| Os pilares da sociedade (1926) George Grosz |
| Os pilares da sociedade (1926) George Grosz |
Dados obtidos com exclusividade pelo Blog O Calçadão via Lei de Acesso à Informação revelam impacto médio de R$ 680 por servidor totalizando uma retirada de de R$ 1,15 milhão por mês da classe trabalhadora, mediante o retorno deste montante aos cofres públicos
| A quem serve a naturalização do discurso fascista? |
| O filho do homem, 1946 por Rene Magritte |
| Três de Mayo de 1808,(1814) Francisco Goya. |
Presidente retornou ao Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, palco das greves de 1979, para oficializar candidatura à reeleição
Projeto de autoria da vereadora Duda Hidalgo (PT) foi aprovado após rejeição do veto do prefeito Ricardo Silva (PSD) por 12 votos; texto abrange servidores efetivos, comissionados, terceirizados e estagiários.
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto promulgou, na edição do Diário Oficial desta quarta-feira, a Lei nº 15.285, de 11 de agosto de 2026, que determina o afastamento preventivo obrigatório de servidores municipais investigados por violência física, sexual, moral ou psicológica contra crianças e adolescentes. A medida, de autoria da vereadora Duda Hidalgo (PT), foi publicada após a rejeição do veto total do prefeito Ricardo Silva (PSD) em sessão ordinária realizada no dia 10 de agosto.
| Diário Oficial de 12 de agosto |
Lei Complementar nº 3.323/2026 autoriza desafetação e doação de imóveis avaliados em mais de R$ 14 milhões ao Fundo de Arrendamento Residencial para construção de habitações da Faixa 1.
O Município de Ribeirão Preto publicou, na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (12), a Lei Complementar nº 3.323, de 12 de agosto de 2026, a qual autoriza a desafetação, alteração de destinação e doação de seis áreas públicas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. A medida, de autoria do Executivo Municipal e aprovada pela Câmara, envolve imóveis avaliados em mais de R$ 14 milhões, destinados à construção de empreendimentos habitacionais multifamiliares verticais voltados à Faixa 1 do programa federal.
Projeto de Lei Complementar nº 26/2026 cria "Banco de Professores Substitutos" com limite de 5% e impõe "pedágio" de 12 meses que impede recontratação, gerando insegurança para categoria
Em votação realizada na noite desta segunda-feira (10), a Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou, em segundo turno, o Projeto de Lei Complementar nº 26/2026, que regulamenta a contratação temporária de professores e institui o "Banco de Professores Substitutos" na rede municipal de ensino. O texto foi aprovado por 18 votos favoráveis e 4 contrários, estes últimos de vereadores que, segundo análise do projeto, identificaram na proposta um aprofundamento da precarização do trabalho docente.
Lucy não queria ser salva
mas descoberta
não no sentido moral,
mas no tato
em tudo o que encharca
que transcende
e antecede o nome das coisas.
Proposta cria Banco de Professores Substitutos e limita contratações a 5% do quadro efetivo; texto é resposta a decisão do STF que suspendeu inconstitucionalidade decretada pelo TJSP. Modelo de contratação fragiliza os direitos trabalhistas e compromete não apenas as condições de trabalho dos profissionais, mas também a qualidade dos serviços prestados à população
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou na última quarta-feira (5), em primeira discussão, o Projeto de Lei Complementar nº26/2026, que regulamenta a contratação temporária de professores na rede municipal de ensino. A votação teve 20 votos favoráveis e nenhuma abstenção ou voto contrário. Os vereadores Isaac Antunes e Paulo Modas não participaram da votação. Para que o projeto se torne lei, ele ainda precisa ser votado em segunda discussão, o que acontecerá na próxima segunda-feira (10), e, posteriormente, sancionado pelo prefeito.
| Exposição reúne cerca de 100 obras produzidas por presas e presos políticos Foto: @filipeaugustoperes |
Mostra inédita "Não se assuste, pessoa" reúne cerca de 100 desenhos, xilogravuras e manuscritos da Coleção Alípio Freire, produzidos dentro de cinco unidades prisionais de São Paulo entre 1969 e 1979, e dialoga com a arte brasileira dos anos 1960 e criações contemporâneas
| Professor da UNESP, Carlos Alberto Feliciano em entrevista à TVT |
Em entrevista à TVT News, professor Carlos Alberto Feliciano aponta impactos da medida para a reforma agrária e detalha julgamento no STF
Pré-cadastramento para saque calamidade começou na segunda-feira (3) e vai até 8 de agosto em 15 pontos da cidade
Levantamentos da UFRJ, Intercept Brasil e InfoAmazônia mostram como o setor atua no Congresso, nas redes sociais e na COP30 para condicionar medidas ambientais a fatores econômicos irreais, enquanto desmonta leis e esvazia políticas públicas
O agronegócio brasileiro vem empregando sistematicamente uma estratégia de comunicação conhecida como "discurso retardador", uma tática que, sem negar abertamente a crise climática, condiciona qualquer ação efetiva a fatores econômicos e temporais irreais, postergando indefinidamente a implementação de soluções estruturais. A denúncia emerge de múltiplas investigações jornalísticas e acadêmicas que escancaram como o setor articula uma atuação coordenada em três frentes: lobby digital, pressão institucional no Congresso e controle da narrativa em conferências internacionais.
Um estudo do Netlab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou 207 posts patrocinados pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nas redes da Meta entre janeiro e novembro de 2023. Quase metade dos anúncios (94, ou 45%) foi classificada como "tóxica", conteúdo desinformativo, descontextualizado ou distorcido que minimiza os impactos negativos do setor.
"A desinformação consiste no uso intencional de informações falsas, descontextualizadas ou distorcidas para manipular a opinião pública, descredibilizar inimigos e introduzir vieses sensacionalistas", explicam as pesquisadoras Marie Santini e Débora Salles, líderes do grupo. O greenwashing, por sua vez, "se caracteriza pelo uso de estratégias narrativas que ocultam práticas antiecológicas ou minimizam seus impactos negativos".
Os anúncios impulsionados pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), financiado por grandes entidades empresariais como a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e a Croplife, que representa fabricantes de agrotóxicos, abordavam temas caros à bancada exatamente quando estavam em debate no Congresso: o marco temporal para terras indígenas, a CPI do MST e o projeto de lei sobre agrotóxicos.
O auge da atuação do "discurso retardador" ocorreu às vésperas da COP30, quando o agronegócio travou a aprovação do Plano Clima, documento que detalha como o Brasil pretende cumprir sua meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A principal causa das emissões brasileiras é o desmatamento, e é justamente aí que o setor concentrou seus esforços.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em articulação com a FPA e o IPA, enviou ao grupo responsável pelo Plano Clima um pedido formal para retirar referências a agrotóxicos, desmatamento e conflitos socioambientais. O documento, obtido com exclusividade pela Repórter Brasil, classificava tais menções como "ideológicas" e "nocivas à imagem do agro". A solicitação, redigida "a seis mãos" (Mapa, FPA e IPA) pedia a supressão ou reescrita de ao menos oito trechos que mencionavam problemas ligados à produção de alimentos em larga escala, conforme revelou o Nexo Jornal.
O impasse entre o Ministério do Meio Ambiente e o Mapa sobre a metodologia de contabilização das emissões foi decisivo. Na primeira versão do plano, o governo considerou que as emissões por desmatamento em áreas agrícolas privadas, assentamentos e territórios quilombolas eram responsabilidade do setor agropecuário, o que colocaria o agronegócio como responsável por 68% das emissões brasileiras. O setor se posicionou contra, e o Brasil encerrou a COP30, em novembro de 2025, sem apresentar o Plano Clima, conforme reportagem da InfoAmazônia.
O documento só foi aprovado em 15 de dezembro de 2025, após uma queda de braço em que o agronegócio saiu vencedor. A palavra "desmatamento" foi retirada do texto, e as emissões em propriedades privadas passaram a uma nova categoria, aliviando a pressão sobre o setor. Na versão original, o agro teria a responsabilidade de cortar 54% de suas emissões até 2035. Na versão final, essa meta caiu para apenas 7%, segundo a Agência Pública.
Paralelamente à pressão institucional, o agronegócio articulou uma campanha para manipular a opinião pública às vésperas da COP30, revelou o Intercept Brasil com base em relatório da Fundação Changing Markets. Entre março e outubro de 2025, entidades que representam a indústria da carne, incluindo JBS e Marfrig, realizaram, participaram ou anunciaram quase 20 eventos com o objetivo de se apresentar como "parte da solução" para a crise climática.
O setor disseminou mensagens para minar a forma como o metano, sua maior emissão, é medido e tentou vender soluções vagas como "agricultura tropical sustentável", "agricultura regenerativa" e "agricultura climaticamente inteligente", termos criticados por cientistas e ativistas por serem imprecisos e não implicarem mudanças reais nos métodos de produção.
O que une essas três frentes de atuação é o discurso retardador: uma tática que não nega a crise climática, mas a condiciona a fatores econômicos e temporais que nunca se concretizam. "Só reduzimos o desmatamento se houver compensação financeira", "a transição para uma agricultura sustentável exige tecnologia que ainda não está disponível", "não podemos parar de produzir agora porque a economia não suporta", eis a narrativa repetida à exaustão pela FPA no Congresso e pelas associações do setor.
Essa estratégia, como apontou a pesquisa da Climate Tracker América Latina apresentada durante o 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI, em São Paulo, não é fruto do acaso ou da ignorância, mas sim de uma engenharia de comunicação financiada pelo capital para garantir a continuidade da acumulação. Como bem sintetizou a coordenadora de programas da Climate Tracker, Marcela Maria Martins, em sua fala na palestra "Estratégias de Combate à Desinformação Ambiental": "quem ganha com a dúvida? Sempre o mais rico."
Fontes
| O agronegócio está praticando cherry-picking Foto: @filipeaugustoperes |
Utilizando a associação "De Olho no Material Escolar", em painel realizado no 21º Congresso da ABRAJI em São Paulo, editora do Intercept Brasil detalhou como a indústria do agro usa a mesma engenharia de comunicação do tabaco para pressionar editoras, distorcer livros didáticos e capturar a pauta jornalística.
| Marcela Maria Martins, da Climate Tracker América Latina Foto: @filipeaugustoperes |
Levantamento apresentado durante o 21º Congresso da ABRAJI, em São Paulo, revela que a indústria fóssil e o próprio jornalismo declaratório são os maiores vetores de distorção científica na cobertura climática; pesquisa também denuncia mercado de carbono como "fábrica de lavagem de dinheiro"
(Quem foi que desenhou cxrxlhinhos voadores na parede do banheiro?")
na Amazônia
nas rotas clandestinas
temos:
voo de ouro,
do garimpo
e voo de droga,
do tráfico
ambos são ilegais
Os pilares da sociedade (1926) George Grosz 3 os cavalheiros de George Grosz continuam na mesa de mogno o velho juiz com a cabeça serrada ...