domingo, 11 de dezembro de 2016

MST ocupa fazenda da Sociedade Agrícola Santa Lydia, em Ribeirão Preto-SP.


Esta manhã o MST enviou uma nota sobre a ocupação da Fazenda Santa Lydia em RP.

"Na madrugada de hoje, cerca de 300 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST ocuparam a fazenda Santa Lydia, em Ribeirão Preto, na rodovia Mário Donegá. Atualmente, a Sociedade Agrícola Santa Lydia possui dezenas de processos por dívidas que ultrapassam a casa dos R$ 100 milhões, entre a Fazenda Pública Estadual e Nacional. Os trabalhadores e trabalhadoras reivindicam a adjudicação imediata da área e sua destinação para o assentamento das famílias do acampamento Paulo Botelho, que há quase dois anos luta pela terra. Segundo a Direção Estadual do MST, “pelas dívidas impagáveis que possui, esta é uma área que tem que ser adjudicada pela União e destinada para a reforma agrária imediatamente”.
Coordenação do MST

PS: e no final da manhã, à pedido do usineiro, a PM chegou ao local, sem mandado judicial e, com ameaça de violência e coação, obrigou os ocupantes e se retirarem da área. "A PM age em defesa dos interesses do usineiro e desrespeita uma ocupação legítima que só poderia ser retirada com ordem judicial", comentou um dos integrantes do movimento.

O MST enviou outra nota:

Hoje 11 de dezembro, passado apenas algumas horas do Dia Internacional dos Direitos Humanos tivemos uma grave violação do direito à manifestação em Ribeirão Preto. A PM ATUOU COMO JAGUNÇO DE USINEIRO.
O MST ocupou com cerca de 300 famílias, uma fazenda do Grupo Sociedade Agrícola Santa Lydia, que deve mais de 100 milhões para a União e para o Estado. A ocupação começou na madrugada do dia 11 e às 7h 50 fomos surpreendidos pela rápida chegada do usineiro acompanhado por 4 viaturas da PM de Ribeirão Preto. Alegaram que a propriedade era particular e que tínhamos 15 minutos pra sair. Argumentamos o motivo da ocupação e expusemos a legalidade necessária para a retirada das famílias quanto a necessidade de uma decisão judicial. Sem negociação a PM disse que tínhamos 15 minutos pra sair e nesse momento os policiais foram se posicionando e ostentando armas de fogo e chacoalhando spray de pimenta. A cada nova tentativa de negociação da nossa parte ele reiterava que tínhamos 14, 13, 12 minutos e que eles começariam a agir. Temos certeza da justeza da nossa luta mas fomos obrigados, pela força bruta e as ameaças, a recuar e desocupar a área. Seguiremos em luta pois somos cerca de 700 famílias acampadas somente na região de Ribeirão Preto e esse grupo Sociedade Santa Lydia comete crime de sonegação fiscal e suas terras são passíveis de arrecadação para Reforma Agrária através da adjudicação. Repudiamos a atuação da PM que hoje provou que está a serviço particular de usineiro caloteiro. Essa é a verdadeira face da capital nacional do Agronegocio!!



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