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como uma criança
e exige nascer
dizemos: — nos amamos
o “amamos” não é o mesmo
existe o meu, o teu, o nosso,
como todos que já disseram “eu te amo” ao mundo
e o mundo decidiu diversamente
Mais de 30 organizações sociais entregam cartas de compromisso exigindo metas contra conflitos agrários, que somaram 1.593 casos em 2025; Articulação Nacional de Agroecologia propõe agenda para o próximo governo
Organizações da sociedade civil e movimentos sociais entregaram, no último dia 23, carta de compromisso a candidatas e candidatos às eleições deste ano exigindo o fim da violência no campo e a implementação de uma política de reforma agrária.
O documento, intitulado "Carta de Compromisso das Eleições de 2026: Pelo Fim da Violência no Campo", foi lançado pela Campanha Contra a Violência no Campo: em defesa dos povos do campo, das águas e das florestas, iniciativa criada em agosto de 2022 e que reúne mais de 30 organizações sociais e 70 entidades da sociedade civil. Paralelamente, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) divulgou sua Carta Política para as eleições, propondo uma agenda de transformação dos sistemas agroalimentares com base na agroecologia.
| Página do MP informando a ação civil contra o vereador Isaac Antunes (PL) |
Contra os vereadores do PL Isaac Dalcol Antunes e Anderson Senna, o MP atua por discriminação: em Ribeirão Preto, pede R$ 500 mil de indenização a Isaac, destinados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente; em São José dos Campos, obteve a condenação de Anderson por falas contra a comunidade LGBTQIA+.
Dados de financiamento de campanha expõem conexão do autor, o deputado federal José Medeiros (PL/MT) com o agronegócio; e investigações apontam histórico passado de desmatamento, crimes ambientais e trabalho análogo à escravidão envolvendo algumas das principais famílias doadoras de suas campanhas ao legislativo.
| Levantamento estatístico de estudantes com deficiência (TEA, Baixa Visão, Física, etc.) matriculados nas redes CEI, EMFI e EMEF |
| Arquivo/ Foto: Filipe Augusto Peres |
Projeto de Lei 2.339/26 torna disciplina obrigatória em todas as escolas
O Projeto de Lei 2.339/26 torna obrigatória em todas as escolas a disciplina de Educação Alimentar e Nutricional na educação básica, que abrange educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. A proposta prevê uma aula semanal, no mínimo, integrada ao projeto pedagógico das unidades. O texto está em análise na Câmara dos Deputados desde esta terça-feira (15).
Município integra sistema federal de avaliação de docentes; primeiros editais podem usar nova ferramenta já em 2027
Ribeirão Preto oficializou sua adesão à Prova Nacional Docente (PND), um sistema federal de avaliação de professores que promete padronizar e, segundo o governo, aumentar a transparência nos processos seletivos de docentes da rede municipal. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 15 de setembro, através da Resolução SME nº 20.
| Dom Moacir durante celebração da missa Fotos: @filipeaugustoperes |
Manifestação na paróquia Nossa Senhora dos Anjos reúne movimentos sociais, pastorais e trabalhadores em protesto que reivindica justiça social, fim da escala 6x1 e proteção às mulheres
Na segundo-feira (7), Ribeirão Preto se transformou em espaço de resistência e esperança. Na Paróquia Nossa Senhora dos Anjos e Santa Edwiges, no bairro Heitor Rigon, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu em torno de uma centena de pessoas em torno de demandas que tocam o cotidiano de milhões de brasileiros: moradia digna, fim da exploração trabalhista, defesa das mulheres e soberania nacional. O ato, que começou às 8h30 com acolhida e prosseguiu com missa presidida por Dom Moacir Silva às 10h, ecoou um grito que há 32 anos não cessa de denunciar as injustiças estruturais do país.
| BRAUNS, Ennio. Greve do ABC. |
Uma análise comparativa completa dos planos de Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT-aliados) que demonstra como a elite econômica e a sua representação judicial coordena a candidatura de dois representantes da extrema-direta para fragmentar o voto contra o projeto democrático e de desenvolvimento nacional.
Os planos de governo de Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL), embora com linguagens diferentes, defendem os mesmos interesses de classe e propõem instituições parecidas de controle político. O programa de Lula, por sua vez, representa um projeto fundamentalmente diferente: baseado na redução de desigualdades, soberania nacional e fortalecimento da democracia substantiva. A suspensão e liberação de Renan Santos não é acidental, mas engenharia política destinada a fragmentar o voto de forma que Flávio (ou Renan, caso ambos avancem) vença contra Lula em segundo turno.
I. SEGURANÇA PÚBLICA: A GUERRA CONTRA POPULAÇÕES, NÃO CONTRA O CRIME
Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL): autoritarismo explícito e velado
Renan propõe explicitamente o Direito Penal do Inimigo (DPI) como framework de governo. Sua proposta divide a população em "cidadãos" (com direitos) e "inimigos" (sem direitos). Indivíduos classificados como membros de facções perderiam direitos políticos, civis e sofreriam restrição de liberdade de locomoção. O ônus da prova seria invertido: presumem-se culpados até que comprovem inocência. Estados de Defesa seriam permanentes em "áreas sob comando das facções", ou seja, qualquer favela ou comunidade urbana.
Flávio propõe "declarar guerra ao crime organizado" com linguagem menos explícita, mas conteúdo semelhante. Propõe "medidas duras, concretas e aplicáveis desde o primeiro dia". Defende "tornozeleiras eletrônicas", como as que seu pai tentou romper, para monitoramento permanente, "reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais", "fim da progressão de regime" para crimes hediondos, e "maioria penal reduzida". Embora não nomeie "Direito Penal do Inimigo", propõe exatamente isso: suspensão de direitos fundamentais em nome da "guerra ao crime".
Lula propõe reorganização da segurança pública através do fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), "inteligência tática" e "controle de armas de fogo". Seu programa enfatiza "cooperação federativa" e "combate aos fluxos financeiros ilícitos". Não propõe suspensão de direitos, mas fortalecimento de instituições democráticas de segurança. A diferença é radical: enquanto Renan e Flávio propõem guerra contra populações classificadas como "inimigas", Lula propõe combate ao crime dentro do marco legal democrático.
Renan e Flávio convergem em propor a suspensão permanente de direitos fundamentais para categorias de população. Lula propõe fortalecimento institucional dentro da democracia. Essa é a diferença entre fascismo e democracia.
II. ECONOMIA: AUSTERIDADE PARA OS POBRES, PRIVILÉGIO PARA OS RICOS
Renan e Flávio: austeridade fiscal radical
Renan propõe "ajuste fiscal" como primeira medida de seu plano. Seu programa intitula o capítulo de segurança como "Um Remédio Amargo", sugerindo que redução de gastos sociais é necessária mas dolorosa. Propõe "reforma trabalhista para flexibilizar relações de trabalho", "redução de supersalários", "reforma administrativa" e "austeridade fiscal". O Livro Amarelo destaca "contenção de gastos" e "equilíbrio fiscal" como prioridades.
Flávio propõe "equilíbrio fiscal" e "tesouraço nos gastos públicos". Seu programa defende "menos imposto no que a família consome", "conta de luz mais simples", "juros menores". Porém, a estratégia para alcançar isso é "estabilizar e reduzir a dívida pública" através de cortes. Flávio afirma que "juros altos são consequência da dívida crescente" e que "juros menores não se decretam: conquistam-se com contas em ordem". Isso significa cortes em políticas sociais.
Lula propõe crescimento econômico com inclusão e estabilidade. Seu programa defende "valorização real do salário-mínimo" e "mercado de trabalho aquecido" que levaram a "expansão da massa salarial e do consumo". Alcançou "maior renda real do trabalho e menor desemprego da série histórica". Propõe "redução sustentada das taxas de juros" através de "crescimento econômico", não através de cortes. Seu programa destaca "investimentos produtivos públicos e privados" em infraestrutura, educação e saúde.
Diferença fundamental: Renan e Flávio propõem que o povo pague pela "austeridade fiscal". Lula propõe que o crescimento econômico reduza naturalmente a dívida, mantendo políticas sociais.
Reforma Tributária: quem paga?
Renan não detalha reforma tributária em seu programa resumido, mas destaca "contenção de gastos" e "menos impostos", sugerindo redução de receita estatal.
Flávio propõe "menos imposto no que a família consome" e "redução de impostos". Isso significa redução de receita estatal sem compensação, exigindo cortes em políticas sociais.
Lula implementou reforma tributária que beneficia os pobres. "A cesta básica ficará isenta desses impostos e os mais pobres terão direito a um mecanismo de cashback, o que favorece a progressividade tributária." Seu programa defende "justiça tributária" e "combate aos privilégios e às distorções".
Programas Sociais: manutenção ou eliminação?
Renan propõe "produtividade pela cidadania" e "economia de assistencialismo". Sua linguagem sugere que assistência social é "comodismo" e que o objetivo é "qualificação, trabalho, crédito e patrimônio". Isso indica redução ou completa eliminação de programas assistenciais.
Flávio promete "manter e aperfeiçoar os programas sociais", mas sua estratégia é transformá-los em "trilha que leva à qualificação, ao trabalho, ao crédito e ao patrimônio". "Proteção não é o fim da linha: é o começo de uma trilha". Isso significa redução de benefícios permanentes em favor de uma suposta "qualificação", o que não ocorreu no governo de seu pai.
Lula expandiu programas sociais. "O Bolsa Família foi recriado e expandido com benefícios especiais para crianças e adolescentes." Alcançou "desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, atingiu o menor patamar histórico de 0,504". Propõe continuar essa expansão.
Síntese econômica: Renan e Flávio propõem austeridade que reduz direitos sociais. Lula propõe crescimento que amplia direitos sociais. Essa é a diferença entre neoliberalismo e desenvolvimento social.
III. EDUCAÇÃO E CULTURA: FORMAÇÃO DE ELITES OU EDUCAÇÃO PÚBLICA UNIVERSAL?
Educação: Qual objetivo?
Renan propõe "Formar elites, cultivar o povo", o próprio título de seu capítulo sobre educação revela a estratégia. Formar elites é diferente de educar o povo. Isso significa educação diferenciada por classe social, em que uma determinada classe social, por meio de sua educação superior, decidirá o que é bom para o povo, cultivando-o em seus "valores superiores".
Flávio propõe "educação de verdade" com "método fônico", "escola sem doutrinação", "escolas cívico-militares" e "gestão escolar por resultados". Essas propostas indicam educação controlada, militarizada, não democrática, contra qualquer tipo de pluralidade e altamente doutrinária.
Lula propõe "educação para todos" com "investimentos em todos os níveis educacionais". "O Ministério da Educação reassumiu a liderança estratégica e federativa do setor. Os investimentos em todos os níveis educacionais voltaram." Propõe programa contra evasão e expansão de acesso.
Cultura: Identidade Nacional ou Mercado?
Renan propõe "Chega de saudade: cultura" com foco em "indústria cultural" e mercado.
Flávio propõe "leis de incentivo" e "patrimônios históricos", modelo mercantilista em que cultura é negócio.
Lula recriou o Ministério da Cultura e "retomada dos mecanismos de financiamento permitiram voltar a valorizar a identidade nacional e a diversidade cultural brasileira". Seu programa defende cultura como direito, não como mercado.
IV. MEIO AMBIENTE E TERRITÓRIO: EXPLORAÇÃO OU PRESERVAÇÃO?
Amazônia: Floresta em pé ou floresta explorada?
Renan propõe "bioeconomia" , "gerar renda a partir da floresta em pé, com biotecnologia, fármacos, cosméticos". Embora fale em "floresta preservada", a ênfase é em "agregação de valor" , transformar a floresta em commodity, como o agronegócio já faz com a produção de soja, por exemplo. Propõe também "desfavelização" , eliminação de comunidades indígenas e quilombolas.
Flávio propõe "desenvolver o Norte" com "bioeconomia" e "soberania com profissionalismo". Promete "os povos indígenas e as comunidades quilombolas terão autonomia para decidir sobre as atividades produtivas em suas terras", mas simultaneamente propõe exploração de "terras raras" e "minerais críticos".
Lula alcançou "menor taxa de desmatamento da história da Amazônia". "Promovemos a recuperação e a restauração florestal. Retomamos o compromisso do Brasil com o Acordo de Paris, atualizando nossas metas de redução de emissões." Seu programa defende preservação real, não exploração disfarçada.
Desfavelização: limpeza social?
Renan propõe explicitamente "desfavelização" como capítulo de seu plano. "Acabar com a favela é precondição para que o Brasil deixe de ser um país dividido entre lei e ausência de lei, entre cidade e periferia, entre cidadão e morador sem documento." Isso é linguagem de "higiene social" , eliminação de populações consideradas indesejáveis.
Flávio não menciona "desfavelização" explicitamente, mas propõe "urbanização de áreas degradadas" e "lixão zero", eufemismos para eliminação de favelas.
Lula propõe "investimentos em infraestrutura urbana, habitação, saneamento básico" com foco em "inclusão" e "redução de desigualdades territoriais". Seu programa defende integração de favelas à cidade, não eliminação.
Síntese ambiental: Renan e Flávio propõem exploração e limpeza social. Lula propõe preservação e inclusão. Essa é a diferença entre fascismo e democracia substantiva.
V. POLÍTICA EXTERNA E SOBERANIA: ALINHAMENTO OU AUTONOMIA?
Soberania Nacional: conceito ou prática?
Renan propõe "soberania com profissionalismo, não com ideologia"., como se o seu posicionamento não fosse ideológico. Sua crítica é que Lula trocou "interesse nacional pela ideologia". Renan defende "pragmatismo", o que significa alinhamento com potências hegemônicas em troca de benefícios imediatos.
Flávio afirma que "soberania se exerce na prática, não no discurso" e critica a "diplomacia guiada pela ideologia". Propõe o mesmo "pragmatismo" e "ganho mútuo do comércio". Critica Lula por receber Nicolás Maduro e permitir "navios de guerra iranianos". Defende alinhamento com "parceiros tradicionais" , código para alinhamento e submissão aos mandos e desmandos dos Estados Unidos.
Lula defende "soberania nacional" como "princípio permanente e inegociável". "Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica." Seu programa busca "autonomia de decisão" e "capacidade de construir um projeto nacional de desenvolvimento".
Alianças estratégicas: independência ou vassalagem?
Renan critica Lula por "alinhamento ideológico" com Venezuela e Irã. Isso é código para dizer que Lula deveria se alinhar com Estados Unidos.
Flávio critica que "não trataremos como adversários os nossos parceiros mais importantes e tradicionais", referindo-se a Estados Unidos, Argentina e Israel. Propõe "reverter o quadro com profissionalismo e foco no interesse nacional".
Lula propõe "protagonismo na arena global" e "reabertura do Brasil ao mundo, assegurando a soberania nacional". Seu programa defende relações multilaterais e cooperação, não vassalagem.
Síntese geopolítica: Renan e Flávio propõem alinhamento com Estados Unidos (disfarçado de "pragmatismo"). Lula propõe autonomia e soberania. Essa é a diferença entre dependência e independência nacional.
VI. DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: BIOECONOMIA OU DESENVOLVIMENTO INTEGRADO?
Nordeste: região de exploração ou desenvolvimento?
Renan propõe "Zonas Econômicas Especiais" no Nordeste. Essas zonas são áreas de exploração intensiva com regulação reduzida, típicas de modelos de dependência econômica. E a questão ambiental?
Flávio propõe "Trem do Nordeste", "Transnordestina" e "Baixio do Irecê", infraestrutura para escoamento de produção. Enfatiza "data centers", "energia limpa" e "terras raras". Isso é integração do Nordeste ao mercado global como fornecedor de commodities.
Lula propõe "redução de desigualdades territoriais" e "rede policêntrica de cidades que impulsione a integração nacional". Seu programa defende desenvolvimento integrado, não exploração regional.
VII. INSTITUIÇÕES POLÍTICAS: DEMOCRACIA OU TECNOCRACIA?
Judiciário: reforma ou concentração de poder?
Renan propõe "tribunais especializados com magistrados selecionados por critérios técnicos rigorosos e dotados de proteção especial". Isso é concentração de poder em uma elite de "especialistas", dando nome aos bois: fascismo tecnocrático.
Flávio propõe "reforma do judiciário" com "STF como corte constitucional". Defende "instituições fortes, cada Poder dentro de seus limites". Embora menos explícito que Renan, também propõe concentração em especialistas.
Lula propõe "fortalecimento da democracia real e efetiva" e "aprofundamento da democracia". Seu programa defende "políticas públicas orientadas pela inclusão, pela equidade, pela solidariedade".
VIII. O PADRÃO REVELADO: DUAS VISÕES ANTAGÔNICAS
Renan Santos e Flávio Bolsonaro: convergências estruturais
Síntese: Ambos propõem fascismo tecnocrático, apenas com linguagens diferentes. Renan é explícito (Direito Penal do Inimigo). Flávio é velado (guerra ao crime). O resultado é idêntico: suspensão de direitos, concentração de poder, alinhamento com elites globais.
Lula: projeto alternativo
Síntese: Lula propõe desenvolvimento nacional com democracia, exatamente o oposto de Renan e Flávio. Seu programa defende redução de desigualdades, soberania e direitos.
IX. A ENGENHARIA POLÍTICA: POR QUE SUSPENDER RENAN?
Agora compreendemos por que a elite judicial suspendeu Renan e o liberou 48 horas depois. Não foi acidente. Foi engenharia política precisa.
Se Renan não tivesse sido suspenso, permaneceria como candidato desconhecido com variante entre 3 e 8% nas pesquisas. A suspensão o transformou em "vítima da elite judicial", em "resistente democrático", em "denunciante do Banco Master". Ganhou visibilidade, simpatia e legitimidade.
Resultado: Renan emergiu como "terceira via" outsider que fragmenta o voto contra Lula. Flávio permanece protegido (seu sigilo foi mantido). Lula é enfraquecido (atacado de todos os lados).
Em segundo turno, a fragmentação favorece Flávio. Ou, se Renan chegar ao segundo turno contra Flávio, a elite judicial apoia Flávio (que implementará versão similar de seu fascismo tecnocrático).
De qualquer forma, a elite judicial vence. Se Lula vencer, estará enfraquecido e cercado. Se Flávio ou Renan vencerem, implementam fascismo tecnocrático.
A ESCOLHA REAL ESTÁ DIANTE DE NÓS
A análise comparativa completa dos três programas de governo revela uma verdade incômoda: não há "terceira via" democrática. Renan e Flávio propõem versões diferentes do mesmo fascismo tecnocrático, apenas com linguagens diferentes.
Renan é explícito: propõe Direito Penal do Inimigo, desfavelização, tribunais especializados. Flávio é velado: propõe "guerra ao crime", "urbanização de áreas degradadas", "reforma do judiciário". O resultado é idêntico: suspensão de direitos, concentração de poder, alinhamento com elites globais.
Lula, por sua vez, propõe algo fundamentalmente diferente: desenvolvimento nacional com democracia, redução de desigualdades, soberania e fortalecimento de direitos, mesmo com todas as limitações da estrutura burguesa-capitalista.
A suspensão de Renan não foi erro. Foi estratégia. Transformou um candidato desconhecido em "terceira via" que fragmenta o voto contra Lula. A elite econômica, e a sua representação judicial, não está apostando em um candidato específico, está apostando em um padrão institucional que qualquer um que vencer terá que aceitar: a supremacia da tecnocracia, da vontade judicial subordinadas aos interesses do grande capital sobre a nossa frágil democracia eleitoral. Vale lembrar que o próximo Presidente, em um suposto afastamento de Moraes, pode vir a indicar 5 ministros para o STF no próximo mandato. Vale também lembrar que Trump e sua corja nacional estão no encalço para invalidar qualquer processo eleitoral que contrarie os seus interesses.
A escolha real não é entre Lula, Renan e Flávio. É entre democracia (mesmo que burguesa) com direitos (Lula) ou fascismo tecnocrático (Renan e Flávio). Tudo o mais é engenharia política destinada a obscurecer essa escolha fundamental.
Que reconheçamos o padrão e recusemos sua legitimidade.
| BERNI, António. Manifestación (1934) |
| Mansur Peixoto, Fátima Suleiman e Thiago Ávila Fotos: @filipeaugustoperes |
Resposta ao pedido realizado pelo Blog O Calçadão
Investigação revela descontinuidade entre aprovação de lei de precarização e ausência de cronograma para contratações efetivas em Ribeirão Preto
Na noite de 10 de agosto, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto votou e aprovou, em segundo turno, o Projeto de Lei Complementar nº 26/2026 com placar de 18 votos favoráveis contra apenas 4 contrários. O projeto institucionaliza o "Banco de Professores Substitutos", um mecanismo permanente que autoriza a contratação temporária de até 5% do quadro efetivo de professores. Quatro dias depois, a Secretaria Municipal de Administração respondeu a um pedido de acesso à informação protocolado pelo Blog O Calçadão com uma resposta que expõe uma lacuna que inquieta os profissionais da educação: não há banca organizadora, cronograma, edital ou previsão de vagas para o próximo concurso público de professores efetivos.
1 há um poema dentro de nós, como uma criança que chuta a parede do ventre e exige nascer o poema diz: — te amo. dizemos: — nos amamos o ...