| Brasil é um dos países que mais comete violência contra a população LGBT |
Uma análise sob a luz da lei e social sobre o episódio ocorrido na Escola Municipal Professor Anísio Teixeira, em Ribeirão Preto
| Pedidos de LAI ignoraos pelas secretarias municipais |
De nove solicitações formais feitas pelo Blog O Calçadão, na figura do jornalista Filipe Augusto Peres, sete permanecem sem resposta ou justificativa há mais de um mês; reclamações já foram enviadas à Ouvidoria, mas e-mail de cobrança voltou, dificultando a comunicação
| Tabela fornecida pelo SAERP sobre os contratos firmados |
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram evolução na redução de perdas, mas revelam um sistema de abastecimento vulnerável a interrupções elétricas e equipamentos sucateados. Investimentos previstos em 2025 foram executados em apenas 48,7%
Sessão solene proposta por Nilto Tatto (PT-SP), realizada no plenário Ulysses Guimarães, reuniu representantes do governo federal, da ANA, de entidades socioambientais e parlamentares; falas defenderam água como direito fundamental, cobraram proteção de rios e mananciais e apontaram o governo paulista e a Sabesp como símbolos de “retrocesso ambiental”
Plano de 2019 aponta déficit persistente e mostra como a redução de investimentos federais comprometeu a política habitacional nos municípios
meu poema nasce do rumor de uma porta mal fechada
do lençol sacudido pela ventania
da colher esquecida sobre a mesa
e do relâmpago que apodrece na memória
nasce do pó agarrado às cortinas
à garganta
do suor das palavras perseguidas
das sílabas que dormem sob o musgo
e da unha escura do tempo riscando a cal dos muros
há em meu poema ferragens de sonho
ferrugens
um sal de lágrimas
uma caixa de mariposas queimadas
e um resto de tarde preso na engrenagem do peito
Há um grave problema no abastecimento de água na cidade por falta de investimento e a Saerp adota o tom de culpar o cidadão por um fictício "consumo exagerado de água". O problema é que a rede é antiga e mal planejada e a Saerp faz manobras setoriais sem comunicar o cidadão.
Na recente crise do recolhimento do lixo, a secretaria de infraestrutura chegou ao cúmulo de sugerir ao cidadão que armazenasse o lixo dentro de casa, quando o verdadeiro problema são os contratos de terceirização mal fiscalizados.
Na saúde, já houve tentativa de culpar o cidadão por ser incapaz de operar os aplicativos de saúde e agora o vídeo absolutamente constrangedor do Prefeito acusando cidadãos de fingirem doença para "buscar atestado". Onde vamos parar? O cidadão não é o culpado das mazelas da saúde.
Ribeirão não tem atendimento primário, as equipes de saúde da família estão todas defasadas e as UPAs representam a única porta aberta de um sistema capenga.
Isso sem falar na aprovação acelerada de empreendimentos imobiliários sem contrapartida social ou de infraestrutura. Mas, neste caso, o Prefeito tem jogado a culpa, por enquanto, no seu antecessor.
Tá na hora do Prefeito parar de seguir a cartilha da extrema direita e passar a governar a cidade respeitando as pessoas.
Ricardo Jimenez é Presidente da ABARCOESTE e editor do Blog O Calçadão
| Da esquerda para a direita: Djalma Ney (PSOL), Manuela Aquino (MST), Annie Hsiou (ANDES-SN) e Mariana Conti (PSOL) Fotos: @filipeaugustoperes |
Encontro na USP debate avanço da extrema-direita, crises globais e estratégias de organização popular diante do crescimento do neofascismo no Brasil e no mundo
Ribeirão Preto sediará, nesta quinta-feira (13), às 19h, a Pré-Conferência Internacional Antifascista, encontro que reunirá pesquisadoras, militantes e representantes políticos para debater o avanço da extrema-direita, os desafios da democracia e as estratégias de organização popular diante do crescimento de discursos autoritários no Brasil e no mundo.
Proposta apresentada na Câmara exige transparência sobre o lastro de títulos como CRA, LCA e CDCA e pode permitir identificar produtores, riscos financeiros e até infrações ambientais ligadas ao financiamento do agro.
Em contraste, as administrações que se sucederam a esses períodos deram sinais de inércia, preferindo focar na contenção de direitos da classe trabalhadora e na destinação de recursos para o capital financeiro, numa lógica de arrocho fiscal. Essa postura não apenas prejudicou a população de Ribeirão Preto, mas também estagnou a implementação de políticas públicas estruturantes que poderiam ter progredido a cidade em direção a um futuro mais sustentável e inclusivo.
O diagnóstico para os próximos 20 anos de Ribeirão Preto é claro: o crescimento e a revitalização urbana dependem de investimentos em infraestrutura e projetos estruturais. Entre as iniciativas prioritárias, devemos destacar a complementação das obras anti-enchente a montante do córrego Ribeirão, a construção da via leste-oeste, crucial para conectar, revitalizar e desenvolver bairros como Campos Elíseos e Ipiranga, e o prolongamento da Avenida Rio Pardo, que facilitará a mobilidade entre o Alto do Ipiranga e o Planalto Verde. Tais projetos são essenciais não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a promoção da inclusão social na região oeste da cidade.
Ademais, é imperativo considerar uma política robusta de parques municipais que transforme Ribeirão Preto em um exemplo de integração urbana e preservação ambiental, bem como a instalação completa do Instituto Federal na antiga Cianê, que potencializará a educação e a formação profissional da população local. A proposta de uma política integrada de mobilidade urbana com tarifa zero insere-se como um elemento inovador, promovendo o acesso igualitário e facilitando a circulação de pessoas na cidade. Isto sem falar na urgente e necessária polítca de regularização fundiária urbana atrelada à uma política de moradia social.
A eleição de 2026 não se limita a definir o futuro imediato da cidade, mas projeta-se como um referencial para o destino de Ribeirão Preto. A importância do governo federal, sob a liderança de Lula, revela-se vital, mas a atenção também deve voltar-se para o governo estadual, que tem se mostrado carente nas últimas gestões. As administrações de João Dória e Tarcísio de Freitas resultaram na desarticulação do planejamento estadual, culminando na extinção da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) e na transformação das regiões metropolitanas em estruturas sem função clara e efetiva.
É imperativo, portanto, ressuscitar o planejamento estadual, especialmente em áreas cruciais como o gerenciamento de resíduos sólidos e o fomento ao turismo, através do fomento aos consórcios interurbanos. Um governador com a visão e a capacidade de Fernando Haddad poderia fazer uma diferença substancial não apenas para o estado de São Paulo, mas, também, para Ribeirão Preto, ao reverter as tendências de retrocesso que marcaram as administrações recentes e propiciar um ambiente propício ao desenvolvimento integrado e sustentável da cidade.
Em síntese, o futuro de Ribeirão Preto está intrinsecamente ligado a uma série de escolhas políticas e estratégicas que envolvem tanto o nível federal quanto o estadual, e se apresenta como uma oportunidade para redefinir o caminho da cidade em direção à justiça social, ao desenvolvimento econômico robusto e à transformação urbana consciente e inclusiva.
Cabe a nós levar esta mensagem para a população de Ribeirão e conseguirmos o maior número de votos possíveis para o nosso projeto político, pensando na Ribeirão do futuro.
Ricardo Jimenez - Professor, Presidente da Abarcoeste e editor do Blog O Calçadão
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Após uma acirrada batalha eleitoral, Ricardo Silva assumiu a Prefeitura de Ribeirão Preto, sendo promovido a gestor na esteira do medo da ascensão da extrema-direita, representada por seu adversário. Grande parte do campo progressista, consciente da gravidade dessa possibilidade, uniu forças para garantir sua vitória. Desde então, Ricardo adotou uma estratégia que parece ter saído diretamente das páginas de manuais de marketing político: uma presença forte e constante nas redes sociais, alinhando-se à tendência dos prefeitos “TikTok”.
No primeiro ano de gestão, essa tática surtiu efeito. Um período sempre marcado pela paciência e pela expectativa dos eleitores. A tática, combinada com o estilo de seu antecessor, Duarte Nogueira, que não convesava com niguém — e incapaz de dialogar com a população — criaram o cenário ideal para o novo prefeito. Ricardo pôde, assim, deslizar pela gestão, gravando vídeos e alegando que sua administração ainda estava executando o orçamento de Nogueira, um orçamento que, não por coincidência, priorizava investimentos em obras questionáveis em detrimento das áreas sociais.
Só para constar, além do orçamento antissocial, Nogueira também se despediu do cargo com empréstimos bancários a rodo, feitos para custear obras, um legado que Ricardo criticou e denunciou ao assumir.
Passou-se o primeiro ano e a popularidade de Ricardo cresceu, impulsionada por promessas embaladas na frase "vamos tocar Ribeirão pra frente". O que parecia uma sinfonia de esperança, no entanto, tornou-se uma marcha solene ao entrarmos no segundo ano do governo.
A paciência do eleitor é finita e a crítica começa a aparecer. Ribeirão Preto começa a se dar conta de que os problemas estruturais, há muito tempo negligenciados, continuam presentes: a gestão de resíduos sólidos, o caos na saúde e no abastecimento de água, os problemas na educação, a falta de política de moradia popular, além das enchentes que enfrentamos ano após ano. As obras da 9 de Julho e o plano de mobilidade, que tiveram algum projeto, são testemunhas silenciosas de uma forma de administração que não dialoga com a cidade real, da população.
Internamente, a sustentação política de Ricardo se revela uma colcha de retalhos feita de interesses duvidosos. A mesma força política que dominou a Câmara sob Nogueira continua a governar, uma mistura de bolsonarismo de ocasião e um toma lá da cá que prioriza o apadrinhamento político em detrimento de soluções concretas dos problemas da cidade. O secretariado de Ricardo, recheado de figuras distantes da realidade vivida nos bairros, espelha essa falta de atenção às demandas reais da população.
É alarmante perceber que, apesar de Ricardo ter mudado a forma de comunicação, a essência de sua gestão permanece inalterada: uma incapacidade crônica de abordar e resolver os problemas estruturais que afligem Ribeirão. O diálogo, nesse contexto, parece estar restrito apenas ao grande capital e aos empreendimentos privados que são aprovados sem as contrapartidas sociais necessárias para as comunidades impactadas.
A nível externo, Ricardo se alia ao governo de Tarcísio de Freitas, mas essa conexão não traz à população de Ribeirão qualquer esperança em termos de soluções concretas para os desafios enfrentados. Enquanto o vereador mais influente da cidade, pertencente ao bolsonarismo local, se perpetua no poder, a tragédia se torna mais evidente.
Ricardo, apesar de seu otimismo nas redes sociais e de sua aparente proatividade, encontrará dificuldades para cumprir o conjunto enorme de promessas que colecionou no primeiro ano de governo. Do ponto de vista concreto, apesar da discrição do Prefeito ao anunciá-los, é do governo federal que estão vindo e poderão vir os recursos necessários. Recursos que deverão viabilizar a maior obra de mobilidade da cidade, ligando as regiões leste e oeste; recursos para resolver a questão do abastecimento de água e, se o governo federal seguir na mesma linha a partir de 2027, os recursos para enfrentar as enchentes — com obras a montante do córrego Ribeirão.
Logo, ao nos aprofundarmos sob a superfície do TikTok, encontramos uma Ribeirão profundamente paralisada, imersa em uma política atrasada que não só se afasta da população, mas que também adota uma lógica privatista que empurra para longe as soluções estruturais. O que a cidade precisa, urgentemente, é de um governo que tenha a coragem e a visão de olhar além das redes sociais e realmente escutar as vozes reais de quem vive, conhece e se preocupa com uma Ribeirão mais próspera, menos desigual e mais moderna.
O projeto que Ribeirão precisa está longe do tik tok, da atual política orçamentária e da atual maioria da Câmara de Vereadores. O projeto se encontra nos bairros, na escuta às forças vivas da cidade e num modelo de administração que valorize a coisa pública, o investimento público, a geração de renda e a democria participativa concreta.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão
Nova norma aumenta poder das próprias empresas no controle de insumos agrícolas, flexibiliza sanções administrativas e consolida modelo alinhado ao agronegócio exportador
| A pauta foi amplamente discutida com os servidores Imagem: Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis |
Em Assembleia Geral realizada no início da noite desta segunda-feira (23), os trabalhadores municipais ligados ao SSM-RPGP presentes aprovaram a proposta de reposição salarial total de 14,50%. O índice é composto por 4,5% referentes à recomposição da inflação do período, calculada com base no IPCA, e 10% de aumento real, considerando o crescimento da arrecadação do município de Ribeirão Preto.
Brasil é um dos países que mais comete violência contra a população LGBT Uma análise sob a luz da lei e social sobre o episódio ocorrido na ...