domingo, 10 de setembro de 2017

O furacão em Miami e o complexo de vira-latas! Leonardo Sacramento


Foto Virus e Arte

Estou vendo um texto de uma brasileira que conseguiu o Green Card idolatrando os EUA porque na Flórida o Estado teria tido uma organização mínima para furacões. 
Vamos lá: a organização que ela chama a atenção, como um número de resgate, internet "quase" gratuita, preços menores de passagem de avião etc., é uma organização mínima de qualquer lugar que é rota de furações, tufões e terremotos. É assim no Chile, no Japão e em Cuba. 

Aliás, só para constar, o mesmo furacão passou em Cuba e não há mortos e feridos, e lá não dá para ir para outro estado bem longe porque é uma ilha pequena.
Penso, sinceramente, que corrida desesperada nos supermercados e falta de abastecimento de alimentos significa justamente o contrário, falta de organização. Mas quem sou eu para falar sobre o que é ou não uma organização. Não faço ideia de o que seria uma organização para um furacão ou terremoto, porque, como diz o texto, sou brasileiro e menos organizado.
Não é porque nunca passei por esse tipo de situação, porque no Brasil não tem furações e grandes terremotos. Mas é porque naturalmente sou desorganizado com um Estado tão desorganizado quanto.
Mas é bom dar uma olhadinha nas periferias de Miami. Miami é a cidade com uma das maiores desigualdades sociais dos EUA, e pode acontecer algo parecido com o que aconteceu com o furacão Katrina.
Ah, é mesmo. Katrina, aquele furacão que acabou com New Orleans e matou um monte de pobres e negros naquele país organizadíssimo porque não tinham dinheiro para saírem. E aí promoção não importa muito.
Calma com o complexo de vira-latas.
Tenho certeza que se ocorresse no Brasil, no Leblon e em Higienópolis a retirada de pessoas seria organizadíssima e apoiada por todas as empresas. Talvez não seria tão organizada se fosse na Cidade de Deus ou em Capão Redondo, ou no Sertão do Cariri.
Como disse, cuidado com o complexo de vira-latas.

Leonardo Sacramento é professor em Ribeirão Preto

Um comentário:

  1. Perfeito Leandro, os UEA não é um exemplo para ninguém, pois uma boa parcela da população sofre com o descaso das autoridades discriminação e dificuldades financeiras. Como aqui, é bom para os RICOS. Alguns vão falar, ah mas é um país rico. É sim, por que não se deixa explorar e tem muita habilidade em explorar outros país, por imposições e por muitas vezes na força de guerras atacando e bombardeando outros países e territórios. Aqui no Brasil eles não precisam bombardear, basta comprar alguns políticos, parte do Ministério Público e parte do Judiciário que está tudo cesto e dominado sob o controle da CIA. Esses coxinhas baba ovo daqui não tem ideia da quantidade de grana e riquezas são levadas do nosso sofrido Brasil

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