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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

O CALÇADÃO: Ribeirão voto a voto - de 2012 a 2020


O Blog O Calçadão fez um levantamento numérico da evolução eleitoral nas três eleições municipais desta década: 2012, 2016 e 2020. Confira a polarização entre Nogueira e Dárcy Vera e a polarização atual entre Nogueira e Ricardo , além dos caminhos percorridos pelos partidos de esquerda, que nesta eleição elegeram 3 vereadores.

Disputa para o Rio Branco

Em 2012, no primeiro turno, Dárcy Vera (PSD/PMDB/PDT/PSB) recebeu 140,4 mil votos contra 90 mil votos de Duarte Nogueira (PSDB/DEM), apoiado pelo governo do Estado. Em terceiro lugar ficou Gandini (PT), com 45,6 mil votos, bem distante do quarto lugar, Chiarelli (PTdoB) com 16,8 mil. Em uma outra conjuntura, inclusive com o apoio do PT e de outros partidos da base do governo federal, Dárcy teve 155,2 mil votos vencendo Nogueira, que teve 143,5 mil votos. Os descaminhos de Dárcy e sua relação com a Câmara de Vereadores, o que resultou na Sevandija, alterou as posições de centro para as eleições de 2016, inaugurando a polarização entre Nogueira e Ricardo Silva.

Em 2016, em meio a um vendaval de acusações e prisões em plena campanha, Duarte Nogueira (PSDB/DEM) teve, no primeiro turno, 100,4 mil votos contra 40,2 mil de Ricardo Silva (PDT/PMDB), o segundo colocado. Gandini, agora no PSB, ficou novamente em terceiro, com 36,5 mil votos. Chiarelli manteve o quarto lugar, mas dessa vez representado por Alexandre Souza (PTdoB), com 15 mil votos. Nesta eleição o PT não teve candidato próprio, decidindo indicar a vice de Vágner Rodrigues (PCdoB), candidato frontalmente atingido pela Sevandija ainda durante a campanha e que teve apenas 5,5 mil votos. Foi neste ano que a direita neoliberal recuperou o poder na cidade e o centro se reorganizou em torno de seu antagonista, cenário que claramente apontava para um novo embate em 2020. Em 2016, o campo de esquerda saiu profundamente fragilizado da eleição em Ribeirão, com o PT, PCdoB e PSOL somando apenas 10,5 mil votos para o executivo.

Em 2020, com uma abstenção recorde (veja quadro abaixo), fruto de uma campanha morna, pouco politizada e pela qual a população não se empolgou, Duarte Nogueira (PSDB/DEM) obteve 115,7 mil votos, no primeiro turno, superando Suely Vilela (PSB/PSD) que obteve 52,3 mil votos. Em terceiro, desta vez, ficou Chiarelli (Patriotas) com 27,5 mil. Bem mais abaixo ficaram Cris Bezerra (MDB/PSL/PDT) com 17,8 mil, Coronel Usai (PRTB) com 17,4 mil e Machado (PT) com 17,2 mil. A polarização entre Nogueira e Ricardo Silva, como prevista por este Blog, se confirmou, com Suely Vilela sendo a representante de Ricardo nas urnas. A extrema direita conseguiu, com Chiarelli e Usai, somar cerca de 45 mil votos. A esquerda somada atingiu 21 mil votos, sendo 17,2 mil do PT, que desta vez teve como candidato próprio a figura do ex-Promotor Machado. Diferente das campanhas de esquerda vitoriosas para o legislativo (resultados analisados a seguir), as campanhas do campo de esquerda para o executivo não empolgaram para a além da militância e simpatizantes. O PCdoB teve uma votação muito ruim, o que não condiz com a qualidade do seu candidato. O PSOL fez uma campanha de demarcação de posição à esquerda enquanto o PT optou uma campanha moderada, de perfil gestor, técnico e social, porém sem conseguir grande penetração popular nem criar condições de se colocar como anti-Nogueira no lugar de Suely/Ricardo  (com bons programas de TV da metade para o final, mostrando o legado petista e as incoerências de Nogueira e Suely, mas uma campanha de rede social sofrível, que não conseguiu cumprir um papel de destaque na campanha). O resultado final, com pouco mais de 6% dos votos, ficando atrás de Chiarelli, Cris e Usai, não pode ser chamado de um bom resultado, apenas cumpriu um papel de resgatar as candidaturas próprias (fato importante para um partido grande) mas de coadjuvante em termos de votos.

Abstenção vem aumentando desde 2012

 

2012 

2016 

2020 

 

Eleitores

%

Eleitores

%

Eleitores

%

Aptos a votar

419.435

100,0

435.381

100,0

441.845

100,0

Comparecimento

336.780

80,3

325.672

74,8

298.508

67,6

Abstenção

82.655

19,7

109.709

25,2

143.337

32,4


Disputa para a Câmara

Polarização Direita vs centro: Olhando os números da evolução eleitoral na disputa para a Câmara de vereadores, vemos que o PSDB vem caindo levemente a sua votação (2012/35mil, 2016/31 mil, 2020/29,5mil) mas se mantém na casa dos 30 mil votos na chapa de vereadores. Seu parceiro preferido de chapa majoritária, o DEM, teve 700 votos em 2012, 4 mil votos em 2016 e 15 mil em 2020. Mostrando uma recuperação do DEM em nível municipal e nacional. Já os votos que foram para o PSD de Dárcy Vera em 2012 (34 mil votos) migraram para o PDT de Ricardo Silva em 2016 (44 mil votos) e, agora, foram, em parte, depositados no PSB de Suely/Ricardo (27,3 mil). O restante foi disperso entre os partidos do "centrão" e 13 mil votos permaneceram no PDT, ex-partido de Ricardo.
Bolsonarismo: Somando os votos de Republicanos, PSL, PRTB e Patriotas dá por volta de 35 mil votos, resultando em 3 vereadores (veja quadro abaixo).
Esquerda: Ao se analisar os números dos partidos de esquerda, se percebe uma boa recuperação com relação a 2016, com exceção do PCdoB, em queda brusca desde 2012. O PT teve 19,6 mil votos em 2012, elegendo dois vereadores. Em 2016, sem candidato próprio, caiu para 8 mil votos. Agora, com chapa completa (mostrando vitalidade política e militância), obteve 16,8 mil votos, voltando a eleger dois vereadores. Dessa vez com grande renovação e novidade. Conforme ocorreu em quase todo o país, candidaturas jovens, de mulheres e coletivas tiveram grande procura no campo da esquerda, e o PT elegeu a jovem Duda Hidalgo, com votação expressiva, e o Coletivo Popular Judeti Zilli, de caráter feminista, étnico e de defesa da educação e da moradia. Duas candidaturas que souberam ler a conjuntura e trabalhar com efetividade as mídias sociais. A chapa de vereadores do PT foi a vitória política do partido nessas eleições, apontando para uma oxigenação. O mesmo ocorreu com o PSOL, que vem crescendo nacionalmente. Ramon Todas as Vozes foi a primeira cadeira na Câmara eleita pelo PSOL. Também uma candidatura coletiva trazendo o nome do militante mais votado do partido em 2016. As vitórias de PT e PSOL trazem boas perspectivas para o campo popular na Câmara, juntamente com os nomes de França e Zerbinato (também jovem), dois nomes de caráter popular eleitos pelo PSB. As campanhas vitoriosas para vereador no campo de esquerda conseguiram entusiasmar bem mais do que as campanhas para o executivo, apontando para uma mudança de narrativa que precisa ser compreendida pelos dirigentes partidários.

No geral, Ribeirão Preto se manteve no campo conservador, diminuindo seu ímpeto bolsonarista mas ainda apostando no campo neoliberal. Porém, há boas perspectivas de crescimento político da esquerda a partir da Câmara, se houver conexão com as lutas cotidianas na cidade feitas pelos trabalhadores e trabalhadoras.

VEJA OS QUADROS INFORMATIVOS O CALÇADÃO

Eleições 2020

 

 

2020

 

Eleitores

%

Aptos a votar

441.845

100,0

Comparecimento

298.508

67,6

Abstenção

143.337

32,4

 

2020 

 

Eleitores

%

Comparecimento

298.508

100,0

Votos em candidatos

252.312

84,5

Brancos

19.726

6,6

Nulos

26.470

8,9

Votos

252.312

Anulado

1.831

Válidos

250.481

Q.E.

11.386

Barreira

1.139

 

 

NÚMERO

PARTIDOS

VOTOS

QP

VAGAS

MÉDIA +1

 

MÉDIA +2

TOTAL

45

PSDB

29.548

2,6

2

9.849

3ª Sobra

7.387

3

40

PSB

27.294

2,4

2

9.098

5ª Sobra

6.824

3

15

MDB

24.830

2,18

2

8.277

10ª Sobra

6.208

3

11

PP

18.345

1,61

1

9.173

4ª Sobra

6.115

2

13

PT

16.808

1,48

1

8.404

8ª Sobra

5.603

2

25

DEM

15.556

1,37

1

7.778

 

5.185

1

12

PDT

13.498

1,19

1

6.749

 

4.499

1

22

PL (PR)

13.225

1,16

1

6.613

 

4.408

1

23

Cidadania (PPS)

11.878

1,04

1

5.939

 

3.959

1

28

PRTB

11.161

0,98

0

11.161

1ª Sobra

5.581

1

17

PSL

9.876

0,87

0

9.876

2ª Sobra

4.938

1

10

Republicanos (PRB)

8.832

0,78

0

8.832

6ª Sobra

4.416

1

50

PSOL

8.530

0,75

0

8.530

7ª Sobra

4.265

1

30

Novo

8.296

0,73

0

8.296

9ª Sobra

4.148

1

90

PROS

7.485

0,66

0

7.485

 

3.743

0

19

PODE (PTN)

7.377

0,65

0

7.377

 

3.689

0

51

Patriotas (PEN)

6.160

0,54

0

6.160

 

3.080

0

14

PTB

5.090

0,45

0

5.090

 

2.545

0

77

Solidariedade

3.673

0,32

0

3.673

 

1.837

0

55

PSD

2.439

0,21

0

2.439

 

1.220

0

65

PC do B

1.291

0,11

0

1.291

 

646

0

18

REDE

822

0,07

0

822

 

411

0

21

PCB

298

0,03

0

298

 

149

0

Partido

Vagas

PSDB

3

PSB

3

MDB

3

PP

2

PT

2

DEM

1

PDT

1

PL

1

Cidadania

1

PRTB

1

PSL

1

Republicanos

1

PSOL

1

Novo

1

Eleitos (22 vagas)

 

PSDB = 29.548 votos = 3 vagas

Maurício Gasparini (PSDB)

3.517

Bertinho Scandiuzzi (PSDB)

3.226

Maurício Vila Abranches (PSDB)

2.740

PSB = 27.294 votos = 3 vagas

Jean Corauci (PSB)

3.085

Sérgio Zerbinato (PSB)

1.919

França (PSB)

1.868

MDB = 24.830 votos = 3 vagas

Igor Oliveira (MDB)

5.061

Alessandro Maraca (MDB)

2.887

Matheus Moreno (MDB)

1.809

PP = 18.345 votos = 2 vagas

Renato Zucoloto (PP)

2.282

Elizeu Rocha (PP)

1.917

PT = 16.808 = 2 vagas

Duda Hidalgo (PT)

3.481

Coletivo Popular Judeti Zilli (PT)

1.614

DEM = 15.556 votos = 1 vaga

Gláucia Berenice (DEM)

3.308

PDT = 13.498 votos = 1 vaga

Lincoln Fernandes (PDT): votos

4.643

PL = 13.225 votos = 1 vaga

Isaac Antunes (PL): 1.705 votos

 

Cidadania = 11.878 votos = 1 vaga

Marcos Papa (Cidadania): votos

4.837

PRTB = 11.161 votos = 1 vaga

Franco (PRTB)

1.480

PSL = 9.876 votos = 1 vaga

Paulo Modas (PSL)

2.464

Republicanos = 8.832 votos = 1 vaga

Brando Veiga (Republicanos)

4.186

PSOL = 8.530 votos = 1 vaga

Ramon Todas as Vozes (PSOL)

2.744

Novo = 8.296 votos = 1 vaga

André Rodini (Novo)

1.756



Comparativos temporais

 

 

2012 

2016 

2020 

 

Eleitores

%

Eleitores

%

Eleitores

%

Aptos a votar

419.435

100,0

435.381

100,0

441.845

100,0

Comparecimento

336.780

80,3

325.672

74,8

298.508

67,6

Abstenção

82.655

19,7

109.709

25,2

143.337

32,4

 

 

 

2012 

2016 

2020 

 

Eleitores

%

Eleitores

%

Eleitores

%

Comparecimento

336.780

100,0

325.672

100,0

298.508

100,0

Válidos

297.163

88,2

255.607

78,5

252.312

84,5

Brancos

18.351

5,4

21.042

6,5

19.726

6,6

Nulos

21.266

6,3

49.023

15,1

26.470

8,9

 

 

 

2012 

2016 

2020 

 

Eleitores

%

Eleitores

%

Eleitores

%

Aptos a votar

419.435

100,0

435.381

100,0

441.845

100,0

Válidos

297.163

70,8

255.607

58,7

252.312

57,1

Abst., nulo e branco

122.272

29,2

179.774

41,3

189.533

42,9



 

 

ELEIÇÕES

DIFERENÇA (2020/2016)

NÚMERO

PARTIDO

2012

2016

2020

Votos

%

45

PSDB

35.041

31.382

29.548

-1.834

-5,8

40

PSB

7.327

8.187

27.294

19.107

233,4

15

MDB

33.351

25.507

24.830

-677

-2,7

11

PP

25.447

21.149

18.345

-2.804

-13,3

13

PT

19.663

8.060

16.808

8.748

108,5

25

DEM

733

4.024

15.556

11.532

286,6

12

PDT

10.976

44.604

13.498

-31.106

-69,7

22

PL (PR)

39.226

14.440

13.225

-1.215

-8,4

23

Cidadania (PPS)

18.926

12.518

11.878

-640

-5,1

28

PRTB

1.665

0

11.161

11.161

17

PSL

1.549

50

9.876

9.826

19652,0

10

Republicanos (PRB)

13.539

5.471

8.832

3.361

61,4

50

PSOL

4.558

4.134

8.530

4.396

106,3

30

Novo

0

0

8.296

8.296

90

PROS

0

10.005

7.485

-2.520

-25,2

19

PODE (PTN)

3.150

7.256

7.377

121

1,7

51

Patriotas (PEN)

0

1.141

6.160

5.019

439,9

14

PTB

2.182

12.155

5.090

-7.065

-58,1

77

Solidariedade

0

1.612

3.673

2.061

127,9

55

PSD

34.868

7.858

2.439

-5.419

-69,0

65

PC do B

12.402

4.213

1.291

-2.922

-69,4

18

REDE

0

13.136

822

-12.314

-93,7

21

PCB

0

0

298

298

43

PV

18.268

7.191

0

-7.191

-100,0

33

PMN

1.317

5.123

0

-5123

-100,0

44

PRP

796

1.318

0

-1318

-100,0

54

PPL

0

916

0

-916

-100,0

35

PMB

0

138

0

-138

-100,0

31

PHS

289

80

0

-80

-100,0

70

Avante (PT do B)

1.884

2.196

0

-2196

-100,0

20

PSC

7.901

1.743

0

-1743

-100,0

27

PSDC

1.159

 0

0

0

 -

16

PSTU

917

 0

 0

 0

 -

36

PTC

29

 0

 0

 0

 -

 

VOTOS

297.163

255.607

252.312

-3.295

-1,3 




Saneamento Básico: a luta do assentamento Mário Lago por água e esgoto contra os governos neoliberais


Assentados desejam um governo que inclua também quem vive na área rural da cidade.
Fotos: Filipe Augusto Peres

A quarta matéria sobre a visita de Suely Vilela ao Assentamento Mário Lago traz o debate sobre o direito a água e esgoto negado aos assentados do PDS da Barra pelo governo de Duarte Nogueira e seus antecessores.

Infraestrutura

No final do mês de outubro, a pedido do Ministério Público Federal por meio de liminar, o governo Nogueira foi intimado a cumprir a decisão judicial de implementar saneamento básico no PDS da Barra, tendo um mês para apresentar o plano e dez meses para implementá-lo em sua totalidade. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Visita de Suely Vilela ao Assentamento Mário Lago: O que a candidata do PSB falou sobre Educação e Educação do Campo

 

Observada por Kelli Mafort, Suely Vilela, França, Neusa Paviato e Prof.Lages, Manuela Aquino, Dirigente Estadual pelo Setor de Educação fala no ato.
Fotos: Filipe Augusto Peres


Na terceira matéria sobre a vista da candidata Suely Vilela ao Assentamento Mário Lago, a candidata psbista chamou a atenção para a necessidade de dar prosseguimento ao projeto de construção da Escola Rural dentro do PDS da Barra. Vilela ainda lembrou que a construção da unidade escolar nunca foi um desejo do atual prefeito, Antônio Duarte Nogueira

OPINIÃO O CALÇADÃO - 1º Turno: a esquerda se mantém na resistência e 'centrão" avança



No último dia 15 de novembro as urnas falaram no Brasil. 

A partir dos números, cada setor da sociedade busca fazer as suas análises, porém, há um certo consenso de que o bolsonarismo (extremistas de direita, trumpistas, negacionistas, terraplanistas, anti-vacinas, evangélicos e milicos de todos os tipos) foi o grande derrotado. 

A esquerda saiu respirando (com a manutenção do crescimento do PSOL), enquanto que houve uma pulverização dos votos entre a direita neoliberal (particularmente o DEM) e o centrão pragmático (notadamente o PP e o PSD).

BRASIL

Com as devidas particularidades, parece que o eleitor brasileiro (que nos últimos anos viu a ascensão do PT, o movimento de massas difuso em 2013, um impeachment e o avanço bolsonarista) resolveu votar nos partidos que não assumiram diretamente o poder nesse período, como DEM, PSD e os demais do chamado "centrão", e que não apresentam uma nítida cara ideológica, com exceção do PSOL, que conseguiu consolidar seu crescimento sabendo manter viva sua narrativa movimentista, identitária e de luta por direitos difusos para camadas excluídas ou oprimidas. Já PT, PSDB, MDB e, como já dito, tudo aquilo que se convém aglutinar no bolsonarismo (principalmente o PSL) perderam terreno ou mantiveram suas posições.

Os principais partidos do "centrão" (PP, PSD, PTB, PL) governarão nada menos do que 37% dos municípios, incluindo capitais como Belo Horizonte e outras grandes e médias cidades.

Na direita neoliberal (PSDB, MDB e DEM), em relação ao total de votos recebidos, o PSDB diminuiu 39% em relação a 2016, o MDB caiu 27% enquanto o DEM cresceu 68%. No geral, esse campo teve uma queda de 20% nos votos (37 milhões em 2016 para 30 milhões em 2020), diminuindo em 17% o número de prefeituras conquistadas há 4 anos.

Na centro esquerda (PDT, PSB e Rede), o tombo no número total de votos foi de 31% (16 milhões em 2016 para 11 milhões em 2020). Os votos do PSB caíram 38%, os do PDT caíram 17% e os da Rede, 61%. Esse campo viu reduzido em 17% o número de prefeituras governadas de 2016 para 2020.

Na esquerda (PT, PSOL, PCdoB), houve uma queda de apenas 2,72% no número total de votos (10,6 milhões em 2016 para 10,3 milhões em 2020). O PT elevou seus votos em 2,53% (mesmo perdendo 31,5% do número de prefeituras). o PSOL cresceu 6,42% no número de votos, enquanto o PCdoB desabou em 33,5% sua votação. No total, esse campo diminuiu em 34% o número de prefeituras com relação a 2016.

A observação dos números indica um Brasil em disputa e um eleitorado bastante difuso e ainda buscando encontrar respostas após todos esses anos de turbulência e retrocessos sociais. O projeto neoliberal, adotado plenamente após o impeachment sem provas de 2016, busca manter suas posições de olho em 2022. Mesmo o desgaste de Bolsonaro (a aposta do projeto neoliberal de 2018, no áuge da anti-política) não o tira do páreo, mas há uma tentativa forte, inclusive através dos meios de comunicação empresariais, de construir a chapa Huck-Moro como alternativa caso o fiasco bolsonarista se mantenha. Para este projeto, o "centrão" (vencedor das eleições 2020) é tido como aliado de primeira hora e ainda há flertes com nomes de centro esquerda, como Ciro Gomes e Flávio Dino.

O campo de esquerda, de oposição ao projeto neoliberal, ainda carece de unidade, programa e estrutura. É um campo que se mantém na resistência e com grandes dificuldades de diálogo e avanço, fruto das fissuras produzidas por todos os solavancos dos anos recentes, da narrativa de criminalização, principalmente do PT, praticada pelo projeto neoliberal (lava jato, mídia, PSDB, MDB e bolsonarismo) e pelas dificuldades de entendimento da atual crise do capitalismo.

Cabe à esquerda saber ouvir as urnas, entender as movimentações da sociedade na atual conjuntura,  nas grandes, medias e pequenas cidades. É preciso olhar para o crescimento do PSOL, das candidaturas coletivas, das candidaturas jovens, das candidaturas de mulheres, que conseguiram lidar bem com as redes sociais e com uma parte da sociedade que deseja direitos difusos (mulheres, negros, LGBTs) com o mesmo vigor que anseia por emprego, renda, moradia e terra. É preciso derrotar a narrativa conservadora que tenta isolar o PT, pois o maior partido de massas à esquerda do país não poderá ficar de fora de um processo de construção anti-neoliberal. 

Cabe à esquerda saber compreender a atual fase do capitalismo e construir um programa que possibilite levar uma resposta, uma alternativa ao povo trabalhador, trazendo ele junto para a luta.

Para além de nomes para uma chapa presidencial, o desafio maior é de diálogo, de programa e de rumo.

PS: ainda há 17 capitais e grandes cidades sendo disputadas pela esquerda no segundo turno, entre elas está São Paulo, onde a unidade do campo de esquerda e centro esquerda em torno da chapa Boulos - Erundina (PSOL) pode vir a ser um bom ensaio de uma tática de atuação deste campo, além de jogar os destinos da maior cidade do Brasil, num embate contra o neoliberalismo tucano, fundamental para os rumos de 2022.


Blog O Calçadão


A DERROTA DO BOLSONARISMO E A ASCENSÃO DE UMA “NOVA” ESQUERDA

 



Por Leonardo Sacramento e Igor Grabois

Há três consensos gerais nos meios de comunicação sobre o resultado das eleições de 2020: as derrotas do bolsonarismo e de Bolsonaro, a pulverização e o respiro da esquerda. As derrotas do bolsonarismo e do Bolsonaro são evidentes e não exigem grandes explicações, devendo ser entendida à luz do tipo de vitória da esquerda. Já a pulverização é tratada pela mídia Huck-Moro como a prevalência do campo de centro, como não poderia ser diferente. A conclusão da mídia é uma dedução a priori.

            A eleição de 2020 deve ser vista em duas partes: uma eleição para o legislativo e outra para o executivo. É comum entre partidos a ideia, pouco comprovada empiricamente, de que uma boa candidatura do executivo alavanca a chapa do legislativo. E assim foi desde a redemocratização. A reforma eleitoral encampada por Cunha cumpriu parcialmente o seu objetivo: centralizar votos nos grandes partidos. Contudo, como toda lei, apresentou as suas contradições e paradoxos quando aplicada, quando posta sobre e sob a realidade.

            Nunca a eleição do legislativo foi tão descolada da eleição do executivo. O que era um fenômeno dos partidos da direita, se espraiou pela esquerda. Os casos do Rio e Porto Alegre são exemplares, onde o desempenho do PT, PSOL, PCdoB e PDT foi distinto da performance do candidato majoritário.

            A eleição para o executivo é controlada pela máquina partidária, em que se deve escolher apenas um candidato. Essa eleição reproduziu a tradição, deixando o eleitorado entre o projeto bolsonarista, o projeto da esquerda tradicional e o projeto da direita tradicional. O que a eleição do executivo mostrou? Mostrou que entre a esquerda tradicional e a direita tradicional, a direita tradicional, capitaneada pela ascensão do DEM, tem vantagem. Faz sentido! Em um contexto de dúvidas e crise, o eleitor escolheu normalmente aquele que já governou. O discurso de Covas contra Boulos sobre a falta de experiência do segundo provavelmente vem dessa percepção.

            A eleição para o legislativo não possui controle tão efetivo da máquina partidária, pois o essencial é completar a chapa ou ter a maior quantidade de candidatos possível, a fim de atingir o quociente eleitoral. Lógico que o candidato precisa ter algum trabalho de base, mas a avaliação é mais heterodoxa. Aqui, o Carlos da Quitanda entra, o que é impensável aos ritos distintivos (e financeiros) da escolha para a disputa no executivo.

            O que as urnas mostraram sobre a eleição para o legislativo? Primeiro, como já dito, a derrota do bolsonarismo (aqui não é o Bolsonaro somente). Militares e policiais civis caíram drasticamente, assim como olavetes e bolsonaristas anti-vacinas. Isso é evidente nos principais centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre. A direita tradicional também perdeu espaço, aliás, muito espaço. O centro salvador da mídia e do mercado, que ganhou de fato o executivo, não foi tão bem no legislativo. A rigor, se comparado com a eleição do executivo, seguindo a ideia da correspondência, foi mal.

            O diferente é a eleição da esquerda. A eleição da esquerda traz recados a todos, especialmente à própria. Candidatos tradicionais, gestados pela redemocratização e pela Nova República, foram em parte substituídos pelo eleitorado de esquerda por uma esquerda mais popular, identitária e jovem. O que restou, sobreviveu por recall, não sem estragos, como a diminuição de votos. A bancada petista da capital paulista é uma exceção. Saltam aos olhos as candidaturas individuais e coletivas de mulheres, negras e pessoas trans.

            Aviso: o termo identitário não é utilizado de forma pejorativa, como em alguns círculos da esquerda, mas de forma conceitual. Explicamos: as identidades aqui utilizadas estão tendo uma emergência com a deflagração e desregulamentação do mundo do trabalho, em que os sindicatos, esteios tradicionais da esquerda na Nova República, se enfraqueceram, especialmente depois de Reforma Trabalhista de 2017. Sem a identidade do mundo do trabalho formal, com carteira assinada, está emergindo uma identidade multifacetada, que vai da raça e gênero, os dois com mais capilaridade, ao Fulano do Uber, o Ciclano dos Entregadores, o Beltrano dos Aplicativos, como aconteceu na Câmara de Vereados de São Paulo e em mais algumas.

            Se antes havia o Fulano da Saúde, o Beltrano do Transporte, o Joãozinho da Educação, agora emergem candidaturas afinadas com outras identidades, com identidades mais jovens. O PSOL, de longe, é o partido que mais apresentou esse tipo de candidaturas, atingindo grande projeção nas duas principais câmaras do país, São Paulo e Rio de Janeiro. Ahh, mas tem mais 5.000 municípios. Sim, mas a ascensão se dá nos principais colégios eleitorais do país, nas cidades mais urbanizadas e problemáticas, e que costumam dar o tom para as médias cidades. Bolsonaro venceu em menos cidades do que Haddad em 2018, mas venceu com grande margem nas grandes e médias cidades. O recado das grandes cidades costuma decidir sobre os desejos das pequenas cidades. O recado é: o PSOL é o principal vencedor das eleições de 2020. E perceba, conclui-se a vitória do PSOL sem entrar no mérito da eleição de Boulos. É vencedor somente pelo que aconteceu na eleição para o legislativo.

            Lógico, essas candidaturas possuem ainda pouca capacidade de debater políticas públicas, orçamento e afins. Mas isso não é culpa delas, mas do avanço do neoliberalismo sobre a Constituição e o mundo do trabalho. De certa forma, são a expressão popular desse processo contraditório, e a forma como o povo está se contrapondo. A conquista dessa capacidade, agora, é de inteira responsabilidade dos partidos.

Os candidatos tradicionais de esquerda perderam espaço, ou melhor, foram substituídos. Isso significa que a perspectiva do que o eleitorado de esquerda possui sobre candidaturas de esquerda está em mutação. Os candidatos tradicionais que venceram, ou aqueles mais vinculados a pautas tradicionais, como o Tarcísio no Rio, tem forte intersecção com as pautas identitárias. Quem não tem, sofreu com a diminuição dos votos ou com a não eleição.

Uma cidade chamou a atenção, e deve ser analisada como estudo de caso. Em Ribeirão Preto, terra no palocismo, PT e PSOL elegeram três vereadores, com diminuição de 28 para 22 cadeiras na Câmara. Dos três vencedores, dois são mandatos populares vinculados ao movimento negro, movimento de mulheres, movimento LGTBI+ e movimento por moradia. O outro vencedor, uma militante estudantil de 21 anos (PT), se forjou nas manifestações estudantis contra o governo Bolsonaro no primeiro ano de governo. O PSB elegeu mais dois candidatos de esquerda, vinculados a um bairro negligenciado pelo Poder Público. Esse bairro também abriga o maior assentamento do MST da região, que, cumpre dizer, é considerada a “capital do agronegócio”. Além de terras de caciques da esquerda, a cidade é também pródiga em caciques da direita. Hoje está em evidência Baleia Rossi, presidente nacional do MDB e virtual candidato à presidência da Câmara dos Deputados.

Há atualmente na Câmara da cidade um vereador do PT e outro do PDT, que podem ser classificados como de esquerda, mas com atuações mais institucionais e tradicionais (os dois são médicos em uma cidade que possui uma das melhores razões de médicos por habitantes do pais, o que não significa que tenha médicos nos postos de saúde). Os cinco eleitos são de perfil completamente distinto, promovendo a bancada mais à esquerda da história da cidade, incluindo a primeira gestão Palocci, quando ainda era classificado na esquerda. A eleição das duas candidaturas pelo PT apresenta ainda a possibilidade de jogar uma pá de cal no palocismo, que, surpreendentemente, ainda sobrevive em flancos do PT municipal. 

Em São Carlos e Araraquara, duas cidades importantes do centro paulista, venceram candidaturas do mesmo perfil pelo PT, PSOL e PC do B. O mesmo ocorreu em cidades pelo interior, reduto muito mais conservador do que a capital paulista (se não fosse o interior na última eleição para governador, Dória não venceria de França). Visivelmente, a expectativa do eleitorado de esquerda mudou de um candidato homem, branco e progressista, ou uma mulher branca de terno feminino, para uma mulher, negra e popular.

Os motivos mais sociológicos dessa mudança são objetos para outro texto. Os motivos eleitorais estão muito mais voltados ao bolsonarismo. Esse perfil é objeto do bolsonarismo, e foi o perfil que mais se voltou contra ao bolsonarismo e ao Bolsonaro. Afinal, foi a Marielle Franco que morreu nas mãos de grupos paramilitares de direita vinculados ao bolsonarismo e à família do presidente. Provavelmente, esse perfil conseguiu se afirmar politicamente, socialmente e existencialmente (“se fere a minha existência...”)  ao avanço do protofascismo liberal. As notas no Twitter dos políticos tradicionais de esquerda não foram suficientes.

O fato é que essas candidaturas conseguiram romper bolhas eleitorais e grupais, como parece indicar a quantidade de votos de alguns candidatos sobre alguns bairros, dando a impressão (há necessidade de análise mais rigorosa) de terem entrado em certos círculos mais conservadores, como os evangélicos. A debacle de Russomano e a de Crivela também indicam isso. Esse último foi colocado no segundo turno por um operativo religioso e miliciano às vésperas da eleição. E, por que não, a ascensão de Boulos, cuja identidade é de um movimento que não tem vínculo direto e formal com o mundo do trabalho, é o outro elemento indicador dessa mudança.

Boulos, por sinal, foi um dos poucos candidatos não tradicionais que a esquerda escolheu para disputar o executivo (a Manuela está em uma intersecção evidente com os movimentos de mulheres e de jovens), e, não coincidentemente, foi o que teve mais saldos políticos. Em Belo Horizonte, outro exemplo, mesmo com a vitória certa de Kalil em virtude da forma como se portou na pandemia (oposição a Bolsonaro), Áurea Carolina, do PSOL, obteve impressionantes 8,33% dos votos válidos. 

A tentativa de conciliar esses mundos parece ter fracassado. A tentativa mais assertiva foi a de Rui Costa, que escolheu, a despeito dos coletivos de mulheres negras do próprio partido (máquina sobre a militância), uma militar negra, procurando conciliar justamente o que o eleitorado não queria conciliar: o bolsonarismo mais ameno e as pautas identitárias e populares de esquerda. Ressalta-se que a candidata não é bolsonarista, mas a imagem depende mais da conjuntura do que do desejo e da convicção pessoal. Era uma policial militar em uma cidade em que Bolsonaro goza da maior rejeição entre as capitais. Rui Costa cometeu o maior erro estratégico dos últimos anos, em nome do tradicionalismo e da máquina. Fracassou frente a um candidato do DEM escolhido pelo ACM Neto, que enfrentou o bolsonarismo na pandemia e concedeu o mesmo status social e jurídico das igrejas aos terreiros de candomblé, uma demanda histórica do movimento negro. A conciliação não é possível! Entre esquerda tradicional e direita tradicional, a direita tradicional levou larga vantagem.

Em síntese, não é a pulverização dos votos no executivo para um centro criado artificialmente por Eduardo Cunha que explica a derrota do bolsonarismo e de Bolsonaro, mas é a ascensão de novo perfil de esquerda no legislativo, pois foi ele que conseguiu estabelecer a polarização ao projeto liberal-protofascista. A escolha do candidato para o executivo é controlada. Lógico que será um homem branco de perfil tradicional, tanto à direita quanto à esquerda. A eleição para o legislativo permite analisar o que realmente aconteceu com os votos e os seus recados explícitos e implícitos.

            As urnas falaram para os partidos de esquerda. Alguns desaparecerão em virtude da cláusula de barreira disfarçada de quociente, outros terão que se reformular. O fato é que a eleição foi positiva para a esquerda, apesar dos números absolutos. Surgiu uma esquerda nas câmaras que tende a atropelar o bolsonarismo, o executivo tradicional e as máquinas partidárias. Vamos ver como todos responderão. O bolsonarismo e o executivo, controlado pela direita tradicional, já sabemos. Resta saber o que a máquina partidária, especialmente do PT, responderá. Se responder como o Rui Costa, será cancelado. E não será pelo Twitter.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Série de Reportagens: A visita de Suely Vilela ao Assentamento Mário Lago - O debate sobre a Defesa do Meio Ambiente

 

 Suely Vilela reconhece que os assentados são quem mais preservam e defendem o meio ambiente.
Foto: Filipe Augusto Peres

A segunda matéria sobre a visita de Suely Vilela ao Assentamento Mário Lago fala sobre Defesa do Meio-Ambiente. Fortalecimento do COMDEMA e cumprimento do Plano Municipal de Meio Ambiente foram temas levantados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra à candidata psbista.

No último dia 8 de novembro, a candidata Suely Vilela esteve no Centro de Formação Dom Hélder Câmara para ouvir as propostas do MST aos candidatos e candidatas à prefeitura e Câmara Municipal de Ribeirão. A candidata, agora no segundo turno, também teve a oportunidade de falar o que tem planejado para a cidade, caso seja eleita. 

Kelli Mafort, da Direção Nacional, pediu a Suely Vilela e aos vereadores do PSB que mantenham e fortaleçam os conselhos municipais vivos, atuantes, com voz nas planos de políticas ambientais do município, entre eles o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), e que o Plano Municipal do Meio Ambiente seja executado e fiscalizado.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Mapa da votação 1º turno: esquerda e centro-esquerda - para onde apontaram as urnas?

 


O Brasil foi às urnas nesse domingo no primeiro turno das eleições municipais e o cenário que saiu das urnas é fundamental para começar a entender as disputas políticas para 2022. Confira abaixo os números:

1. A Esquerda sai das cordas mas ainda está na resistência (PSOL mantém crescimento)

ELEITORES DE ESQUERDA

Os votos em candidatos do PT a prefeito, em 2020, subiu 2,53% sobre 2016, de 6.795.749 para 6.967.553. 

O PSOL foi de 2.098.633 para 2.233.374, mais 6,42%. 

O PCdoB caiu 33,52%, de 1.781.388 para 1.184.243. 

A esquerda caiu de 10.675.700 para 10.385.170, deslizando 2,72%.

VEREADORES DE ESQUERDA

O PT elegeu 2.584 vereadores em 2020, contra 2.815 em 2016, caindo 8,21%.

O PSOL elegeu 75, contra 56 antes, subindo 33,93%.

O PCdoB fez 678 cadeiras municipais agora, contra 1.010 em 2016, menos 32,87%.

A esquerda foi de 3.881 para 3.337 vereadores, deslizando 14,02%.

PREFEITURAS DE ESQUERDA

O PT elegeu 254 prefeitos no 1º turno de 2016, contra 174 em 2020, uma queda de 31,50%.

O PCdoB foi de 81 para 45, menos 44,44%.

O PSOL subiu 100%, de dois para quatro.

A esquerda deslizou de 337 para 223, menos 33,83%.

Ainda temos o segundo turno.

2. A centro-esquerda toma um tombo nas urnas (Ciro vai voltar para Paris?)

ELEITORES DE CENTRO-ESQUERDA

O PDT teve 5.318.595 votos em 2020, contra 6.404.512 em 2016, caindo 16,96%.

O PSB, 5.238.449 contra 8.407.656, menos 37,69%.

A REDE, 387.034 contra 995.447, queda de 61,11%.

A centro-esquerda caiu de 15.807.615 para 10.944.128, deslizando 30,77%.

VEREADORES DE CENTRO-ESQUERDA

O PDT elegeu 3.771 vereadores em 2016, contra 3.417 em 2020: queda de 9,39%.

O PSB, 3.635 contra 3.010: menos 17,19%.

A REDE caiu de 180 para 142, 21,11%.

A centro-esquerda perdeu vereadores, de 7.586 para 6.569, uma baixa de 13,14%.

PREFEITURAS DE CENTRO-ESQUERDA

O PDT elegeu 310 prefeitos no 1º turno de 2020, contra 334 em 2016: queda de 7,19%.

O PSB foi de 407 a 250: menos 38,57%.

A rede fez 5 contra 6, perdendo 16,67%.

A centro-esquerda caiu de 747 para 565 prefeituras em 1º turno, deslize de 24,36%.

Série de Reportagens: A visita de Sueli Vilela ao Assentamento Mário Lago - Contextualização e o debate sobre Soberania Alimentar

Observadas pelo vereador suplente Professor Lages e pelo vereador França, Sueli Vilela (PSB) e Kelli Mafort, da Direção Nacional do MST debatem o conteúdo da Carta durante encontro.
Fotos: Filipe Augusto Peres


No último dia 8 de novembro, a candidata Sueli Vilela, acompanhada do vereador eleito Luis Antônio França e de seu suplente direto Professor Lages, ambos do PSB, foi ao assentamento Mário Lago dialogar com o MST e ouvir o que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra propõe para os candidatos à prefeitura municipal pelos próximos 4 anos. Esta semana, o Blogue O Calçadão, por meio de uma série de 5 reportagens reportará, diariamente, com exclusividade, o que foi proposto pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra à candidata psbista ao Palácio do Rio Branco e o que ela respondeu a cada tema proposto. Os temas apresentados e discutidos durante a reunião foram Soberania Alimentar, Arrecadação de Terras, Defesa Ambiental, Cultura, Educação e Saúde e Infraestrutura.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

MST e Rede Agroflorestal doam 1,3 toneladas de alimentos saudáveis à Comunidade Cruzeiro

Mais de 23 toneladas já foram doadas até o momento em Ribeirão Preto.
Fotos: Bete Cunha


Vindo da Comuna da Terra ,e da Comater, ambas cooperativas do Assentamento Mário Lago, nesta quarta-feira (11), o MST realizou mais uma ação solidária, a quinta em cinco semanas. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

MST e Rede Agroflorestal realizam Ação Solidária no Heitor Rigon

Ações Solidárias já chegaram a quase 4000 famílias desde o início da quarentena em Ribeirão Preto.
Fotos: Filipe Augusto Peres

MST e Rede Agroflorestal, doou 1,5 toneladas de alimentos saudáveis à Comunidade Heitor Rigon. 

Vindo da Brigada Ana Primavesi, do acampamento Paulo Botelho, e do assentamento Sepé Tiaraju, nesta sexta-feira (06), o MST realizou mais uma ação solidária, a quarta em quatro semanas. Junto à Rede Agroflorestal, doou mais de 1600 kg de alimentos orgânicos para a Comunidade Heitor Rigon, no Heitor Rigon, em Ribeirão Preto (SP).  

Complexo Aeroporto e Heitor Rigon publicam Carta Aberta ao Prefeito de Ribeirão Preto

  Avenida Recife - Jd Aeroporto CARTA ABERTA Ribeirão Preto, 31 de julho de 2026 À Prefeitura de Ribeirão Preto, à Câmara Municipal, à Impre...