(Quem foi que desenhou cxrxlhinhos voadores na parede do banheiro?")
na Amazônia
nas rotas clandestinas
temos:
voo de ouro,
do garimpo
e voo de droga,
do tráfico
ambos são ilegais
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| Avenida Recife - Jd Aeroporto |
CARTA ABERTA
Ribeirão Preto, 31 de julho de 2026
À Prefeitura de Ribeirão Preto, à Câmara Municipal, à Imprensa e à População em Geral,
Complexo Aeroporto e Jd Heitor Rigon publicam suas demandas em Carta Aberta aos poderes públicos da cidade.
Nós, cidadãos dos bairros que compõem o Complexo Aeroporto (Jardim Aeroporto, Jóquei Clube, Salgado Filho e Quintino I) e do Jardim Heitor Rigon, viemos por meio desta carta expressar nossas demandas e necessidades urgentes. Somos comunidades que, diariamente, enfrentamos desafios que afetam nossa qualidade de vida, nossa segurança e nosso bem-estar.
Demandas do Complexo Aeroporto:
1. Entrada/Saída do bairro Ribeirão Verde: Solicitamos a construção de um novo trevo na altura da Avenida Tomaz Alberto Whatelli com a Rodovia Anhanguera, facilitando o acesso e a segurança dos moradores.
2. Iluminação da ciclovia: É imprescindível a instalação de iluminação no trecho da ciclovia defronte ao aeroporto, uma vez que este espaço tem sido palco de roubos e acidentes fatais.
3. Extensão da ciclovia: Propomos a extensão da ciclovia até o Complexo Jóquei Clube, promovendo um transporte seguro e sustentável.
4. Regulamentação do desconto de IPTU: Exigimos a regulamentação do desconto de IPTU para áreas próximas ao aeroporto, uma reivindicação que tem sido desconsiderada pelo Executivo.
5. Ecopontos: A instalação de ecopontos no entorno do aeroporto e outros na zona norte se faz urgente, para melhorar a coleta e a destinação dos resíduos sólidos.
6. Reforma da BAC e campo de futebol: Pedimos a reforma do prédio da BAC ao lado da unidade de saúde do Jardim Aeroporto (para a instalação de um CRAS e uma base policial) e a revitalização do campo de futebol do bairro, para que possamos ter acesso a serviços e lazer de qualidade.
7. Destinação social do Parque de Exposições: Sugerimos uma destinação sócio-esportiva e cultural do Parque de Exposições, que atualmente é utilizado apenas para eventos barulhentos durante a madrugada.
8. Regularização fundiária: Necessitamos da regularização fundiária das favelas e comunidades do entorno do aeroporto, assim como a regularização urbana da comunidade do Parque Avelino.
9. Infraestrutura no Quintino I: Requeremos a reforma do Centro Esportivo do Quintino I, a reforma do prédio do Centro Comunitário e a reforma da Praça São Matheus.
10. Semáforo na Avenida Brasil: É urgente a instalação de um semáforo de três tempos na Avenida Brasil com a Rua Americana, para garantir a segurança dos pedestres.
11. Serviços essenciais no Jóquei Clube: Exigimos a construção de uma creche, uma unidade de saúde e a implantação de uma praça no Jóquei Clube.
12. Abastecimento de Água: modernizar o abastecimento de água nos
bairros e acabar com a intermitência no fornecimento.
13. Segurança: garantir a segurança nos próprios públicos, escolas e
unidades de saúde.
Demandas do Jardim Heitor Rigon:
1. Ampliação da unidade de saúde: Solicitamos a ampliação do atendimento na unidade de saúde do bairro, que atualmente não atende à demanda da população.
2. Reforma do campo de futebol: A reforma do campo de futebol do Jardim Heitor Rigon é essencial para promover o esporte e a integração da comunidade.
3. Centro comunitário: Pleiteamos a construção de um centro comunitário que sirva como espaço de convivência e atividades para os moradores.
4. Ampliação das vagas em creche: É necessária a ampliação das vagas em creches na região, visto que este é um serviço fundamental para as famílias.
5. Praça-parque: Sugerimos a instalação de um projeto de praça-parque na área existente na Rua José de Alcantara, criando um espaço de lazer e bem-estar.
Apelamos à administração pública e aos representantes eleitos que considerem estas demandas com a urgência e a seriedade que merecem. Somos cidadãos comprometidos com o desenvolvimento de Ribeirão Preto e acreditamos que, juntos, podemos construir uma cidade melhor para todos.
Atenciosamente,
Associação de Moradores do Jd Aeroporto, Salgado Filho e Vila Hípica (Luzia 16 993087428)
Liderança Comunitária do Jd Heitor Rigon (Wilson 16-988210737)
Movimento dos Atingidos do Aeroporto (Marcos 16-981063781)
Associação de Moradores do Quintino I (Felício 16-981341497)
Instituto de Desenvolvimento Comunitário Maria da Graça - Jóquei Clube (Anita 16-991245491)
Essa carta objetiva trazer à luz as necessidades das comunidades do Complexo Aeroporto e Jardim Heitor Rigon, e a participação da população é fundamental para que as demandas sejam atendidas.
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População que vive nos mais de 30 bairros da região oeste de Ribeirão Preto, apoiada nas entidades comunitárias constituídas, como a Abarcoeste (Associação de Bairros do Complexo Oeste) e o Conseg Oeste, se mobilizam para cobrar do poder público municipal a abertura de diálogo para solucionar as diversas demandas da região. A ferramenta encontrada foi a publicação de uma Carta Aberta à Prefeitura, Câmara Municipal, imprensa e sociedade em geral.
Abaixo, O Calçadão republica na íntegra a Carta Aberta da região Oeste:
Carta Aberta da Abarcoeste (Associação de Bairros do Complexo Oeste) em parceria com o Conseg Oeste
À Prefeitura Municipal
À Câmara de Vereadores
À imprensa e população em geral
Nós, representantes da Abarcoeste (Associação de Bairros do Complexo Oeste) e do Conseg Oeste, viemos por meio desta carta aberta manifestar e reivindicar ações efetivas e urgentes que atendam às necessidades e demandas da população que reside nos bairros da Região Oeste de Ribeirão Preto.
Nosso intuito é solicitar:
Política de Resíduos Sólidos: Aumentar a política de resíduos sólidos na região com a instalação de mais um ecoponto, a disponibilização de um caminhão "cata-treco" e a formalização de cooperativas de reciclagem, almejando um bairro mais limpo e sustentável.
Saúde: Exigimos a ampliação da unidade de saúde da família do Eugênio Mendes Lopes e a agilização no atendimento da UPA Oeste, garantindo acesso à saúde de qualidade para todos os moradores. Acreditamos ser fundamental a ampliação das equipes de agentes de saúde da família.
Mobilidade Urbana: Reivindicamos melhorias na mobilidade com mais linhas de ônibus (principalmente nos bairros Paulo Gomes Romeo e Liliana Tenuto Rossi, instalação de semáforos em áreas perigosas para pedestres e o calçamento de ruas, com foco em segurança e acessibilidade.
Instalação de Parques: Solicitamos a instalação dos parques Rubem Cione e Pico do Mirante, com projetos voltados à terceira idade, promovendo espaços de convivência e bem-estar para nossa comunidade.
Praças e Centro Comunitário: Propomos a instalação de uma praça parque em frente à Paróquia de Santa Rita, no Portal do Alto, a ampliação do CRAS e a criação de um centro comunitário no Paulo Gomes Romeo. Também pedimos a iluminação da praça do Paulo Gomes Romeo e a conclusão da quadra de esportes ao lado da unidade de saúde do referido bairro, com atividades voltadas para jovens e crianças.
Revitalização e Abastecimento D’água: A revitalização das praças da Vila Tibério é essencial, assim como melhorias no abastecimento de água na região. É de suma importância garantir que todos tenham acesso a um recurso tão precioso. Há bairros na região oeste que sofrem com a intermitência de água há mais de 10 anos.
Infraestrutura e Saneamento: Exigimos a instalação de bocas de lobo e um sistema eficaz de recolhimento de lixo na região da Rua Rondônia com Travessa Piratininga, no Monte Alegre, para evitar alagamentos e garantir a limpeza.
Por fim, reforçamos a necessidade de um maior diálogo do poder público com a comunidade, especialmente em momentos de autorização de novos empreendimentos imobiliários. Sabemos que tais projetos necessitam de contrapartidas sociais que, de fato, beneficiem a população local.
Acreditamos que juntos, podemos construir um futuro melhor para nosso Complexo Oeste. Contamos com a colaboração da Prefeitura, da Câmara Municipal e de todos os cidadãos de Ribeirão Preto para que essas reivindicações sejam ouvidas e atendidas.
Atenciosamente,
Ricardo Jimenez - Abarcoeste
Maria Sílvia Rutigliano Roque - Conseg Oeste
Presidente Daniel Gobbi determinou paralisação imediata e glosa de pagamentos após relatórios técnicos apontarem problemas na execução contratual
Norma publicada no Diário Oficial veda qualquer tipo de anúncio associado a plataformas de apostas; empresas devem retirar materiais imediatamente
| Agave. Filipe Augusto Peres |
1
sob sol capitalista
sou este agave sem pressa
sem água
à beira do barranco
cerca ao fogo seco
aprendi
que a minha permanência
a cultivo
na sede
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| Escola e comunidade integrados Projeto de Alimentação Saudável do Plantio ao Prato |
| Governador sancionou PLC 1443 |
Lula é indiscutivelmente um dos fenômenos políticos mais intrigantes do Brasil nos últimos 40 anos. Sua trajetória é marcada por uma série de desafios e conquistas que o transformaram em uma figura agregadora e também polarizadora.
Enquanto milhões de brasileiros e brasileiras vêem Lula como um líder político aliado aos interesses do povo, parte da elite financeira, alinhada ao neoliberalismo, vê Lula como um entrave a seus interesses, uma fração da esquerda, órfã de um ideal socialista claro, critica-o por sua suposta postura “conciliadora”. Essas duas visões, no entanto, escondem a complexidade de um fenômeno político brasileiro e fruto do nosso tempo.
Milhões apoiam Lula por conta dos enormes avanços sociais implementados por seus governos. O Brasil era um país da fome até 2002. Bancos universitários eram para poucos. Luz, água, casa própria eram sonhos. Sem falar no aumento real da renda, da geração de empregos, do acesso à saúde e muitas outras coisas valorizadas por milhoes mas enxergadas de maneira crítica pela elite neoliberal e por parte da esquerda.
A elite brasileira, composta por ruralistas, industriais e a poderosa mídia empresarial, tem combatido Lula desde seus primórdios na política. Seu sucesso como líder popular, conquistando continuamente a maioria dos votos em um país tão grande e diverso, desperta temor entre aqueles que preferem manter o status quo econômico e político. Para eles, Lula representa um perigo: a emergência de um líder que, embora não proponha a ruptura direta com o capitalismo, desafia seus pilares ao oferecer alternativas sociais que ameaçam os interesses da elite financeira.
Por outro lado, parte da esquerda critica Lula por não ter rompido com o modelo capitalista. Acusam-no de ser “aliado” da elite que o combate, falhando em implementar um projeto verdadeiramente anticapitalista. Essa crítica, no entanto, precisa ser reavaliada à luz da realidade histórica e política em que Lula se inseriu. Não se pode ignorar o colapso do socialismo do século 20 e a nova configuração do capitalismo global. O fato de que Lula tenha conseguido construir uma proposta que, embora classificada como “social-liberal”, busca atenuar as mazelas do neoliberalismo, é uma estratégia dos limites da realidade concreta em que a política se desenvolve.
Um aspecto fundamental na análise do fenômeno Lula é reconhecer que ele não é fruto de uma vontade individual, mas sim uma construção coletiva nascida do clamor popular. O Brasil, ao longo das últimas quatro décadas, viveu uma transição política e econômica que dificultou a emergência de alternativas radicais. O fenômeno Lula, em suas vitórias e derrotas, oportunizou a articulação de um projeto social que, mesmo não sendo revolucionário, propôs melhorias concretas para milhôes de brasileiros.
Analisando o cenário internacional, é evidente que, nos últimos 40 anos, com exceção da China, nenhum projeto de caráter anticapitalista chegou ao poder ou conquistou a maioria política em qualquer parte do mundo. O fenômeno Lula pode ser visto como um espelho desse contexto, onde seu projeto se destaca não apenas pela vitória eleitoral, mas pela habilidade de articular um partido enraizado nas massas, como o PT, que serve de canal para movimentos sociais e sindicais.
Lula, de maneira astuta, entendeu a lógica da hegemonia neoliberal e soube navegar dentro dela. Ele não pretendia ser um revolucionário, mas um líder que, com erros e acertos, se posicionou criticamente contra o neoliberalismo, atuando dentro das limitações impostas pela realidade sociopolítica brasileira. Suas conquistas sociais, como o Bolsa Família, são exemplos de como o Brasil pode avançar em inclusão social sem se colocar em oposição direta a seu modelo econômico predominante.
A crítica moral que parte da esquerda direciona a Lula acaba por se tornar uma armadilha que ofusca o entendimento das complexidades do cenário político. Seus desafios são imensos, mas qualquer análise deve levar em conta as derrotas históricas do socialismo e a necessidade de adaptação a um mundo onde a hegemonia do capitalismo é quase irreversível, pelo menos a curto prazo.
Cabe à esquerda que busca entender e interpretar essa realidade continuar o legado de Lula, não em um discurso de vitória absoluta, mas em um compromisso em corrigir os rumos e avançar com um projeto que adote a democracia participativa como pilar central. É essencial que a análise não ignore os erros do passado, mas busque, com clareza, legitimar a política aos olhos das massas. Esta tarefa implica a reconstrução e a inovação de um modelo que considere as demandas sociais e econômicas em contextos municipais e nacionais.
A viabilidade do projeto político deve, portanto, estar alinhada com um novo entendimento das forças produtivas nacionais, buscando incluir efetivamente grupos historicamente marginalizados. Lula, com sua trajetória, mostrou que é possível construir um discurso que se aproxime da realidade das pessoas, propondo um desenvolvimento com inclusão e participação social. Assim, o desafio que se impõe é a construção de um projeto democrático que não apenas resista às pressões do neoliberalismo, mas que também entenda as dinâmicas da geopolítica atual em favor do Brasil.
Concluindo, Lula é mais do que um símbolo político; ele representa a luta e os anseios de um povo que precisa ser ouvido. Sua trajetória, marcada por adversidades, se tornou um marco importante na luta por justiça social e inclusão. A esquerda que se disposição a construir a partir dessa realidade pode encontrar no legado de Lula a inspiração necessária para forjar um futuro mais justo e igualitário para todos.
O ciclo 2027-2030, que é potencialmente possível de ser homologado nas eleições de outubro, deve servir para esse objetivo: consolidar o projeto social de Lula e avançar em um projeto pós Lula que mantenha as conquistas e reorganize os caminhos para alcançar novos patamares, tendo a letitimação da política aos olhos das massas e a inclusão participativa das massas como premissas.
Ricardo Jimenez - Professor, editor do Blog O Calçadão e militante petista desde 2015
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