sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Enganando velhinhas e incautos, a mentira do rombo da Previdência!

Mantra repetido dia e noite pela mídia monopolista é uma verdadeira ameaça que paira sobre as cabeças dos trabalhadores brasileiros.

Mentira que serve de argumento e chantagem para governos antipopulares buscarem retirar direitos do povo ganhando o apoio do próprio povo.

Fique atento para não ser enganado, esteja vacinado contra os 171 da política!

O governo usurpador de Temer vai nesse caminho, promove terrorismo midiático para aprovar a aposentadoria aos 70 anos, sabendo que em inúmeras regiões do país a expectativa e vida é essa ou abaixo dessa, até nas periferias dos grandes centros urbanos.

Querem cortar direitos para sobrar dinheiro para o superávit fiscal, a economia feita para pagar juros aos banqueiros e magnatas.

Acontece que o rombo na Previdência é uma mentira!


Contrariamente ao que se informa, há dados que comprovam superávit no Sistema de Seguridade Social e da Previdência Urbana, que poderia ser ainda maior não fossem os inúmeros artifícios usados para mostrar que há déficit.


A Constituição Federal define, no artigo 194, o Sistema de Seguridade Social que abrange a saúde, a Previdência e a assistência social, e, no artigo 195, a origem dos recursos para financiar esse sistema.
Em 2014, de acordo com dados apresentados em estudo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), as receitas da Seguridade Social atingiram R$ 686,1 bilhões, e as despesas, R$ 632,2 bilhões – portanto, um superávit de R$ 53,9 bilhões. Já a arrecadação líquida da Previdência Urbana foi de R$ 312,8 bilhões, e as despesas, de R$ 296,4 bilhões, um superávit de R$ 16,4 bilhões. Por outro lado, a arrecadação líquida da Previdência Rural foi de R$ 6,7 bilhões, e a despesa, de R$ 86,5 bilhões, um aparente déficit de R$ 79,8 bilhões.
Ou seja, o problema é a aposentadoria rural, uma pedra no sapato da elite e um direito que garante a sobrevivência de milhões de trabalhadores rurais que nunca contribuíram.
Mesmo assim a sonegação deixa a previdência rural nesse buraco. Uma das fontes de recursos que se destinam à Previdência e bancam as aposentadorias rurais é definida pela Lei n. 8.212/1991, cuja base principal é 2% do total da produção agrícola comercializada no país. Segundo cálculos da Confederação Nacional da Agricultura, em 2014, o PIB agrícola teria sido de R$ 1 trilhão; portanto, se não houvesse ocorrido sonegação, a contribuição deveria ter sido de R$ 20 bilhões, e não de R$ 6,7 bilhões, como ocorreu.
Mas a população rural que se enquadra nesse quesito tende a diminuir nas próximas duas décadas, equacionando naturalmente esse pseudo-déficit.
Mas tem mais. 
As desonerações fiscais dos últimos 20 anos retiraram cerca de 136 bilhões do INSS, segundo estudos da UFRJ. Além disso, a DRU (desvinculação das receitas da união), criada por FHC em 1995 e mantida por Lula e Dilma, retirou outros cerca de 150 bilhões da Previdência nos últimos 20 anos.
A Previdência, que é tida pelo senso comum como a vilã do déficit público, pode ser tão superavitária quanto é a Seguridade Social. 
Mas a mentira segue sendo contada para esconder a verdade: é a dívida pública a verdadeira vilã do déficit, mas reconhecer isso significa contestar o coração do sistema neoliberal predominante.
Somente em 2015, 600 bilhões foram destinados aos juros e amortizações da dívida, 45% do orçamento do setor público brasileiro. Um descalabro se somarmos com os 500 bilhões desviados pela sonegação fiscal, coisa de rico que não paga imposto.

Claro que a Previdência precisa de reformas, decenais, para se encaixar na mudança da pirâmide social, e Dilma já fez uma em 2014.

Essa que vem por aí não é reforma, é extinção da Previdência!
Mas aí vem a balela tentando nos convencer de que é necessário o sacrifício e a morte das velhinhas pelo 'bem do país'.
O povo tem de dar uma banana para essa balela, gritar Fora Temer e exigir Nenhum Direito a Menos!
O Calçadão


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