terça-feira, 27 de junho de 2017

MST/Ribeirão Preto realiza o I Encontro das Dandaras



O I Encontro das Dandaras aconteceu no Acampamento Paulo Botelho, em Ribeirão Preto/SP
Fotos: Filipe Peres


Inspirado no nome de Dandara dos Palmares, liderança feminina negra que lutou contra o regime escravocrata do século XIX, aconteceu no último domingo, 25 de junho, no Acampamento Paulo Botelho, o I Encontro das Dandaras.


Segundo a militante do setor de gênero regional, Adriana Novais, o I Encontro fez "parte das atividades de gênero do MST que busca criar condições para superar a dominação de gênero, racismo e reafirmar a importância da luta feminista para a construção do socialismo".

O café da manhã foi farto de comida e cultura.
O dia começou com um café cultural com a juventude do MST apresentando poemas em homenagem às mulheres. Após as leituras, Adriana Novais falou um pouco sobre feminismo e luta de classes abrindo a parte das falas que tanto contribuiriam aos presentes que estiveram na atividade. Depois, a advogada popular Juliana Moisés conversou com as acampadas sobre a Lei Maria da Penha, explicando os tipos de violência (além da física) cometidos contra a mulher. A advogada, em sua fala, ressaltou a importância de se criar redes de apoio como um maneira importante de ajudar as mulheres que sofrem com estas violências, cotidianamente. Após a fala, Juliana teve um amplo debate com as mulheres dos Acampamentos Paulo Botelho e Alexandra Kollontai, da USP, respondendo todas as suas perguntas e ouvindo todos os seus relatos. 
Nivalda falou sobre a sua experiência como presidenta da COMATER

Em seguida, a militante Nivalda, Presidenta da Cooperativa das Mulheres do Mário Lago (COMATER) falou sobre o seu trabalho como liderança feminina da cooperativa. Para isso, ela mostrou as conquistas atuais do grupo, além de ressaltar a importância de se estabelecer parcerias. Segundo a Presidenta, o próximo passo será lutar para ter acesso ao Minha Casa Minha Vida. Ao término de sua fala, a juventude do MST e as mulheres do acampamento realizaram intervenções poéticas. Com uma reunião das Mulheres do Setor de Gênero, encerrou-se as atividades na parte da manhã.

Durante o almoço, preparado pelos homens do acampamento, as dandaras puderam compartilhar o espaço com os participantes do Curso de Formador de Formadores da América-Latina que estavam visitando o acampamento como parte das atividades práticas de seu curso.

Veridiana Barbosa prendeu a atenção de todas a
s mulheres com sua fala forte e coerente.
Na volta, a liderança, estudante do quarto ano de Sociologia da UNICAMP, Veridiana Barbosa dos Reis, falou sobre racismo, negação da sexualidade da mulher negra e apagamento da história da população afro-brasileira nas lutas de resistência no país. Para a socióloga,o silenciamento da história de personalidades como Dandara e Maria Carolina de Jesus é mais uma das várias faces do racismo existente no país. A fala de Veridiana tomou toda a parte da tarde da atividade pois além das explanações argumentativas da palestrante, não faltaram questões, dúvidas das mulheres. Foi um diálogo aberto e profícuo. 

No final, para fechar com chave de ouro o dia, após o café da tarde, realizou-se uma mística de encerramento do evento com a participação de todas as mulheres presentes. 

Mais fotos:

A advogada popular Juliana Moisés respondeu a diversas dúvidas das presentes.


Todas as palestrantes receberam um lenço como homenagem das dandaras.

Antes de sua fala, Veridiana Barbosa acompanha,
 atentamente, a fala da Presidenta da COMATER, Nivalda.

Após a fala, o abraço de Adriana Novais simbolizou o agradecimento
de todas as presentes a Veridiana Barbosa pela aula dada.

Mãe e filho observam o mural de empoderamento feminino.

Sem-terrinhas também marcaram presença na atividade.

Leitura poética.

Os homens ficaram responsáveis pelo almoço dos convidados.

Juventude do MST fez diversas intervenções durante o dia.

Por ser espaço de empoderamento feminino, do lado externo, os homens puderam acompanhar as falas.

Neusa Paviato também falou durante a atividade.

Militantes ouviram e debateram os diversos temas
abordados durante o I Encontro das Dandaras.

O barracão encheu de gente, trocas e conhecimento.








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