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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Documentário sobre Madre Maurina será exibido em frente ao Lar Santana em Ribeirão Preto

Filme resgata a história da única religiosa presa e torturada durante a ditadura militar no Brasil

Nesta terça-feira (5), às 19h30, será exibido em frente aos portões do Lar Santana, em Ribeirão Preto, o documentário Maurina – O Outono Que Não Acabou. A sessão pública ocorrerá na Rua Conselheiro Dantas, 964, no bairro Vila Tibério, local emblemático na trajetória de Madre Maurina, protagonista da obra.

O filme resgata a trajetória da freira que se tornou símbolo da resistência à repressão no período da ditadura militar brasileira (1964–1985). Madre Maurina, que viveu parte de sua vida no Lar Santana, foi a única religiosa presa e torturada pelos órgãos de repressão do regime, tornando-se uma das vozes mais impactantes sobre as violações de direitos humanos naquele período.

A exibição ao ar livre tem como objetivo não apenas homenagear a memória de Madre Maurina, mas também fomentar o debate sobre justiça, memória e verdade em tempos de ameaças à democracia. Segundo… , um dos organizadores, o evento é um convite à reflexão coletiva sobre o passado autoritário do país e suas consequências ainda sentidas no presente.

O Apagamento da História de Luta do povo ribeirão-pretano é um projeto 

Integrante do coletivo que luta pela instauração do Memorial da Resistência Madre Maurina,  o advogado Vanderley Caixe Filho, a degradação do patrimônio material histórico não é um acidente, mas uma estratégia de apagamento. 

“Quando monumentos, arquivos e locais de memória são negligenciados ou destruídos, apaga-se também a luta daqueles que defenderam liberdade e democracia. Em Ribeirão Preto, essa tentativa de esquecimento atinge diretamente a história de resistência de seu povo, como a trajetória de Madre Maurina e do Lar Santana, símbolos de acolhimento e luta por justiça social.  

Há aqueles que preferem uma narrativa única, que silencia as vozes dos oprimidos e glorifica os opressores. Àqueles que temem o poder da memória coletiva, pois sabem que um povo que conhece seu passado é capaz de transformar seu futuro. A preservação do patrimônio histórico não é apenas um ato de respeito aos que vieram antes de nós, mas um compromisso com as gerações que ainda lutarão por uma sociedade mais justa.  

Não permitamos que a história dos ribeirão-pretanos seja apagada. Defender o Lar Santana, honrar Madre Maurina e preservar os locais de memória é resistir contra o esquecimento e reafirmar: nossa luta por memória, verdade e justiça”, afirmou. 

A atividade é gratuita e aberta à população. A expectativa é de que moradores do bairro, militantes de direitos humanos, educadores e jovens participem da atividade. Ao final da exibição, será aberta uma roda de conversa com convidados para aprofundar os temas abordados no filme.

A sessão integra um conjunto de atividades voltadas à preservação da memória de lutadores e lutadoras sociais que enfrentaram o autoritarismo e sonharam com um país mais justo e democrático.

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