quarta-feira, 20 de maio de 2026
Ribeirão Preto institui Política de Agricultura Urbana e lança Programa Cultivar Ribeirão
terça-feira, 19 de maio de 2026
Pesquisa nacional revela que 93% dos educadores já tiveram contato com censura no Brasil
Estudo do Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/es (ONVE) ouviu 3.012 profissionais entre maio e setembro de 2024 e aponta que 44% sofreram perseguição quatro vezes ou mais; temas como política, gênero e sexualidade estão entre os mais censurados
Três instituições de acolhimento são suspensas ou interditadas em Ribeirão Preto
CMAS suspendeu instituto que acolhia crianças e adolescentes por determinação do Ministério Público enquanto Vigilância Sanitária interditou duas casas de repouso na Zona Sul e na Ribeirânia: modelo de terceirização da assistência social é posto à prova
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Diário Oficial do Estado de São Paulo publica o programa "Acordo SP+Verde" que concede descontos de até 40% em multas ambientais
Acordo SP+Verde: governo concede descontos de até 40% em multas ambientais; Toyota e Bracell, patrocinadoras do evento de lançamento, acumulam histórico de infrações
domingo, 17 de maio de 2026
15a Marcha da Maconha em Ribeirão Preto denuncia racismo e guerra às drogas
| Atividade reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e sociedade civil Fotos: @filipeaugustoperes |
Mediado pela advogada Flávia Meziara, aconteceu neste sábado (15), na Esplanada do Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto/SP, a 15a edição da Marcha da Maconha.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Vamos construir o SUS em Ribeirão? Perguntas...
Em tempos de Conferência Municipal de Saúde de 2026, vamos fazer alguns questionamentos sobre os encaminhamentos da Conferência de 2025.
A Conferência Municipal de Saúde de Ribeirão Preto de 2025 trouxe à tona uma série de temas essenciais para a saúde pública da cidade, porém é fundamental refletir sobre a distância entre o que foi discutido e as ações que realmente foram implementadas. Nesse contexto, alguns questionamentos emergem com urgência para que possamos avaliar a eficácia das políticas de saúde em nossa cidade.
Universalidade no atendimento: A conferência enfatizou a importância de garantir que todos tenham acesso aos serviços de saúde. No entanto, com o enfraquecimento do atendimento primário, podemos afirmar que a universalidade foi efetivamente implementada? Quais são os dados que sustentam ou contradizem essa afirmação?
Integralidade no atendimento: A proposta de um atendimento integral é um pilar do SUS. Entretanto, como podemos esperar a integralidade se estamos assistindo ao desmonte das equipes de saúde da família? Que modelo de saúde estamos construindo quando as estruturas que favorecem essa integralidade estão sendo fragilizadas?
Equidade: Em relação ao acolhimento de idosos nas unidades básicas de saúde, a pergunta que se impõe é: eles estão recebendo a atenção necessária ou estão sendo desorientados para um atendimento digital que não atende suas peculiaridades? O que está sendo feito para garantir que não haja discriminação no acesso aos serviços de saúde?
Controle social: O fortalecimento do controle social é fundamental para garantir a participação da população nas decisões de saúde. No entanto, como isso pode ocorrer efetivamente se os conselhos locais estão sendo enfraquecidos em prol de um conselho municipal mais centralizado? Essa centralização não cria barreiras adicionais à participação popular?
Equipes de odontologia: A necessidade de garantir a presença de dentistas nas unidades de saúde é inegável, mas como isso será possível se há dezenas de cargos não ocupados? O que está sendo feito para atrair e manter esses profissionais?
Reposição de servidores: A realidade de concursos realizados mas com a não convocação de aprovados é alarmante. Como a eficiência do sistema de saúde pode ser garantida se a prefeitura prefere dobrar a carga horária dos servidores existentes? O que leva a essa escolha, que resulta em um sistema caótico e sem planejamento, a ponto de o Ministério Público ter que intervir?
Ampliação das equipes de saúde da família: É contraditório falar em ampliação das equipes quando, na prática, estamos testemunhando a sua diminuição. Como a prefeitura justifica essa realidade frente ao discurso da conferência?
Funcionamento das UBSs: O compromisso de funcionamento até às 19h e aos sábados é uma demanda antiga. O que foi planejado ou concretizado para que isso se torne uma realidade, ou permanece apenas como um desejo?
Novas UBSs: A carência de novas unidades de saúde é evidente, mas como esperar a implementação de novas UBSs se investimentos estão sendo congelados, como no caso da UBS do Jóquei Clube? Qual o planejamento real para a construção de novas estruturas de atendimento?
Assistentes sociais e dentistas nas UPAS: Essa é uma demanda recorrente. Trata-se de uma necessidade concreta ou estamos apenas sonhando com algo distante, sem que haja iniciativas reais para a sua implementação?
Por fim, é alarmante que no documento da Conferência Municipal de Saúde de Ribeirão Preto de 2025 não haja qualquer menção sobre o impacto das terceirizações na rede de saúde municipal. As terceirizações são uma solução viável neste contexto ou apenas uma forma de desresponsabilização do poder público? O que isso significa para a construção de um SUS mais forte e funcional em Ribeirão?
Esses questionamentos são cruciais para sua reflexão coletiva e a necessidade de um diálogo aberto e transparente sobre a saúde em nossa cidade. A participação da população, por meio do controle social, é fundamental para que possamos enfrentar esses desafios e garantir que as promessas da conferência sejam, de fato, uma realidade.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Sexto aditivo do contrato de concessão de ônibus com o Consórcio ProUrbano é assinado sem detalhamento público
Extrato publicado no Diário Oficial tem menos de dez linhas e não informa data de vigência, impacto na tarifa nem cláusulas alteradas; contrato original é de 2012
sábado, 9 de maio de 2026
Região oeste denuncia abandono do parque Rubem Cione
Há uma promessa feita e repetida há mais de 15 anos para a população da região oeste de Ribeirão Preto, o Parque Rubem Cione.
É a maior área verde dentro do município, com um curso d'água (córrego dos Campos) e o remanescente do patrimônio histórico da antiga Fazenda Baixadão (que alimentava alambiques para a produção de cachaça) em seu interior.
Entra prefeito e sai prefeito e a região do parque segue abandonada, com o gradil danificado e servindo de depósito irregular de lixo e entulho.
A atual administração prometeu entregar a primeira etapa do parque agora em maio e não vai cumprir. Lideranças comunitárias dos bairros do entorno convivem com a frustração e a indignação.
Na última reunião entre representantes da comunidade e a prefeitura, a informação foi a de que a primeira etapa está atrasada e a licitação da segunda etapa ainda não foi feita.
Enquanto isso, fotos mostram o lixo, o entulho, os escombros abandonados e até descarte de veículos roubados no interior daquele que promete ser o maior e mais bonito parque da cidade, quando ficar pronto...
Ricardo Jimenez
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O futuro
| Fazer valer |
1
os ventos do ainda-não me carregamos ventos da ruptura me arrastam,
espalham meu coração
os prazos, os prazos
submissos e impotentes
diante das agências de rating
não venho de um mundo de prazos
depósitos de propriedade pública
desfiladeiros de planejamento participativo
e cordilheiras de disciplina leninista
com orgulho nos seus sovietes
os prazos nunca prosperaram
nos ermos da soberania alimentar
2
quem falou em impor um jugo
sobre o pescoço da esperança militante?
quem
já colocou jugos no furacão do Sahel
ou quem já aprisionou um raio
numa plataforma de extração de dados?
trabalhadores da agricultura
da indústria
dos serviços
do transporte e da logística
plataformizados
camponeses sem terra
mulheres do trabalho reprodutivo
jovens da fragmentação digital
povos da dívida perpétua
intelectuais orgânicos da raiz
rebeldes da sexta-feira,
os prazos que querem impor-vos
gente da informalidade
prazos que deveis deixar
quebrados nas vossas assembleias
e o crepúsculo do realismo capitalista
dará lugar ao amanhecer da coordenação consciente
os prazos morrem envoltos
em humildade e no cheiro do default
os planos, em arrogância,
e atrás deles, o multilateralismo
não escurece nem termina
a agonia do prazo
tem um rosto pequeno
um rating, uma prestação, um ajuste
se eu morrer, que eu morra
de cabeça erguida
morto e vinte vezes morto
com a boca nos círculos de leitura
os dentes cerrados na tática
e a barba firme na estratégia
canto enquanto organizo a ruptura
pois há povos que constroem
acima dos rifles do hiperimperialismo
e em meio às batalhas
do presente que já é
o futuro.
Governo Tarcísio transfere autorização de queima controlada da Cetesb para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento
| Resolução foi assinada durante a Agrishow 2026 |
Medida que atende interesses do agronegócio entra em vigor em agosto e poderá ter impactos na saúde e no meio ambiente.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Servidores municipais terão aumento de até 5% no plano de saúde para dependentes a partir de maio
| Faixa salarial do titular | Faixa etária do dependente | Valor anterior (R$) | Valor novo (R$) | Aumento (%) |
|---|---|---|---|---|
| Até R$ 1.102,49 | 0 a 18 anos | R$ 28,20 | R$ 29,61 | 5% |
| Acima de R$ 16.537,49 | Acima de 70 anos | R$ 1.478,21 | R$ 1.552,12 | 5% |
Seção: Administração Indireta / SASSOM – Resolução nº 02/2026.
Página: 58.
Disponível em: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/diario-oficial/visualizar/12392
terça-feira, 5 de maio de 2026
O adoecimento que o poder público não quer ver: servidores de Ribeirão Preto acumulam 182 mil afastamentos em cinco anos
| Dados obtidos via Leia de Acesso à Informação |
Prefeitura multa quatro empresas por descumprimento de contratos
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Prefeitura cria grupo de trabalho para regulamentar emendas parlamentares, mas não inclui sociedade civil
Sem prevenção e sem reabilitação: Prefeitura de Ribeirão Preto admite que não tem programa para reintegrar servidores após adoecimento
terça-feira, 28 de abril de 2026
Iluminação e gestão de resíduos, Ribeirão refém das terceirizações
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| Parque Rubem Cione |
As terceirizações dos serviços públicos tornaram-se uma pauta central na agenda nacional a partir dos anos 1990, prometendo modernização e economia de custos. A narrativa sustentava que o Estado falhava em gerenciar atividades essenciais como iluminação, limpeza pública e diversas empresas estatais. Com isso, um movimento crescente de privatizações substituiu servidores concursados por trabalhadores contratados por empresas privadas.
Ao longo do tempo, essas empresas passaram a ser chamadas de "organizações sociais" e expandiram sua atuação, englobando tanto atividades secundárias quanto primárias. A saúde e a educação, que inicialmente foram poupadas desse processo, hoje enfrentam um processo acelerado de terceirização e privatização.
A população local, acostumada com a presença das terceirizadas, frequentemente percebe que as promessas de "modernização" e "economia de custos" não se concretizam na prática. Estatísticas demonstram que serviços privatizados tendem a se tornar mais caros e mal gerenciados. Por exemplo, as interrupções nos fornecimentos de serviços básicos, como energia e água, são frequentes em áreas privatizadas. Na maioria das vezes, os contratos de terceirização de serviços públicos, como limpeza urbana e iluminação, tornam-se mais onerosos para o poder público devido a constantes aditivos contratuais.
Além disso, dois problemas cruciais permeiam essa questão: a dificuldade de fiscalização por parte do poder público e a exploração da mão-de-obra nas contratadas. Um trabalhador terceirizado, em média, recebe 27% a menos do que um servidor concursado. Nas áreas de saúde e educação, a disparidade de eficiência entre estes grupos é ainda mais acentuada.
Focando em Ribeirão Preto, especificamente na gestão de resíduos sólidos e na iluminação pública, notamos implicações diretas desse cenário. Recentemente, ocorreu uma greve dos funcionários da empresa terceirizada responsável pela gestão de resíduos, o que impactou negativamente a população e evidenciou a falta de fiscalização efetiva por parte do poder público.
Na área da iluminação, conforme exposto por matérias do Blog O Calçadão (aqui e aqui), o contrato entre a Prefeitura e a Conecta Ribeirão não tem sido cumprido adequadamente. A Prefeitura já registrou 13 notificações à empresa responsável, mas sem resultados satisfatórios. A troca de lâmpadas está atrasada, e a empresa alega não ter condições financeiras para cumprir o prazo estipulado de 24 horas para atender solicitações de reparo. A Prefeitura possui elementos suficientes para rescindir a concessão, mas o processo se revela complicado e demorado.
A gestão de resíduos sólidos em Ribeirão Preto é um sistema extremamente defasado. No que tange aos resíduos, a cidade carece de coleta seletiva e não possui um plano que articule essa coleta com cooperativas de catadores, ecopontos sociais e uma gestão eficiente de aterros sanitários.
Sobre os ecopontos, Ribeirão Preto tem apenas 8 dos 28 prometidos na gestão anterior, todos com limitações e sem o apoio de caminhões "cata-treco", imprescindíveis para a coleta em bairros periféricos. Isso resulta em numerosos pontos de descarte irregular de lixo pela cidade. Um levantamento na região oeste, realizado pela Abarcoeste e Conseg Oeste, revelou mais de 15 pontos de acúmulo, incluindo áreas próximas ao parque Rubem Cione, promessa antiga renovada pelo atual Prefeito mas que ainda carece de manutenção adequada, pois nem o gradil danificado foi sequer reposto.
Detalhe, a área do Rubem Cione fica próxima a um ecoponto, mas a ausência de um caminhão cata-treco em uma região carente resulta em descarte irregular nos arredores do parque.
O poder público gasta milhões do orçamento público mensalmente com empresas terceirizadas que não estão entregando serviços que correspondam às expectativas da população. Mesmo quando há a possibilidade legal de romper contratos, o processo se arrasta, pois, na prática, o poder público enfrenta a dificuldade de assegurar a continuidade dos serviços até que um novo contrato seja estabelecido.
O Brasil precisa urgentemente discutir a questão das terceirizações, especialmente em relação a serviços essenciais (como saúde, ediucação água) e nos municípios. Neste cenário atual, as terceirizações funcionam mais como um mecanismo de transferência de recursos públicos para empresas que não garantem a entrega de serviços adequados e nem a garantia de direitos trabalhistas, prejudicando diretamente a população.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Prefeitura notifica Conecta por risco de caducidade
| Texto no D.O. municipal relata agravamento relevante |
Serviço de iluminação já tem mais de 800 ocorrências atrasadas e equipe única à noite. Documento publicado no Diário Oficial do Município em 24 de abril de 2026revela que a 13ª notificação aponta "agravamento relevante" e cita cláusulas que permitem à Prefeitura retomar a concessão
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Iluminação pública de Ribeirão Preto acumula mais de 550 ocorrências atrasadas
| 12 notificações em 1 ano |
Ribeirão Preto institui Política de Agricultura Urbana e lança Programa Cultivar Ribeirão
Leis de autoria do Executivo Municipal, aprovadas pela Câmara preveem hortas comunitárias, tarifa social de água e reutilização de áreas o...
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Parte da capa do livro, Holocausto Paulista, de Leonardo Sacramento A partir do livro, Holocausto Paulista , de Leonardo Sacramento 1 no...







