quarta-feira, 31 de outubro de 2018

É PRECISO RESISTIR, PROPOR E AGIR



É preciso mais Paulo Freire e menos Mark Zuckerberg
Foto: Filipe Peres



Por Daniel Cara

Alguns dias depois do segundo turno, partidos e líderes da centro-esquerda e da esquerda batem cabeça sobre o protagonismo pós-eleitoral. Insistem em repetir os mesmos erros.

Gestão Marielle Franco: Centro Acadêmico Rocha Lima - FMRP USP




Diante da atual conjuntura do Brasil marcada pelo aumento do ódio e da represália às minorias, que vêm ganhando cada vez mais legitimidade com a representação de Jair Bolsonaro –candidato eleito para presidência da República nessas eleições de 2018-, faz-se importante a mobilização e a inspiração trazida pelos heróis e heroínas que lutaram e continuam lutando por um Brasil mais justo, com igualdade e equivalência entre todxs xs cidadãxs. Nesse contexto, surge a figura da vereadora e militante Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, que foi brutalmente assassinada em março de 2018. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Este blog acredita na força da mulher brasileira!


Este blog acredita na possibilidade de superação do atual cenário em que vivemos, onde o debate público está interrompido pela imposição da força, dos gritos e por um conjunto gigantesco de fake news que domina a troca de mensagens silenciosas no mundo digital, principalmente em grupos de whatsapp.

E acreditamos que esta superação ainda conta com o protagonismo das mulheres. Mulheres trabalhadoras, profissionais liberais, chefes de família, donas de casa, artistas, intelectuais, servidoras públicas, sindicalistas, agricultoras, lutadoras de todos os dias.

Precisamos retomar a importância da democracia, do debate público, do confronto livre, franco e honesto de ideias, posturas e argumentos.

Precisamos reconstruir um país de convivência pacífica e democrática entre todos, inclusive entre os diferentes e os que pensam diferente.

Um país que invista em educação, em saúde, que proteja as crianças e os idosos e que garanta a segurança e dê a garantia de vida e liberdade para todos.

Um país onde a força da lei e da palavra seja mais forte que a força da coação, do destempero e da violência. Onde para uma criança, um brinquedo e um livro sejam mais importantes que uma arma.

Precisamos retomar um país onde todos tenham a esperança, a capacidade da solidariedade e de enfrentar os problemas buscando soluções baseadas no estudo, na experiência e, principalmente, na transparência e no debate público.

Precisamos proteger a nossa democracia.



Que os homens se somem à essa causa!

Não há força maior neste país para protagonizar esse desafio do que a força da mulher brasileira!


Blog O Calçadão

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Atentos às eleições brasileiras, jornalistas da France TV vêm a Ribeirão Preto entrevistar e ouvir lideranças do MST



Jornalistas do mundo inteiro estão preocupados com o crescimento da ultra-direita no país
Fotos e vídeo: Filipe Peres.

Ao contrário da visão neofascista que o candidato do PSL à Presidência da República possui em relação ao MST, jornalistas do mundo inteiro têm o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra como referência de luta democrática e popular no mundo. E justamente por esta referência que jornalistas da TV France, do programa "C dans l'air" vieram a Ribeirão Preto entrevistar lideranças do Movimento sobre as eleições presidencais e conhecer um pouco do trabalho que o Assentamento Mário Lago realiza em sua Floresta Agroecológica.

Por meio do teatro documental, peça Fome.Doc faz crítica à estrutura capitalista e, depois, oferece roda de conversa com a presença do MST

Fernanda Azevedo e Renan Rovida em cena da peça Fome.Doc
Fotos: Filipe Peres
Com roteiro e direção geral de Fernando Kinas, tendo em seu elenco a atriz Fernanda Azevedo, o ator Renan Rovida e o músico Eduardo Contera, Fome. Doc, peça teatral  da Cia de Teatro Kiwi, de São Paulo, apresentou-se nesta quinta-feira, 25, no SESC/Unidade Ribeirão Preto. Utilizando-se da temática da fome, a Cia apresentou em 1:40m, por meio de representações das duas pontas da cadeia (explorador/explorado) reflexões sobre a incapacidade do sistema capitalista de atender as necessidades mais básicas do ser humano.

Os movimentos sociais são o coração da democracia, precisamos defendê-los!

Eu, Ricardo Jimenez, ao lado da amiga Neusa Paviato,
no aniversário do Acampamento Paulo Botelho.
Amizade, compromisso com a democracia e afetos.

Eu não posso aceitar a tentativa de criminalização dos movimentos sociais.


A existência dos movimentos sociais significa que o coração da democracia ainda bate. 

Criminalizar os movimentos sociais e tentar impedir a sua livre existência é projetar uma sociedade silenciosa, reprimida, falsa e fadada ao fracasso.

São os movimentos sociais, com seus acertos e erros, como tudo na vida, que fazem a sociedade se movimentar, olhar para si mesma, debater a sua existência, corrigir os seus rumos, ser democrática.

Os movimentos precisam existir e discutir todos os dias a moradia, os direitos de minorias, o meio ambiente, a segurança, a educação, a saúde, a reforma agrária. Precisam discutir tudo!

Meu coração se entristece e sangra só de pensar que um governo, pela força ou pela campanha de ódio, pode vir a calar os movimentos sociais. 

Nesse dia, o Sol da democracia se apagará.

E quero aqui falar especificamente da minha experiência como jornalista junto ao MST.

Eu frequento os acampamentos e assentamentos do MST há 4 anos. Conheço e sou amigo de todos. 

São trabalhadores e trabalhadoras à procura de terra em um país onde a posse da terra, assim como a renda, é vergonhosamente concentrada. São trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam uma luta historicamente violenta no Brasil.

Nos acampamentos e assentamentos eu já vi enxadas, já vi cadernos e canetas, já vi sonhos, já vi sorrisos e choro, já vi festas e mobilizações, mas nunca vi uma arma ou ouvi um discurso de ódio.

Aqui em Ribeirão Preto, sem contar com a ajuda necessária do poder público, o Assentamento Mário Lago produz cestas com alimentos agroflorestais, sem agrotóxicos, que qualquer pessoa pode adquirir.

Também estão de braços abertos para receber a todos lá na fazenda da Barra.


Por que não sonhar como uma Ribeirão Preto onde a agricultura familiar seja valorizada e apoiada a ponto de os alimentos chegarem na merenda escolar e na mesa das pessoas?

Para isso, basta que os movimentos sociais sejam convidados ao diálogo e à participação em um projeto de cidade.

Nos assentamentos também funcionam as escolas da reforma agrária, regidas sob a legislação do MEC, dando um exemplo de que é possível retomar com qualidade as escolas rurais, dizimadas por falta de apoio público.


Erros e acertos todos nós temos, mas chamar essas pessoas de "terroristas" ou dizer que as escolas da reforma agrária são "fábricas de terroristas" é de uma desonestidade sem limites.


Tentar criminalizar um movimento social enquanto leva para o poder a cúpula dos latifundiários e desmatadores da Amazônia, inclusive ameaçando as terras indígenas, mostra claramente o que representa esse projeto.


O Brasil precisa fazer a reforma agrária, fortalecer a agricultura familiar que produz alimentos para a população e fazer com que o agronegócio tenha a regulamentação necessária para existir preservando o meio ambiente.


Ainda há tempo.


Ricardo Jimenez

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O espantalho que encobre a perigosa ausência do debate público!


A política brasileira está no fundo do poço. O pacto democrático de 1988 ruiu, está moribundo e um período de retrocesso em todos os sentidos nos espreita.

Mesmo se uma virada de Haddad na eleição de domingo ocorrer, a situação do país permanecerá dificílima.

Os espantalhos que foram construídos desde 2013 disseminaram o ódio e a falsa perseguição a um inimigo comum gerou a perigosa interrupção do debate público.

Desde o impeachment de 2016, que começou em 2014 com a não aceitação da derrota eleitoral por parte de Aécio Neves, que o tema "corrupção" domina o debate eleitoral.

Um tema tratado de maneira seletiva e direcionado a construir um "inimigo público".

E este ano isto chegou ao cúmulo de nem debate eleitoral existir.

Como o que existe é a política do "nós contra eles", só o que vale é o grito, a mentira, a manipulação, o xingamento e a desqualificação do outro.

"O PT é corrupto", "não se debate com ladrões", "discutir saúde, educação, emprego para quê? Temos que combater a corrupção e a ameaça comunista, da esquerda". Esse é o 'debate' do momento.

Perigoso.

Essa narrativa proposital, construída no subterrâneo das redes sociais, esconde a total falta de compromisso público com assuntos que realmente interessam ao futuro do país.

Como resolver a questão da economia? Do endividamento público? Do desenvolvimento? Da industrialização? Da educação? Da saúde? Da ciência e tecnologia? Da aposentadoria? Da geração de renda? Da inserção do Brasil no mundo?

Quais números devem ser debatidos com a opinião pública? Quais propostas devem ser conhecidas e firmadas publicamente?

Se nada disso acontece, o que de fato se está fazendo é assinar um cheque em branco para um governo.

Se o debate e os compromissos públicos são obstruídos, com o que de verdade se compromete o futuro governo? Quais são seus reais compromissos?

O Brasil está cindido, a justiça e a mídia estão em silêncio diante da ausência do debate público e das ameaças diárias contra a vida, a liberdade das pessoas e a própria democracia.

Pela primeira vez depois da ditadura, brasileiros foram ameaçados de "exílio ou cadeia" por seus posicionamentos políticos. O próprio STF foi ameaçado.

A Constituição de 1988 parece que já é apenas algo decorativo.

O povo e o futuro do Brasil estão hoje à deriva.

Blog O Calçadão


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Em sessão especial, Cine-Clube Cauim exibe "Uma noite de 12 anos" ao MST

A fala do General nos remete aos dias atuais.
Fotos: Filipe Peres 


O Cine-formação, um projeto do Cine-clube Cauim, apresentou, ontem, 18, uma sessão fechada do filme "Uma noite de 12 anos", aos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O debate de ideias é também a defesa da democracia


A recusa ao debate exclui o povo do acesso às informações e da verificação das propostas. 
Foto: Filipe Peres

Por Simone Magalhães

A corrida presidencial de 2018 já deixou a sua marca na história brasileira. Se nas eleições anteriores candidatos possuíam propostas, às vezes, similares, o que se verifica neste segundo turno são dois projetos de país radicalmente opostos apresentados à sociedade brasileira, representados pelas candidaturas de Fernando Haddad 13 e Jair Bolsonaro 17. 

Tempos




Diferentes formas de perceber o tempo:

1. o tempo glacial
que me passa e não percebo
formação rochosa em minha alma
lava enrijecida pelo tempo em meu corpo
minha morte.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Essa é a vida que queremos?

"Us and Them" descreve aspetos da luta de classes.
Fotos: Edgar Oliveira

Por Edgar Oliveira


Essa é a vida que realmente queremos?
Conhecendo Roger Waters, seu trabalho realizado no Pink Floyd, suas letras, sua história de vida, seu olhar clínico e seu posicionamento crítico e contundente sobre fenômenos de ordem político-sociais, seria fácil prever que o homem de 75 anos que perdeu o avô para a primeira guerra e o pai para a segunda não iria se abster. Esse respeitável senhor que há décadas divide conosco suas frustrações e traumas, causou muito incômodo às inabaláveis estruturas da elite paulistana.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Bela Adormecida


Mulheres durante ato contra Bolsonaro,
em Ribeirão Preto.
Foto: Filipe Peres

Por Taís Roxo

Sim, nós acordamos! A Mulher brasileira está na rua ocupando o seu lugar e exigindo o respeito aos direitos de igualdade mitigados há séculos de história. 

Movimento de Ribeirão Preto lança Manifesto em defesa da democracia

                                        Ribeirão Preto, SP, 05 de junho de 2020. “O movimento que produz tanto pavor nos "gorilas"...