quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Miriam Leitão atualiza a parceria, mas o carnaval mostrou que algo mudou!


Como uma boa funcionária e com informações altamente privilegiadas, Miriam Leitão atualiza a parceira entre Globo e Lava Jato.

Diz ela: "A Lava Jato vem aí retomando as 'operações'".

Bom, Miriam nada mas faz do que seguir a narrativa construída desde 2014: o 'combate à corrupção'.

O alvo, como sabemos e denunciamos desde o início é único: o PT e sua maior liderança, Lula.

Mas algo mudou.


Como a parceria montada tem quase o monopólio da informação, ela partiu na frente e vendeu sua narrativa como verdade. A população chegou a acreditar que a corrupção era o único problema do país e que tínhamos um vilão, Lula, e um herói, Moro.

Mas neste carnaval de 2018 não só a Tuiuti mas o povo em geral deram um outro recado.

Moro e o seu seletivo 'combate à corrupção' vendido na Globo sumiram. Entraram as críticas e o apoio a Lula.

De alguma forma, o povo consegue ter contato com a contra-informação e com a realidade dos fatos e o horizonte vai mudando.

O golpe trouxe no campo político um Temer e o neoliberalismo do PSDB e do 'mercado' (instituição abstrata que pertence aos muito ricos) que está castigando o trabalhador de todas as idades.

É uma calamidade que o povo consegue perceber que tem lado, que é contra ele.

O golpe trouxe no campo jurídico uma campanha anti-corrupção seletiva, que ataca inimigos e protege amigos. Aécio está livre, nenhum tucano é sequer ameaçado. Enquanto que Lula é condenado sem provas.

Esse campo jurídico é o mais difícil de ser esclarecido para a população, pois o apelo do 'combate à corrupção' é forte e historicamente usado pelas elites como instrumento de manipulação da opinião pública.

Mais eis que o carnaval mostrou que mesmo esse campo está ruindo aos olhos do povo.

O problema real do Brasil é a desigualdade brutal e secular que beneficia os ricos e massacra os pobres.

O problema do Brasil é ter uma elite míope, anti-popular e anti-nacional que sabota o projeto de país.

O problema do Brasil é ter uma mídia monopolista, que vive de dinheiro público e opera no campo político para manter a situação como está manipulando as pessoas com o poder da 'informação'.

Na prática, o golpismo ainda tem o poder da execução. Pode prender Lula, pode prender outros petistas a qualquer momento, pode tentar usar do canhão da mídia para constranger aqueles que tentam defender a democracia, como alguns ministros do STF. 

Mas a mudança na consciência e na percepção popular não é coisa banal.

O recado de Míriam é claro: diante do crescimento de Lula e da recuperação da imagem do PT, lá vem Lava Jato para cima.

Mas é um risco. O cenário mudou.

Resta saber se as forças democráticas e progressistas também têm esta compreensão da realidade e farão os movimentos certos nesse momento.

Veremos.

Obs: Será que a Lava Jato sobrevive a uma investigação externa? As denúncias de Tacla Duran serão ignoradas para sempre?

Blog O Calçadão

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