sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ricardo Silva assina as pautas do Fórum Permanente de Movimentos Sociais

                                                                Fotos: Filipe Peres 
Nesta sexta, numa reunião realizada em seu escritório de campanha entre integrantes do Fórum Permanente de Movimentos Populares (FPMP) e ele próprio, o candidato a Prefeito de Ribeirão Preto pelo PDT, Ricardo Silva, foi assinado o documento com as pautas e demandas dos movimentos sociais que integram o Fórum Permanente.

Este blog acompanhou o encontro como tem acompanhado todas as atividades do Fórum.

No encontro, as integrantes do Movimento de Mulheres Negras-RP e Casa da Mulher-RP, Silvia Diogo e Adria Maria Bezerra reforçaram a necessidade de se criar uma Secretaria de Direitos Humanos em Ribeirão Preto para que os movimentos e entidades possam ter “um diálogo horizontal” com a administração pública. Sobre essa questão, o candidato comprometeu-se a criar tal Secretaria no primeiro ano de seu mandato: “Vamos fazer uma auditoria para levantar os custos que uma Secretaria pode gerar, mas nós vamos criar já no primeiro ano de governo”.

Marcos Valério, do Movimento Pró Novo Aeroporto, apresentou
ao candidato pedetista a proposta de contratar uma empresa especializada para
que se faça um estudo de alternativa locacional, para saber qual é o padrão que
se quer para Ribeirão, do ponto de vista técnico. Segundo Marcos, a prefeitura
poderia fazer uma parceria público-privada, via município, mais o governo federal,
sem depender da boa vontade do Estado que já arrasta a questão a 20 anos: “O
DAESP é a mola propulsora e todo mundo é refém”, afirmou Marcos a Ricardo.
Além disso, Marcos levou a proposta de Ricardo Silva fazer
um estudo sobre a questão tributária para as pessoas que vivem no entorno do
Aeroporto Leite Lopes e sofrem com a curva de ruídos.

Sobre a questão do Aquífero Guarani ir para a Zonal Sul e a
população mais carente ficar com a captação do Rio Pardo, este blog transcreve
as palavras de Ricardo Silva: “Você sabe que essa é uma verdade, eu fui
levantar em estudos. As redes do DAERP não são interligadas, de tal modo que se
você for captar água do Rio Pardo, ali, não tem como você despejar numa rede
que vá atender a cidade toda. Você vai jogar apenas na rede que vai atender
aquela região próxima do rio, porque ela não é interligada. De tal modo que é
impossível a água do Rio Pardo sair de lá e chegar à Zona Sul”. Segundo o
candidato, para que esta água chegasse à elite ribeirão-pretana, seria
necessário reformular todo o sistema “e aí é uma obra muito cara, difícil,
faraônica. A água do Rio Pardo vai ser só para quem mora ali”.

A jornalista, integrante do Fórum Permanente de Movimentos
Populares e da União Brasileira de Mulheres – RP (UBM), Juliana Souza, exigiu
uma gestão humanizada com “políticas públicas voltadas ao cidadão”. Reforçando
esse discurso, Ádria Maria Bezerra chamou a atenção para a questão cultural.
Segundo Ádria, “a juventude da periferia está dominada pelo quarto setor, pois
não tem nada para fazer nos seus bairros periféricos”, sendo perseguida pela
polícia, principalmente a população negra. Para ela, é preciso uma política de
cultura inclusiva.

Sobre o Plano Municipal de Educação, Ricardo Silva, afirmou
que irá aprova-lo com a democratização da escolha da gestão.

Um aspecto importante a se destacar foi a questão
relacionada com os movimentos de moradia de Ribeirão Preto. O proponente a
cadeira de prefeito destacou as várias reuniões realizadas com os movimentos e
disse: “Qual é o nosso plano? Assumi a prefeitura e vou determinar à
procuradoria do município que suspenda todas as ações de reintegrações de posse
por 6 meses. Todas elas serão suspensas. Nós ficaremos por 6 meses debatendo
com os movimentos sociais saídas para a moradia. Mas o que inclui este acordo
que eu fiz com os movimentos e que eu quero reafirmar? Que nestes 6 meses de
conversa não tenha mais nenhuma ocupação porque senão a gente começa a ter que
correr atrás do rabo . Segundo o mesmo, este acordo foi costurado “para que nós
possamos definir, com critério, qual que nós podemos urbanizar e quais nós
vamos ter que realocar. Quais nós vamos ter condições legais de reurbanizar,
lícitas. Nós vamos tentar ao máximo possível reurbanizar".

Um aparte importante, ainda sobre a questão das ocupações, é
a forma que as pessoas serão removidas quando não for possível reurbanizar: “Onde
for impossível reurbanizar, não é a reintegração forçada que nós vamos aplicar.
É a elaboração de um plano para que essas pessoas sejam transferidas, em
acordo, para um local digno onde elas possam morar. [...] Não há reintegração
forçada. Não há pessoas nas ruas. No meu governo não haverá isso!”, encerrou o
candidato.

PS: o blog O Calçadão destaca que o Fórum Permanente de Movimentos Populares de RP informa que também enviou pedido para ser recebido pelo candidato Duarte Nogueira, PSDB, para que o mesmo também se comprometesse com as pautas e demandas contidas no documento, mas sua assessoria não retornou a solicitação até esta sexta.
















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