Lançamento de livro, documentário, roda de conversa e Caminhada do Silêncio marcam programação em apoio ao Comitê de Preservação, Memória, Verdade, Justiça e Reparação
Organizado pelo Memorial da Resistência Madre Maurina Borges, em meio à efervescência de atividades que unem cultura e política, acontecerá em Ribeirão Preto, entre os dias 30 de março e 1º de abril, uma série de eventos gratuitos em alusão aos 60 anos do golpe civil-militar de 1964. Com o lema "1964 não acabou", a programação inclui o lançamento do livro "Nunca Mais", de Camilo Vannuchi, exibição de documentário, sarau cultural, uma Caminhada do Silêncio e roda de conversa com sobreviventes da repressão
.Todas as atividades integram o Manifesto de Fundação do Comitê de Preservação, Memória, Verdade, Justiça e Reparação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto.
A abertura do evento ocorre no dia 30 de março, às 19h30, com o lançamento do livro "Nunca Mais", de Camilo Vannuchi, no Lar Santana, na rua Conselheiro Dantas, 964, Vila Tibério. No dia seguinte (31/03), às 19h30, será exibido o documentário "Maurina, O Outono Que Não Acabou", que narra a história da única freira presa e torturada durante a ditadura militar, Madre Maurina Borges da Silveira. Em seguida, às 20h30, o militante Leopoldo Paulino apresenta o projeto Tempo de Resistência, misturando música, memórias e relatos de sua atuação na ALN (Ação Libertadora Nacional) durante a ditadura militar brasileira.
Às 21h do mesmo dia, ocorre um Sarau Cultural com discotecagem e palco aberto, e à meia-noite, a Caminhada do Silêncio partirá do Lar Santana em direção à Praça José Mortari.
No dia 1º de abril, às 19h30, uma roda de conversa reunirá Sônia Wright, educadora e militante da memória, verdade e justiça, filha de Jaime Wright, um dos nomes centrais do projeto Brasil: Nunca Mais, e sobrinha de Paulo Stuart Wright, desaparecido político da ditadura, e Belisário dos Santos Junior, advogado e defensor histórico dos direitos humanos, ex-preso político e militante da ALN, que participou do sequestro do embaixador norte-americano em 1969 e passou dez anos nas prisões do regime.
O evento é organizado pela UP (Unidade Popular pelo Socialismo), MST, o Memorial da Resistência Madre Maurina Borges e PCBR; e tem o apoio da Antifa Botafogo Resistência Caipira, Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina, PT, UGT, Frente Recultura, PSOL, reafirmando o compromisso com a preservação da memória, a verdade, a justiça e a reparação na região metropolitana de Ribeirão Preto.
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