sábado, 17 de junho de 2017

Entre Janaína e FHC: o dilema do PSDB!


Todos os três são golpistas: Janaína, FHC e o PSDB.

Nascido para ser, teoricamente, o partido social-democrata brasileiro, ou seja, um partido de cunho progressista cuja pauta era harmonizar uma economia de mercado com valores sociais universais, o PSDB rapidamente se transformou no maior e mais orgânico defensor das bandeiras neoliberais e das pautas dos mais ricos, da Casa Grande.


Um indivíduo teve papel fundamental nessa transformação: FHC.

O fracasso governamental e da agenda neoliberal, como já é notório no mundo todo, fez o PSDB ficar em segundo plano na arena nacional, mantendo nichos de poder em centros conservadores regionais, como São Paulo.

A ascensão de Lula e do PT, ocupando enorme espaço na centro-esquerda, empurrou paulatinamente o PSDB para a direita, no discurso e na prática.

Foi nessa posição do espectro político que o PSDB passou a fazer oposição ao PT e foi assim que cresceu em seu meio os primeiros ruídos proto-fascistas, já em 2013.

Acreditando que a agenda do golpe o colocaria de volta no poder como o 'salvador da pátria', após quatro derrotas seguidas, o PSDB entrou de cabeça na aventura louca de derrubar uma Presidente eleita para colocar no lugar um vice moralmente questionável, politicamente fisiológico e economicamente desastroso.

Hoje, vítima de seus próprios métodos, o PSDB e suas lideranças se veem em um dilema: voltar atrás lambendo as feridas ou seguir em frente na loucura?

Diferentemente do PT, cuja base orgânica, militante e popular faz a diferença e mantém o partido vivo, o PSDB pode acabar.

Hoje, FHC tem de dividir o debate com Janaína, a 'jurista' tucana paga para escrever a ação das pedaladas que foram o mote do golpe.

Sem moral para criticar nada em termos de corrupção e sem condições de abandonar o governo trágico que criaram, os tucanos estão em desespero.

Janaína vai vencer a parada. Não que ela chegue a comandar o PSDB, longe disso, mas por certo levará com ela os milhões de 'indignados' com a 'corrupção' que, vestidos de verde e amarelo, até pouco tempo viam no PSDB e seus líderes a salvação contra o 'comunismo' petista.

Sem os coxinhas, o PSDB não mantém nem São Paulo, porque o restante dos eleitores que ainda viam no partido algo sério, ele já perdeu.

Será um triste fim para o partido que surgiu para se diferenciar do fisiologismo político e que se desvirtuou sob a liderança de um sociólogo da Casa Grande.

Ruins de voto, ruins de governo, ruins de golpe. Morrerão abraçados com Temer.

Ricardo Jimenez

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