sexta-feira, 13 de abril de 2018

Qual o caminho da unidade democrática que conduz o #LulaLivre?


A unidade democrática anti-golpista está sendo ensaiada desde o impeachment de Dilma.

As dificuldades são muitas.

Boa parte do campo popular já entrou neste movimento desde que se percebeu que o golpe caminharia do impeachment de Dilma para a prisão de Lula, passando pelo desgoverno Temer/PSDB e a caçada aos direitos básicos do povo.


Mas é uma unidade restrita à esquerda, e nem toda ela, carente de discurso e agenda únicos.

A força maior é o PT, que traz consigo o MST e a CUT.

Pouco diante do tamanho da ameaça e do tamanho das tarefas.

A coisa melhorou um pouco com o processo final de condenação e prisão de Lula. Guilherme Boulos e Manuela D'ávila trouxeram uma força. Setores progressistas da Igreja Católica também se somaram. Há apoio internacional, à esquerda.

Mas ainda continua sendo pouco.

Lula está preso sem previsão de liberdade. O sistema dá mostras de força ao manter o STF cativo. A Lava Jato mantém forte sua parceria com a mídia e os setores golpistas dentro do aparelho de Estado não perderam terreno.

A pergunta é: qual o caminho da unidade democrática que conduz o #LulaLivre?

E mais: como ampliar a força da comoção popular após a prisão de Lula e canalizar tudo isso em um efetivo instrumento de luta política?

O posicionamento de Ciro Gomes, avalizado pelo PDT, e as reações negativas do campo de esquerda às declarações e atitudes de Ciro são preocupantes.

Ciro é uma liderança e uma força política que deve estar articulada com a luta anti-golpista.

Qual deve ser o posicionamento do PT, a maior força de esquerda e popular, diante de tudo isso?

Dificilmente o campo de esquerda sairá unificado nas próximas eleições, mas pode construir uma unidade de luta, de discurso, de agenda, de programa.

Para isso, Lula terá, de novo, a primazia das ações.

O jogo permanece com Lula que, dentro em breve, começará a escrever de dentro da masmorra.

O que Lula indicará?

O golpe está vencendo a guerra, mas ainda há batalhas a serem travadas.

De qualquer forma, um golpe do tamanho desse não se supera sem unidade de amplas forças, não só as de esquerda. E essa construção se dá, historicamente, encontrando um caminho do meio, onde caibam todos que queiram entrar na luta, sem vaidades hegemônicas.

A unidade democrática ainda está frágil e com um discurso desarticulado.

O #LulaLivre precisa se articular com fortalecimento da luta anti-golpista como um todo e desaguar em um programa de reconstrução nacional, que fará a luta nas ruas e nas eleições.

#LulaLivre  #BrasilSoberano

Ricardo Jimenez

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