segunda-feira, 7 de agosto de 2017

EUA deram a ordem: querem a troca de regime na Venezuela!


As tentativas de interferência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela ocorrem desde que Hugo Chaves chegou ao poder pelo voto em 1997.


A força do chavismo, demonstrada em mais de duas dezenas de eleições, plebiscitos e referendos, colocou o poder de interferência dos EUA no país em xeque.

Mas Maduro não é Chaves e as condições políticas e econômicas do regime bolivariano não são mais as mesmas.

A Venezuela vive uma grave e violenta crise interna sem condições de diálogo entre governo e oposição, sendo parte dela profundamente ligada aos interesses dos EUA na mudança de regime no país.

Não só interesses na Venezuela, mas interesses de modificar uma tendência de governos populares, nacionalistas e de centro-esquerda que cresceram na região nos últimos 15 anos, incluindo o Brasil.

O empoderamento político e a ascensão social da população não interessa aos agentes do grande capital, muito menos a adoção por países latino-americanos de projetos soberanos de desenvolvimento.

Contra isso, promove-se movimentos de desestabilização de governos populares.

Política, econômica e socialmente, a situação da América Latina, hoje, é de maior instabilidade.

Para o cartunista Carlos Latuf, em entrevista pata a Russian Television (RT), não há dúvidas da ordem dos EUA para a troca de regime na Venezuela. E com apoio brasileiro, através do governo Temer/PSDB, que operou para que o Mercosul afastasse a Venezuela alegando a cláusula democrática.

De nada vai adiantar a tentativa de eleger uma assembleia constituinte, que levou 40% dos venezuelanos à urnas. O diálogo não ocorrerá.

Grupos paramilitares já se formam e há sinais de tentativa de construir um movimento de rebelião nas Forças Armadas do país contra Maduro.

A mudança de regime na Venezuela é um troféu que os EUA e o movimento reacionário golpista que ganhou força na região não vão abrir mão de obter.

Os partidos de esquerda e o movimento popular latino americano passam por um momento de refluxo e de defensiva diante do avanço do grande capital e do discurso reacionário-conservador.

Blog O Calçadão

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