sexta-feira, 30 de junho de 2017

MST e FBP ocupam fazenda de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto-SP, e denunciam corrupção!


MST/Ribeirão Preto em ato contra a corrupção na fazenda de Wagner Rossi
Fotos: Filipe Peres

Por MST/Ribeirão Preto

Depois de paralisarem a rodovia Anhanguera por cerca de 40 minutos, como parte das atividades da Greve Geral, que ocorre em todo o país, cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras do MST e da Frente Brasil Popular ocuparam na manhã de hoje, 30, uma fazenda de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para denunciar seu enriquecimento ilícito e a forma como políticos corruptos agem, dilapidando o Estado e favorecendo as empresas.



  Wagner Gonçalves Rossi filiou-se ao PMBD no início da década de 1980, elegendo-se deputado estadual e deputado federal por diversas vezes. Afilhado de Michel Temer, ocupou inúmeros cargos públicos, como Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Secretário de Transportes; presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo e a Companhia Nacional de Abastecimento, chegando a Ministro da Agricultura durante o primeiro governo de Dilma Rousseff.

Por onde passou, Wagner Rossi deixou rastros de corrupção. À frente da CODESP, estatal que cuida da administração do Porto de Santos (o maior do País), operou, entre outros, a exploração do corredor de exportação para um grupo de empresas sem licitação, no terminal de Conceiçãozinha, assegurando propina para seu padrinho, Michel Temer, quem o indicou ao cargo, e um percentual a si próprio. Como presidente da Conab, doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, às vésperas das eleições de 2008, que deveriam reeleger o peemedebista que então governava o município, Ricardo Coutinho, que estocou o feijão para distribuí-lo durante sua campanha e acabou despejando no aterro sanitário de João Pessoa, tentando sumir com as provas do crime, depois de denuncia feita por um servidor da Conab. No MAPA, saiu pelas portas dos fundos, mais uma vez suspeito de envolvimento em escândalo de corrupção, que beneficiou empresa do agronegócio.  

Recentemente, citado por delação da JBS, Wagner Rossi aparece como beneficiário do esquema de corrupção. Ricardo Saud, o “homem da mala da JBS”, foi o assessor de Wagner Rossi, quando esteve a frente do MAPA. O então ministro foi demitido em 2011, depois de acusado de corrupção e favorecimento da empresa Ouro Fino, na região de Ribeirão Preto, que tinha Saud como sócio e que aumentou seu faturamento em 81% com Rossi no MAPA. Segundo os irmãos Batista, donos da JBS, Wagner Rossi recebia mesada de R$ 100 mil, a pedido de Temer.  

“É assim que esses políticos agem – afirma a direção do MST – saqueiam o Estado, transferem a riqueza pública para as empresas e depois dizem que o Estado está quebrado e que é preciso cortar gastos. Cortam onde? Nos direitos dos trabalhadores. E individualmente, esses políticos, como Wagner Rossi, os operadores desse mecanismo, saem ricos e impunes da história”.  

Ao sair da fazenda de Rossi, MST e FBP fizeram manifestação na Prefeitura de Ribeirão Preto, para denunciar Duarte Nogueira, prefeito do município pelo PSDB, suspeito de ser um dos operadores do escândalo de corrupção da merenda escolar, que pode envolver, também, o deputado estadual Baleia Rossi, filho de Wagner Rossi. Duarte Nogueira é investigado por receber cerca de R$ 650 mil em caixa dois da Odebrecht para sua campanha no ano de 2014.

“Seguiremos em mobilização junto com toda a classe trabalhadora, neste que é o Dia da Greve Geral e da luta por direitos”, afirmou a direção do MST.

Contatos: (13) 98832-0451

Mais fotos:

Durante parte da manhã, militantes do MST ocuparam a fazenda de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto




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