A dirigente estadual do MST Neusa Paviato discursa durante o ato.
Fotos: MST
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Ontem, terça-feira, 05, com a participação da AARPA(Associação de Advogados de Ribeirão Preto), entidades, sindicatos e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em frente ao Fórum do Trabalho, em Ribeirão Preto, foi realizado o primeiro Ato em Defesa da Justiça do Trabalho.
Opinião
Desde a reforma trabalhista de Temer, que precarizou absurdamente a relação empregador-empregado, deixando este a mercê daquele, que se observa um desmonte dos direitos trabalhistas da classe operária.
Como anunciado em seu plano de governo, a carteira verde-amarela será a materialidade desta perda de direitos. Com o fechamento do Ministério do Trabalho e, agora, a extinção da Justiça do Trabalho, os trabalhadores, praticamente, não terão proteção contra a opressão do mercado.
Um ponto chamado no ato de ontem é a inconstitucionalidade da proposta, uma vez que o fechamento da JT é um atentado ao princípio da separação dos Poderes, pois a iniciativa advém de outro poder (nesse caso, o executivo decidindo pelo judiciário).
O ato contou com a participação de mais de 100 pessoas e a tendência, à medida que a população for se conscientizando do real perigo, é de que mais pessoas se juntem à pauta, que não é só dos advogados e juizes, mas de toda a sociedade, toda a classe trabalhadora, inclusive deles.
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