segunda-feira, 30 de abril de 2018

O drama das Forças Armadas: virar bolsominion ou defender a soberania!

Os militares não entenderam os anos do PT

Forças Armadas que se prezem precisam cumprir o seu papel fundamental: defender seu território e a soberania de sua nação.

Forças Armadas que aceitam ou colaboram com a entrega do território ou com o rebaixamento da soberania de seu país não servem para nada.

Esse é o desafio das Forças Armadas brasileiras: virar seguidores bolsominions, acéfalos e fantoches, ou seguir seu caminho constitucional e natural?


A ditadura que se implantou no Brasil de 1964 a 1985 foi cruel com nossas Forças Armadas.

Antes de 1964, os militares brasileiros eram divididos em dois grandes grupos de pensamento, criados no pós tenentismo: os que defendiam um projeto nacional autônomo e os que defendiam o atrelamento internacional capitalista, com os EUA.

Essa disputa se acirrou nos anos 1950 nos governos de Getúlio e JK.

Eram dois grupos que tinham algo em comum: massa crítica pensante, estratégica.

A vitória do segundo grupo em 1964, em aliança com o setor civil entreguista, representou o início do fim do período pensante e estrategista das Forças Armadas.

Ao longo do tempo, as Forças Armadas brasileiras, cada vez mais sucateadas nos governos Sarney, Collor/Itamar e FHC, se tornaram apenas reféns daquilo em que se transformaram nos anos de chumbo: um núcleo nonsense que caça 'comunistas' e 'subversivos', sem nenhum papel estratégico a cumprir e sem nenhuma massa crítica pensante a formular estratégias.

A chamada Nova República não desmontou esse aparato repressivo das Armadas Brasileiras, que também está presente nas Polícias militarizadas, o combate ao inimigo interno, não raramente ao povo mais pobre e periférico.

E pior. Esse ranço nonsense de 'caça aos comunistas e subversivos' é refém também de um discurso hipócrita, moralista e seletivo lançado sempre que uma elite anti-popular necessita detonar qualquer rascunho de projeto nacional de desenvolvimento. 

Como ocorre agora.

Vemos generais aposentados e da ativa replicarem o discurso histérico de bolsomínions. Caçando gente de camiseta vermelha nas ruas enquanto o petróleo, a tecnologia aeronáutica, a tecnologia nuclear e as terras da amazônia são entregues de graça pelos golpistas neoliberais que tomaram o poder em 2016.

Fantoches caçadores de espantalhos e que fazem o serviço do golpe neoliberal.

Não sei se há militares hoje que conseguem pensar o Brasil para além do 'perigo comunista', mas se há, certamente sabem que o único período recente em que ganharam de fato a chance de retomar o pensamento estratégico e a capacidade operacional de cunho regional foi nos governos do PT.

Aumento de 500% no orçamento, aumento real do soldo da tropa, caças Grippen, aeronaves cargueiro, helicópteros, armamento, radares, embarcações marítimas, submarinos etc.

Além disso. Possibilidade de um plano de defesa para o pré sal, participação no plano de defesa sul-americano da UNASUL e parceria estratégica com os BRICS.

Isso é apontar as Forças Armadas para sua função real, defender os interesses brasileiros, a sua soberania e independência.

Os generais que hoje replicam os discursos acéfalos e fantoches de Bolsonaro não viveram o período pré 1964. Foram formados nos anos 1970, onde só existia a política de caça aos 'subversivos e comunistas' internos. E parece que não entenderam o que significaram os anos de 2003 a 2016.

Infelizmente.

Ricardo Jimenez


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