quinta-feira, 5 de abril de 2018

O Estado de exceção está de volta após o interregno 1988-2016!


O período democrático 1988-2016 acabou. 

O Estado de exceção está de volta.


A Constituição de 1988 e a concertação política que estruturou o pós-ditadura militar ruiu.

O Brasil não suportou dois governos com inspiração trabalhista, que apontou uma leve distribuição de renda, que apontou uma leve melhoria nas oportunidades dos mais pobres e um leva aumento da contribuição dos mais ricos.

O Brasil não suportou um suspiro de nacionalismo, com a regulação do pré sal e a política de conteúdo nacional.

O Brasil não suportou, sobretudo, a existência de Lula e do PT.

O golpe se iniciou em 2005 e voltou à carga em 2016. 

Com Lula vivo e Dilma reeleita em 2014, o cenário futuro se tornou inadmissível àqueles que sempre estiveram nas castas de poder.

De verdade, nós nunca conseguimos superar 1964 (que começou a ser gestado em 1954). O período 1988-2016 foi apenas uma concessão das elites (representantes de interesses estrangeiros) desde que seu poder e suas riquezas não fossem ameaçadas.

Esse atual golpe foi montado por estruturas de poder atávicas e usou como instrumento a toga, particularmente a toga de um juiz de primeira instância que foi alçado a herói nacional, herói do golpe.

Um juiz que comete um crime contra a segurança nacional, ao vazar áudios da Chefe da nação impunemente.

A decisão de ontem do STF de rasgar a carta magna e eliminar a presunção de inocência para poder prender e eliminar Lula da vida política fez o Brasil voltar à estaca zero.

Vivenciamos a corte suprema se curvar definitivamente ao golpe, assim como já fez em outros momentos da nossa história. Sempre subserviente aos poderosos e ao golpismo sabotador do país.

O projeto soberano e desenvolvimentista de país foi mais uma vez sabotado. O entreguismo está de volta. Nossas riquezas voltarão a ser entregues.

Nos resta a luta.

Lula pode vir a ser preso, mas estará vivo e estará presente na nossa mobilização.

A prisão de grandes lideranças populares por algozes dos povos não é novidade.

Lula sairá ainda maior da masmorra para onde nosso STF o mandou.

Precisamos de união das forças democráticas, em todos os setores, incluindo partidos, movimentos sociais, lideranças, intelectuais e, inclusive, setores garantistas e democráticos do judiciário.

Estamos em um golpe, nossa luta não pode parar.

Ricardo Jimenez






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