| Caminhada do silêncio terminou na praça José Morgado Fotos: @filipeaugustoperes |
Programação no Lar Santana incluiu exibição de "Maurina, O Outono Que Não Acabou", apresentação de Leopoldo Paulino, sarau cultural e caminhada até a Praça José Mortari
O segundo dia do evento "1964 não acabou" foi realizado na noite desta terça-feira (31) no Lar Santana, em Ribeirão Preto, com uma programação que reuniu documentário, música, sarau cultural e a tradicional Caminhada do Silêncio.
A programação integra o Manifesto de Fundação do Comitê de Preservação, Memória, Verdade, Justiça e Reparação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto e é organizada pela UP (Unidade Popular pelo Socialismo), MST, Memorial da Resistência Madre Maurina Borges e PCBR.
Documentário "Maurina, O Outono Que Não Acabou"
| A sala encheu para a exibição do documentário |
Às 19h30, foi exibido o documentário "Maurina, O Outono Que Não Acabou", que narra a história da única freira presa e torturada durante a ditadura militar brasileira, Madre Maurina Borges da Silveira. A obra resgata a trajetória da religiosa que se tornou símbolo da resistência contra a repressão no país.
Em seguida, o militante Leopoldo Paulino apresentou o projeto "Tempo de Resistência", que mescla música, memórias e relatos de sua atuação na ALN (Ação Libertadora Nacional) durante a ditadura militar.
Após o show, aconteceu um Sarau Cultural com discotecagem de DJ Vitinho Matraca, e apresentação slam de Bakari Poeta e Kai de Almeida
| Nova geração SLAM trouxe a força da poesia marginal |
Além da apresentação do trio, o palco ficou aberto para manifestações artísticas variadas em torno do tema da memória e resistência.
Durante todo o ato, o MST montou a sua feira da agricultura familiar trazendo produtos agroecológicos, frutos da reforma agrária popular ao público presente.
| Parceira de luta pelo Memorial da Resistencia, a feira do MST acontece toda quarta-feira no Lar Santana |
Caminhada do Silêncio
À meia-noite, a Caminhada do Silêncio partiu do Lar Santana em direção à Praça José Mortari. O ato simbólico, que integra a programação do evento, tem como objetivo lembrar os mortos e desaparecidos políticos do regime militar, em alusão aos 60 anos do golpe civil-militar de 1964.
| Caminhada do silêncio |
Programação do terceiro dia
O evento "1964 não acabou" segue nesta quarta-feira (1º) com uma roda de conversa às 19h30, também no Lar Santana. A mesa reunirá Sônia Wright, educadora e militante da memória, filha de Jaime Wright, um dos nomes centrais do projeto Brasil: Nunca Mais, e sobrinha de Paulo Stuart Wright, desaparecido político da ditadura; Belisário dos Santos Junior, advogado e defensor histórico dos direitos humanos; e Manoel Cyrillo, ex-preso político e militante da ALN, que participou do sequestro do embaixador norte-americano em 1969 e passou dez anos nas prisões do regime.
Organização e apoios
O evento é organizado pela UP (Unidade Popular pelo Socialismo), pelo MST, pelo Memorial da Resistência Madre Maurina Borges e pelo PCBR. Conta com o apoio da Antifa Botafogo Resistência Caipira, Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina, PT, UGT, Frente Recultura e PSOL, reafirmando o compromisso com a preservação da memória, a verdade, a justiça e a reparação na região metropolitana de Ribeirão Preto.
O Lar Santana está localizado na rua Conselheiro Dantas, 964, na Vila Tiberio. A entrada é gratuita.
Mais fotos
Nenhum comentário:
Postar um comentário