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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Fé, cultura e marcam celebração do Dia de Iemanjá no Arpoador, no Rio

 

Cortejo terminou com devotos entregando cestos de rosas a Iemanjá 
                                                   Foto: @filipeaugustoperes

Devotos e lideranças religiosas se reuniram ao longo desta segunda-feira (2)  na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio, para celebrar o Dia de Iemanjá, divindade das águas salgadas nas religiões de matriz africana. A data, uma das mais importantes do calendário do Candomblé e da Umbanda, foi marcada por cânticos, oferendas ao mar e rituais que exaltam a maternidade, a proteção e a força das águas.

Além da dimensão religiosa, a celebração reafirmou a importância cultural e simbólica das religiões de matriz africana na cidade, reunindo pessoas de diferentes crenças em um mesmo espaço. Para muitos participantes, o encontro também representou um gesto de resistência, visibilidade e respeito à diversidade religiosa, em um dos cartões-postais mais emblemáticos do Rio.

O Dia de Iemanjá é celebrado oficialmente em 2 de fevereiro, com forte tradição na Bahia, mas ganhou expressão, também, no Rio de Janeiro.

A celebração do Dia de Iemanjá na Praia do Arpoador consolidou-se de forma gradual a partir do fim da década de 1980 e início dos anos 1990, impulsionada por grupos de Umbanda e Candomblé que passaram a ocupar o espaço de maneira espontânea para realizar rituais, cânticos e oferendas ao mar. 

Diferentemente de eventos institucionalizados, a homenagem à orixá das águas salgadas no Arpoador cresceu pela força da tradição religiosa e da memória coletiva, encontrando no encontro entre pedra, mar e horizonte , especialmente ao pôr do sol , um ambiente simbólico que transformou a praia em um ponto de referência da celebração no Rio de Janeiro.

Quem é Iemanjá 


De origem Iorubá, Iemanjá é a divindade das águas salgadas nas religiões de matriz africana, especialmente no Candomblé e na Umbanda. Considerada a “mãe dos orixás”, ela simboliza a maternidade, a proteção, a fertilidade e a origem da vida, sendo associada à força e ao acolhimento do mar. 


No Brasil, seu culto passou por um processo de sincretismo religioso, no qual Iemanjá teve associada a sua imagem à Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes como forma de resistência e preservação da fé africana, camuflando o culto à orixá durante o período da escravidão.


Cortejo no Arpoador 










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