segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Enquanto 'administra' SP "pelo celular", Prefake almoça sozinho em Paris!

Depois de dar tonitruosas gargalhadas, o ansioso blogueiro oferece ao amigo navegante o artigo imperdível de Mathias Alencastro na Fel-lha sobre a ridícula visita de chefe de Estado (quá, quá, quá!) do prefake de São Paulo, o prefeito da Globo, a Paris.

Não sem antes observar que o francês do Doria é de imigrante deseducado e mais:
Segundo o Estadão, o Prefake fez anunciar que, nesse sábado 2/IX, teria um almoço reservado com o primeiro-ministro Édouard Philippe.
rendez-vous constava da agenda que o Prefake entregou aos jornalistas brasileiros.
Pequeno problema.
O "reservado" encontro não constava da agenda do primeiro-ministro pelo simples fato de que ele não estaria em Paris no sábado.
Quá, quá, qua!
Como diz o amigo navegante gal. Etchgóis, esse Doria só faz desmoralizar o Brasil no exterior.
Mas, prepare-se amigo navegante.
Contenha as gargalhadas.
Ao Mathias:

A curiosa paixão


Talvez venha a ser lembrada como uma das primeiras jogadas de mestre das eleições de 2018: o prefeito João Doria encontrou o presidente Emmanuel Macron, paradigma para aspirantes a portadores da renovação política do mundo inteiro.

O encontro teve valor meramente simbólico. No Palácio do Eliseu, Doria era apenas mais um convidado de uma recepção. Conhecido por se afastar dos que tentam se beneficiar da sua aura, Macron evitou qualquer tentativa de instrumentalização durante a breve confraternização, que as redes sociais do prefeito qualificaram de "reunião". O Palácio do Eliseu utilizou outros termos para descrever o acontecimento. "Ele foi saudado pelo presidente", segundo Barbara Frugier, do serviço de comunicação do Eliseu.

O advento de Emmanuel Macron é um terremoto dificilmente repetível, provocado por um contexto especifico —o naufrágio da presidência de François Hollande— e por contingências inéditas —o colapso da candidatura do seu rival de centro-direita, François Fillon. Complementando o xadrez de circunstâncias favoráveis, a chegada da candidata de extrema-direita Marine Le Pen ao segundo turno consolidou a vitória de Macron.

Agora, Macron tem de governar para um eleitorado que, em boa parte, o elegeu como um mal menor. A maioria absoluta de deputados no parlamento do partido de Macron agrava a situação. O presidente tem de travar a batalha pelas reformas diretamente com a oposição que se manifesta nas ruas. Durante os seus primeiros cem dias de mandato, a sua popularidade mergulhou de 62% para 37%.

Curiosa, portanto, a insistência de Doria em tentar se colar num presidente impopular e, sobretudo, defensor de um programa diametralmente oposto ao seu. Entre as suas principais iniciativas, consta a estatização temporária de um estaleiro, um plano de investimento público de 50 bilhões de euros, além de uma lei que institui multas a empresas que não pratiquem a igualdade salarial entre os gêneros. Em termos de visão de Estado, Doria está para Macron como Margaret Thatcher estava para Tony Blair.

A comunicação é outro elemento no qual Doria diverge de Macron. O presidente francês adotou uma atitude que ele próprio define como "Jupiteriana": uma presença pública rara e ritualizada. Doria está mais próximo de Nicolas Sarkozy, idealizador da "hiperpresidência", que consistia em ocupar freneticamente todo o espaço midiático. Da sua parte, Macron resumiu a estratégia de Sarkozy a "dar golpes de queixo solitários".

Mas existe, com efeito, um ponto onde as trajetórias de Doria e Macron podem se tornar similares. Para se lançar como candidato em 2018, Doria terá de fazer com Geraldo Alckmin o que Macron fez com François Hollande: atraiçoar o seu padrinho político às vésperas da disputa presidencial.

Enquanto organizava a sua própria campanha, Macron participava nas reuniões do pré-candidato Hollande. Essa conspiração, calculista e objetiva, suscitou admiração da própria vítima. "Fui traído com método", sentenciou o ex-presidente francês. Para chegar à presidência, Doria terá de se inspirar no melhor e no pior de Macron. Mas, para dar certo, terá de ser com método.

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