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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

TCE aponta inconsistências fiscais e na Educação em Ribeirão Preto no primeiro ano da nova gestão

 


A situação não representa, necessariamente, julgamento definitivo das contas, mas um alerta para que o gestor possa corrigir eventuais desvios antes da apreciação final pelo Tribunal

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O Brasil tem 56 milhões de apoiadores de Flávio Rachadinha?

 


Será possível que 56 milhões de brasileiros escolheram conscientemente trocar a rede de proteção social do Bolsa Família por um projeto político flertante com a milícia? Ao que parece, sim. Mas a resposta curta e simplista não dá conta da realidade. Definitivamente, o Brasil não abriga 56 milhões de apoiadores da criminalidade organizada, sonegadores convictos ou entusiastas de negociatas financeiras escusas.

Então, o que leva essa multidão a chancelar o herdeiro político do bolsonarismo — figura marcada pelo fantasma das "rachadinhas", pela lavanderia de capitais e pelas obscuras articulações com o sistema financeiro?

Responder a isso exige encarar o cenário macro do qual o Brasil é apenas um capítulo. Há cerca de uma década, o país absorveu a dinâmica global de crise do capitalismo tardio. É o velho capital em sobressalto gestando, mais uma vez, seu braço radical, xenófobo, autoritário e fundamentalista, maquiado por um "cristianismo" de encomenda. A novidade do século XXI é a simbiose perfeita entre essa extrema-direita e a arquitetura dos algoritmos das big techs.

O capital em crise encontrou o disfarce perfeito: apresentou-se como "antissistema" enquanto apontava o dedo para o campo progressista. O mesmo campo que, nas últimas três décadas, limitou-se a gerenciar um modelo econômico caduco — baleado nos anos 2000 e infartado em 2008. Ao assumir a gestão da ordem neoliberal, o campo progressita perdeu suas ferramentas históricas. Os sindicatos derreteram com a precarização do trabalho, os movimentos sociais perderam tração na era digital e os partidos abandonaram a transformação social. Social-democratas viraram neoliberais; socialistas viraram social-liberais.

O resultado é este: um neoliberalismo falido que concentra renda e espreme os espaços de sobrevivência. A disputa por esses espaços escassos transforma-se em ódio do vizinho contra o vizinho. De longe, em gabinetes nababescos ou paraísos fiscais, o algoritmo opera como uma varinha mágica, entregando na palma da mão do sujeito ressentido o alvo "certo" para a sua raiva. Não o sistema real, mas o bode expiatório fabricado: o idoso que precisa do benefício, as minorias, o próprio Estado e o campo democrático gestor da crise.

Os 56 milhões de votos do filho de Jair são heterogêneos. Reúnem os que odeiam por convicção, os manipulados pelo medo que chega pelo celular, os fieis orientados por pastores, os que abominam as políticas de inclusão e até mesmo beneficiários dessas próprias políticas, entorpecidos pela desinformação ou omitidos na apatia política (foram 33 milhões deles neste primeiro turno)

Assim se desenha o paradoxo trágico: o adversário navega na onda do algoritmo e colhe milhões de votos a despeito dos escândalos. Do outro lado, o governo Lula — que retirou o país do Mapa da Fome, popularizou o ensino superior e garantiu as reservas cambiais que salvaram o país da ruína — vê sua aprovação fustigada por ser associado às estruturas do próprio sistema. O governo atuou como eficiente "gestor da crise", mas quem gesta a rede e o ecossistema digital é a oposição.

Ainda há tempo de evitar o colapso? Sim. Mas não bastará gerenciar os danos. Será preciso encarar, desmascarar e enfrentar o verdadeiro sistema. Gerenciar bem o sistema em crise já não resolve. Lula tem a máquina na mão e também a caneta. E, junto a isso, talvez a ajuda complementar esteja na juventude que consegue se dar bem nas redes sociais apesar do algoritmo. Entreguem as redes nas mãos da juventude nesta reta final.

Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão

Entre o alçapão e os freios da democracia: Por que temos que reeleger Lula?


Por Joaquim Lauro Sando

Se a eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno poderia abrir a porta do alçapão que se encontra no fundo do poço, a eleição de Lula para um quarto mandato produziria outro cenário: não resolveria os problemas que estarão colocados diante do Brasil, mas preservaria importantes freios institucionais capazes de impedir que o novo Congresso Nacional transforme sua eventual maioria parlamentar em poder sem limites.

sábado, 3 de outubro de 2026

A Matrix brasileira: Lula, Flávio Bolsonaro e a disputa entre a consciência crítica e a ignorância "confortável"

 

Cypher vende Morpheus por um filé que não existe.
(Matrix -1999)

O que define o lado, a vida não é a retórica, mas a prática: enfrentar a Matrix ou vender Morpheus por um filé. 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Educação pública versus educação-mercadoria: os dois projetos que se enfrentam nos planos de Lula e Flávio Bolsonaro

Propostas completamente opostas

Documentos registrados no TSE revelam concepções antagônicas sobre o papel do Estado, o destino do fundo público e a função social da escola; análise expõe o caráter de classe de cada proposta, incluindo os impactos sobre a aposentadoria e a precarização do trabalho docente

Ribeirão Preto firma financiamento de R$ 250 milhões com a Caixa para obras do Pró-Transporte

Este ano, ainda ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) já havia autorizado  R$ 1,09 bilhão para Ribeirão Preto. O objetivo foi  financiar a qualificação viária do Corredor de Mobilidade Leste-Oeste

O Município de Ribeirão Preto firmou, em 15 de setembro de 2026, contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais) destinado à execução de obras e serviços no âmbito do Programa Pró-Transporte. A informação consta do Extrato do Contrato de Financiamento nº 0647001-19, publicado no Diário Oficial do Município nº 12.489, de 25 de setembro de 2026 (página 8).

domingo, 27 de setembro de 2026

O poema que nos faz

 


1

há um poema dentro de nós,
como uma criança 
que chuta a parede do ventre
e exige nascer

o poema diz: — te amo.
dizemos: — nos amamos
o “amamos” não é o mesmo
existe o meu, o teu, o nosso, 
como todos que já disseram “eu te amo” ao mundo
e o mundo decidiu diversamente
se respondia

sábado, 26 de setembro de 2026

Movimentos sociais pressionam candidatos nas eleições 2026 por fim da violência no campo e reforma agrária



Mais de 30 organizações sociais entregam cartas de compromisso exigindo metas contra conflitos agrários, que somaram 1.593 casos em 2025; Articulação Nacional de Agroecologia propõe agenda para o próximo governo

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais entregaram, no último dia 23, carta de compromisso a candidatas e candidatos às eleições deste ano exigindo o fim da violência no campo e a implementação de uma política de reforma agrária. 

O documento, intitulado "Carta de Compromisso das Eleições de 2026: Pelo Fim da Violência no Campo", foi lançado pela Campanha Contra a Violência no Campo: em defesa dos povos do campo, das águas e das florestas, iniciativa criada em agosto de 2022 e que reúne mais de 30 organizações sociais e 70 entidades da sociedade civil. Paralelamente, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) divulgou sua Carta Política para as eleições, propondo uma agenda de transformação dos sistemas agroalimentares com base na agroecologia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

MP move ação contra vereador de Ribeirão Preto por exposição de criança trans em escola e obtém condenação de parlamentar em São José dos Campos

Página do MP informando a ação civil contra o vereador Isaac Antunes (PL)

Contra os vereadores do PL Isaac Dalcol Antunes e Anderson Senna, o MP atua por discriminação: em Ribeirão Preto, pede R$ 500 mil de indenização a Isaac, destinados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente; em São José dos Campos, obteve a condenação de Anderson por falas contra a comunidade LGBTQIA+.

Projeto da "Lei da Blindagem Rural" criminaliza ocupações e bloqueios de rodovias em favor do agronegócio

PL inconstitucional criminaliza a luta pela terra. Foto: Arquivo/@filipeaugustoperes

Dados de financiamento de campanha expõem conexão do autor, o deputado federal José Medeiros (PL/MT) com o agronegócio; e investigações apontam histórico passado de desmatamento, crimes ambientais e trabalho análogo à escravidão envolvendo algumas das principais famílias doadoras de suas campanhas ao legislativo.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Secretaria de Educação de Ribeirão Preto não possui critérios objetivos para compartilhamento de profissionais de apoio escolar


Levantamento estatístico de estudantes com deficiência (TEA, Baixa Visão, Física, etc.) matriculados nas redes CEI, EMFI e EMEF

Respostas a pedidos de acesso à informação feitos pelo Blog O Calçadão, no mesmo dia da publicação do decreto, revelam que norma não define número máximo de alunos por profissional nem protocolo público de análise

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Professoras Denunciam Retrocessos na Rede de Ensino de Ribeirão Preto

 


Ribeirão Preto – Um grupo de professoras da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto está enfrentando sérias irregularidades em relação a um processo seletivo e ao pagamento de aulas extraordinárias. As educadoras estão mobilizadas para exigir respeito aos seus direitos trabalhistas e justiça em relação às situações que enfrentam.


Processo Seletivo Anulado


Em 2025, um grupo de professoras participou de um processo seletivo com a expectativa de ser convocado para assumir cargos temporários em 2027. Após pagarem a taxa de inscrição e serem aprovadas na prova, as candidatas foram surpreendidas ao serem informadas de que o certame havia sido declarado ilegal, o que resultou na anulação do processo e na impossibilidade de sua convocação.
"Investimos tempo e dinheiro em algo que acabou sendo descartado sem qualquer aviso ou compensação", desabafou uma das participantes. O grupo, que se sente prejudicado, está buscando a anulação da decisão que torna o processo ilegal e pede ressarcimento da taxa de inscrição, além de uma nova convocação.


Atrasos nos Pagamentos das Aulas Extras


Outra preocupação das professoras refere-se ao pagamento pelas aulas extraordinárias que ministram. Essas aulas, que excedem a carga horária regular de 32 horas semanais, são pagas com uma verba específica chamada "lerinte", em folha suplementar.
Os pagamentos referentes às aulas realizadas em agosto, que deveriam ocorrer em 1º de outubro, foram adiados para o dia 20 do mesmo mês — um atraso de 20 dias. Já o pagamento das aulas de setembro foi prorrogado para 20 de novembro. As professoras relataram que a mudança repentina nas datas de pagamento e a falta de comunicação prévia geraram um sentimento de insegurança e desrespeito pelos direitos trabalhistas.
"Essa situação tem sido insustentável. Não podemos trabalhar sem receber em dia, e essa falta de comunicação só piora a nossa situação. Já estou considerando não aceitar mais aulas extraordinárias", afirmou uma das professoras afetadas.


Demandas e Ações

O Blog O Calçadão entrou com dois pedidos de acesso à informação junto à Secretaria Municipal da Educação para esclarecimentos sobre a ilegalidade do processo seletivo e os atrasos nos pagamentos das aulas extraordinárias.

No primeiro pedido, relacionado ao processo seletivo, solicitamos informações detalhadas sobre a anulação do certame, a devolução da taxa de inscrição e a previsão de um novo processo seletivo.

O segundo pedido busca esclarecer as normas que regulamentam os pagamentos das aulas extraordinárias, incluindo a justificativa para os atrasos e detalhes da verba orçamentária utilizada.


Falta de Transparência e Segurança


As professoras enfatizam que sua principal reivindicação é a transparência nas gestões e o respeito dos direitos trabalhistas. "Exigimos que a gestão educacional respeite seus compromissos. Precisamos de clareza e previsibilidade para que possamos planejar nossas vidas profissionais e pessoais", concluiu uma delas.

A situação das educadoras revela um cenário tenso dentro da rede de ensino e levanta questionamentos sobre a gestão pública em Ribeirão Preto, que deve garantir não apenas a legalidade dos processos seletivos, mas também o cumprimento das obrigações financeiras com seus profissionais.

Com o avanço das solicitações de informação, as professoras esperam que a gestão municipal se pronuncie e tome as devidas providências para corrigir essas irregularidades, garantindo que seus direitos sejam respeitados e que as futuras contratações e pagamentos sejam realizados de forma adequada e transparente. A comunidade escolar e a sociedade civil acompanham a situação de perto, na expectativa de uma resolução satisfatória e justa para todos os envolvidos.


Ricardo Jimenez - Equipe editorial O Calçadão

Faltam menos de 20 dias para as eleições que podem definir os próximos 20 anos. Às ruas!




Por Caio Cristiano, presidente do PSOL-RP e vice-presidente do Sindicato dos Servidores 
Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis.

O desenlace das crises institucionais é frequentemente imprevisível, mas o cálculo político que rege a ofensiva da extrema-direita na atual conjuntura é cristalino. Com apoio de Trump e dos EUA, eles querem eleger um governo lambe-botas do imperialismo americano. Para isso, estão dispostos a tudo e qualquer coisa, mesmo ações ilegais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Educação Alimentar Obrigatória: Câmara analisa projeto que exige nutricionistas nas escolas

 

Arquivo/ Foto: Filipe Augusto Peres

Projeto de Lei 2.339/26 torna disciplina obrigatória em todas as escolas

O Projeto de Lei 2.339/26 torna obrigatória em todas as escolas a disciplina de Educação Alimentar e Nutricional na educação básica, que abrange educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. A proposta prevê uma aula semanal, no mínimo, integrada ao projeto pedagógico das unidades. O texto está em análise na Câmara dos Deputados desde esta terça-feira (15).

Ribeirão Preto adere à Prova Nacional Docente e muda critério para seleção de professores

 


Município integra sistema federal de avaliação de docentes; primeiros editais podem usar nova ferramenta já em 2027

Ribeirão Preto oficializou sua adesão à Prova Nacional Docente (PND), um sistema federal de avaliação de professores que promete padronizar e, segundo o governo, aumentar a transparência nos processos seletivos de docentes da rede municipal. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 15 de setembro, através da Resolução SME nº 20.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A emergência e a transparência precisam caminhar juntas

 



Transparência orçamentária não é luxo, mas obrigação, especialmente em crises

Desde 24 de julho, quando o vendaval atingiu Ribeirão Preto, o Blog O Calçadão acompanha as consequências do desastre natural. Primeiro, a cobertura da situação de emergência decretada pela Prefeitura. Depois, em agosto, a publicação do edital para o saque calamidade do FGTS, permitindo que moradores pudessem sacar até R$ 6.220 para reparar danos. A prefeitura, também, já havia decretado estado de emergência na Saúde, devido ao vendaval. Todas estas ações foram corretas, não se questiona isso. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Ribeirão Preto aprova R$‌ 5,1 milhões para expandir escolas em tempo integral

 

Publicação do Diário Oficial de quarta-feira

A Prefeitura de Ribeirão Preto vai investir R$‌ 5,1 milhões em expansão do programa de Escola em Tempo Integral (ETI). O crédito especial foi autorizado pela Lei nº 15.303, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (09/09).

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Mulheres vivas e soberania: Grito dos Excluídos traz à Ribeirão Preto a luta por terra, moradia digna e fim das violências contra as mulheres

 

Dom Moacir durante celebração da missa
Fotos: @filipeaugustoperes

Manifestação na paróquia Nossa Senhora dos Anjos reúne movimentos sociais, pastorais e trabalhadores em protesto que reivindica justiça social, fim da escala 6x1 e proteção às mulheres

Na segundo-feira (7), Ribeirão Preto se transformou em espaço de resistência e esperança. Na Paróquia Nossa Senhora dos Anjos e Santa Edwiges, no bairro Heitor Rigon, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu em torno de uma centena de pessoas em torno de demandas que tocam o cotidiano de milhões de brasileiros: moradia digna, fim da exploração trabalhista, defesa das mulheres e soberania nacional. O ato, que começou às 8h30 com acolhida e prosseguiu com missa presidida por Dom Moacir Silva às 10h, ecoou um grito que há 32 anos não cessa de denunciar as injustiças estruturais do país.

Teimosia dos cansados

  Perguntaram-me se estou cansado. claro que estou com a voz rouca de quem sente mas meu cansaço não é covardia, nem desistência  apenas a p...