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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Bolsonarismo e "Mercado": a democracia sob chantagem

 



Mais uma vez, o bolsonarismo perdeu uma eleição e reagiu como se o resultado não pudesse ser legítimo. Vieram a violência, as tentativas de coação e as listas de pessoas apontadas como possíveis eleitoras do lado adversário, expostas ao linchamento nas redes sociais. É uma tática de triste lembrança: transformar cidadãos em alvos para intimidar quem pensa diferente. Um comportamento próprio de uma corrente que não aceita os limites da democracia — nem a possibilidade de ser derrotada.

Esse tipo de reação já não surpreende. Há, porém, outra forma de pressão que merece ser observada com igual atenção: a chantagem política exercida em nome do “mercado”. A palavra sugere uma entidade neutra, guiada por cálculos técnicos e interesses impessoais. Mas, no debate público, ela costuma ganhar endereço e rosto: os escritórios da Faria Lima, em São Paulo, e os porta-vozes que falam como se representassem toda a economia.

É claro que mercados não são uma pessoa, nem todos os agentes financeiros pensam da mesma maneira. Mas essa ressalva não deve servir para esconder o poder de grupos que tentam impor suas prioridades como se fossem as únicas possíveis. Sob a aparência de profissionalismo e rigor técnico, muitas vezes se defende uma agenda bem concreta: cortar gastos, conter salários e direitos, reduzir a proteção social e transferir para os trabalhadores o peso dos ajustes.

A última eleição presidencial tornou essa diferença de tratamento evidente. Enquanto liderava as pesquisas o candidato associado ao “tesouraço”, havia tranquilidade entre os representantes mais vocais do mercado. Pouco se perguntava de onde viriam os cortes anunciados, nem como seriam feitos os prometidos R$ 250 bilhões de redução no orçamento. O tamanho da tesoura parecia importar menos do que a direção do corte: direitos, serviços públicos e aposentadorias eram alvos aceitáveis.

Com a vitória de Lula, o humor mudou. A Bolsa caiu, o dólar subiu e os alertas sobre o futuro econômico se multiplicaram. Oscilações de mercado, por si só, não provam uma articulação deliberada; preços respondem a muitos fatores. Mas a rapidez com que certas reações são apresentadas como vereditos sobre um governo eleito revela uma tentativa recorrente de limitar, antes mesmo do debate, o espaço de decisão política.

O problema não é discutir responsabilidade fiscal, inflação ou equilíbrio das contas públicas. São temas legítimos e importantes. O problema é tratar uma única receita como inevitável e qualquer alternativa como irresponsabilidade. O plano de Lula pode e deve ser debatido, cobrado e avaliado. Mas buscar preservar direitos e melhorar a renda dos trabalhadores não deveria bastar para transformá-lo em inimigo de uma entidade abstrata que se julga autorizada a ditar os limites da política.

Bolsonarismo e mercado não são a mesma coisa. Um se mobiliza nas ruas e nas redes; o outro exerce influência por meio de capitais, previsões, editoriais e acesso aos centros de decisão. Ainda assim, quando seus interesses são contrariados, ambos podem recorrer a formas de pressão que enfraquecem a escolha democrática: um pela intimidação direta; outro pela ameaça de desordem econômica apresentada como consequência inevitável de um governo que não obedeça.

A democracia não termina apenas quando se atacam urnas ou se ameaçam eleitores. Também se estreita quando o voto é tratado como um incômodo e decisões políticas são submetidas a vetos informais de quem concentra poder. Governos eleitos devem prestar contas à sociedade — não governar sob chantagem. E nenhuma força, venha das redes ou dos gabinetes da Faria Lima, pode reivindicar para si o direito de substituir a vontade popular.

Ricardo Jimenez - Professor e Editor do Blog O Calçadão

Câmara de Ribeirão Preto aprova moção de repúdio contra listas de boicote político a empresas e trabalhadores que elegeram Lula



Requerimento da vereadora Perla Müller (PT) denuncia perseguição política e boicote econômico por posições ideológicas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato como Presidente da República. 

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou o Requerimento nº 22106/2026, de autoria da vereadora Perla Müller (PT) o qual solicitou a aprovação da Moção de Repúdio à elaboração e divulgação de listas de empresas, empresários e profissionais autônomos destinadas a promover perseguição e boicote econômico em razão de suas posições político-ideológicas, conforme publicado na pauta do Expediente da 72ª Sessão Ordinária, realizada nesta quarta-feira (28). 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Comissão da Prefeitura aprova estudos do Consórcio Arena Ribeirão para a futura concessão do Parque de Exposições


Parecer favorável da Comissão Especial de PMI atesta que o material tem "conteúdo suficiente" para embasar o projeto; valores do contrato e contrapartidas não constam na publicação. Blog O Calçadão protocolou pedido de LAI para obter os dados omitidos.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

A fábrica e o golpe



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na Alemanha de Hitler,

o Estado ergueu a sua grande fábrica de aço:

engrenagens de cartório, 

carimbo, cerca e cargo

o uniforme 

parou na porta do comércio:

o porteiro do Reich trancou a passagem do judeu


ali se decidia 

quem podia comprar

quem podia passar

quem podia existir na linha de produção


nos Estados Unidos de McCarthy

para denunciar possíveis infiltrados comunistas

montou-se uma linha de montagem: 

a linha da delação

2026: a geração que reencontrou a democracia

 


A história ensina que grandes acontecimentos forjam gerações. Não se trata apenas de compartilhar uma época, mas de construir valores, identidades e projetos coletivos a partir das experiências vividas. No Brasil, foi assim com o tenentismo, a geração de 1930, a campanha “O Petróleo é Nosso” e, mais recentemente, as gerações da Anistia, das Diretas Já e da Constituinte.

Esta última foi forjada na luta contra a ditadura e na reconstrução da democracia. Hoje, seus integrantes têm, em sua maioria, entre 65 e 80 anos. São homens e mulheres cuja trajetória carrega experiências democráticas e humanistas fundamentais para a história brasileira. Aprenderam, muitas vezes sob o custo da repressão, que democracia, direitos e liberdade não são concessões, mas conquistas que exigem vigilância permanente.

Nas décadas seguintes, duas novas gerações se formaram. A primeira, entre os anos 1990 e a primeira década dos anos 2000, foi marcada pela transição do modelo privatista de Fernando Henrique Cardoso para o desenvolvimentismo social dos governos Lula. Foi a geração que testemunhou a ampliação de direitos, o acesso à universidade, a conquista da casa própria, a valorização dos salários, o crescimento econômico e a expansão das oportunidades. Foi também a geração que elegeu Lula em 2002 e viveu a chamada era de ouro lulista, entre 2003 e 2010.

Essa geração compartilhou com a anterior o apreço pela democracia, pelos direitos sociais e pelo humanismo. Mais do que isso, reconheceu o papel do Estado na transformação concreta da vida das pessoas.

A geração seguinte, formada no contexto da crise do capitalismo global pós-2008 e das manifestações de junho de 2013, percorreu outro caminho. A insatisfação com os serviços públicos e com a representação política abriu espaço para uma crítica generalizada ao Estado e à própria política. Em parcelas expressivas dessa geração, o combate à corrupção tornou-se a principal bandeira, frequentemente associado à deslegitimação dos partidos, das políticas sociais e das instituições.

Foi a geração que transformou a camisa da Seleção em símbolo político, celebrou a Operação Lava Jato e alimentou movimentos de direita que contribuíram para a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Nesse processo, democracia, direitos sociais e humanismo perderam centralidade no debate público. Abriu-se, assim, uma fratura entre os herdeiros da redemocratização, a geração lulista e os setores mobilizados pela onda política de 2013.

Nem a campanha Lula Livre nem a vitória eleitoral de 2022, em um Brasil ainda marcado pela pandemia, foram suficientes para superar essa divisão e produzir uma identidade coletiva capaz de reconectar essas gerações.

Até que chegou 2026. Mais precisamente, o segundo turno.

Quando o país parecia caminhar para um novo período sombrio, impulsionado pelo bolsonarismo e pelo antipetismo, uma nova juventude se levantou contra a ameaça de uma guinada neoliberal autoritária. Foi às ruas e, nesse movimento, reuniu antigos lulistas, setores democráticos da direita e, sobretudo, os decanos das Diretas e da Constituinte, os baluartes da redemocratização.

A experiência dos mais velhos encontrou a energia dos mais jovens. Memória e renovação voltaram a caminhar juntas. As manifestações do campo democrático no segundo turno, ao reivindicarem democracia, soberania nacional e preservação dos direitos sociais, recolocaram no centro da disputa valores que haviam perdido espaço desde 2013.

Ainda não temos distância histórica nem condições objetivas para dimensionar plenamente o significado desse acontecimento. Mas talvez estejamos diante de algo maior do que uma mobilização eleitoral: o nascimento de uma nova geração política, capaz de estabelecer pontes com os lutadores da redemocratização e com aqueles que viveram a expansão social dos anos 2000.

O futuro dirá se essa convergência resistirá às urnas e às circunstâncias. Gerações não se consolidam em um único ato; constroem-se na continuidade da luta, na organização e na capacidade de transformar valores em projetos duradouros.

Por ora, porém, fica a gratidão. Gratidão à juventude que se levantou, aos que não desistiram da democracia e aos que, mesmo depois de tantas batalhas, voltaram às ruas para defender o futuro do país.

Se 2026 realmente forjou uma nova geração, seus frutos poderão acompanhar o Brasil pelas próximas duas décadas. E talvez sua maior conquista tenha sido esta: mostrar que a história não está condenada a repetir suas rupturas e que, mesmo quando tudo parece perdido, a democracia ainda é capaz de reunir gerações e renovar a esperança.


Ricardo Jimenez - Professor e Editor do Blog O Calçadão

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A vitória dos cansados

 

Celebra! Vencemos!

Segunda parte de "Teimosia dos Cansados"

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perguntaram-me se ainda estou cansado
claro que estou
mas o cansaço agora é outro:
peso do corpo que dançou a noite inteira
voz rouca de tanto cantar coletivamente
de quem sente o gosto do suor e da justiça pelo povo

não é mais a prova de que luto
pois não lutei sozinho

dois dias após
o desânimo desaparecera naquela terça
fora enterrado na praça
debaixo dos nossos pés cansados
onde não havia mais tempo para silenciar
ao ver tanta injustiça

e, ontem, toda esta violência repetida
foi rompida pelo nosso abraço  à noite

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Câmara de Ribeirão Preto aprova alterações na lei do Banco de Professores Substitutos; entenda o que mudou e por que a oposição votou a favor

Principais pontos que prejudicavam a categoria foram retirados

Após trabalho da oposição e mobilização da categoria, Executivo recua em pontos polêmicos: fim do "pedágio" de 12 meses e restrição do uso de temporários a faltas curtas e imprevistas. Projeto foi aprovado por 20 votos a zero nesta quarta-feira (21).

Direito à cidade: Sob o pretexto da "ordem urbana", Ricardo Silva centraliza poder de veto sobre o uso do espaço público

Decreto centraliza poder nas mãos do prefeito Ricardo Silva

Decreto nº 234/2026, publicado em 21 de outubro, transfere para o Chefe do Executivo a palavra final sobre eventos que fecham vias ou ocupam parques, esvaziando a análise técnica e reforçando a lógica de controle estatal sobre a sociabilidade urbana.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Relatório oficial do Incra confirma retomada da reforma agrária com mais de 104 mil famílias em 2025

Em um governo popular, a luta se torna diálogo permanente

Documento de gestão aponta que a inclusão de 100 mil famílias no PNRA ocorreu majoritariamente via reconhecimento e regularização; números são fruto da pressão popular e do diálogo com o governo federal

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Novo PAC leva R$ 461 milhões a Ribeirão Preto e impulsiona saúde, mobilidade e infraestrutura

Governo Lula destinou quase 0,5 bilhão para o município de Ribeirão Preto

Programa federal financia 22 iniciativas, da terapia CAR-T contra câncer ao novo campus do IFSP, corredores de ônibus e redes de água em bairros

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Ato "Todos pela Democracia" reúne professoras e estudantes contra precarização do ensino e avanço do fascismo

 

Ato de professoras reforçou o apoio à candidatura de Lula
Fotos: @filipeaugustoperes

Evento organizado pela A Casa Hilton e Casa Coletiva, em parceria com a Frente Ampla e o DCE Livre da USP, debateu plataformização, cortes na educação e apoio à candidatura de Lula

sábado, 10 de outubro de 2026

Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina organiza ato em Ribeirão Preto em Dia Global de Ação

 

Ato lembrou os 1100 dias de genocídio 
Fotos: @filipeaugustoperes

Mobilização deste sábado (10) na Esquina Democrática integrou chamado internacional da Aliança Global pela Palestina e pediu fim da guerra em Gaza, embargo de armas e direitos plenos do povo palestino

Como o Estadão transformou uma negativa da PF em palanque para Flávio Bolsonaro

Análise do Discurso revela manipulação da informação 


Análise da construção discursiva revela que o jornal paulista inverteu a pirâmide da informação, colocou um áudio sem validade jurídica no topo da notícia e deu espaço para que o candidato atacasse Lula sem provas, enquanto a Polícia Federal e a PGR desmentiam a existência de delação.


Por Filipe Augusto Peres

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

TCE aponta inconsistências fiscais e na Educação em Ribeirão Preto no primeiro ano da nova gestão

 


A situação não representa, necessariamente, julgamento definitivo das contas, mas um alerta para que o gestor possa corrigir eventuais desvios antes da apreciação final pelo Tribunal

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O Brasil tem 56 milhões de apoiadores de Flávio Rachadinha?

 


Será possível que 56 milhões de brasileiros escolheram conscientemente trocar a rede de proteção social do Bolsa Família por um projeto político flertante com a milícia? Ao que parece, sim. Mas a resposta curta e simplista não dá conta da realidade. Definitivamente, o Brasil não abriga 56 milhões de apoiadores da criminalidade organizada, sonegadores convictos ou entusiastas de negociatas financeiras escusas.

Então, o que leva essa multidão a chancelar o herdeiro político do bolsonarismo — figura marcada pelo fantasma das "rachadinhas", pela lavanderia de capitais e pelas obscuras articulações com o sistema financeiro?

Responder a isso exige encarar o cenário macro do qual o Brasil é apenas um capítulo. Há cerca de uma década, o país absorveu a dinâmica global de crise do capitalismo tardio. É o velho capital em sobressalto gestando, mais uma vez, seu braço radical, xenófobo, autoritário e fundamentalista, maquiado por um "cristianismo" de encomenda. A novidade do século XXI é a simbiose perfeita entre essa extrema-direita e a arquitetura dos algoritmos das big techs.

O capital em crise encontrou o disfarce perfeito: apresentou-se como "antissistema" enquanto apontava o dedo para o campo progressista. O mesmo campo que, nas últimas três décadas, limitou-se a gerenciar um modelo econômico caduco — baleado nos anos 2000 e infartado em 2008. Ao assumir a gestão da ordem neoliberal, o campo progressita perdeu suas ferramentas históricas. Os sindicatos derreteram com a precarização do trabalho, os movimentos sociais perderam tração na era digital e os partidos abandonaram a transformação social. Social-democratas viraram neoliberais; socialistas viraram social-liberais.

O resultado é este: um neoliberalismo falido que concentra renda e espreme os espaços de sobrevivência. A disputa por esses espaços escassos transforma-se em ódio do vizinho contra o vizinho. De longe, em gabinetes nababescos ou paraísos fiscais, o algoritmo opera como uma varinha mágica, entregando na palma da mão do sujeito ressentido o alvo "certo" para a sua raiva. Não o sistema real, mas o bode expiatório fabricado: o idoso que precisa do benefício, as minorias, o próprio Estado e o campo democrático gestor da crise.

Os 56 milhões de votos do filho de Jair são heterogêneos. Reúnem os que odeiam por convicção, os manipulados pelo medo que chega pelo celular, os fieis orientados por pastores, os que abominam as políticas de inclusão e até mesmo beneficiários dessas próprias políticas, entorpecidos pela desinformação ou omitidos na apatia política (foram 33 milhões deles neste primeiro turno)

Assim se desenha o paradoxo trágico: o adversário navega na onda do algoritmo e colhe milhões de votos a despeito dos escândalos. Do outro lado, o governo Lula — que retirou o país do Mapa da Fome, popularizou o ensino superior e garantiu as reservas cambiais que salvaram o país da ruína — vê sua aprovação fustigada por ser associado às estruturas do próprio sistema. O governo atuou como eficiente "gestor da crise", mas quem gesta a rede e o ecossistema digital é a oposição.

Ainda há tempo de evitar o colapso? Sim. Mas não bastará gerenciar os danos. Será preciso encarar, desmascarar e enfrentar o verdadeiro sistema. Gerenciar bem o sistema em crise já não resolve. Lula tem a máquina na mão e também a caneta. E, junto a isso, talvez a ajuda complementar esteja na juventude que consegue se dar bem nas redes sociais apesar do algoritmo. Entreguem as redes nas mãos da juventude nesta reta final.

Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão

Entre o alçapão e os freios da democracia: Por que temos que reeleger Lula?


Por Joaquim Lauro Sando

Se a eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno poderia abrir a porta do alçapão que se encontra no fundo do poço, a eleição de Lula para um quarto mandato produziria outro cenário: não resolveria os problemas que estarão colocados diante do Brasil, mas preservaria importantes freios institucionais capazes de impedir que o novo Congresso Nacional transforme sua eventual maioria parlamentar em poder sem limites.

sábado, 3 de outubro de 2026

A Matrix brasileira: Lula, Flávio Bolsonaro e a disputa entre a consciência crítica e a ignorância "confortável"

 

Cypher vende Morpheus por um filé que não existe.
(Matrix -1999)

O que define o lado, a vida não é a retórica, mas a prática: enfrentar a Matrix ou vender Morpheus por um filé. 

Bolsonarismo e "Mercado": a democracia sob chantagem

  Mais uma vez, o bolsonarismo perdeu uma eleição e reagiu como se o resultado não pudesse ser legítimo. Vieram a violência, as tentativas d...