer investimento, o fim dos programas sociais, da expansão do ensino público e da manutenção do SUS.

E vêm por aí a reforma da previdência (inclusive com mudanças de regras retroativas, tirando direitos adquiridos!) e a reforma trabalhista, flexibilizando direitos e introduzindo a terceirização para atividades fins.

Meirelles disse em entrevista que " o povo brasileiro está preparado para apoiar medidas duras que resolvam a crise".

É para perguntar: o povo sabe que seu 'sacrifício', imposto por um governo golpista que rasgou 54 milhões de votos, será para garantir que banqueiros e rentistas continuem a sugar o seu país? O povo sabe a quem de verdade serve o senhor Meirelles?

Ricardo Jimenez

Ipiranga com a São João - 19/05/2016


quarta-feira, 18 de maio de 2016

O que é racismo? Por Seimour Souza



Racismo não é você (apenas) me chamar de macaco, ou tentar me ofender por meus traços físicos 🌸
Racismo é eu não ter um professor negro.
Racismo é a maioria esmagadora dos terceirizados da faculdade onde eu estudo serem negros.
Racismo é eu ter 5X mais chances de morrer do que o meu amigo branco.
Racismo é o seu discurso meritocrático.
Racismo é o Brasil ter a a 4ª maior população carcerária do mundo, que em sua maioria é Negra.
Racismo é o Brasil ter a MAIOR população NEGRA fora da África e mesmo assim, ainda não termos negros ocupando espaços de poder dentro da sociedade.
Racismo é o Brasil ser o país que mais mata a sua juventude(NEGRA).
Racismo é o assassinato de mulheres negras ter aumentando exponencialmente nos últimos anos, enquanto de mulheres brancas diminui.
Racismo é quase 80% dos moradores das favelas do Brasil serem negros.
Racismo é esse sistema ainda estar de pé, continuando a matar preto e pobre TODOS OS DIAS, e mesmo assim vocês ainda preferem questionar a posição que a Beyonce ocupa, a questionar o sistema.

Seimour Souza é estudante de Ciências Políticas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

O que está em jogo no MEC? Por Leonardo Sacramento




A conjuntura é interessante porque explicita as posições de todos.
 Hoje o jornal O Globo, porta-voz ideológico das organizações Globo e da família Marinho, fez um 'duro' editorial contra a educação estadual do Rio de Janeiro.
Mas o que as organizações Globo tanto criticam? Falta de professores? Salas lotadas? Falta de estrutura e segurança? Falta de climatização (acredite, Madureira e Macaé, por exemplo, são duas vezes mais quentes que Ribeirão Preto)?
Não! Criticam duramente o governo estadual por 'ceder' às 'pressões' do sindicato dos professores e dos estudantes. 
Mas o que cedido?
Foi decretado o fim da política de bonificação por meio de avaliação externa no Estado do Rio de Janeiro, instituindo-se o plano de carreira e a isonomia como princípios norteadores para a remuneração do magistério!
O problema nunca foi a corrupção (isso foi uma lorota), mas a implantação de uma nova Reforma do Estado com o fim de diminuí-lo, aumentando os espaços para o capital privado!
As organizações Globo e a família Marinho escancaram esse cenário quando criticam o governo estadual do Rio de Janeiro por decretar o fim da bonificação, justamente quando o MEC está em processo de implantação da bonificação para todo o país.
Não foi coincidência!

Leonardo Sacramento é professor e Secretário-Geral da Aproferp-Ribeirão Preto

"Temer quer colocar o país nos trilhos"... e os cargos federais da região, vão pra quem?

O deputado Federal Baleia Rossi deu uma entrevista para o jornal local A Cidade, de Ribeirão Preto.

Segundo Baleia, Temer quer "colocar o Brasil nos trilhos".

O fato de o vice alcançar a cadeira da Presidência de maneira interina conduzido pelas mãos e poder de barganha de Eduardo Cunha e de que a Presidente eleita foi afastada temporariamente num processo sem provas e a partir de um parecer escrito por filiados do PSDB ao preço de 45 mil reais, nem uma palavra.

Mas, já era de se esperar. Baleia está "muito feliz e satisfeito na Câmara Federal" e hoje o afilhado de Temer foi conduzido à liderança do PMDB na Câmara.

Este blog abre um espaço para a reflexão.

Baleia sempre pautou sua vida política no 'governismo', o que aliás é típico da escola peemedebista de política. Desde quando era deputado Estadual, Baleia procurou ficar bem tanto com o tucanato, que comanda o Estado, quanto com o petismo, que por 13 anos comandou o país.

Baleia se beneficiou duplamente por anos com essa tática.

Por aqui era comum as rusgas de Baleia com tucanos e petistas, pois é sempre tensa a disputa pelos cargos federais e estaduais à disposição. Ter indicados para cargos é uma poderosa ferramenta política, principalmente nas barganhas eleitorais com Prefeitos da região.

Agora este blog imagina que o deputado deve estar extremamente feliz, pois os cargos federais da região estarão sob seu controle, além dos cargos estaduais, pois não é segredo que o governo golpista do interino Temer está bem entrosado com o tucanato paulista.

Na entrevista, Baleia diz que Temer não descarta "usar remédios amargos para curar o doente" (no caso, o doente, é o Brasil).

É bom lembrar que na campanha de 2014 Aécio disse a mesma coisa, ao lançar antecipadamente seu Ministro da Fazenda, o funcionário de George Soros Armínio Fraga. Aécio perdeu a eleição, foi a quarta seguida do PSDB (e perdeu em Minas, duas vezes).

Agora o interino, que foi 'eleito' indiretamente pelo colégio eleitoral do Cunha, se acha em condições de aplicar "remédios amargos" no povo brasileiro.

Sem voto!

Mas, confiante na fama recente de Ribeirão, de 'capital coxinha', Baleia é otimista: " O sucesso do governo Temer vai refletir bem em Ribeirão Preto".

Veremos.

Ricardo Jimenez

terça-feira, 17 de maio de 2016

Governo golpista acaba com o Minha Casa Minha Vida Entidades!

25 mil unidades canceladas pela caneta do governo golpista de Michel Temer, o vice conspirador e interino sem voto. 

A seleção de projetos foi feita para a contratação de cerca de 25.000 unidades habitacionais em todo o país, e foi realizada nos últimos dias antes do afastamento da Presidente DILMA.

A portaria publicada revoga essa seleção, impedindo que esses projetos sejam contratados.

O Minha Casa Minha Vida Entidades agraciava a população mais pobre do país, inclusive com construções em regime de mutirão.

O programa Minha Casa Minha Vida Entidades era o principal instrumento de desfavelização do Brasil.

O governo golpista instalado interinamente no Palácio do Planalto não mede esforços para promover o desmonte do Estado brasileiro em benefício dos financistas e em detrimento do povo.

Sem voto e com um programa que jamais seria eleito pela população Brasileira, Temer e sua turma de corruptos são um escárnio inaceitável.

PMDB, PSDB, PP, PTB, PSB, PR, PSD, PPS e outros se apossam dos nacos de poder através de um golpe contra uma Presidente eleita e contra a qual não há crime de responsabilidade imputado, nas barbas do omisso STF.

Mas o clima está mudando, o golpe está sendo denunciado, o governo Temer com seu Ministério pífio e fisiológico e apoiado em um Congresso corrupto, não resiste aos primeiros sinais de impopularidade.

Ricardo Jimenez

Ministro golpista, que tentou cortar o bolsa-família, ameaçou cortar o SUS!


A sede para fazer o serviço sujo é enorme!

O governo golpista, que, em tese, é interino, já conduziu o país a um retrocesso de trinta anos em apenas alguns dias.

Ministérios fundamentais para a cidadania e a inclusão social foram extintos sob a canetada dos conspiradores golpistas.

O Minha Casa Minha Vida Entidades, que beneficiava os moradores de favelas e os cidadãos de baixíssima renda com a casa própria foi extinto.

E aí vem esse deputado licenciado do PP, o partido mais corrupto do Brasil, respondendo pelo Ministério da Saúde dos golpistas, assessorado pela psicóloga da cura gay, e ameaça o SUS.

Além das questões pessoais, o tal Ricardo Barros, ex-Prefeito de Maringá, que tem nos planos de saúde privados seus maiores financiadores de campanha (ilustração abaixo), há a questão do projeto que o governo golpista/interino do Temer quer promover: o enxugamento geral da máquina pública!
O tal Ministro da Saúde dos golpistas é o mesmo que tentou cortar o Bolsa Família do orçamento esse ano. E tem mais sobre ele aqui nessa matéria da Rede Brasil Atual.

Ao citar a Grécia, na sua ameaça ao SUS, o golpista interino mostrou as entranhas da patranha do golpe.

"O tamanho do SUS precisa ser revisto", disse o golpista.

Na Grécia, todas as políticas sociais e de fomento ao desenvolvimento foram cortadas sob o tacão da troika europeia para sobrar grana para o pagamento dos compromissos financeiros, ou seja, engordar os rentistas que vivem de sugar o sangue dos Estados nacionais, as custas do povo.

Aqui no Brasil, com apoio da Globo e da FIESP, e com a liderança e o poder de chantagem de Eduardo Cunha no Parlamento e no próprio STF, se deu um golpe. Colocou-se no poder uma malta de larápios que continuarão sugando os cargos públicos enquanto promovem o desmonte de Estado brasileiro.

É um governo ilegítimo, inaceitável, antipopular e que precisa ser superado pelo bem do Brasil.

Ricardo Jimenez


Sobre a proposta de alteração no Estatuto do Magistério Municipal - Leonardo Sacramento



Fiz uma análise pessoal sobre as alterações propostas na revisão do Estatuto e Plano de Carreira do Magistério Público Municipal. Gostaria de compartilhar.
1) Logo no artigo 4, percebe-se que o governo criou quatro cargos: Professores do CEEEF, Professores da EMEPB, Monitores de Informática e Professor de Bandas e Fanfarras. Os dois primeiros cargos já foram criados há alguns meses, de modo que não há discussão sobre o assunto. Penso que está usando a comissão para legitimar o que já foi feito. Sobre os professores do Celso Chaguri, considero que legaliza uma situação prevista na LDB.
2) Quanto à criação de cargos para professores do EMEPB Egídio Pedreschi, considero uma aberração, fruto de um acordo político, que, ao que tudo indica, a comissão concordou. Esse professor, na verdade, é monitor de guardador de carros, etc.etc. Não tem nada a ver com o magistério. Há, inclusive, denúncia de que pessoas com deficiência são usadas para guardar e lavar carros enquanto a escola cobra dos estudantes da UNAERP para guardar os seus carros. Eu fui cobrado quando da atribuição do ano passado, e quem “olharia” a minha moto foi um “aluno”. Recusei-me a deixar a minha moto no estacionamento. Eu já estive em uma reunião do CME que isso foi abertamente discutido.
3) A não ser que eu tenha lido errado, não encontrei qualquer menção sobre as atribuições do monitor de informática. Então, criou-se o cargo, mas não se versou sobre o que ele pode ou não pode fazer, como fez com os outros cargos, no Anexo IV. Tem o cargo, mas não tem o que ele fará. Uma aberração!
4) A não ser que tenha lido errado, não encontrei também qualquer menção sobre o que esse “professor do EMEFPB Egídio Pedreschi” fará. Penso que, já que é uma escola de educação especial, as atribuições devem ser na área, o que exige Pedagogia a todos os professores. Por que a comissão não especificou essa flagrante contradição? Talvez para legitimar os tais “monitores” de guardar e lavar carros.
5) Com todo o respeito ao Professor de Bandas e Fanfarras, considero essa inclusão sinistra, no mínimo. A justificativa está no Anexo VII, e consiste na obrigatoriedade do ensino de música. Ocorre que Bandas e Fanfarras não é ensino de música, mas de bandas e fanfarras. Música é muito mais amplo do que fanfarra. Justificar a existência de professor de bandas e fanfarras pela obrigatoriedade do ensino de música consiste justamente em provar que a medida é ilegal e imoral. Pelo que parece e dá a entender a medida, então todas as escolas terão bandas e fanfarras como medida que visa adequá-las à obrigatoriedade do ensino de música? Sério?
6) O que significa Assessoramento Pedagógico, disposto no final do parágrafo 1 do artigo 7? Onde está a conceituação desse termo? Para quem não sabe, é o que a SME faz para comissionar todo mundo sem publicação em Diário Oficial. Esse cargo não existe!
7) Esse termo está disposto abstratamente no artigo 54, mas não está no quadro do magistério, no artigo 6. Pela forma como está escrito, abre ou escancara mais a porteira para que a SME nomeie (ou não) quem ela quiser SEM A DEVIDA EXISTÊNCIA DE CARGO. Ou seja, afasta para cargo inexistente, porque não existe. Não é possível que a comissão não tenha se debruçado contrariamente sobre isso.
8) Vi que a comissão colocou, no artigo 14, sobre a promoção merecimento, o não desconto por doença infectocontagiosa, epidêmica, internação etc.. Concordo, mas essa medida foi vetada pela Prefeita quando do Estatuto do Magistério em 2012. A Câmara derrubou, mas a prefeitura ganhou no TJ, se não me engano. Se tem uma decisão judicial o proibindo, é possível instituí-la agora? Dúvida!
9) Repito a mesma pergunta sobre o artigo 36, sobre contagem de pontos.
10) No artigo 36, cabe mesmo discriminar “tratamento para câncer” (é um exemplo) como uma das situações para o não desconto para contagem? E braço quebrado, hemodiálise etc.etc? Com todo o respeito, não faz sentido. Por que não por motivação de doença ou afastamento médico? Porque está vetado? Mas o veto não se estende aos termos trazidos na atual proposta? Dúvida!
11) Sobre o TDC. Tem um problema muito sério. A comissão amplia as atribuições do TDC, mas, ao mesmo tempo, o diminui. Eu, por exemplo, ficarei com 1 TDC para fazer na semana, pelo que entendi (a tabela do Anexo III diz um TDC, enquanto que o artigo 23 diz 2. Faltou revisão!) A ampliação não condiz com a vontade, digamos assim, de se fazer TDC, pois a ampliação é acompanhada, contraditoriamente, pela diminuição do tempo. Eu me indago (posição individual): diminuir os espaços e tempos coletivos da escola é uma boa medida? É muito bom para os professores, obviamente, do ponto de vista funcional. Mas será que é só isso que é importante? Isso não seria uma migalha?
12) Tem outro problema sobre o TDC. Diminuir o TDC não significará menos tempo na escola, especialmente para os professores PEB I e PEB II. As “aulas” vagas continuarão existindo, e continuaremos na escola. Essa medida é um “me engana que eu gosto”. Poucos, pouquíssimos, “usufruirão” dessa medida, porque TODOS CONTINUARÃO COM AULAS VAGAS NO MEIO DO TURNO.
13) O problema do EC nem foi tocado. Continuaremos a sofrer nas atribuições todo final de ano. Pensei que se debruçariam sobre o problema. Foi o que a Vanice disse na comissão de EC, não cabendo àquela comissão discutir aspectos seus estatutários.
14) No artigo 31 diz que o professor poderá assumir Projetos, como APOIO. Apoio NÃO É PROJETO. É justamente isso que a SME quer! Apoio é uma atividade-fim que existirá sempre, porque está em resoluções da própria SME, após deliberações do CME. Faz parte da RECUPERAÇÃO PARALELA, é direito subjetivo do estudante, e sempre tem que existir. Tem que ter e ponto. Qual é interesse da SME em continuar estendendo esse entendimento em lei (apoio como projeto) quando há um inquérito no Ministério Público justamente por falta de professores de apoio e Grupos de Estudos Complementares? A comissão não pensou nisso? Os professores não pensaram sobre isso, que talvez essa medida esteja em outro contexto político?
15) Acho um absurdo relativizar o direito do readaptado de ter aposentadoria especial, como feito no parágrafo 1 do artigo 53. Quem fica doente não fica porque quer!
16) Por que colocar, no artigo 65, na seção Deveres, a obrigatoriedade de cumprir os deveres do Estatuto do Funcionário Público? É uma obviedade que não precisava estar citada. Mas cogito que seja para lembrar-se das sanções disciplinares previstas no estatuto feito na Ditadura Militar. Sei disso porque passei, juntamente com a direção da APROFERP, por sindicância investigativa, e normalmente isso é bem lembrado.
17) Sobre o Artigo 9. No parágrafo 4 há a famigerada equiparação salarial entre os professores. Para embasar essa proposta, há o Anexo VI, que consiste em um texto de nove itens. Esses itens estabelecem um calendário para a equiparação salarial. A equiparação dar-se-á por tempo de serviço, de forma gradual e lenta. Os professores PEB I e PEB II com 10 anos de serviços recebem imediatamente os 3 níveis (de 205, vai para 208, inicialmente). Os que estão com 7 anos e meio recebem 2 níveis, e o terceiro quando completar 10 anos. Os professores que tem 5 anos de serviços recebem 1 nível, incorporando mais 1 nível com fizer 7 anos e meio e mais 1 nível quando fizer 10 anos, totalizando os três níveis. Os professores com menos de 5 anos não recebem nada até cumprir os anos (5, 7 e meio, e 10 anos).
18) Achei a proposta lamentável, mas muito lamentável. A proposta é toda furada. E os novos concursados (uma vez que concursos são feitos a cada... 4 anos e entram professores a todo momento), entrarão nesse escalonamento? Ora, então o escalonamento nunca acabará, pois sempre existirão professores com menos de 5 anos de tempo de serviço! Se não, professores concursados já entrarão com todos os níveis, enquanto professores com tempo de serviço não? Como podem professores propor escalonamento de um direito como se fosse uma mera ação judicial?
19) O último parágrafo do Anexo VI é alarmante: “Se a fazenda municipal considerar que dispõe de condições financeiras para antecipar a equivalência entre os professores, poderá reduzir o prazo entre as incorporações dos níveis”. Só faltou pedir de joelhos!
20) Esse anexo possui A DATA DE OUTUBRO DE 2015! A COMISSÃO ESTÁ DATADA EM 2016 (no documento, porque não houve portaria em Diário Oficial)! Como pode? Passa a impressão que essa proposta foi escrita pela SME antes da comissão? Se foi, a comissão foi usada para legitimar a proposta!
22) Houve mudança na escolha de diretores e vice-diretores, interstício e na pontuação para pós-graduação. Mas devo dizer, mesmo com doutorado, que isso é migalha! Estamos negociando migalhas e legalizando um monte de cargos sem refletir no que isso significa! Eu pessoalmente entendo que todos aqueles que participam da escola devem estar regidos por um estatuto único, mas não defendo a inserção acrítica de cargos, como os monitores de carros e de fanfarra. Isso nunca foi discutido, e lamento que a comissão, secreta, tenha inserido tal coisa sem que os professores soubessem que isso estava sendo debatido.

Leonardo Sacramento é professor municipal e Secretário-Geral da Aproferp

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Entreguista do Wikileaks e Chanceler de governo golpista! O mundo isola Serra!


Vergonha na cara é algo que tucano definitivamente não tem.

Não vencem uma eleição nacional desde 1998 mas têm a cara de pau de entrar no governo golpista do PMDB buscando aplicar uma agenda derrotada nas urnas.

Sua visão de política internacional foi desenvolvida em manuais da CIA para capachos do terceiro mundo.

No período tucano, Chanceler tirava o sapato para ser revistado em aeroporto nos EUA.

Mas eis que se aproveitando de um golpe, quando a parte podre do PMDB resolve assumir o governo central golpeando uma Presidente honesta e legitimamente eleita, José Serra aceita assumir o Itamaraty.

Piada!

O entreguista do Wikileaks, que entregou o pré sal em 2010 sem saber o que era o pré sal, agora se acha Chanceler.

Tomou um sabão do Secretário-Geral da OEA: "não reconheço Chanceler interino".

Serra tem dois planos para a política internacional do governo golpista, além de entregar o pré sal: acabar com o Mercosul, criando atritos com os vizinhos sul-americanos, e retirar o Brasil dos BRICS, abrindo espaço para o Acordo do Pacífico (um clube dirigido pelos EUA).

Serra foi um Prefeito pífio que abandonou o cargo na metade do mandato. Foi um governador pífio, que quebrou a capacidade de desenvolvimento de São Paulo. e é um Senador entreguista e golpista.

Apesar dos esforços da Globo, que se tornou temista até a alma e busca legitimar o golpe, o golpe é amplamente denunciado no mundo. O governo ilegítimo de Temer e de Cunha torna-se isolado internacionalmente e até já se iniciam pedidos de boicote aos jogos olímpicos.

Temer pode ficar certo que com o vampiro da Mooca no Itamaraty esse ambiente de isolamento vai crescer e bem rápido.

Ricardo Jimenez

Em uma hora de reunião em seu gabinete, tucano de toga alivia pro Play Boy!


Mais uma vez o neto de Tancredo sai numa boa.

Seja de uma blitz da lei seca ou de denúncias da lista de Furnas ou contas secretas no exterior, o Play Boy sempre sai bem, protegido por amigos, pela mídia e por parceiros partidários travestidos de juízes.

Aécio é um blefe. Um governador que afundou Minas mas o silêncio da imprensa local, comprada, escondeu até a vitória de Fernando Pimentel e de Dilma Roussef em Minas, no primeiro e no segundo turno.

Gilmar é um tucano de toga e sem nenhum escrúpulo em fazer política. Gilmar esteve na famosa reunião na casa oficial de Eduardo Cunha junto com Paulinho da força tramando o golpe contra Dilma.

Agora essa. Depois de ameaçar liberar a investigação sobre Aécio, através da denúncia da Procuradoria-Geral da República, Gilmar arquiva tudo sobre Aécio, após uma reunião de uma hora entre os dois no gabinete do Ministro.

O Procurador Janot ameaça manter o pedido de investigação, mas é difícil que dê em algo.

No país do golpe vale tudo em nome do 'combate á corrupção'.

Ricardo Jimenez

Só existe um Presidente legítimo no Brasil: a mulher Dilma Roussef!

O Brasil está sendo governado por golpistas que elegeram um Presidente provisório de maneira indireta, num colégio eleitoral de corruptos e oportunistas!

Esse governo provisório, liderado por um conspirador e traidor, e tendo como fiador a figura de Eduardo Cunha, pretende atropelar todas as conquistas dos últimos treze anos!

Já preparam a entrega do pré sal, a privatização de estatais, a retirada do país do Mercosul e dos BRICS, a revogação dos direitos trabalhistas e a extinção dos programas sociais.

Com um Ministério repleto de corruptos e políticos fisiológicos, o governo provisório se acredita legítimo para aplicar no país uma agenda que jamais seria eleita pela sociedade brasileira.

Não é!

Só existe hoje no Brasil uma pessoa com legitimidade para sentar na cadeira presidencial, e ela é uma mulher chamada Dilma Roussef, eleita por 54 milhões de votos!

Dilma não cometeu crime algum e só ela pode, no cargo legítimo de Presidente da República, convocar novas eleições, chamar uma assembleia constituinte ou mesmo terminar legitimamente seu mandato conquistado nas urnas.

Apenas Dilma tem a legitimidade para buscar saídas que superem a crise e preservem a nossa jovem e delicada democracia, vilipendiada por uma malta de escroques.

O que não podemos aceitar em nenhuma hipótese é um governo chefiado pela parte podre do PMDB, apoiado pelos derrotados tucanos e sustentado nas propagandas do 'Brasil maravilha' que novamente tomam conta da programação da emissora nascida na ditadura e engordada na democracia com dinheiro público.

O governo golpista chefiado pelo vice conspirador é uma afronta ao Brasil!

Ricardo Jimenez

domingo, 15 de maio de 2016

A desconstrução do governo trabalhista de Dilma! Por Cássio Moreira

Por Cássio Moreira, economista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Artigo publicado originalmente no blog Brasil Debate


A estratégia de desconstrução do governo trabalhista de Dilma

A estratégia de ridicularizar a presidenta para colocar nela o atestado de incompetente, em conjunto com a manipulação da mídia atrelando exclusivamente o PT à corrupção, enfraqueceu politicamente o governo trabalhista e barrou o projeto social-desenvolvimentista
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O trabalhismo, enquanto ideologia política, está fortemente ameaçado pela onda conservadora propagada pelos meios de comunicação, que nesse primeiro momento centram forças contra Lula, Dilma e o PT. Mas caso o PDT e Ciro Gomes atinjam um protagonismo nacional, as baterias serão centradas contra eles. Pois o inimigo real das forças neoliberais é o pensamento trabalhista. Portanto, a questão a ser debatida é a manutenção, e o aprofundamento, desse projeto no longo prazo.
O trabalhismo é a única alternativa viável de esquerda dentro do capitalismo. O golpe de 1964, em sua vigência, teve como objetivo varrer o pensamento e os líderes trabalhistas. Embora, em virtude do contexto internacional, o pretexto foi o combate ao comunismo.
O que presenciamos hoje é a desconstrução de uma imagem de forma tão hábil e sistêmica como é a que se tem feita contra a presidenta Dilma Rousseff. Os meios de comunicação têm construído essa imagem de incompetência e corrupção, quando na verdade temos uma presidenta das mais corretas das últimas décadas.
Faz 8 trimestres que a taxa de investimento cai no país. Por “coincidência”, desde as manifestações de junho de 2013.
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Como todos sabem, uma das variáveis fundamentais para a expansão do investimento são as expectativas. O terrorismo midiático começou desde que o governo Dilma iniciou a baixa da taxa de juros, por meio do que restou dos bancos públicos, e o PT defendeu em seu congresso a regulamentação da mídia (no início do primeiro governo Dilma).
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Essa “campanha orquestrada” pela grande mídia fez com que as expectativas passassem a ser pessimistas, o que foi agravado nesse contexto de crise internacional. Depois vieram as eleições completamente polarizadas e, assim, o Brasil entrou num ciclo vicioso até hoje.
A estratégia de ridicularizar a presidenta para colocar nela o atestado de incompetente, em conjunto com a manipulação da mídia atrelando exclusivamente o PT à corrupção, enfraqueceu politicamente o governo trabalhista e barrou o projeto social-desenvolvimentista. A presidenta seria reeleita em primeiro turno em maio de 2013. Após a canalização das manifestações de junho daquele ano, ela quase não se reelegeu e está com uma popularidade baixíssima.
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A única forma de convencer as pessoas, especialmente a imensa massa de trabalhadores, a derrotar um projeto que as beneficia é ridicularizando-o. Em 2014, dois projetos nitidamente antagônicos marcaram as eleições de outubro. De um lado, o projeto social-democrata (trabalhista), encabeçado pelo PT, focado no crescimento econômico com distribuição de renda por meio de programas de transferência de renda e numa significativa melhora no salário mínimo.
Clique para contribuir!
De outro lado, o projeto neoliberal, que usa o argumento da meritocracia (sem igualdade de oportunidades) para fortalecer uma ideologia liberal de livre mercado sem intervenção do estado.
Felizmente, o projeto escolhido foi o que tem diminuído consideravelmente o maior de todos os problemas brasileiros que é a nossa IMENSA desigualdade socioeconômica.
Entretanto, o país mostra sua face despolitizada nas redes sociais, que, juntamente com o cartel da mídia, ajuda a alimentar a desinformação e a ignorância. Embora o projeto neoliberal tenha saído derrotado das urnas, ele está cada vez mais fortalecido. Um projeto que vê na força do livre mercado a solução egoísta para problemas que requerem cada vez mais solidariedade.
Para esse ideário neoliberal cooptar o voto da maioria dos cidadãos-contribuintes-eleitores, em sua grande maioria formada por trabalhadores, seria necessário desconstruir o outro projeto e impedir de qualquer forma que esse elegesse o presidente da República e uma maioria progressista no Congresso. Isso seria muito perigoso (assim como foi em 1964, com o presidente João Goulart) para a classe dominante do país.
O primeiro a ser convencido é a classe que mais é influenciada pelos meios de comunicação: a classe média, principalmente a emergente, que foi cooptada pelo discurso da meritocracia e não pelas condições que esses governos criaram para que essas pessoas ascendessem de classe.
O neoliberalismo anda junto, enquanto discurso, com uma espécie de Darwinismo social. O egoísmo crescente da sociedade estimula o discurso de que os mais fortes sobrevivem e a solidariedade e a responsabilidade coletiva perdem força frente a um individualismo exacerbado.
Conforme Paulo Metri, nos “últimos tempos, tem pessoas, principalmente da classe média, que odeiam com toda alma o PT. Não conseguem pensar com isenção sobre qualquer questão em que este partido esteja envolvido. Reagem emocionalmente, inclusive sem a possibilidade de existir um diálogo construtivo com elas. Não ouvem argumento algum se ele ressaltar um aspecto positivo do PT. Esta reação emocional é, em grande parte, de responsabilidade da mídia tradicional, que é parte integrante do capital. Os transbordantes de ódio nem entendem que são manipulados”.
A pergunta que fica é: como convencer as pessoas, em grande maioria as menos privilegiadas materialmente, a escolherem o projeto neoliberal (que as prejudica) em detrimento do trabalhista que as beneficia?
A resposta é simples: por meio da repulsa a um projeto e não pela aceitação de outro.
Crédito da foto da página inicial: Mídia Bahia
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A Educação Nacional nas mãos do DEM!!


Se há uma área onde houve progresso nestes últimos treze anos, essa área é a Educação nacional. O Brasil viu as verbas crescerem e serem aplicadas em uma área fundamental: a inclusão social.

A facilitação do acesso e permanência de amplas massas na escola foi uma vitória do governo comandado pelo PT.

E foi exatamente esse processo de inclusão social que enfureceu os reacionários e, por vingança, o governo golpista entrega a Educação nacional nas mãos do DEM, o partido dos coronéis, das viúvas da ditadura e dos neofascistas modernos.

Vamos aos números (sempre comparando com o período tucano, o parceiro ideológico do DEM e parceiro político do golpe atual):

Universidades Federais: demo-tucanos (zero), petistas (14) - os servidores federais da educação sabem a diferença;
Extensões universitárias: demo-tucanos (zero), petistas (131);
Ciência sem Fronteiras: demo-tucanos (não existia), petistas (100 mil bolsas);
Escolas Técnicas Federais: demo-tucanos (foram proibidas), petistas (422 campi). O Instituto Federal de Educação atinge os mais interiores rincões do país, numa revolução educacional nunca vista;
Prouni: demo-tucanos (não existia), petistas (1 milhão de jovens trabalhadores cursando ensino superior);
ENEM: demo-tucanos (uma avaliação interna do Ensino Médio), petistas (um vestibular unificado para 5 milhões de brasileiros com acesso às universidades federais);
Cotas: demo-tucanos (não existiam. Apenas 0,8% das matrículas eram de alunos negros nas federais), petistas (130 mil estudantes negros nas federais, 14% das matrículas);
Piso Nacional do Magistério: demo-tucanos (não existia), petistas (criação de uma base nacional de valorização profissional e formação continuada). A lei do piso é combatida por tucanos e demos desde seu início e parece que será a primeira a ser revogada pelo governo golpista.
FUNDEB: demo-tucanos (era FUNDEF e por volta de 18 bi/ano), petistas (virou FUNDEB para abranger o Ensino Médio e gira em torno de 117 bi/ano).
Bolsa-Família: tucanos (um programa piloto dividido em vários com 1 milhão de beneficiados), petistas (um programa unificado com 50 milhões de beneficiados). A articulação do programa com a questão da saúde básica e da educação conseguiu reduzir doenças crônicas, dar segurança alimentar a imensas regiões e aumentar em 7% as matrículas e a permanência de crianças na escola. Programa reconhecido pelo UNICEF.

obs: a extinção do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, promovido pelo governo golpista de Temer, coloca não só o Bolsa Família, mas todo o aparato social montado nos últimos treze anos na berlinda.

O DEM se notabilizou nos últimos anos a combater as políticas educacionais e de inclusão implementadas pelo PT. Entrou na Justiça contra as cotas e contra o Prouni.

Mendonça Filho, deputado pelo DEM, atuante militante a favor do golpe do impeachment, ganha o MEC de presente.
O DEM é um partido incapaz de vencer uma eleição nacional! Suas propostas esdrúxulas são rechaçadas na sociedade e seus membros são reconhecidamente corruptos.

O DEM é parte das forças golpistas e entreguistas que querem matar mais uma vez um projeto social-desenvolvimentista, de cunho trabalhista, e que combate a pior chaga nacional, a desigualdade. Desigualdade que é a fonte básica onde o DEM mata a sede.

Mas vale tudo no golpe, em nome do 'combate à corrupção', como diria um coxinha vestido com a camisa da CBF/Nike.

Ricardo Jimenez



  

Cadê o mérito, STF? Sem crime, é golpe!!


Mesmo nas mais duras ditaduras o ato de provocar a Justiça é necessário. Foi assim na ditadura Vargas, na ditadura civil-militar de 1964 e até mesmo na Alemanha nazista.

Muitos, com razão, já jogaram a toalha com relação ao STF. Eu também não nutro nenhuma esperança nos togados da Corte Suprema.

Mas é preciso pressioná-los!

A cada decisão que são obrigados a proferir, maior a vergonha de compactuar com um golpe rasteiro na democracia.

Eles já tornaram legítimo o rito do Eduardo Cunha, já deram legitimidade ao governo do golpista informante da CIA e, em plena ebulição política e social, arranjaram tempo para julgar o caso da pipoca em cinemas.

Agora é hora de pressionar para que se pronunciem sobre o mérito do impeachment!

Os golpistas, mesmo com o apoio da Globo e da FIESP, mesmo com o poder de barganha e negociatas do Cunha, mesmo com os rodopios da Janaína, não conseguiram apontar o crime.

Impeachment sem crime, é golpe!

O mundo todo já sabe disso.

O Supremo tem que se pronunciar sobre o mérito! A história exige!

Ou o Supremo se abraça de vez ao golpismo, aceitando um impeachment absolutamente fisiológico e político, para a vergonha eterna, ou faz o seu papel de guardião constitucional e determina que sem crime de responsabilidade, impeachment não existe.

É hora de fazer as 'excelências' sentirem a cadeira esquentar sob seus fundilhos, de apontar as forças do movimento anti-golpe para o Supremo e gritar: "Cadê o mérito, STF?"

Ricardo Jimenez

Entrevista com a escritora Juliana Sfair sobre seu livro Eu, Lilith!


sábado, 14 de maio de 2016

Primeiro como tragédia, depois como farsa - Karl Marx




O documentário remonta à prisão e tortura de madre Maurina e dos militantes das FALN de Ribeirão Preto no período ditatorial de 1964.

Assim como hoje, grande parte da sociedade civil pertencente à classe média deu aval para o regime golpista, replicando um discurso de ódio contra todos aqueles que se opunham ao golpe.

Apontar o dedo e gritar "comunista!" era a senha para a perseguição, prisão, tortura e, em muitos casos, a morte.

Hoje vivemos tempos semelhantes, não temos tanques nas ruas, mas o aparato repressivo sempre esteve vivo e é parceiro do sistema político que ora se apodera do Brasil através de um golpe jurídico-midiático-parlamentar.

Tempos obscuros nos espreitam.

Blog O Calçadão

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Movimento Pró Novo Aeroporto vai ao MPF contra laudo da CETESB!


Dando continuidade à sua luta contra a ampliação da pista do aeroporto Leite Lopes, um 'puxadinho' chamado de 'internacionalização', que inferniza a vida de quem vive no entorno do aeroporto desde 1999, o MPNA foi essa semana em audiência no Ministério Público Federal.

Segundo Marcos Sérgio, um dos sete representantes do movimento presentes à audiência, afirmou que o laudo da Cetesb, uma adequação ambiental que permite obras no local, é insuficiente e que há projeto de recuo da cabeceira da pista em 500 metros com uma alça de acesso, ou seja, tentam maquiar a ampliação da pista com a manobra de chamar isso de recuo de cabeceira.

Outro questionamento é com relação a um possível túnel a ser construído no rebaixamento da Avenida Tomás Alberto Whatelli. O engenheiro do movimento, Lênio Severino Garcia questiona a viabilidade da obra e denuncia que o seu projeto mostra que o recuo de cabeceira é, sim, parte da ampliação da pista, o que exigiria um estudo ambiental mais profundo, um EIA/RIMA, e não um simples relatório de adequação ambiental como fez a Cetesb.

O Promotor Daniel José de Angelis, que responde provisoriamente pela Promotoria da Habitação no lugar do doutor Antônio Alberto Machado, que se aposentou recentemente, recolheu as denuncias e prometeu encaminhamento devido.

O projeto de internacionalização do Leite Lopes é uma excrecência criada em 1999 e que alimentou o oportunismo político local todos esses anos. É um projeto morto desde que a Região Metropolitana de Ribeirão Preto foi decretada esse ano. A região merece um aeroporto internacional, mas fora dos limites urbanos.

Mas a luta continua, pois em ano eleitoral o oportunismo político se agiganta e a vida da população trabalhadora do entorno do aeroporto é que está em jogo.

Blog O Calçadão

Educação e Cultura precisam rechaçar Mendonça Filho, do DEM!! Fora!!


O blog O Calçadão republica texto do facebook do deputado federal Ivan Valente. 
É inaceitável que um governo ilegítimo, nascido de um golpe político rasteiro e conduzido por corruptos, acabe com o Ministério da Cultura e que um político do DEM assuma a pasta da Educação.
As quatro eleições presidenciais desde 2003 rechaçaram o DEM do governo central e suas políticas privatistas. O DEM entrou no STF contra o Prouni, contra as cotas e contra todos os avanços de inclusão social da última década.
Por Ivan Valente
Ministério da Educação será comandando por um partido privatista e contra cotas
O nome indicado para o Ministério da Educação no ilegítimo governo Temer é o do deputado federal Mendonça Filho (DEM/PE).
Mendonça Filho é do DEM, antigo PFL, um dos partidos assumidamente mais conservadores do país. Defendem a política mais reacionária e seu impacto no Ministério da Educação, será um enorme retrocesso. Como exemplo, destacamos que foi o DEM que entrou no Supremo Tribunal Federal contra a política de cotas e perdeu a ação por 11 votos a zero. Em 2004, o DEM questionou a implantação do PROUNI, política de bolsas para faculdades privadas, não porque elas não alteravam a estrutura elitista do nosso sistema de ensino superior, mas porque ela possibilitaria acesso ao ensino superior às classes mais pobres e excluídas do país.
Mendonça Filho e seu partido no comando da pasta da Educação significam um acirramento das políticas de privatização do ensino (terceirizações, sucateamento, compra de sistemas privados, conveniamento). Pode-se esperar um aceleramento do tratamento da educação como mercadoria, e que destina sempre “uma educação pobre aos pobres”. Tal visão elitista também coaduna com o momento econômico em que se se intensificará o ajuste fiscal e os cortes de gastos sociais, e a Educação, como um dos maiores orçamentos do país, não sairá ilesa. Ainda como princípio, o partido de Mendonça Filho é um grande defensor da meritocracia e da tecnocracia no ensino: bônus para escolas e professores, testes e avaliações como centro da política, cursos de formação e um “enquadramento” nos currículos são propostas que devem aparecer com ainda mais força.
Por fim, manifestamos nosso repúdio a unificação dos Ministérios da Cultura com a Educação, especialmente por diminuir a centralidade política na formação do povo brasileiro que a cultura ocupa, para além da intersecção com a educação formal.
De toda forma, também sabemos que um partido ultraliberal assumindo o Ministério da Educação encontrará à sua frente resistência de uma das categorias mais politizadas e lutadoras que são os professores da educação básica, profissional e do ensino superior. E, com bastante destaque, a resistência dos estudantes, que tem demonstrado grande energia e disposição de luta.

Por Ivan Valente, deputado federal PSOL SP

Nogueira, PSDB, mente ao vivo no Programa Larga Brasa! Por Fabio Sardinha



Por que um Deputado Federal para defender o fracasso da educação pública em SP, onde falta tudo, se utiliza da mentira para enganar o cidadão de Ribeirão Preto? 

O Deputado, na maior desfaçatez, afirmou que os professores escolheram bônus invés de aumento de salário e que o Governo Estadual fez uma "assembléia" (???) com a categoria que aceitou essa proposta!! 

Qual Assembléia, deputado? Quem participou? Onde foi divulgada? Tem ata dessa atividade? 

Nada disso pode ser respondido porque é mentira! 

E quem é professor sabe disso. Na oportunidade fiz a pergunta no programa ao deputado que respondeu que minha indagação colabora para sua opinião... Ou seja, ele mentiu e, na resposta, quis passar a impressão para o telespectador que concorda comigo. 

Como podemos confiar em um homem público e pré-candidato a Prefeito que mente dessa forma e omite os problemas da educação em nosso Estado? 

No que depender de nós educadores, estudantes e sociedade organizada, não vamos permitir tamanha picaretagem com a educação e com a nossa cidade!

Fabio Sardinha é professor e Diretor Estadual da Apeoesp

'Ordem e Progresso': não há negros, não há mulheres, só velhas raposas brancas!


O ilegítimo governo do vice conspirador e golpista adotou um lema dos governos militares, de 1889 e de 1964: 'Ordem e Progresso'. Mas no governo ilegítimo não há espaço para os negros e nem para as mulheres, só para as velhas raposas brancas.

O Chefe, um político inexpressivo que forjou sua carreira no toma lá da cá da política paulista, sugando todos os cargos estaduais e federais, do CEASA ao Porto de Santos, deu o tom: um discurso oleoso, vexatório, lido de soslaio.

Ali, ao seu redor, uma malta de velhacos. Encontram-se figuras do baixo clero do PSDB, esse partido derrotado nas urnas desde 2002 e que agora não tem vergonha de se apossar de um poder que não é seu.

A cena mostra que o Brasil foi tomado pelo o que há de pior no fisiologismo político. É certamente o pior Ministério da história da República, uma colcha de retalhos costurada nas negociatas dos nacos de poder.

É uma afronta, é um crime contra a democracia cuja ferida está aberta e urge ser fechada.

Extinto o Ministério da Cultura, extinta a Controladoria-Geral da União, extinto os Ministérios das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

No governo ilegítimo negros são os 'criados', como escreveu a 'primeira dama', e mulheres são recatadas senhoras do lar.

O governo ilegítimo deste Michel Temer é uma excrecência inaceitável. O governo ilegítimo de Temer é o instrumento do retorno do neoliberalismo nu e cru.

É o retorno da república onde a emissora nascida na ditadura e engordada na democracia com dinheiro público volta a dar as cartas.

Ricardo Jimenez

Mulheres vivas e soberania: Grito dos Excluídos traz à Ribeirão Preto a luta por terra, moradia digna e fim das violências contra as mulheres

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