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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Com a participação dos Assentamentos Mário Lago, Sepé Tiarajú, do MST, e da Fazenda São Luiz, moradores da Comunidade Nazaré Paulista, em Ribeirão Preto, recebem quase 2 toneladas de alimentos saudáveis.


Rede agroflorestal doou quase 2 toneladas de alimentos.
Fotos: Filipe Augusto Peres


A Rede Agroflorestal de Ribeirão Preto, por meio de sua campanha “Alimentos Agroecológicos para Todos”, buscando levar alimentos saudáveis às populações mais vulneráveis e fortalecer a agricultura familiar e agroflorestal na região de Ribeirão Preto, por meio de doação da sociedade civil arrecadou R$ 3392,00 os quais foram revertidos em alimentos agroecológicos produzidos pelos agricultores familiares e assentados. 


Ainda em uma primeira fase, 1862 kg (1,86 toneladas) de alimentos arrecadados pela Cooperativa Agroflorestal Comuna da Terra, pelo assentamento Sepé Tiaraju e pela Fazenda São Luiz foram entregues às famílias da Comunidade Nazaré Paulista, localizada no bairro Jardim Aeroporto, em Ribeirão Preto.

Moradores da Nazaré Paulista em fila para pegarem as doações.


De acordo com o militante assentado no Sepé Tiarajú, do MST, Hemes Lopes, a doação faz parte da ação solidária presente no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. “São produtos diversificados que atenderão as famílias”.

Francisco de Souza, liderança da Comunidade Nazaré Paulista agradeceu o MST e a Rede Agroflorestal de Ribeirão Preto_pela doação. “Nós só temos a agradecer a esse pessoal que tem essa ação. São pessoas humildes como nós que entendem o lado que passamos. Só tenho a agradecer e pedir a Deus que ilumine o caminho deles o máximo que puder. Muito obrigado.

Mauro Freitas, arquiteto, coordenador da União dos Movimentos de Moradia (UMM) de Ribeirão Preto, ressaltou a parceria que o MST, a Rede Agroflorestal e a UMM têm desempenhado para levar alimentação saudável para as comunidades de Ribeirão Preto. “A Nazaré Paulista é uma comunidade que possui mais de 500 famílias morando já a mais de 8 anos. Estas pessoas buscam a regularização fundiária”.

Recentemente, a comunidade conseguiu a suspensão de uma reintegração de posse, o que fortaleceu a comunidade. Ainda de acordo com Mauro Freitas, “esse trabalho (de ação solidária) é muito importante, no sentido de que a alimentação está sendo trazida, fazendo o que o Estado não faz”. 

Ao fundo, moradoras carregam sacolas da doação de alimentos saudáveis para casa.


Para o arquiteto,  o Estado brasileiro tem a obrigação de dar assistência social, assistência à saúde às comunidades, uma vez que estas são as áreas mais vulneráveis nesta pandemia de covid-19.

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