![]() |
| Cortejo terminou com devotos entregando cestos de rosas a Iemanjá Foto: @filipeaugustoperes |
Além da dimensão religiosa, a celebração reafirmou a importância cultural e simbólica das religiões de matriz africana na cidade, reunindo pessoas de diferentes crenças em um mesmo espaço. Para muitos participantes, o encontro também representou um gesto de resistência, visibilidade e respeito à diversidade religiosa, em um dos cartões-postais mais emblemáticos do Rio.
O Dia de Iemanjá é celebrado oficialmente em 2 de fevereiro, com forte tradição na Bahia, mas ganhou expressão, também, no Rio de Janeiro.
A celebração do Dia de Iemanjá na Praia do Arpoador consolidou-se de forma gradual a partir do fim da década de 1980 e início dos anos 1990, impulsionada por grupos de Umbanda e Candomblé que passaram a ocupar o espaço de maneira espontânea para realizar rituais, cânticos e oferendas ao mar.
Diferentemente de eventos institucionalizados, a homenagem à orixá das águas salgadas no Arpoador cresceu pela força da tradição religiosa e da memória coletiva, encontrando no encontro entre pedra, mar e horizonte , especialmente ao pôr do sol , um ambiente simbólico que transformou a praia em um ponto de referência da celebração no Rio de Janeiro.
Quem é Iemanjá
De origem Iorubá, Iemanjá é a divindade das águas salgadas nas religiões de matriz africana, especialmente no Candomblé e na Umbanda. Considerada a “mãe dos orixás”, ela simboliza a maternidade, a proteção, a fertilidade e a origem da vida, sendo associada à força e ao acolhimento do mar.
No Brasil, seu culto passou por um processo de sincretismo religioso, no qual Iemanjá teve associada a sua imagem à Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes como forma de resistência e preservação da fé africana, camuflando o culto à orixá durante o período da escravidão.
![]() |
| Cortejo no Arpoador |


Nenhum comentário:
Postar um comentário