quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Ribeirão fica fora da militarização das escolas

Escolas cívico-militares não devem vir para Ribeirão Preto, pelo menos por enquanto. 
O Ministério da Educação divulgou hoje as 650 cidades e estados que aderiram ao programa das escolas cívico-militares.  São Paulo ficou fora. 
(foto) Sergio Lima / AFP

Fominha e na onda conservadora, o prefeito Duarte Nogueira se colocou na frente e pleiteou logo três escolas neste modelo cívico-militar para Ribeirão. Acontece que a adesão ao projeto depende do governo do estado comandado pelo seu amigo tucano João Dória. Dória é aquele que fala que “nunca foi bolsonarista” e, portanto, não deve ser contemplado com a vinda das escolas militarizadas para o estado.

De acordo com o Secretário Estadual da Educação, Rossieli Soares, o governo perdeu o prazo porque não havia entendido bem a proposta.

Se a secretaria da educação do estado não entendeu nem o formulário de adesão ao programa, que dirá sobre as regras do programa na parte administrativa e pedagógica.

A proposta do governo federal é criar 54 escolas militarizadas no ano de 2020 em todo país. Cada colégio vai receber R$ 1 milhão para adequações de infraestrutura e pessoal.

Resta saber se o secretario da educação de Ribeirão tem algum canal direto com o rei. Se tiver, 15 estados, o Distrito Federal e 3 escolas de Ribeirão dividirão as 54 unidades para 2020.

Pela intenção Ribeirão está muito bem, entre os 5.570 municípios brasileiros e os 645 do estado (que sequer aderiu ao projeto), ficaria com 5,5% das unidades.

Segundo a Revista Época, a sala do tenente-coronel que comanda uma escola na periferia de Goiânia é adornada por 30 cabeças de caveira de plástico e metal. É nesse espaço que ele recebe os pais para tratar das sanções aplicadas aos alunos. Usando o sistema de videomonitoramento, instalou uma câmera em cada sala de aula a fim de controlar os alunos em tempo integral.

O que se espera de uma administração pública é seriedade e compromisso com a educação. O prefeito Nogueira foi muito afoito na implantação deste projeto de militarização das escolas. Não dialogou e tentou impor para a comunidade uma solução que está longe de ser a ideal e poderá trazer consequências graves na periferia da cidade com este modelo autoritário e excludente.

Nós aqui preferimos ainda O Calçadão ao coturno. 

Tratamos deste assunto nestes vídeos:
https://youtu.be/wF8aQB84vC0



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