sexta-feira, 5 de junho de 2020

Movimento de Ribeirão Preto lança Manifesto em defesa da democracia

                                       
Ribeirão Preto, SP, 05 de junho de 2020.

“O movimento que produz tanto pavor nos "gorilas" surge de baixo para cima. [...] das entranhas de um povo descontente, decidido agora e recorrer à força das massas para sua unidade e organização.” Carlos Marighella, Chamado ao Povo brasileiro, dezembro de 1968.

                                                                     

Nós, a Frente Antifascista de Ribeirão Preto, São Paulo, movimento da sociedade civil organizada, integrantes de torcidas de futebol organizadas, movimentos sociais, partidos políticos progressistas; 

Nós, dos mais diversos credos religiosos, antifascistas, socialistas e comunistas, democratas, profissionais liberais e sindicatos; viemos por meio deste, apresentar nosso Manifesto Antifascista, pondo-nos na brecha em defesa da democracia, das instituições da república, em defesa das pautas populares e, em especial, nos postamos contra o presidente da república Jair Messias Bolsonaro e sua política sanitária genocida, sua necropolítica; contra o epistemicídio praticado pela Polícia Militar nos morros, na periferia, contra negros/a, LGBQT, e, neste sentido, viemos em defesa da vida e em memória da Luana Barbosa, lésbica, morta com requintes de crueldade-sadismo por milicianos na noite de uma sexta-feira, 08 de abril de 2016 na frente de seu filho de 14 anos que estava na garupa da motocicleta; em memória da ativista e vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro; em memória do adolescente João Pedro de 14 anos, vítima de um tiro de fuzil numa operação policial em São Gonçalo, RJ, enquanto brincava no quintal da sua residência; em memória da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, morta por um tiro de fuzil que alvejou-a dentro de uma Kombi enquanto retornava à sua casa acompanhada de sua mãe, no Complexo do Alemão, RJ, 20 de setembro de 2019; em memória do valente Frei Tito de Alencar, 1945-1974, vítima da atroz ditadura brasileira, um homem de fé e das lutas pela democracia, pela defesa dos direitos humanos; em memória do jornalista da TV Cultura, Vladimir Herzog, morto pela ditatura em 1975; em memória do americano, George Floyd, negro, vítima da ação de um policial branco norte-americano, em 25 de maio de 2020; nós, em defesa da vida de brasileiras e brasileiros, dos índios, dos sem-terra, das pessoas em situação de rua, dos movimentos de moradia; contra o vassalismo das últimas reformas trabalhistas e da previdência levada a cabo pelo governo federal com apoio maciço de dinheiro púbico com fake news; em defesa da população carcerária que vive num “estado de coisas inconstitucional” (STF, ADPF 347 MC/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 9.9.2015), viemos, diante da conjuntura político-social brasileira cada dia mais beligerante sob as ordens do presidente miliciano, Jair Bolsonaro, contra o nazifascimo cultuado e idolatrado por Bolsonaro e sua base de apoio, declarar publicamente na forma deste MANIFESTO público, assim como do ato-de-protesto a ser levado às ruas de Ribeirão Preto, conclamamos todas/os a se juntar nessa Luta: 

Lutamos pela expansão do programa de Renda Básica cidadã a todas/os brasileiros/as implementado em tempos da covid-19, a fim de garantir um mínimo de dignidade aos despossuídos e alijados pela “ditadura de cassino” (o Capital), a fim de cumprir com os objetivos da república brasileira, conforme estatuído no art. 3º, da Constituição da República de 1988; FRENTE ANTIFASCISTA – RIBEIRÃO PRETO, SP Lutamos pelo respeito à vida da população periférica trabalhadora, e aqui, damos um ROTUNDO NÃO ao RASCIMO entranhado na sociedade, nas políticas de eugenia do governo, nas ações policiais, no comportamento abjeto do sr. Sergio Augusto da Presidente da Fundação Palmares, cuja atuação e pronunciamentos apenas perpetuam a estrutura racista posta. Lembrando Angela Davis, “não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.” "O racismo tem, portanto, em última instância, um conteúdo de dominação, não apenas étnico mas, também, ideológico e político. 

É por isso ingenuidade, segundo pensamos, combatê-lo apenas através do seu viés acadêmico e estritamente científico, uma vez que ele transcende as conclusões da ciência e funciona como mecanismo de sujeição(...)". Clóvis Moura, O Racismo como arma ideológica de dominação, 1994. Lutamos pela imediata restauração do programa de habitação, “Minha Casa, Minha Vida”, em favor da classe trabalhadora popular e das periferias. Nos pomos contra a política econômica ultraliberal do min. Paulo Guedes, ministro a serviço do capital-rentista, a serviço do Estado de Exceção aqui instalado com o golpe político da presidenta Dilma Roussef (2016). O fascismo é a negação da vida-em-comunidade. O fascismo advoga contra os objetivos da república inscritos no artigo 3º da Lei Fundamental brasileira de 1988. 

No fascismo não existe diálogo democrático, há somente um monólogo, uma impostura autoritária levado a cabo pelo chefe da nação, que, desrespeita as margens do jogo político-constitucional, as limitações ao poder de legislar, desrespeita a harmonia entre os poderes da república, no fascismo, o líder da nação se posta acima da Constituição Federal, não por acaso, o próprio presidente Bolsonaro declarou dias atrás num ato pró-golpe militar: “Eu sou a Constituição”, em 19 de abril de 2020. Brasil: segundo dados do Ministério da Saúde, em 03 de junho, são 584.016 contaminados nessa pandemia, 32.548 mortes. Até quando será “só uma gripezinha” – Jair Bolsonaro? Basta! Basta! Basta! 

É hora de dar fim ao ato mecânico-repetidor da imprensa, dos presidentes dos Poderes da República, e entidades da sociedade civil que se prostam contra a impostura e o autoritarismo bolsonarista e irmos às ruas combater e repelir democraticamente e pacificamente o comportamento do Presidente da República, de seus ministros como o da Educação, da Economia, do Meio Ambiente, dentre outros; a urgência da pandemia sanitária grassa as vidas da população de um lado, doutro lado, a emergência em defesa da democracia, das liberdades públicas, da cidadania, nos impele e nos põe na brecha a sairmos às ruas com vigor e temperança, levantando nossa voz contra o presidente da república. 

Notas de repúdio não irão nos salvar das ações fascistas das políticas bolsonaristas! A omissão, é uma escolha política! Escolha para o lado que ataca de maneira covarde a classe trabalhadora brasileira, se omitir agora é apoiar as medidas bolsonaristas que aproveitam do vírus para atacar as classes mais baixas da população, com medidas de extermínio e abusos no aumento da desigualdade social. Basta de omissão! É hora de agirmos, de ocuparmos às ruas dia sim e noutro também. 

Este é o tempo, camaradas! Ocupação e resistência pacífico-democrática dos espaços públicos. Tragam em vossas mentes o último suspiro de vida do FRENTE ANTIFASCISTA – RIBEIRÃO PRETO, SP nosso irmão americano, George Floyd: “Eu não estou conseguindo respirar.” Esta é a metáfora da democracia brasileira. Nosso povo não está conseguindo respirar. “Os que lavam as mãos o fazem numa bacia de sangue” "(Bertolt Brecht, “Os Fuzis da Senhora Carrar”). 

FRENTE ANTIFASCISTA

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Somos 70% mas Bolsonaro já venceu?




Domingo passado uma parte da população brasileira começou a ocupar espaços nas ruas em manifestação contra o governo Bolsonaro. São manifestações que se colocam um caráter anti-fascista em decorrência da escalada da simbologia nazi-fascista utilizada por algumas manifestações pró-Bolsonaro que têm ido para as ruas há meses no Brasil, pregando o fechamento do STF, do Congresso e combatendo a política de isolamento social determinada principalmente por governadores e prefeitos no enfrentamento da Covid-19.

Até então as ruas eram só dos seguidores de Bolsonaro que, mesmo imitando a Ku Klux Klan ou levando bandeiras de movimentos neonazistas europeus ou pregando pautas golpistas ou defendendo pautas anti-sanitárias, nunca foram incomodados pelas autoridades públicas.

Isso começou a mudar no domingo último. Mesmo diante do avanço da pandemia, uma parte da população foi às ruas e protestou. Incomodou. Dividiu um espaço até então bolsonarista. Enviou uma mensagem. E indicou uma continuidade neste próximo fim de semana.

Gritaram pela democracia, contra um governo que não respeita as medidas sanitárias, contra um governo cujo presidente faz ameaças à democracia para não se submeter às investigações que todos os brasileiros devem se submeter. A população gritou por impeachment, assim como uma parte da população fez em 2015 e 2016. Gritou contra um projeto neoliberal continuado que já retirou os direitos dos trabalhadores e a aposentadoria.

Bastou. O governo reagiu da forma que sempre reage, ameaçando a democracia. Tachou os manifestantes de terroristas e, juntamente com seus seguidores e apoiadores, como o vice Mourão, fez ameaças diretas ao jogo democrático.

Bom, eis que nessa quinta-feira alguns blogs progressistas amanheceram com artigos dizendo: "não façam manifestações porque Bolsonaro vai usá-las para dar o golpe". Segundo consta, Bolsonaro tem ao seu lado as armas dos militares, do Exército e das polícias, alguns dizem que também das milícias, e daria aqui um golpe estilo boliviano usando as manifestações de domingo como mote.

Lembro da manifestação "Ele Não", ocorrida em 29 de setembro de 2018, no auge de uma campanha dominada pelos canhões de fake news bolsonaristas financiados por milhões não declarados, que levou quase 1 milhão de pessoas às ruas mas que foi velada ou diretamente culpabilizada pelo posterior crescimento de Bolsonaro nas pesquisas, inclusive por candidatos ditos progressistas na ocasião.

O mesmo ocorreu com os movimentos estudantis no início de 2019. Foram classificados por Bolsonaro como um movimento de estudantes baderneiros. E houve quem dissesse, no campo dito progressista, que os movimentos realizados no início de uma gestão davam combustível para Bolsonaro se vitimizar e crescer.

Essa é a narrativa sempre. Hoje os anti-fascistas são "terroristas" e não devem ir às ruas domingo porque a "armadilha bolsonarista" está armada para dar o golpe em resposta.

No campo democrático ligado a partidos e movimentos tradicionais impera o impasse sobre uma frente ampla. A discussão sobre a ferida aberta de 2016 (a virada de mesa para impor um projeto neoliberal que envenenou a política), que não se fechará enquanto um diálogo honesto não for feito por todos nesse sentido, prossegue e as acusações mútuas também. 

Diante disso, pergunto: Bolsonaro já venceu?

Somos 70% mas estamos presos dentro de casa e dentro de nossos impasses. Estamos presos pelo medo do vírus, lutando para fazer o correto (que é o isolamento social), e estamos presos por medo da ditadura, já que Bolsonaro detém as armas militares, policiais e milicianas, segundo alguns analistas.

Só quem pode ocupar as ruas são os admiradores do mito, os 30%, vestidos de KKK, com estandartes neonazistas e pedindo o fechamento das instituições em prol de uma ditadura militar comandada por Bolsonaro.

É isso? Acabou?

Ricardo Jimenez - Editor do Blog O Calçadão


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Coronavírus: abertura irresponsável das atividades vai piorar a economia e prejudica os que mais precisam




Nesta semana o Governo do Estado de São Paulo apresentou o "Plano São Paulo", onde foi anunciada a retomada parcial das atividades econômicas e comerciais das regiões metropolitanas utilizando como critério principal o número de casos confirmados por Covid-19.
Quero deixar claro, mais uma vez, que sou favorável a um planejamento organizado para a reabertura das atividades e da locomoção nas cidades desde que seja feita a partir da característica de cada região do país. Por isso, apresentei o projeto de lei que institui o plano “Protege Brasil” que foi inspirado em experiências internacionais e estabelece critérios rigorosos, claros e seguros para a criação de diretrizes nacionais para a retomada gradual das atividades econômicas e comerciais.
Nele, as regiões são classificadas por fases de transmissão e são estabelecidos como critérios claros a retomada desde que haja a redução de casos confirmados e suspeitos da doença e queda nas internações por gripe grave e Covid-19 por 14 dias consecutivos. Além disso, estabelece que esses critérios sejam validados pelo conselho estadual de saúde, haja transparência na informação dos dados e fortalecimento da atenção primaria em saúde na região.

MST repudia despejo violento durante pandemia em Ribeirão Preto (SP)




O Antônio Duarte Nogueira e a Fiscalização Geral do município, através da Guarda Civil Municipal, destroem as casas de sem teto em plena pandemia de coronavírus


30 de junho


Por MST/SP


Na manhã desta sexta-feira (28), as cerca de 15 famílias sem teto da Comunidade das Mangueiras, no município de Ribeirão Preto, , foram acordadas pelos tratores e máquinas da Fiscalização Geral que chegou por volta das 5h com destruindo suas casas.
A área pertence à prefeitura municipal, e estava abandonada, servindo apenas para especulação imobiliária, sem nenhum uso, apesar do discurso oficial de que ali haveria a construção de casas populares habitacionais.

domingo, 31 de maio de 2020

Resumo da Semana (31/05/20): com 100 mil casos e crescendo, SP prepara a "retomada"



O QUE SE TORNA PRIORIDADE NO BRASIL: LUTAR CONTRA A COVD-19 OU CONTRA A INSTALAÇÃO DA DITADURA BOLSONARO?

Esse é o dilema que o Brasil vive hoje. Gravíssimo. Somos, com mais de 500 mil casos, o segundo país em contaminação por Covid-19 e caminhando para fechar 30 mil mortos nesta segunda e com as curvas de contaminação e morte em ascensão. O Brasil parece que chegou onde Jair Bolsonaro e seus seguidores, apoiados por uma parte importante do círculo militar, queriam: na antessala do caos. A crise sanitária em avanço descontrolado, a crise econômica e social se armando de maneira inédita (queda prevista de 10% do PIB e desemprego ainda não calculado) e uma crise política às portas de uma ruptura democrática. Neste domingo, Bolsonaro desfilou a cavalo diante de sua minoria radicalizada e cada vez mais se apoderando da narrativa, dos símbolos e dos gestos nazistas. Governadores e prefeitos que antes tentaram encaminhar as determinações sanitárias solicitadas pela OMS estão perdendo a batalha, diante da impossibilidade de concretização das ações mitigadoras (mudança radical na economia para proteger as vidas e a economia), e começam a anunciar uma "retomada" em pleno pico da pandemia, atitude que coloca o trabalhador brasileiro de cara com a fome e com a morte. Pesquisa do Núcleo de Operações de Inteligência em Saúde mostram que o trabalhador tem muito mais chance de morrer, por falta de atendimento na saúde pública, e que entre a população negra o risco de morte é 55% maior do que na população branca. No Brasil de Jair Bolsonaro não se consegue proteger nem a vida, nem a economia, nem a democracia.

MOVIMENTOS ANTIFASCISTAS COMEÇAM A IR ÀS RUAS E ENFRENTAM REPRESSÃO DA POLÍCIA

sábado, 30 de maio de 2020

MST e Rede Agroflorestal doam 800 kg de alimentos a Comunidade Jd. Itaú, em Ribeirão Preto.



58 famílias foram beneficiadas pela ação solidária.
Fotos: Filipe Augusto Peres

Nesta sexta-feira (29), o MST Ribeirão Preto e a Rede Agroflorestal doaram quase 1 tonelada de alimentos a Comunidade Jd. Itaú, em Ribeirão Preto, favorecendo mais de 50 famílias. Para Juninho Itaú, liderança local e integrante da UMM, a parceria é importante, diante do descaso do poder público com a população em situação vulnerável.
“São essas atitudes que vêm suprindo as necessidades dentro das comunidades e o que a gente tem é agradecer. No que puder fortalecer, vamos fortalecer essa parceria mais e mais”.

A remoção das famílias da Comunidade das Mangueiras pelo olhar dos atingidos e do movimento de moradia

7 pessoas iriam morar na construção que Liliana Fernandes estava levantando na comunidade das Mangueiras.
Fotos:Filipe Augusto Peres

No último dia 28 de maio, em plena pandemia de covid-19, gerando aglomeração, 15 famílias foram expostas e despejadas pela Fiscalização Geral do município de Ribeirão Preto da Comunidade das Mangueiras.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Movimento de Moradia denuncia remoção forçada de famílias em plena pandemia



A UNIÃO DOS MOVIMENTOS DE MORADIA DE RIBEIRÃO PRETO VEM A PÚBLICO DENUNCIAR MAIS UMA ARBITRARIEDADE DO DEPARTAMENTO DE FISCALIZAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO AO QUERER REMOVER MORADIAS, NA FAVELA DAS MANGUEIRAS, A MAIS ANTIGA DA CIDADE, NO BAIRRO VILA VIRGÍNIA.

A ÁREA HOJE ESTÁ SOFRENDO AMEAÇA DE INTERVENÇÃO FORÇADA COM APOIO POLICIAL, POREM, DESDE A REMOÇÃO OCORRIDA EM 2017, NENHUMA PROTEÇÃO DA ÁREA FOI TOMADA, DEIXANDO NO LOCAL MONTES DE ENTULHOS E A PROMESSA DE FAZER CONSTRUÇÃO DE UNIDADES HABITACIONAIS.

EM ÉPOCA DE PANDEMIA DA COVID-19, QUANDO TODAS AS MEDIDAS DE PROTEÇÃO ÀS POPULAÇÕES MAIS VULNERÁVEIS DEVERIAM SER TOMADAS, A PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO ALÉM DE SUSPENDER FORNECIMENTO DE CESTAS BÁSICAS E MATERIAL DE HIGIENE, PROMOVE REMOÇÕES DE FAMÍLIAS, INCLUSIVE COLOCANDO EM RISCO A SAÚDE DE MORADORES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NESTAS AÇÕES ABSURDAS E DESUMANAS.

Ribeirão preto, 28 de maio de 2020

União dos Movimentos de Moradia de Ribeirão Preto
Contatos da coordenação: Mauro Freitas - 16-992170751 Edson Luis – 16-993914732 João de Oliveira – 16-981403782

VEJA AQUI A CARTA-DENÚNCIA SOBRE A SUSPENSÃO DE ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS ASSINADA POR 43 MOVIMENTOS SOCIAIS, 5 PARTIDOS POLÍTICOS E 2 VEREADORES

quarta-feira, 27 de maio de 2020

CARTA-DENÚNCIA - garantia de direitos humanos básicos diante de uma pandemia em Ribeirão Preto

O Blog O Calcadão reproduz a Carta-denúncia dos Movimentos Sociais de Ribeirão Preto, e convida a todos e todas para uma plenária afim de reunir as entidades que compõem o Fórum dos Movimentos sociais, demais movimentos e partidos que assinam a carta, com o objetivo de pensar o futuro  diante da pandemia em nossa cidade.
Próximo dia 6 de junho (sábado), às 10 horas por vídeo-conferência. 


Atualizado em 28/05/2020 - 8:00 hs. Click no link: 






domingo, 24 de maio de 2020

Resumo da Semana (24/05/20): enquanto as curvas no mundo declinam, no Brasil, e em RP, aceleram



Enquanto as curvas de casos e de mortes começam a declinar no mundo, a curva do Brasil dispara

O mundo atingiu neste domingo 5,3 milhões de pessoas infectadas, com 344 mil mortos. Um índice de mortalidade de 6,6%. Mas a curva de contaminações e de mortes começa a assumir uma tendência de estabilidade. Os EUA, com 1,7 milhão de casos e 98 mil mortes, entrou em curva descendente nos últimos dias, refletindo as políticas de isolamento social praticada por estados e municípios (apesar da conduta trôpega de Donald Trump). Outros países também assumiram curvas descendentes: Rússia, Reino Unido, Itália, Espanha, França e Alemanha. Porém, outros países estão com curvas ascendentes, como México, Suécia, Chile. Mas nenhum está nas condições do Brasil, o segundo país em número de casos e com 22,5 mil mortes. A OMS considera que a pandemia está fora de controle no Brasil. E uma pesquisa da Coppe/UFRJ mostra que a curva ascendente, com um índice por volta de 1 mil mortos por dia, pode persistir no país até julho, podendo representar 70 mil mortes por Covid-19 até que as curvas comecem a cair. E há mais um agravante: o tamanho do Brasil e a sua enorme desigualdade. Podemos ter epicentros regionais da pandemia dentro do próprio país, atingindo diretamente a camada mais pobre da população. São Paulo, com mais de 500 cidades atingidas e 76 mil casos com 5,8 mil mortes segue sendo o centro da pandemia no Brasil e onde o movimento anti-isolamento, criado e mobilizado pelo bolsonarismo, é mais forte.

As curvas em Ribeirão e região estão em crescimento, Nogueira segue com sua política visando as eleições e ACIRP, que não deve ter assistido o vídeo da reunião presidencial, pede ação integrada contra Covid-19

Ribeirão Preto (700 casos e 17 mortes) e a região (1340 casos e 59 mortes) apresentaram aceleração nas curvas de contaminação nos últimos dias, acendendo um sinal amarelo nas autoridades sanitárias estaduais. A situação de descontrole da pandemia no país e a chegada do frio complicam as coisas. Enquanto isso, Nogueira segue sua agenda de candidato, buscando aprovar junto ao governo do estado o seu "plano de retomada", fortalecendo a narrativa sobre o "projeto de mobilidade urbana" e prometendo entregar as UPAs do Quintino e do Sumarezinho ainda esse ano. Há quem ande dizendo que o Prefeito está preocupado com a eleição, pois pesquisas internas teriam mostrado que Gandini (PSD) e Ricardo Silva (PSB) estariam na sua frente. Outros veem preocupação da administração tucana com as investigações da PF, sobre as ambulâncias (onde há uma CPI na Câmara) e outras compras governamentais. Mas as eleições serão adiadas para 15 de novembro ou 6 de dezembro e muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. E também enquanto isso, as comunidades (com cerca de 45 mil pessoas) e as os moradores em situação de rua (cerca de 5 mil?) continuam sem contar com um projeto de proteção de fôlego por parte do poder público municipal. E a ACIRP? Bem, a ACIRP, juntamente com outras 6 entidades, dentre elas a CIESP, emitiu um documento público cobrando dos governos, nos três níveis, uma ação integrada de combate à pandemia, defendendo as vidas e a economia. Será que a ACIRP tem acompanhado o noticiário dos últimos 2 meses ou chegou a ver o vídeo da "reunião" ministerial? Cobrar ação integrada do governo Bolsonaro é piada. Esse fim de semana, de novo, o presidente provocou tumulto e saiu em defesa dos movimentos anti-isolamento. Defesa da vida passa longe. E a economia? Muito menos. É só ver a fala do Paulo Guedes na tal "reunião". ACIRP, muito melhor seria se surgisse uma nota de repúdio conjunta contra o governo de morte, de CPFs e CNPJs. A história vai cobrar, assim como cobrará 2016.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Nogueira, o Prefeito do abre e não abre, está em campanha ou vai abrir mão da reeleição?



Colocamos abaixo, em itálico, texto publicado no nosso resumo da semana sobre as atitudes do abre e não abre de Nogueira, tido por nós como nome forte para ir ao segundo turno nas eleições e que, por isso, estaria pegando leve com o empresariado e tentando também manter um pezinho no voto bolsonarista. Mas eis que esta manhã um importante jornalista da cidade, talvez o melhor da atualidade ribeirãopretana, traz a informação de que pesquisas encomendadas pelo próprio Prefeito teriam revelado que a centro-direita e o centro, com Gandini e Ricardo Silva, estariam hoje em condições melhores para acessar o segundo turno. E aí, Nogueira está em campanha ou vai desistir da reeleição?



Devido à total falta de atitudes do governo federal no sentido de proteger o pequeno e médio empresário e os trabalhadores enquanto o Brasil enfrenta a pandemia, em uma política premeditada para transferir responsabilidades e fazer guerra política, Prefeitos e governadores seguem duramente pressionados. Diante disso, o Prefeito Nogueira, muito pressionado por empresários, inclusive pelos números ainda baixos de casos e mortes em Ribeirão (464 e 12), faz o jogo do abre e não abre. Na quarta, 13 de maio, Nogueira deu coletiva e se aproveitou do irresponsável decreto presidencial para dizer que ia liberar salões de beleza e academias. No dia seguinte, sabedor de que o decreto do governador é o que realmente baliza as determinações, segundo o STF, voltou atrás. Essa postura fluida acaba por reforçar a falsa narrativa bolsonarista de proteger a economia em detrimento da vida. Que economia Bolsonaro e Nogueira, mais os empresários que pressionam, querem salvar? A economia neoliberal fracassada historicamente e destruída pelo vírus? Veja o exemplo do Madero, cujo dono fez pouco caso da epidemia e que ao reabrir em Curitiba viu o movimento cair  a 25%. Veja o Drive Thru de Ribeirão, com dificuldade de se por de pé. Precisamos entender que não será necessário apenas reabrir, pois com a doença em crescimento não haverá retomada alguma. E nem depois, sem uma guinada na política econômica. Mesmo representantes do 'mercado' como o economista André Lara Resende, afirma que sem pesados investimentos públicos não haverá retomada viável. O Prefeito Nogueira bem que poderia defender isso ao invés de tentar salvar empresários de ônibus com adiantamento de 4,5 milhões ou ficar inaugurando obra inacabada de mobilidade preocupado com o calendário eleitoral ou terceirizando ambulâncias, em uma medida investigada em CPI na Câmara. E a falta de atitudes mais concretas do Prefeito em proteger a população mais vulnerável tem exigido dos movimentos sociais e das próprias comunidades a auto-organização e ações de apoio e solidariedade. Essa semana a Vida Nova União e a Comunidade do Bem realizaram campanhas de arrecadação de alimentos, inclusive para seus animais domésticos, com o apoio da OAB-RP, e o MST, novamente, realizou a distribuição de mais de 2 toneladas de alimentos da rede agroflorestal nas comunidades Nazaré Paulista, Vida Nova União, Comunidade da Paz e Comunidade Sete Curvas. Se o poder público municipal tivesse a disposição solidária dos movimentos nós estaríamos muito melhor.




Blog O Calçadão

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Resumo da Semana (17/05/20): Brasil como centro da pandemia e Nogueira faz que abre e não abre


América supera Europa e Brasil é o novo epicentro da pandemia: 80 mil mortos até agosto


Semanalmente este Blog tem trazido uma análise sobre a conjuntura política em meio à pandemia. Alertamos que por não ter uma política centralizada de atuação, e pelas atitudes irresponsáveis de Jair Bolsonaro, o Brasil vinha se colocando no epicentro da doença, assim como os EUA, ambos governados por presidentes populistas de extrema-direita afeitos a guerras ideológicas desastrosas. E esse resultado tristemente chegou. O mundo já passa de 4,7 milhões de vítimas da Covid-19 com 315 mil mortos. O continente americano já é o líder de casos com EUA e Brasil liderando. Em termos de mortes temos: EUA (90 mil), Reino Unido (34 mil), Itália (32 mil), França (28 mil), Espanha (27 mil) e Brasil com mais de 16 mil casos. México, Suécia, Holanda, Canadá e Bélgica continuam preocupando, mas é o Brasil que é tido como novo epicentro e o New York Times repercute prognóstico da agência norte-americana IHME que prevê 80 mil mortos até agosto. Enquanto isso, prefeitos e governadores seguem pressionados, o governo federal não aponta saídas sanitárias nem econômicas para a grave crise e o Presidente segue sendo o capitão cloroquina da nau genocida terraplanista que se veste com a camiseta da seleção brasileira.

Capitão cloroquina segue sendo o pior líder do mundo no enfrentamento à pandemia e busca radicalizar na política para não ser derrubado

Nessa última semana o Brasil registrou a triste média de 800 mortes por dia e a previsão é que alcance as 1 mil mortes diárias já em junho. São Paulo, com 4700 mortes, e Rio de Janeiro, com 2600 mortes, apresentam uma média de 180 mortes ao dia. São Paulo dobrou o número de mortes em 2 semanas. Estados como o Ceará, Amazonas, Pernambuco e Pará já superaram as 1 mil mortes e estão com as suas capacidades hospitalares quase no limite e já falam em lockdown. Mas o país segue sendo conduzido pela guerra da desinformação. O Presidente e seus seguidores seguem fazendo aglomerações e parte dos empresários segue pressionando pela reabertura econômica diante da completa falta de perspectiva advinda do governo federal. Isso sem falar nos trabalhadores, muitos já em condições de graves necessidades. Desde o início o Presidente buscou lavar as mãos da responsabilidade do combate à pandemia e buscou o negacionismo desumano e transferir responsabilidade a prefeitos e governadores, e segue fazendo isso. Os 1,3 trilhões destinados aos bancos por Paulo Guedes seguem "empoçados", os pequenos e médios empresários, sem linhas de crédito, demitem e fecham as portas, e os trabalhadores, com os 600 reais, que não chega a todos, que o governo a princípio não queria dar, não dão conta de se sustentarem e são empurrados  ao trabalho e à roleta russa da morte. Não estamos protegendo nem a economia nem a vida. Somos hoje um país rumo ao caos econômico, social, sanitário e político enquanto um presidente se veste de capitão cloroquina, gasta 1 milhão por mês no cartão corporativo e segue cada vez mais encalacrado em denúncias, a última feita pelo empresário Paulo Marinho, que cedeu a sua casa no período de campanha, e traz à tona que Bolsonaro teria recebido informações antecipadas sobre a operação que alcançaria Flávio e Queiroz e que as denúncias foram adiadas para não atrapalhar a eleição, o que coloca as eleições de 2018 em forte suspeita de fraude. Queiroz, rachadinha, milícias e Marielle seguem no armário presidencial à espera de uma solução. Bolsonaro tenta radicalizar na política mas tem perdido popularidade, as manifestações de seus seguidores estão cada vez mais esvaziadas e o preço da compra de apoio no Congresso é cada vez mais caro. Sobram o fator militar, que ainda dão sustentação ao governo de extrema-direita, e o fator neoliberal, com boa parte da elite financeira ainda embarcada no projeto de Paulo Guedes. Mas o capitão cloroquina claramente se enfraquece.

Prefeito Nogueira tenta driblar pressão fazendo o jogo do abre e não abre e, assim, fortalece a narrativa bolsonarista

domingo, 17 de maio de 2020

MST realiza ação solidária na Comunidade 7 Curvas, em Ribeirão Preto, e doa meia tonelada de alimentos


As famílias foram beneficiadas com alimentos saudáveis, sem agrotóxicos.
Fotos: Bete Cunha

O MST Ribeirão Preto realizou neste sábado (17) uma ação solidária. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra doou 500 kg de alimentos saudáveis, agroecológicos, produzidos em seus territórios, à Comunidade 7 Curvas, localizada na Zona Norte da cidade. As famílias receberam mandioca, mamão, banana, limão e arroz integral.

sábado, 16 de maio de 2020

SUS, 32 anos: esta terra tem dono - Por Paulo Capel Narval


Ao completar 32 anos em 17 de maio(1), o Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das poucas instituições brasileiras, além dos símbolos pátrios e da moeda nacional, presente nos 5.570 municípios e no Distrito Federal. Também estão nesses territórios o Flamengo (e provavelmente o Corinthians), por seus quase 70 milhões de aficionados, e algumas denominações religiosas. Mas é o SUS que marca a presença institucional do Estado federativo brasileiro.
A Constituição da República, promulgada em 1988, dedica o artigo 196 ao direito de todos à saúde e afirma ser “dever do Estado” assegurar o seu exercício. O Brasil é um dos poucos países que reconhecem, constitucionalmente, esse direito. Vale a pena, a propósito, rever a íntegra do art. 196, expresso nos seguintes termos “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Com a participação dos Assentamentos Mário Lago, Sepé Tiarajú, do MST, e da Fazenda São Luiz, moradores da Comunidade Nazaré Paulista, em Ribeirão Preto, recebem quase 2 toneladas de alimentos saudáveis.


Rede agroflorestal doou quase 2 toneladas de alimentos.
Fotos: Filipe Augusto Peres


A Rede Agroflorestal de Ribeirão Preto, por meio de sua campanha “Alimentos Agroecológicos para Todos”, buscando levar alimentos saudáveis às populações mais vulneráveis e fortalecer a agricultura familiar e agroflorestal na região de Ribeirão Preto, por meio de doação da sociedade civil arrecadou R$ 3392,00 os quais foram revertidos em alimentos agroecológicos produzidos pelos agricultores familiares e assentados. 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Terceirizando, perdendo receita e emitindo nota de repúdio, onde Ribeirão Preto vai parar?


Enquanto as curvas de contaminação e de mortes seguem em crescimento no mundo, no Brasil e em São Paulo, os números oficiais de contaminação e mortes em Ribeirão Preto seguem baixos (veja estudo do HC que prevê 8,1 mil contaminados na cidade), com 343 casos e 8 mortes, o que aumenta a pressão das entidades patronais sobre a Prefeitura e sobre Nogueira, que essa semana foi colocado como integrante do Comitê Estadual de "Retomada", criado por Dória.

O governador, diante dos números crescentes, determinou a prorrogação da quarentena até dia 31 de maio, levando com isso junto os demais municípios paulistas. Entidades patronais, alegando que haverá quebra de empresas, emitiram uma Nota de Repúdio, dentre elas a ACIRP, que em 2016 ameaçou fechar o comércio do centro da cidade em apoio ao impeachment de Dilma Roussef e agora quer reabrir fazendo coro com o discurso de Bolsonaro.

domingo, 10 de maio de 2020

Resumo da Semana (10/05/2020): estudo HC/USP mostra que flexibilização só quando casos decrescerem


Mundo registra mais de 4 milhões de infectados, 282 mil mortos e mantém curva crescente desde meados de março   


O mundo registra neste domingo (10/05/2020) mais de 4 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus com 282 mil mortes (7% de letalidade). Desde meados de março a curva de contaminação e de mortes é crescente e a epidemia ainda não atingiu seu pico, apesar de ainda se concentrar fortemente nos EUA e na Europa. Entre os países os EUA lideram com 1,3 milhão de casos e 80 mil mortes (6,1% de letalidade), seguido por Reino Unido (220 mil casos/32 mil mortes), Itália (219 mil casos/30 mil mortes), Espanha (225 mil casos/27 mil mortes) e França (139 mil casos/26 mil mortes). Outros países são fontes de preocupação como a Bélgica (53 mil casos/ 9 mil mortes), a Holanda (43 mil casos/5,5 mil mortos), o México (34 mil casos/3,5 mil mortos), a Suécia (26 mil casos/3 mil mortes) e o Brasil, que neste domingo registra 163 mil casos com 11123 mortes, com um índice de letalidade de 6,8% e uma média de 700 mortes por dia, e que apresenta a maior taxa de contágio do mundo. Dentre as regiões brasileiras, São Paulo segue na liderança (também com curva crescente de contaminação e mortes) com mais de 45 mil casos e 3,7 mil mortes seguido por Rio de Janeiro (onde a doença avança rápido) com 17 mil casos e 1714 mortes, Ceará (16 mil/ 1 mil mortos), Pernambuco (13 mil/ 900 mortes) e Amazonas (12 mil / 850 mortes). Um estudo realizado pelo HC/Faculdade de Medicina USP-RP mostra que o Brasil já teria chegado a 2 milhões de casos, indica o Brasil como novo candidato a epicentro da pandemia e indica que uma flexibilização do isolamento social só deve acontecer quando os números de contaminação e de mortes começarem a cair e qualquer comportamento ou política diferente disso agora é flertar com a morte de centenas de milhares de inocentes. Não se anda de jet ski nem se faz churrasco diante dessa tragédia.

Decreto do governador prorroga quarentena até 31 de maio, entidades patronais fazem nota de repúdio e Ribeirão Preto receberá 86 milhões do governo federal

Enquanto as curvas de contaminação e de mortes seguem em crescimento no mundo, no Brasil e em São Paulo, os números oficiais de contaminação e mortes em Ribeirão Preto seguem baixos (veja estudo do HC que prevê 8,1 mil contaminados na cidade), com 343 casos e 8 mortes, o que aumenta a pressão das entidades patronais sobre a Prefeitura e sobre Nogueira, que essa semana foi colocado como integrante do Comitê Estadual de "Retomada", criado por Dória. O governador, diante dos números crescentes, determinou a prorrogação da quarentena até dia 31 de maio, levando com isso junto os demais municípios paulistas. Entidades patronais, alegando que haverá quebra de empresas, emitiram uma Nota de Repúdio, dentre elas a ACIRP, que em 2016 ameaçou fechar o comércio do centro da cidade em apoio ao impeachment de Dilma Roussef.

MST doa alimentação saudável a Comunidade do Bem, em Ribeirão Preto


A militância do MST tem realizado ações solidárias em todo o país desde o início do isolamento social.
Fotos: Filipe Augusto Peres


O MST Ribeirão realizou neste sábado, 09, mais uma ação solidária. Desta vez, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foi até a Comunidade do Bem, localizada no bairro Jardim Adelino Simioni e entregou 130 kg de mandioca e 50 kg de arroz orgânico.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Como o poder público tem atuado para a garantia do direito à moradia na pandemia em Ribeirão Preto?

Foto Ocupação Descalvado

Um dos municípios mais populosos do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, localizado à nordeste do Estado, tem uma população estimada de 703.293 habitantes dispersos por um território de aproximadamente 651 km, sendo que, desde o ano 2000, a população urbana supera a marca de 99%. Embora conhecida como a “capital do agronegócio” na região, é o setor de serviços responsável pela maior parte da economia local, com 84% do Produto Interno Bruto (PIB) do Município, que ocupa a 10ª posição no ranking dos municípios com maiores PIB’s no Estado de São Paulo.
Ribeirão Preto coleciona bons índices econômicos, mas também é uma cidade com extrema desigualdade social, o que é ainda mais visível quando se trata de moradia. Segundo dados do Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), em 2019 a cidade atingiu um déficit habitacional de 30.423 domicílios, composto pela somatória do déficit quantitativo – situações que demandam a produção ou aquisição de novos domicílios – de 20.302 domicílios com o déficit qualitativo, ou seja, situações que demandam melhorias das condições de habitabilidade e/ou regularização fundiária, de 10.121 domicílios. Atualmente são 87 assentamentos urbanos informais no município, compostos por cerca de 9,7 mil famílias (PLHIS). A maioria desses assentamentos são precários (84%) e localizam-se em áreas públicas; destes, cerca de 74%  podem ser regularizados.

Coronavírus: critérios para reabertura sem estimular o genocídio



Por Alexandre Padilha

Defendo a ideia de que tenhamos um critério nacional claro e seguro para o retorno gradual das atividades em decorrência da pandemia, para que isso não vire uma gincana de prefeitos e governadores, alguns deles estimulados pelo discurso genocida do presidente Bolsonaro que coloca a vida das pessoas em risco.

Apresentei na Câmara dos Deputados o projeto de lei 2430/2020 que institui o plano “Protege Brasil” que reitera a defesa pela vida, o retorno gradual das atividades econômicas e a proteção social aos vulneráveis no cenário de enfrentamento da pandemia de coronavírus. Inspirado em experiências internacionais, ele estabelece critérios rigorosos, claros e seguros para a criação de diretrizes nacionais para a retomada gradual das atividades econômicas e comerciais.

Movimento de Ribeirão Preto lança Manifesto em defesa da democracia

                                        Ribeirão Preto, SP, 05 de junho de 2020. “O movimento que produz tanto pavor nos "gorilas"...