quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Jantares de Temer: SUS, Previdência, CLT, Educação, Pré Sal...o Brasil e os brasileiros servidos na bandeja.


Uma das primeiras promessas de Aécio na campanha de 2014, quando este anunciou Armínio Fraga como seu Ministro da Fazenda foi:

"Medidas amargas".

Aécio perdeu a eleição!

Agora é a vez do ex-vice decorativo que, no cargo de Presidente, após o golpe de um impeachment sem provas, retorna com a agenda das 'medidas amargas' sem, dessa vez, precisar passar pelo crivo das urnas.


E o que Temer disse no tal jantar para 'convencer' senadores a votar pela PEC da Morte, que congela os investimentos públicos por 20 anos, incluindo saúde e educação, é de arrepiar!

Primeiro, a PEC, congelando os orçamentos públicos por 20 anos, congelando os investimentos em setores sensíveis como saúde e educação ao mesmo tempo em que libera e constitucionaliza o pagamento dos juros e amortizações de dívidas, que hoje já consomem 45% de tudo que se arrecada no Estado brasileiro.

O ministro da Saúde de Temer não deixa por menos: "saúde para todos é coisa de ideólogo", afirmou.

Depois, reforma da Previdência. Na prática, o aumento da idade de aposentadoria, a desvinculação dos rendimentos do aumento do salário mínimo e o aumento do desconto previdenciário para ativos e inativos inviabilizam a aposentadoria como fator de distribuição de renda ou mesmo de sobrevivência dos idosos.

Depois, e já contando com o apoio do STF, a reforma trabalhista, que, na prática, nem precisa passar pelo Congresso, basta que o Supremo ratifique o negociado acima do legislado e que a lei de terceirização irrestrita seja aprovada no Senado e bau bau CLT.

Depois disso, Prefeituras e Estados não mais poderão promover políticas inclusivas de saúde, educação, distribuição de renda e seguridade. Estados e municípios, hoje já engessados com juros brutais que pagam à União, cortando salários de servidores para poder honrar dívidas, estarãso totalmente presos aos compromissos financeiros. Os empregos gerados, terceirizados, levarão os trabalhadores ao padrão chinês ou coreano de trabalho, com férias de 10 dias, se tanto.

Com o padrão neoliberal implantado pelo golpismo, somado à destruição da infraestrutura e indústria nacional, qualquer 'crescimento econômico' propalado não gerará efeito sobre o trabalhador, mas gerará efeito no superávit primário, a economia que se faz para pagar os juros e as amortizações das dívidas.

Nos jantares de Temer, o Brasil e seu povo são servidos na bandeja.

O Calçadão

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