Extrato publicado no Diário Oficial tem menos de dez linhas e não informa data de vigência, impacto na tarifa nem cláusulas alteradas; contrato original é de 2012
quarta-feira, 13 de maio de 2026
sábado, 9 de maio de 2026
Região oeste denuncia abandono do parque Rubem Cione
Há uma promessa feita e repetida há mais de 15 anos para a população da região oeste de Ribeirão Preto, o Parque Rubem Cione.
É a maior área verde dentro do município, com um curso d'água (córrego dos Campos) e o remanescente do patrimônio histórico da antiga Fazenda Baixadão (que alimentava alambiques para a produção de cachaça) em seu interior.
Entra prefeito e sai prefeito e a região do parque segue abandonada, com o gradil danificado e servindo de depósito irregular de lixo e entulho.
A atual administração prometeu entregar a primeira etapa do parque agora em maio e não vai cumprir. Lideranças comunitárias dos bairros do entorno convivem com a frustração e a indignação.
Na última reunião entre representantes da comunidade e a prefeitura, a informação foi a de que a primeira etapa está atrasada e a licitação da segunda etapa ainda não foi feita.
Enquanto isso, fotos mostram o lixo, o entulho, os escombros abandonados e até descarte de veículos roubados no interior daquele que promete ser o maior e mais bonito parque da cidade, quando ficar pronto...
Ricardo Jimenez
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O futuro
| Fazer valer |
1
os ventos do ainda-não me carregamos ventos da ruptura me arrastam,
espalham meu coração
os prazos, os prazos
submissos e impotentes
diante das agências de rating
não venho de um mundo de prazos
depósitos de propriedade pública
desfiladeiros de planejamento participativo
e cordilheiras de disciplina leninista
com orgulho nos seus sovietes
os prazos nunca prosperaram
nos ermos da soberania alimentar
2
quem falou em impor um jugo
sobre o pescoço da esperança militante?
quem
já colocou jugos no furacão do Sahel
ou quem já aprisionou um raio
numa plataforma de extração de dados?
trabalhadores da agricultura
da indústria
dos serviços
do transporte e da logística
plataformizados
camponeses sem terra
mulheres do trabalho reprodutivo
jovens da fragmentação digital
povos da dívida perpétua
intelectuais orgânicos da raiz
rebeldes da sexta-feira,
os prazos que querem impor-vos
gente da informalidade
prazos que deveis deixar
quebrados nas vossas assembleias
e o crepúsculo do realismo capitalista
dará lugar ao amanhecer da coordenação consciente
os prazos morrem envoltos
em humildade e no cheiro do default
os planos, em arrogância,
e atrás deles, o multilateralismo
não escurece nem termina
a agonia do prazo
tem um rosto pequeno
um rating, uma prestação, um ajuste
se eu morrer, que eu morra
de cabeça erguida
morto e vinte vezes morto
com a boca nos círculos de leitura
os dentes cerrados na tática
e a barba firme na estratégia
canto enquanto organizo a ruptura
pois há povos que constroem
acima dos rifles do hiperimperialismo
e em meio às batalhas
do presente que já é
o futuro.
Governo Tarcísio transfere autorização de queima controlada da Cetesb para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento
| Resolução foi assinada durante a Agrishow 2026 |
Medida que atende interesses do agronegócio entra em vigor em agosto e poderá ter impactos na saúde e no meio ambiente.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Servidores municipais terão aumento de até 5% no plano de saúde para dependentes a partir de maio
| Faixa salarial do titular | Faixa etária do dependente | Valor anterior (R$) | Valor novo (R$) | Aumento (%) |
|---|---|---|---|---|
| Até R$ 1.102,49 | 0 a 18 anos | R$ 28,20 | R$ 29,61 | 5% |
| Acima de R$ 16.537,49 | Acima de 70 anos | R$ 1.478,21 | R$ 1.552,12 | 5% |
Seção: Administração Indireta / SASSOM – Resolução nº 02/2026.
Página: 58.
Disponível em: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/diario-oficial/visualizar/12392
terça-feira, 5 de maio de 2026
O adoecimento que o poder público não quer ver: servidores de Ribeirão Preto acumulam 182 mil afastamentos em cinco anos
| Dados obtidos via Leia de Acesso à Informação |
Prefeitura multa quatro empresas por descumprimento de contratos
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Prefeitura cria grupo de trabalho para regulamentar emendas parlamentares, mas não inclui sociedade civil
Sem prevenção e sem reabilitação: Prefeitura de Ribeirão Preto admite que não tem programa para reintegrar servidores após adoecimento
terça-feira, 28 de abril de 2026
Iluminação e gestão de resíduos, Ribeirão refém das terceirizações
![]() |
| Parque Rubem Cione |
As terceirizações dos serviços públicos tornaram-se uma pauta central na agenda nacional a partir dos anos 1990, prometendo modernização e economia de custos. A narrativa sustentava que o Estado falhava em gerenciar atividades essenciais como iluminação, limpeza pública e diversas empresas estatais. Com isso, um movimento crescente de privatizações substituiu servidores concursados por trabalhadores contratados por empresas privadas.
Ao longo do tempo, essas empresas passaram a ser chamadas de "organizações sociais" e expandiram sua atuação, englobando tanto atividades secundárias quanto primárias. A saúde e a educação, que inicialmente foram poupadas desse processo, hoje enfrentam um processo acelerado de terceirização e privatização.
A população local, acostumada com a presença das terceirizadas, frequentemente percebe que as promessas de "modernização" e "economia de custos" não se concretizam na prática. Estatísticas demonstram que serviços privatizados tendem a se tornar mais caros e mal gerenciados. Por exemplo, as interrupções nos fornecimentos de serviços básicos, como energia e água, são frequentes em áreas privatizadas. Na maioria das vezes, os contratos de terceirização de serviços públicos, como limpeza urbana e iluminação, tornam-se mais onerosos para o poder público devido a constantes aditivos contratuais.
Além disso, dois problemas cruciais permeiam essa questão: a dificuldade de fiscalização por parte do poder público e a exploração da mão-de-obra nas contratadas. Um trabalhador terceirizado, em média, recebe 27% a menos do que um servidor concursado. Nas áreas de saúde e educação, a disparidade de eficiência entre estes grupos é ainda mais acentuada.
Focando em Ribeirão Preto, especificamente na gestão de resíduos sólidos e na iluminação pública, notamos implicações diretas desse cenário. Recentemente, ocorreu uma greve dos funcionários da empresa terceirizada responsável pela gestão de resíduos, o que impactou negativamente a população e evidenciou a falta de fiscalização efetiva por parte do poder público.
Na área da iluminação, conforme exposto por matérias do Blog O Calçadão (aqui e aqui), o contrato entre a Prefeitura e a Conecta Ribeirão não tem sido cumprido adequadamente. A Prefeitura já registrou 13 notificações à empresa responsável, mas sem resultados satisfatórios. A troca de lâmpadas está atrasada, e a empresa alega não ter condições financeiras para cumprir o prazo estipulado de 24 horas para atender solicitações de reparo. A Prefeitura possui elementos suficientes para rescindir a concessão, mas o processo se revela complicado e demorado.
A gestão de resíduos sólidos em Ribeirão Preto é um sistema extremamente defasado. No que tange aos resíduos, a cidade carece de coleta seletiva e não possui um plano que articule essa coleta com cooperativas de catadores, ecopontos sociais e uma gestão eficiente de aterros sanitários.
Sobre os ecopontos, Ribeirão Preto tem apenas 8 dos 28 prometidos na gestão anterior, todos com limitações e sem o apoio de caminhões "cata-treco", imprescindíveis para a coleta em bairros periféricos. Isso resulta em numerosos pontos de descarte irregular de lixo pela cidade. Um levantamento na região oeste, realizado pela Abarcoeste e Conseg Oeste, revelou mais de 15 pontos de acúmulo, incluindo áreas próximas ao parque Rubem Cione, promessa antiga renovada pelo atual Prefeito mas que ainda carece de manutenção adequada, pois nem o gradil danificado foi sequer reposto.
Detalhe, a área do Rubem Cione fica próxima a um ecoponto, mas a ausência de um caminhão cata-treco em uma região carente resulta em descarte irregular nos arredores do parque.
O poder público gasta milhões do orçamento público mensalmente com empresas terceirizadas que não estão entregando serviços que correspondam às expectativas da população. Mesmo quando há a possibilidade legal de romper contratos, o processo se arrasta, pois, na prática, o poder público enfrenta a dificuldade de assegurar a continuidade dos serviços até que um novo contrato seja estabelecido.
O Brasil precisa urgentemente discutir a questão das terceirizações, especialmente em relação a serviços essenciais (como saúde, ediucação água) e nos municípios. Neste cenário atual, as terceirizações funcionam mais como um mecanismo de transferência de recursos públicos para empresas que não garantem a entrega de serviços adequados e nem a garantia de direitos trabalhistas, prejudicando diretamente a população.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Prefeitura notifica Conecta por risco de caducidade
| Texto no D.O. municipal relata agravamento relevante |
Serviço de iluminação já tem mais de 800 ocorrências atrasadas e equipe única à noite. Documento publicado no Diário Oficial do Município em 24 de abril de 2026revela que a 13ª notificação aponta "agravamento relevante" e cita cláusulas que permitem à Prefeitura retomar a concessão
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Iluminação pública de Ribeirão Preto acumula mais de 550 ocorrências atrasadas
| 12 notificações em 1 ano |
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Lideranças e movimentos sociais buscam criar movimento contra as terceirizações na saúde de Ribeirão Preto
| Pacientes aguardam na UPA Oeste |
Saúde em Ribeirão Preto: Um Sistema em Colapso
Nos últimos dez anos, a saúde pública de Ribeirão Preto tem enfrentado uma desorganização alarmante, com o enfraquecimento do atendimento primário e a crescente dependência de terceirizações. A situação, que atinge diretamente a população, revela a fragilidade de um sistema que já foi referência em atenção à saúde.
O colapso no atendimento primário tem como um dos principais responsáveis a troca de médicos concursados, que costumavam passar anos em uma mesma Unidade Básica de Saúde (UBS), por médicos terceirizados que enfrentam alta rotatividade. Essa mudança prejudica a continuidade do cuidado, um aspecto fundamental da saúde primária, que deve ser baseada na prevenção. A mesma realidade se estende aos profissionais de enfermagem e às equipes de Saúde da Família, que têm visto suas estruturas desmanteladas ao longo do tempo. As UBSs, antes portas abertas para atendimento, tornaram-se, sob os ciclos de governos de Nogueira e Ricardo Silva, verdadeiros obstáculos para o cidadão.
Sem um atendimento primário eficiente, a população fica refém das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que, apesar de serem a única alternativa acessível no sistema de saúde de Ribeirão, também são terceirizadas e frequentemente contam com profissionais em formação. A consequência disso são longas filas e um sofrimento sem precedentes para quem busca atendimento. A polêmica iniciativa do Prefeito Ricardo Silva de barrar o fluxo de atestados médicos nas UPAs intensifica a pressão sobre um sistema já sobrecarregado.
Além dos desafios enfrentados nas UPAs, a falta de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais públicos e filantrópicos de Ribeirão Preto é outro aspecto preocupante. O tempo de regulação de pacientes da UPA para os hospitais pode chegar a três ou quatro dias, deixando muitos à mercê de um sistema que se mostra ineficaz.
Os problemas se estendem também ao setor odontológico. Nas últimas décadas, o número de dentistas concursados na Prefeitura despencou de 260 para apenas 90. A aposta da gestão na terceirização neste setor não tem sido capaz de suprir a demanda, e a maioria dos atendimentos mais complexos estão atrelados a longas filas em uma parceria entre a Prefeitura e a Universidade de São Paulo (USP). Profissionais da área afirmam que “a odontologia do município pede socorro”, evidenciando a precariedade do atendimento.
Diante deste cenário caótico, um grupo de militantes da saúde em Ribeirão Preto se mobiliza para denunciar as falhas do sistema de saúde e barrar a atual política de terceirizações. O objetivo é construir um movimento de defesa da saúde pública, priorizando os servidores concursados. As terceirizações, como se vê, têm liderado um processo de desmantelamento do SUS, não apenas em Ribeirão, mas em diversas localidades do país, comprometendo o direito à saúde para todos. A saúde dos ribeirão-pretanos clama por mudanças estruturais e uma gestão que realmente priorize o bem-estar da população.
A reunião acontece hoje, às 18h, no Armazém Baixada. Lideranças que militam na área da saúde, movimentos sociais, associações de moradores estão sendo convidados. O objetivo é construir um movimento unificado visando a participação na próxima Conferência Municipal de Saúde, que ocorrerá no próximo mês de maio na cidade.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão e Conselheiro Local de Saúde da USF do Eugênio Mendes Lopes
quarta-feira, 22 de abril de 2026
A pedido de Ricardo Silva, TJSP derruba R$ 35 milhões em emendas e obras; Câmara de Ribeirão Preto suspende execução
Decisão do Órgão Especial considerou inconstitucionais emendas que destinavam recursos para construção de UBS, quadras esportivas e compra de fraldas, além de condicionar obra de R$ 32,4 milhões a plebiscito. Artigos da Lei da Ultrassonografia que previam penalidades e prazo para o Executivo também foram suspensos
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Armar, vigiar e punir: as três faces do Estado burguês na gestão da barbárie
| Pearl Jam, Do the evoluion |
Enquanto o PL 5784/2025 oferece ao professor a arma como solução para a falência da segurança pública, o mesmo Estado veta psicólogos nas escolas, precariza os vínculos trabalhistas e abandona os territórios periféricos à própria sorte. Contra a lógica do "cada um por si" armado, a única resposta civilizatória é a articulação entre um Estado Social robusto e o poder comunitário sobre o território escolar. Ribeirão Preto é a síntese desta necropolítica
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Câmara de Ribeirão Preto aprova cadastro obrigatório da população em situação de rua
PL 116/2025, que cria banco de dados com informações pessoais e autoriza registro fotográfico, foi aprovado por 17 votos a 3; para as vereadoras que votaram contra, o projeto representa "instrumento de higienismo", "violação de direitos humanos" e "aproxima-se de conduta higienista"
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Câmara de Ribeirão Preto vota nesta segunda-feira veto que enterra projeto popular de combate a enchentes
domingo, 5 de abril de 2026
Hardcore Contra o Fascismo: música, debate e solidariedade unem forças em Ribeirão Preto
Sexto aditivo do contrato de concessão de ônibus com o Consórcio ProUrbano é assinado sem detalhamento público
Extrato publicado no Diário Oficial tem menos de dez linhas e não informa data de vigência, impacto na tarifa nem cláusulas alteradas; contr...
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Parte da capa do livro, Holocausto Paulista, de Leonardo Sacramento A partir do livro, Holocausto Paulista , de Leonardo Sacramento 1 no...







