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quinta-feira, 13 de junho de 2024

A economia brasileira no rumo certo - por Alexandre Padilha

 


Ao contrário do que os pessimistas esperavam e diziam por aí, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem apresentado crescimento expressivo, mostrando a consistência de nossas políticas de recuperação econômica. 

Dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam avanço de 0,8% do PIB em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Paralelo a isso, o Ministério da Fazenda prevê uma projeção de crescimento de 2,5% para o ano de 2024. E mais: de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil vai subir para a 8ª posição no ranking dos maiores PIBs do mundo.

Os resultados positivos são consequência direta de ações exitosas do governo, com destaque para o aumento dos novos investimentos no país, para o setor de serviços e agropecuária e para o aumento do consumo das famílias brasileiras.

Desde seu primeiro dia de mandato, o presidente Lula deixou claro que a prioridade do nosso governo seria reduzir o desemprego, aumentar o salário mínimo, controlar a inflação e criar um ambiente propício ao investimento privado.

Depois de quatro anos de obscurantismo, era preciso mostrar para o mundo que o Brasil está de volta ao rumo certo do desenvolvimento. A reabilitação institucional que promovemos no primeiro ano de governo possibilitou aprovação da Reforma Tributária, do novo marco fiscal e reorganização do orçamento público para garantir mais recursos para os programais sociais. Com isso, a dupla de sucesso governo federal e Congresso Nacional está trabalhando para aprovar as medidas necessárias para o pleno crescimento econômico do nosso país. 

E o recado foi compreendido: as empresas estão com mais investimentos para maquinários, a construção civil está ampliando seus empreendimentos para além de programas habitacionais, abrindo novos postos de trabalho. E, assim, o ciclo positivo se renova e economia brasileira pode avançar com mais ciência e novas tecnologias.

O governo federal está mobilizando todos os esforços para garantir o compromisso do presidente Lula: fazer o Brasil crescer, voltar a ser uma das melhores economias do mundo e gerar qualidade de vida para os brasileiros. Até agora, o ‘efeito Lula’ tem mostrado sua eficácia. 

*Alexandre Padilha é médico, professor universitário, ministro das Relações Institucionais da Presidência da República e deputado federal licenciado (PT/SP). Foi Ministro da Coordenação Política no primeiro governo Lula, da Saúde no governo Dilma e Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.


Audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aborda aumento da desertificação no Brasil

 

Mário Agra / Câmara dos Deputados

A crescente desertificação no Brasil em meio a um alerta global da ONU sobre a seca em escala planetária foi discutida em uma audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados na última terça-feira (11).


Em 2023, eventos extremos de seca afetaram uma em cada quatro pessoas no mundo, um aumento de 29% desde 2000, segundo Ibrahim Thiaw, secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

De acordo com Thiaw, a cada segundo, o mundo perde o equivalente a quatro campos de futebol de terra saudável devido à destruição da vegetação nativa e ao mau gerenciamento da terra, totalizando 100 milhões de hectares anualmente.

Para o secretário da UNCCD, se as tendências atuais continuarem, será necessário restaurar 1,5 bilhão de hectares até 2030 para alcançar a neutralidade na degradação da terra.

"Se as tendências atuais continuarem", completou Thiaw, "vamos precisar restaurar 1,5 bilhão de hectares de terra até 2030 para atingir a meta de neutralidade na degradação da terra. As secas (no mundo) estão ocorrendo com mais rapidez e representam uma emergência sem precedentes em escala planetária”

A emergência causada pelas mudanças climáticas será um dos principais temas da COP-16 de Desertificação, em dezembro na Arábia Saudita. As discussões focarão em novas metas de neutralidade na degradação da terra, resiliência à seca e fortalecimento dos sistemas agroalimentares.

Qual o papel do Brasil no debate global?

Durante a audiência, Ibrahim Thiaw destacou o papel do Brasil como líder global no comércio de commodities agrícolas e produção de energia hidrelétrica, além de suas áreas florestais que regulam o sistema de chuvas.

Alexandre Pires, diretor de Combate à Dessertificação do Ministério do Meio Ambiente, relatou a seca histórica na Amazônia e a expansão de áreas semiáridas para clima de deserto como eventos causados pelas mudanças climáticas.

38 milhões de pessoas afetadas

Alexandre trouxe dados para mostrar os efeito dessas mudanças. Áreas no norte da Bahia e sul de Pernambuco, abrangendo aproximadamente 6 mil km², agora possuem clima árido, e o clima semiárido se expandiu em 370 mil km², afetando aproximadamente 38 milhões de pessoas, incluindo agricultores familiares, povos indígenas e comunidades quilombolas.

“Na região norte do estado da Bahia e no sul de Pernambuco, oito municípios, em um polígono de aproximadamente 6 mil km2, aparecem como clima árido. O Cemaden também apresentou para nós uma ampliação do clima semiárido sobre o clima subúmido seco na ordem de 370 mil Km2”

O agronegócio e a mineração são os principais vilões das mudanças climáticas no Brasil

Pires também alertou sobre o surgimento de clima subúmido seco no norte do Rio de Janeiro e no Pantanal, atribuindo isso à expansão agropecuária e mineração sem manejo adequado, que resultam em desmatamentos e degradação do solo.  O diretor falou que governo federal está atualizando o Programa Nacional de Combate à Desertificação de 2005, desenvolvendo projetos em parceria com o Fundo Global para o Meio Ambiente.

Gustavo Goretti, Coordenador Geral de Irrigação e Conservação de solo e Água, do Ministério da Agricultura, mencionou que as ações contra a degradação de solos áridos estão sendo revisadas no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. Ele destacou a necessidade de disponibilizar tecnologias para produtores rurais através de assistência técnica.

Rafael Neves, da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), defendeu a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos da Caatinga para combater a desertificação, destacando o potencial da Caatinga em reter carbono e alimentar a população local.

“É esse conjunto de práticas com a Caatinga em pé sustentada pelo povo do território que dá a capacidade de a gente virar esse jogo. A Caatinga talvez tenha um dos maiores potenciais de reter carbono no Brasil e a capacidade, inclusive, de alimentar o seu povo”

O deputado Fernando Mineiro (PT-RN) anunciou que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara criou uma subcomissão para tratar da Caatinga e articular as ações que o Brasil apresentará na COP-16 de Desertificação.

Em Ribeirão Preto, mesa debateu emergências climáticas


Fotos : Filipe Augusto Peres


Debate ocorreu na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP

Como atividade ligada ao Dia Mundial do Meio Ambiente, aconteceu na quinta-feira (6), no auditório André Jacquemin, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP/Ribeirão Preto, a mesa de debates “Emergências Climáticas: não existe planeta B”. Na mesa, estiveram presentes Annie Hsiou (Bióloga e docente da USP), Bruna Silva (Agroecóloga e coordenadora da Rede Emancipa, Perci Guzzo (Ecólogo e escritor), e Daniel Caiche (pesquisador e consultor em florestas urbanas) e Manuela Aquino (Socióloga Direção Estadual do MST). A mesa foi mediada por Bruna Silva e promovida pela Revista Movimento.

Manuela Aquino

Em sua fala, Manuela Aquino, da Direção Estadual do MST, ressaltou a importância de valorizar os conhecimentos locais e tradicionais, aliando-os ao conhecimento científico, na busca por um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Manu citou a questão mineral e seus impactos nas comunidades, sobretudo no Vale do Ribeira, e evidenciou a urgência de repensar o atual modelo de exploração dos recursos naturais. 



Segundo Manuela, as emergências climáticas e o modelo de desenvolvimento capitalista, baseado na exploração dos recursos naturais, têm gerado consequências prejudiciais para a sociedade.

“A gente tem colocado, entendendo que isso faz parte desse modelo de desenvolvimento do capital que tem nos colocado, que é baseado na espoliação dos bens naturais nossos, e aqui, no Brasil, muito marcado por esse modelo do agro-hidro-minério-negócio”.

Ela mencionou problemas como crises econômicas, desemprego, precarização do trabalho, urbanização, violência, feminicídio e uso excessivo de agrotóxicos, como exemplos das causas e consequências desse modelo. 

A dirigente também abordou os desastres ambientais ocorridos no Brasil, como a escassez de água em São Paulo, os crimes ambientais relacionados à mineração em Brumadinho e Mariana, e a contaminação da água potável por substâncias químicas. Além disso, Manuela ressaltou o aumento da fome no país e a possibilidade de extinção de alimentos, como o feijão. 

Para Manuela, esse modelo de desenvolvimento está diretamente ligado à destruição ambiental e à exploração indiscriminada dos recursos naturais, como água e ar. 

“Quando a gente vai pensar um pouco, acho que isso é bom entender, esses crimes, a partir desse modelo que a gente tem colocado do agronegócio, é baseado nessa questão da monocultura, do desmatamento, das queimadas, nesse uso abusivo dos agrotóxicos, dos transgênicos, dos fertilizantes. Precisamos ver que esses crimes climáticos que a gente tem vivenciado são principalmente fruto dessa espoliação e dominação desses meios naturais pelo grande capital”. 

Aquino argumentou que é imprescindível uma mudança para um modelo agroecológico e político, além de denunciar os responsáveis por esses crimes ambientais. 

A dirigente do MST enfatizou o papel do movimento na defesa do meio ambiente e da reforma agrária e destacou a importância do campo brasileiro e dos povos do campo na preservação da água, terras, florestas e biodiversidade é mencionou algumas ações do MST, como a produção agroecológica no assentamento Mago Largo, em Ribeirão Preto, e lembrou as ações que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tem realizado nesta “Jornada Nacional em Defesa da Natureza”, com o intuito de denunciar os crimes ambientais e seus responsáveis.

Neste contexto, a socióloga ressaltou a relevância da solidariedade e da luta do movimento social. 

Ao final de sua fala, Manuela alertou sobre a importância de estarmos atentos às movimentações políticas relacionadas ao meio ambiente, como propostas de alteração na legislação ambiental e privatização dos recursos hídricos e encerrou com a seguinte frase: "Em tempos de desamor, o amor é revolucionário. Em tempos de destruição, plantar".

Daniel Caiche

Em sua fala, o pesquisador e consultor em florestas urbanas, Daniel Caiche, destacou a importância de se discutir a gravidade das alterações climáticas e a necessidade de ações imediatas para mitigar seus efeitos. Durante sua intervenção, o pesquisador abordou a relação direta entre o aquecimento global e as atividades humanas, destacando que a urbanização desenfreada contribui muito para a intensificação dos desastres climáticos. Além disso, Caiche alertou para a crescente frequência de eventos climáticos extremos, como os recentes casos de tragédias no Rio Grande do Sul e na Índia, que resultaram em perdas humanas e materiais. 

"A partir de atividades humanas, o aquecimento global já existiu na história do planeta em outros momentos de forma natural, mas o que a gente está falando, agora, é do aquecimento global devido às atividades humanas. Desde a época da Revolução Industrial, a partir das nossas atividades, a gente, não os oceanos, está mudando a rota da águas, de ventos, correntes de águas, está mudando todo o clima do planeta"



O pesquisador também chamou a atenção para a importância de se investir em medidas preventivas e sistemas de alerta para minimizar os impactos futuros das mudanças climáticas. Ele destacou a necessidade de uma ação conjunta e urgente para combater as causas e consequências das emergências climáticas, ressaltando que os custos da inação são muito maiores do que os investimentos em prevenção. 

Daniel ainda ressaltou a importância da conscientização e da cooperação global para enfrentar os desafios climáticos atuais e futuros.

Perci Guzzo

Ecólogo e escritor, Perci Guzzo,  destacou que eventos climáticos extremos têm interrompido a vida cotidiana dos habitantes nas cidades. Em sua apresentação, ele utilizou alguns slides para guiar sua fala e discutir a insustentabilidade de certas situações que a sociedade enfrenta atualmente e abordou questões como a dificuldade de manter a produtividade e de aproveitar a vida em dias extremamente quentes, destacando o desconforto e os problemas de saúde decorrentes dessa nova realidade climática. Ele mencionou a necessidade de renaturalizar as cidades e reformar os sistemas de drenagem, sugerindo a implementação dos chamados "jardins de chuva". 

A vegetação foi destacada como um elemento essencial para enfrentar esses desafios climáticos. O ecólogo destacou a insustentabilidade dos incêndios no interior de São Paulo, prevendo que em breve esses incêndios poderão vir a estar fora de controle. 

"Os nossos sistemas de drenagem, quando chovem, são para jogar água rapidamente para fora da cidade. Nós precisamos renaturalizar as cidades, refazer o sistema de drenagem, o chamados jardins de chuva. O elemento vegetação é fundamental, ele é essencial, ele é o maior aliado nesse momento para a gente."



Outra questão apontada pelo escritor foi a necessidade de tomar decisões e medidas para lidar com questões insustentáveis, como a mobilidade urbana, propondo transporte público mais eficiente. O autor destaca a importância de tomar decisões políticas baseadas em conhecimento e agir coletivamente para enfrentar os desafios climáticos.  A relevância das eleições municipais e a necessidade de avaliar como os candidatos abordarão as mudanças climáticas em suas campanhas foi outro ponto apontado por Perci. 

Usando Porto Alegre como exemplo, Percy ainda refletiu sobre a preparação e resposta a desastres, usando Porto Alegre como exemplo. Ele destacou que uma melhor preparação poderia ter reduzido a quantidade de mortes e sofrimento durante eventos climáticos extremos, e destacou a importância de a infraestrutura e serviços básicos funcionarem adequadamente em momentos de crise.

Annie Hsiou

Annie Hsiou, Bióloga e docente da USP, apresentou três temas principais em sua fala: a situação do Rio Grande do Sul, a centralidade da luta ecossocialista, e as ações necessárias para enfrentar os desafios atuais. ,

 A situação do Rio Grande do Sul 

Annie discutiu a recente enchente que devastou o Rio Grande do Sul, começando pelo centro do estado, afetando rios como Jacuí, Caí e Taquari. Em sua fala, a bióloga destacou que a falta de permeabilidade do solo, devido à pecuária e agricultura extensiva, agravou a situação, resultando em 170 mortes e meio milhão de pessoas afetadas e destacou que, embora a solidariedade seja importante, neste contexto esta se torna insuficiente para resolver o problema estrutural. 

"Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, está localizada num lago, exatamente no encontro, num delta. Então, choveu tanto nessas regiões, tanto na central quanto na de serra, e que são fortemente impactadas pela pecuária, pela agricultura extensiva, de décadas, de muito tempo e de séculos, exatamente, e hoje com uma cultura da silvicultura muito forte também dentro do Estado, acabou levando a isso. Não tem condições mais de filtração, de permeabilidade do solo. [...] E isso levou, então, a mais de 170 mortes, 40 desaparecidos e meio milhão de pessoas atingidas. Não é pouca coisa".

A Centralidade da Luta Ecossocialista 



Hsiou argumentou que o capitalismo é incompatível com a vida sustentável e a preservação ambiental. A docente uspiana citou a pandemia como um sinal de eventos climáticos extremos e a crise climática. Para Annie, a luta deve focar no ecossocialismo, o qual responsabiliza grandes indústrias e multinacionais pelos danos ambientais. Ela criticou o "capitalismo verde" e defendeu uma nova lógica econômica e ambiental. 

"Para alguns pode ser um novo vocabulário, mas para muitos é uma palavra de luta, que seria o ecossocialismo, de trazer que hoje quem polui, quem mata, quem está fazendo que os rios transbordem são as grandes indústrias, são as grandes empresas. A gente não está falando de (pequenos) agricultores que têm a sua cabeça de gado. A gente está falando de empresas, de multinacionais, que não é poucas cabeças de gado, são milhões de cabeças de gado. Estão não só emitindo gases, mas também pisoteando esse solo, que vai gerar mais desmatamento".

O Que Fazer? 

A bióloga apontou para a necessidade de ação coletiva e organizada para enfrentar as catástrofes climáticas e criticou a política ambiental dos governo de extrema direita de Eduardo Leite (PSDB-RS), mencionando flexibilizações de licenças ambientais e a extinção de órgãos importantes, como a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul realizadas pelo governador.

Fonte: Câmara Notícias

 


quarta-feira, 12 de junho de 2024

Ambientalistas defendem participação popular nas políticas para enfrentar desastres climáticos

 

Ivan Valente (C) é um dos autores do pedido para realização do seminário
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara Notícias


Da página Câmara Notícias

Ambientalistas que participaram de seminário sobre adaptação climática, realizado nesta terça-feira (11) na Câmara, reivindicaram participação social na elaboração das políticas públicas relacionadas às mudanças do clima.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

"Fenômenos extremos estão acontecendo com uma regularidade muito intensa"

 

Da esquerda para a direita: Gilmar Mauro, Carla Bueno, Nilto Tatto, Mirian Nobre e Diógenes Rabello
Foto: Filipe Augusto Peres

Durante a Conferência Crise Climática e Reforma Agrária Popular, Gilmar Mauro lembrou que casos como a tempesta de poeira ocorrida na última sexta-feira serão cada vez mais comuns devido à crise climática.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Projeto regulamenta formação de acompanhante escolar para pessoa com autismo Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Imagem gerada por IA


O Projeto de  Lei 1049/24 define a formação e a atuação do acompanhante a que têm direito as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) incluídas em classes comuns no ensino regular. Pelo texto, a pessoa deverá ser formada em pedagogia ou alguma área da saúde e também poderá acompanhar no ensino regular pessoas com deficiência em geral.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Comissão de Saúde aprova projeto que cria programa voltado para pessoas com epilepsia

Imagem gerada por IA


A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria o programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

domingo, 12 de maio de 2024

Do Ipiranga para a USP e da USP ao Ipiranga: a história do músico Rafael Marangoni

 


Nas andanças que tenho feito por Ribeirão Preto, tenho tido a oportunidade de conhecer muitas histórias de vida e de luta. Uma delas é a história do Rafael Marangoni, um músico talentoso e determinado.

Batemos um papo numa mesa de bar na Praça do Trabalhador, no coração do Ipiranga, ou da Vila Albertina, bairro pequeno nascido das entranhas do grande Ipiranga.

Com fala tímida mas objetiva, Rafael senta e começa a contar um pouco da sua história. 

Nascido no bairro Simioni e radicado no Ipiranga, em Ribeirão Preto, Rafael vem de uma família de sambistas. Seu avô e tio tocavam na Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e também nos Bambas, em Ribeirão Preto. Já sua avó tinha uma forte ligação com a escola Vai Vai, em São Paulo.

Desde criança, Rafael demonstrava interesse pela música. Ganhou um cavaquinho para tocar samba, mas foi através do choro que ele se apaixonou pelo violão clássico. No entanto, seu amor pelo samba nunca o abandonou. 

O cavaco traz o samba na veia

Foi ouvindo uma rádio comunitária que ele conheceu Carlão do Ipiranga, o renomado sambista e herdeiro da Tradição da Academia de Samba do Ipiranga, que havia se tornado apresentador de um programa de rádio sobre samba enredo.A partir desse encontro com Carlão do Ipiranga surgiu uma grande oportunidade para Rafael: tocar cavaquinho na avenida durante os desfiles das escolas de samba em Ribeirão Preto. 

Foi assim que ele teve contato direto com a tradição popular do carnaval e as relações sociais presentes nas comunidades.

Rafael era estudante de escola pública quando conseguiu entrar na Universidade de São Paulo (USP), mais especificamente no curso de música. Na USP, ele também se tornou bolsista na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto. Durante seus estudos universitários, Rafael teve a oportunidade incrível de trabalhar como instrutor em um programa social chamado Música Criança. Ele dava aulas musicais em postos de saúde da cidade e sonhava em se tornar um violonista clássico.

Em 2019, ele se formou e objetiva acessar a pós-graduação, buscando desenvolver um trabalho acadêmico voltado para ciências e arte. Além disso, também começou sua licenciatura para poder dar aulas posteriormente como professor universitário ou lecionar música para crianças nas periferias - algo que sempre fez parte dos seus planos futuros como educador musical -. 

Ensinando o que sabe

Seu objetivo final é fazer mestrado nessa área específica do conhecimento musical voltada à educação musical. Dentro dessa perspectiva profissional também exerceu atividades como professor particular ensinando violão durante sua trajetória estudantil na USP e, além disso, trabalhou por algum tempo dando oficinas musicais numa ONG.

Tocando no Posto de Saúde

Ao longo dos anos contou sempre com o apoio incondicional do seu mentor musical Carlão do Ipiranga para desenvolver-se cada vez mais como cavaquinista.

No entanto, seu maior desejo era conseguir trazer todo o conhecimento adquirido durante sua trajetória acadêmica novamente ao lugar onde tudo começara: o bairro Ipiranga - periferia ribeiro-pretana -. Ele queria compartilhar suas técnicas musicais eruditas aliadas à riqueza cultural proporcionada pelo samba às pessoas da comunidade onde cresceu.

Rafael vislumbra ensinar a música não apenas como forma artística solta nos espaços educacionais tradicionais mas sim ensinar enquanto disciplina interdisciplinar capaz ser aplicada inclusive às áreas exatas, ampliando assim os horizontes cognitivos das pessoas envolvidas, principalmente jovens.

Projeto Música Criança

O sucesso alcançado através das experiências vividas junto ao Programa Música Criança mostraram claramente as possibilidades existentes quando unimos dois mundos aparentemente distintos: academia erudita x periferias populares.

Rafael concluiu nosso bate-papo com uma frase inspiradora que resume toda sua trajetória pessoal enquanto músico: "Entrei na USP, convivi com a elite intelectual, com o ambiente acadêmico, mas nunca perdi contato com minhas rapizes, minhas referências, e por isso, hoje, quero devolver todo o conhecimento que adquiri para as pessoas da onde vim”.


Texto de Ricardo Jimenez


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Sarau Todas as Tribos

HC - Campus RP

Com Mestre Armandinho

Alunos do Música Criança

Na USP Ribeirão

Sambódromo do Anhembi


quarta-feira, 17 de abril de 2024

Duda Hidalgo denuncia aumento da violência policial de Tarcísio e é atacada por bolsonaristas em sessão da câmara

 


Com a intenção de fazer o debate sobre números e estatísticas, Duda foi à Tribuna na sessão desta terça (16/04) discutir um requerimento que fazia homenagem ao governador Tarcísio e a seu Secretário de Segurança Pública. Da Tribuna, Duda disse que houve aumento de 32% no número de mortes nas ações policiais em São Paulo sob Tarcísio, e citou a violência contra a população negra e periférica, dando como exemplo a recente Operação Escudo, no litoral, acusada de praticar matança e denunciada em tribunal internacional de Haia.

Enquanto Duda falava, um trio bolsonarista se reunia no Plenário. Maurício Gasparini, Renato Zucoloto e André Rodini, sob o comando do chefe bolsonarista Isaac Antunes, preparavam a ofensiva.

Imediatamente, o vereador bolsonarista Maurício Gasparini tomou a palavra e, sem pestanejar, afirmou que a vereadora e a esquerda, citando o PSOL, defendem bandidos. Usando a conhecida retórica rasa e mentirosa das fake news da extrema direita, o bolsonarista questionou os números apresentados por Duda mas não trouxe outros. Preferiu citar a defesa da "família tradicional".

Na sequência, dando vazão aos arroubos bolsonaristas irresistíveis, eis que o bolsonarista Renato Zucoloto pediu a palavra para defender a proibição total da chamada 'saidinha' de presos, outro assunto na moda nas rodas da extrema direita e que tenta também de maneira rasa, desvirtual uma discussão que é complexa.

Mas a intenção dos bolsonaristas não era debater, mas calar a vereadora na base dos gritos e frases de efeito.

O show de horrores só estava começando, pois faltava a fala histriônica de sempre de André Rodini, acusando quem crítica a política de segurança de Tarcísio de "terrorista" e o ato final, quando Duda, novamente, rebate com números, afirmando que na Operação Escudo há uma morte a cada 19 horas e que isso precisa ser denunciado e fiscalizado, e se essa fiscalização interna não existe, é legítimo que se busque apoio internacional, como o Tribunal de Haia. 

Bastou. 

Rodini buscou refúgio na questão do aborto e, aos gritos, acusou a vereadora Duda de apoiar assassinatos, mais uma vez baixando o nível do debate para o subsolo da extrema direita. 

 Nesse momento, o líder bolsonarista da Câmara, Isac Antunes, simplesmente cassou a palavra da vereadora de maneira truculenta e passou a palavra novamente ao ex-cantor Gasparini, para mais alguns minutos de ataques, ofensas e frases de efeito destinadas ao público da extrema direita. Gasparini disse que desde pequeno aprendeu a gostar de militares e por isso saudou a PM, os bombeiros, a Polícia Federal, a Guarda Municipal e até o Exército em sua fala.

A sessão ainda seguiu por mais um tempo tratando sobre o direito de uma mulher que sofreu estupro de poder ter a opção da interrupção da gestação com apoio da saúde pública. Coube à vereadora Judeti, assim como fez Duda, trazer números e pesquisas que corroboram com o que prevê a lei, jogando luz sobre a escuridão do debate trazido pela bolsonarista Gláucia Bereenice.


A sessão desta terça mostra o que será a eleição deste ano em Ribeirão Preto: todos, simplesmente todos os candidatos a Prefeito e a vereador sairão abençoados pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas, com sua política autoritária e privatista, fingindo defender a família tradicional enquanto reprime e retira direitos dos trabakhadores. Do outro lado só restará a Frente Progressista e seus candidatos para tentar jogar luzes no necessário debate sobre a cidade de Ribeirão Preto.


Todo meu apoio e solidariedade à minha amiga Duda Hidalgo  e meus parabéns por sua coragem e disposição para travar um debate tão necessário em terreno tão desértico como essa atual Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Cumprimentos extensivos à vereadora Judeti Zilli. Ambas mulheres progressitas e petistas.

Ricardo Jimenez

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Minha Casa Minha Vida é a garantia de moradia digna para o povo brasileiro - Alexandre Padilha

Uma casa é como um santuário para as famílias, e o compromisso do governo Lula é garantir acesso à moradia digna para todas as famílias brasileiras, tendo sempre como prioridade a redução das desigualdades sociais no nosso país. 
Descontinuado pelo governo anterior, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi relançado em 2023 pelo presidente Lula. Trata-se da retomada do maior programa habitacional já implantado no Brasil. Além de proporcionar aos brasileiros o direito à moradia com dignidade, ele garante acesso a diversos programas sociais. Criado em 2009, o MCMV já entregou mais de 7 milhões de unidades habitacionais para famílias quetinham o sonho de sair do aluguel e ter sua casa própria. 

Só em 2023, 21 mil unidades habitacionais foram entregues à população, 22 mil tiveram as obras retomas e foram contratadas mais de 500 mil moradias. Isso só foi possível graças à aprovação pelo Congresso Nacional da medida provisória que recriou o programa. A meta é que, até 2026, o programa chegue a dois milhões de contratações de moradias. 

Nesta semana, o presidente Lula anunciou a seleção de mais de 112,5 mil novas unidades do programa, nas modalidades ‘Entidades’ e ‘Rural’,devolvendo o sonho da moradia digna e da proteção social para mais de 440 mil pessoas de áreas urbanas e rurais. Essas famílias fazem parte de movimentos de luta por moradia e de comunidades tradicionais – quilombolas e indígenas –, além de agricultores. 

A previsão de investimento é de R$ 11,6 bilhões, que, além da casa própria, custearão um projeto moderno e sustentável que proporciona melhora na qualidade de vida das pessoas. Para participar dessa seleção, prefeituras, governos estaduais e entidades organizadas por movimento sociais enviaram suas propostas, de acordo com o que estabeleciam as regras do governo. Somente no estado de São Paulo, serão construídas 5.901 novas moradias em 22 municípios, nove cidades na modalidade MCMV ‘Rural’, e 13, na modalidade ‘Entidades’. 

Redução das desigualdades, respeito e dignidade. Finalmente a política habitacional que valoriza o bem-estar do povo brasileiro está de volta. 

*Alexandre Padilha é médico, professor universitário, Ministro das Relações Institucionais da Presidência da República e deputado federal licenciado (PT/SP). Foi Ministro da Coordenação Política no primeiro governo Lula, da Saúde no governo Dilma e Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

MST ocupa fazenda improdutiva na região de Campinas

 

Fotos: Filipe Augusto Peres 

Após sofrer despejo violento e sem ordem judicial, MST vai ao Palácio dos Jequitibás e força reunião com o vice-prefeitos

Na manhã desta segunda-feira (15) cerca de 200 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Mariana, no município de Campinas (SP). A ação faz parte da alimentar". já tradicional jornada de lutas que o MST faz no mês de abril, em memória ao Massacre de Eldorado do Carajás. O lema deste ano, com ações em todo o Brasil, é “Ocupar para o Brasil”.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Moradores do Paulo Gomes Romeo pedem ajuda: "Não conseguimos mais pagar as prestações"

Moradores do bairro Paulo Gomes Romeo pedem socorro por conta das prestações do CDHU. Cerca de 100 famílias que hoje residem no bairro Paulo Gomes Romeo, na zona oeste de Ribeirão Preto, fizeram parte de um programa de moradia da Prefeitura no ano de 2013. Foram tirados de favelas da zona norte e transferidos para o conjunto residencial atual. O problema é que na época, os moradores acreditavam estar fazendo parte do Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, assim como outras famílias que foram transferidas para o conjunto Residencial Wilson Toni, na mesma região oeste. Mas ao contrário do conjunto Wilson Toni, as casa do Paulo Gomes Romeo eram parte apenas de um contrato do CDHU, do governo do estado. Diferentemente dos contratos do Minha Casa Minha Vida, os contratos do CDHU são corrigidos anualmente pela inflação. O resultado é que famílias que iniciaram com prestações de 90 reais hoje estão pagando 500, 600 reais de prstação. "Eu não consigo mais pagar minha prestação. Ou eu pago a prestação ou eu como", disse uma moradora. Outro problema é que o governo Lula lançou em setembro do ano passado um Decreto onde possibilita às pessoas que recebem bolsa família ou BPC e têm contrato do Minha Casa Minha Vida podem fazer a quitação do seu imóvel. "Eu sempre acreditei que o meu imóvel era parte do Minha Casa Minha Vida. Assim que soube do decreto do Lula, procurei a Caixa e lá soube que não era. Me sinto enganado", disse outro morador. A ABARCOESTE entrou na luta em defesa dos moradores e vai questionar na Justiça a possibilidade dos moradores do Paulo Gomes Romeo serem englobados no Decreto Presidencial. "Além disso, vamos conjuntamente buscar junto ao CDHU uma forma de renegociar as prestações dos imóveis. Não é possível uma família assistida por um programa social de moradia pagar 600 reais de prestação", disse o Professor Ricardo Jimenez, Presidente da ABARCOESTE.

Associação de Bairros do Complexo Oeste (ABARCOESTE) inicia as atividades com foco no Pico do Mirante

Neste mês de abril a Associação de Bairros do Complexo Oeste (ABARCOESTE), entidade que integra ações em 30 bairros da região oeste de Ribeirão Preto, iniciou as atividades tendo como foco a luta por melhorias e políticas públicas nos bairros da região. "A ABARCOESTE é um instrumento de integração entre os bairros, unindo as ações em prol da região oeste. Vamos também incentivar a formação de associações de moradores em cada bairro e atuar em conjunto", disse o Professor Ricardo Jimenez, Presidente da ABARCOESTE. "Nossa principal ação é lutar pela urbanização do Pico do Mirante, um local magnífico e que precisa de cuidado do poder público. Podemos ter ações para idosos, jovens, atividades de saúde preventiva, de esporte e lazer. O Pico do Mirante não pode ficar abandonado", disse Maria Sílvia, Presidenta do Conseg Oeste.

Dicas de Sexta: 3 bares para você começar bem na Vila Tibério

Toda sexta-feira é dia de dicas de bares no Blog O Calçadão. Bares novos ou bares revisitados. Dessa vez Ricardo Jimenez voltou à Vila Tibério para rever três ótimas dicas de bares no histórico e querido bairro da Vila Tibério. Iniciamos pela Toca da Pantera, local clássico de comer um bom pastel com cerveja gelada sentado na calçada histórica do antigo estádio do Botafogo. Ambiente agradável, gente bacana, cerveja gelada e comida boa aguardam você na rua Santos Dumont 984. Saindo dali, a pedida foram dois botecos raiz: Amigos da Vila (Conselheiros Dantas 742) e o Bar do João Paulo (Epitácio Pessoa 1105). No Amigos da Vila você vai encontrar um bar de esquina num prédio clássico da Vila Tibério antiga. Vai encontrar também o melhor peixe frito do bairro, num ambiente de amizade e tranquilidade para aquele bate-papo de fim de dia. O Bar do João Paulo conta com a estufa mais bonita e interessante do bairro. Linguiça, bolinho de carne, bolinho de mandioca, pizza, jiló, empadinhas... E o clássico pudim de leite. Localizado no meio do quarteirão, o Bar do João Paulo oferece o que de melhor a Vila Tibério tem...um ar familiar, aconchegante e interiorano temperado com aquele jogo de futebol sempre presente nas duas televisões instaladas dentro do bar. Vá, conheça, experimente. A Vila Tibério vale sempre a pena.

quinta-feira, 28 de março de 2024

Casos de Dengue e Chikungunya explodem em Ribeirão Preto

 

Casos de Dengue e Chikungunya explodem em Ribeirão Preto
Foto: Fotos Públicas/ FreePik


Em relação ao mesmo período de 2023, município apresentou crescimento de quase 300% no número de casos confirmados 

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