sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Ao darem o golpe e operarem o fisiologismo em causa própria, Aécio e Temer solaparam a democracia!!


Quase não restam mais dúvidas de que o verdadeiro 'pacto de sangue' da atual política nacional se deu entre Temer e Aécio, com a prestimosa ajuda de Eduardo Cunha.


Também quase não restam mais dúvidas de que o acordo para solapar e derrubar Dilma se deu antes mesmo do resultado da eleição presidencial de 2014.

Tudo se fez para que Dilma perdesse a eleição, inclusive a aliança entre a mídia e a operação de investigação curitibana atuando nas vésperas do pleito à todo vapor.

Mas Dilma venceu e o golpismo teve de apelar para o plano mais dramático: assumir o poder à força, derrubando a Presidente eleita.

Mas, ao fazerem isso, o sistema golpista, cujas figuras mais proeminentes são Aécio e Temer, solapou as bases do pacto democrático estabelecido em 1985 e concluído em 1988 com a Constituição cidadã.

Primeiro veio a estrondosa crise econômica, gerada nos anos de 2015 e 2016 quando o Brasil ficou paralisado a partir do processo de sabotagem que Eduardo Cunha realizou contra Dilma na Câmara.

Agora estamos no ápice da crise política, que antecede a inevitável crise social que se avizinha.

A disputa dentro do golpismo, que vem sendo feita entre setores do MP em aliança com a maior empresa de mídia do país e setores do fisiologismo político comandados por Temer e Aécio, está colocando as instituições em conflito e ferindo a Constituição.

STF e Congresso estão em rota de colisão, com parcelas do Judiciário, reacionárias e oportunistas, buscando assumir o protagonismo político, e até mesmo os militares já abandonaram a obediência à hierarquia e pregam intervenção à luz do dia.

O STF, no todo uma corte sem personalidade e levada ao sabor dos ventos dos poderosos, está numa sinuca de bico desde que Janot pediu a prisão de Aécio.

Com Delcídio, caso similar, foi fácil. Com Aécio, não. Com Aécio o buraco é mais embaixo porque ele é pupilo de poderosos. Apesar de que, é preciso dizer, que nem Delcídio e nem Aécio deveriam ser presos ou terem o mandato cassado à luz da Constituição.

Mas é preciso, agora, perguntar, qual Constituição?

Ricardo Jimenez

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