Parecer favorável da Comissão Especial de PMI atesta que o material tem "conteúdo suficiente" para embasar o projeto; valores do contrato e contrapartidas não constam na publicação. Blog O Calçadão protocolou pedido de LAI para obter os dados omitidos.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
terça-feira, 27 de outubro de 2026
A fábrica e o golpe
1
na Alemanha de Hitler,
o Estado ergueu a sua grande fábrica de aço:
engrenagens de cartório,
carimbo, cerca e cargo
o uniforme
parou na porta do comércio:
o porteiro do Reich trancou a passagem do judeu
ali se decidia
quem podia comprar
quem podia passar
quem podia existir na linha de produção
nos Estados Unidos de McCarthy
para denunciar possíveis infiltrados comunistas
montou-se uma linha de montagem:
a linha da delação
2026: a geração que reencontrou a democracia
A história ensina que grandes acontecimentos forjam gerações. Não se trata apenas de compartilhar uma época, mas de construir valores, identidades e projetos coletivos a partir das experiências vividas. No Brasil, foi assim com o tenentismo, a geração de 1930, a campanha “O Petróleo é Nosso” e, mais recentemente, as gerações da Anistia, das Diretas Já e da Constituinte.
Esta última foi forjada na luta contra a ditadura e na reconstrução da democracia. Hoje, seus integrantes têm, em sua maioria, entre 65 e 80 anos. São homens e mulheres cuja trajetória carrega experiências democráticas e humanistas fundamentais para a história brasileira. Aprenderam, muitas vezes sob o custo da repressão, que democracia, direitos e liberdade não são concessões, mas conquistas que exigem vigilância permanente.
Nas décadas seguintes, duas novas gerações se formaram. A primeira, entre os anos 1990 e a primeira década dos anos 2000, foi marcada pela transição do modelo privatista de Fernando Henrique Cardoso para o desenvolvimentismo social dos governos Lula. Foi a geração que testemunhou a ampliação de direitos, o acesso à universidade, a conquista da casa própria, a valorização dos salários, o crescimento econômico e a expansão das oportunidades. Foi também a geração que elegeu Lula em 2002 e viveu a chamada era de ouro lulista, entre 2003 e 2010.
Essa geração compartilhou com a anterior o apreço pela democracia, pelos direitos sociais e pelo humanismo. Mais do que isso, reconheceu o papel do Estado na transformação concreta da vida das pessoas.
A geração seguinte, formada no contexto da crise do capitalismo global pós-2008 e das manifestações de junho de 2013, percorreu outro caminho. A insatisfação com os serviços públicos e com a representação política abriu espaço para uma crítica generalizada ao Estado e à própria política. Em parcelas expressivas dessa geração, o combate à corrupção tornou-se a principal bandeira, frequentemente associado à deslegitimação dos partidos, das políticas sociais e das instituições.
Foi a geração que transformou a camisa da Seleção em símbolo político, celebrou a Operação Lava Jato e alimentou movimentos de direita que contribuíram para a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Nesse processo, democracia, direitos sociais e humanismo perderam centralidade no debate público. Abriu-se, assim, uma fratura entre os herdeiros da redemocratização, a geração lulista e os setores mobilizados pela onda política de 2013.
Nem a campanha Lula Livre nem a vitória eleitoral de 2022, em um Brasil ainda marcado pela pandemia, foram suficientes para superar essa divisão e produzir uma identidade coletiva capaz de reconectar essas gerações.
Até que chegou 2026. Mais precisamente, o segundo turno.
Quando o país parecia caminhar para um novo período sombrio, impulsionado pelo bolsonarismo e pelo antipetismo, uma nova juventude se levantou contra a ameaça de uma guinada neoliberal autoritária. Foi às ruas e, nesse movimento, reuniu antigos lulistas, setores democráticos da direita e, sobretudo, os decanos das Diretas e da Constituinte, os baluartes da redemocratização.
A experiência dos mais velhos encontrou a energia dos mais jovens. Memória e renovação voltaram a caminhar juntas. As manifestações do campo democrático no segundo turno, ao reivindicarem democracia, soberania nacional e preservação dos direitos sociais, recolocaram no centro da disputa valores que haviam perdido espaço desde 2013.
Ainda não temos distância histórica nem condições objetivas para dimensionar plenamente o significado desse acontecimento. Mas talvez estejamos diante de algo maior do que uma mobilização eleitoral: o nascimento de uma nova geração política, capaz de estabelecer pontes com os lutadores da redemocratização e com aqueles que viveram a expansão social dos anos 2000.
O futuro dirá se essa convergência resistirá às urnas e às circunstâncias. Gerações não se consolidam em um único ato; constroem-se na continuidade da luta, na organização e na capacidade de transformar valores em projetos duradouros.
Por ora, porém, fica a gratidão. Gratidão à juventude que se levantou, aos que não desistiram da democracia e aos que, mesmo depois de tantas batalhas, voltaram às ruas para defender o futuro do país.
Se 2026 realmente forjou uma nova geração, seus frutos poderão acompanhar o Brasil pelas próximas duas décadas. E talvez sua maior conquista tenha sido esta: mostrar que a história não está condenada a repetir suas rupturas e que, mesmo quando tudo parece perdido, a democracia ainda é capaz de reunir gerações e renovar a esperança.
Ricardo Jimenez - Professor e Editor do Blog O Calçadão
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
A vitória dos cansados
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| Celebra! Vencemos! |
Segunda parte de "Teimosia dos Cansados"
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Câmara intima ARCON a se defender em processo sobre obra dos Plenários I e II
Laudo técnico aponta problemas na execução do contrato de reforma da sede do Legislativo; empresa tem 15 dias úteis para apresentar alegações finais.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Câmara de Ribeirão Preto aprova alterações na lei do Banco de Professores Substitutos; entenda o que mudou e por que a oposição votou a favor
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| Principais pontos que prejudicavam a categoria foram retirados |
Após trabalho da oposição e mobilização da categoria, Executivo recua em pontos polêmicos: fim do "pedágio" de 12 meses e restrição do uso de temporários a faltas curtas e imprevistas. Projeto foi aprovado por 20 votos a zero nesta quarta-feira (21).
Direito à cidade: Sob o pretexto da "ordem urbana", Ricardo Silva centraliza poder de veto sobre o uso do espaço público
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| Decreto centraliza poder nas mãos do prefeito Ricardo Silva |
Decreto nº 234/2026, publicado em 21 de outubro, transfere para o Chefe do Executivo a palavra final sobre eventos que fecham vias ou ocupam parques, esvaziando a análise técnica e reforçando a lógica de controle estatal sobre a sociabilidade urbana.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Ato "Todos pela Democracia" reúne professoras e estudantes contra precarização do ensino e avanço do fascismo
sábado, 10 de outubro de 2026
Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina organiza ato em Ribeirão Preto em Dia Global de Ação
Como o Estadão transformou uma negativa da PF em palanque para Flávio Bolsonaro
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| Análise do Discurso revela manipulação da informação |
Análise da construção discursiva revela que o jornal paulista inverteu a pirâmide da informação, colocou um áudio sem validade jurídica no topo da notícia e deu espaço para que o candidato atacasse Lula sem provas, enquanto a Polícia Federal e a PGR desmentiam a existência de delação.
Por Filipe Augusto Peres
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Teimosia dos cansados
claro que estou
com a voz rouca
de quem sente
mas meu cansaço não é covardia,
nem desistência
apenas
a prova de que luto
terça-feira, 6 de outubro de 2026
TCE aponta inconsistências fiscais e na Educação em Ribeirão Preto no primeiro ano da nova gestão
A situação não representa, necessariamente, julgamento definitivo das contas, mas um alerta para que o gestor possa corrigir eventuais desvios antes da apreciação final pelo Tribunal
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
O Brasil tem 56 milhões de apoiadores de Flávio Rachadinha?
Será possível que 56 milhões de brasileiros escolheram conscientemente trocar a rede de proteção social do Bolsa Família por um projeto político flertante com a milícia? Ao que parece, sim. Mas a resposta curta e simplista não dá conta da realidade. Definitivamente, o Brasil não abriga 56 milhões de apoiadores da criminalidade organizada, sonegadores convictos ou entusiastas de negociatas financeiras escusas.
Então, o que leva essa multidão a chancelar o herdeiro político do bolsonarismo — figura marcada pelo fantasma das "rachadinhas", pela lavanderia de capitais e pelas obscuras articulações com o sistema financeiro?
Responder a isso exige encarar o cenário macro do qual o Brasil é apenas um capítulo. Há cerca de uma década, o país absorveu a dinâmica global de crise do capitalismo tardio. É o velho capital em sobressalto gestando, mais uma vez, seu braço radical, xenófobo, autoritário e fundamentalista, maquiado por um "cristianismo" de encomenda. A novidade do século XXI é a simbiose perfeita entre essa extrema-direita e a arquitetura dos algoritmos das big techs.
O capital em crise encontrou o disfarce perfeito: apresentou-se como "antissistema" enquanto apontava o dedo para o campo progressista. O mesmo campo que, nas últimas três décadas, limitou-se a gerenciar um modelo econômico caduco — baleado nos anos 2000 e infartado em 2008. Ao assumir a gestão da ordem neoliberal, o campo progressita perdeu suas ferramentas históricas. Os sindicatos derreteram com a precarização do trabalho, os movimentos sociais perderam tração na era digital e os partidos abandonaram a transformação social. Social-democratas viraram neoliberais; socialistas viraram social-liberais.
O resultado é este: um neoliberalismo falido que concentra renda e espreme os espaços de sobrevivência. A disputa por esses espaços escassos transforma-se em ódio do vizinho contra o vizinho. De longe, em gabinetes nababescos ou paraísos fiscais, o algoritmo opera como uma varinha mágica, entregando na palma da mão do sujeito ressentido o alvo "certo" para a sua raiva. Não o sistema real, mas o bode expiatório fabricado: o idoso que precisa do benefício, as minorias, o próprio Estado e o campo democrático gestor da crise.
Os 56 milhões de votos do filho de Jair são heterogêneos. Reúnem os que odeiam por convicção, os manipulados pelo medo que chega pelo celular, os fieis orientados por pastores, os que abominam as políticas de inclusão e até mesmo beneficiários dessas próprias políticas, entorpecidos pela desinformação ou omitidos na apatia política (foram 33 milhões deles neste primeiro turno)
Assim se desenha o paradoxo trágico: o adversário navega na onda do algoritmo e colhe milhões de votos a despeito dos escândalos. Do outro lado, o governo Lula — que retirou o país do Mapa da Fome, popularizou o ensino superior e garantiu as reservas cambiais que salvaram o país da ruína — vê sua aprovação fustigada por ser associado às estruturas do próprio sistema. O governo atuou como eficiente "gestor da crise", mas quem gesta a rede e o ecossistema digital é a oposição.
Ainda há tempo de evitar o colapso? Sim. Mas não bastará gerenciar os danos. Será preciso encarar, desmascarar e enfrentar o verdadeiro sistema. Gerenciar bem o sistema em crise já não resolve. Lula tem a máquina na mão e também a caneta. E, junto a isso, talvez a ajuda complementar esteja na juventude que consegue se dar bem nas redes sociais apesar do algoritmo. Entreguem as redes nas mãos da juventude nesta reta final.
Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão
Entre o alçapão e os freios da democracia: Por que temos que reeleger Lula?
Por Joaquim Lauro Sando
Se a eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno poderia abrir a porta do alçapão que se encontra no fundo do poço, a eleição de Lula para um quarto mandato produziria outro cenário: não resolveria os problemas que estarão colocados diante do Brasil, mas preservaria importantes freios institucionais capazes de impedir que o novo Congresso Nacional transforme sua eventual maioria parlamentar em poder sem limites.
sábado, 3 de outubro de 2026
A Matrix brasileira: Lula, Flávio Bolsonaro e a disputa entre a consciência crítica e a ignorância "confortável"
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Educação pública versus educação-mercadoria: os dois projetos que se enfrentam nos planos de Lula e Flávio Bolsonaro
| Propostas completamente opostas |
Documentos registrados no TSE revelam concepções antagônicas sobre o papel do Estado, o destino do fundo público e a função social da escola; análise expõe o caráter de classe de cada proposta, incluindo os impactos sobre a aposentadoria e a precarização do trabalho docente
Ribeirão Preto firma financiamento de R$ 250 milhões com a Caixa para obras do Pró-Transporte
Este ano, ainda ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) já havia autorizado R$ 1,09 bilhão para Ribeirão Preto. O objetivo foi financiar a qualificação viária do Corredor de Mobilidade Leste-Oeste
O Município de Ribeirão Preto firmou, em 15 de setembro de 2026, contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais) destinado à execução de obras e serviços no âmbito do Programa Pró-Transporte. A informação consta do Extrato do Contrato de Financiamento nº 0647001-19, publicado no Diário Oficial do Município nº 12.489, de 25 de setembro de 2026 (página 8).
Comissão da Prefeitura aprova estudos do Consórcio Arena Ribeirão para a futura concessão do Parque de Exposições
Parecer favorável da Comissão Especial de PMI atesta que o material tem "conteúdo suficiente" para embasar o projeto; valores d...
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Parte da capa do livro, Holocausto Paulista, de Leonardo Sacramento A partir do livro, Holocausto Paulista , de Leonardo Sacramento 1 no...












