terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Eleição 2018: não é apenas Lula que corre risco, a própria eleição é uma incógnita!

Neste domingo, os dois principais jornais de São Paulo deram o tom: Lula não pode ser candidato em 2018!

Um deles, inclusive, mostrando toda a sua contrariedade com a democracia, chega a rosnar ao comentar a liderança de Lula em todas as pesquisas: "será que os brasileiros não aprenderam a lição?".


Assim como Temer tem sua tarefa que é reimplantar a agenda neoliberal e exterminar o que resta de um Estado do Bem-Estar Social acabando com a Previdência e dando um golpe mortal na CLT, com o negociado sobre o legislado, a Lava Jato e seu entorno jurídico têm também a sua tarefa maior: tirar Lula da urna nas eleições de 2018.

Mas a coisa pode ir ainda mais além.

Após o golpe de 1964, o país vivia a expectativa do retorno da democracia com a previsão de eleições presidenciais diretas em 1966. Pairava naquela época a ameaça do retorno pelas urnas de lideranças como Juscelino, por exemplo, e todos sabemos o que de fato aconteceu: a eleição foi abortada, a ditadura endureceu e o retorno à democracia só viria com a Constituição de 1988.

Os editoriais dos jornais paulistas demonstram a preocupação da elite que defendeu e patrocinou o golpe do impeachment: barrar o retorno de Lula para barrar o retorno de um projeto de desenvolvimento de cunho nacionalista e com inclusão social.

Alguém de verdade acredita que todo esse esforço golpista, que implodiu o pacto democrático firmado em 1988 e está jogando o país no caos econômico e político, realizado para afastar o PT do poder, vai ficar observando pacificamente a ameaça do mesmo PT e de Lula retornarem ainda mais fortes em 2018?

Óbvio que não!

E não são apenas os grandes veículos de mídia ligados aos interesses do grande capital, quase todos eles ligados às hostes tucanas, que estão se movimentando de olho na ameaça de 2018. Todo o conjunto neofascista que saiu do armário e se organizou no processo de golpe do impeachment também está.

Os movimentos ditos de direita, cujo ídolo e candidato preferido não é um tucano, que cultuam um 'bobomito' mas têm medo da força popular de Lula, estão em polvorosa na internet. Insatisfeitos com a 'passividade' das Forças Armadas, esses grupos apostam tudo na força das polícias militares como ponto de desequilíbrio capaz de levar o país ao caos e provocar uma intervenção armada que, dentre outras coisas, suspenda as eleições de 2018.

Portanto, amigos e amigas do blog, não é apenas a candidatura de Lula que corre risco, perseguida que é pela ameaça de condenações que a inviabilizem na tal lei da ficha limpa. É a própria eleição de 2018 que corre risco uma vez que o desgoverno Temer vai se afundando em corrupção e incompetência levando junto o tucanato.

A expectativa da direita é de emplacar Bolsonaro, Dória ou Caiado como o anti-político, o vingador, o neocon, à la Trump. Mas o crescimento da insatisfação popular, o fortalecimento do nome de Lula (que pode ser candidato ou endossar um candidato) e a possível união social contra a reforma da Previdência, que colocará o desgoverno Temer em dificuldade, pode tornar a eleição de 2018 uma ameaça para o sistema e o sistema pode se tornar uma ameaça ainda maior para a democracia.

Precisaremos lutar pela unidade das amplas forças vivas e democráticas da nação para garantir que a eleição de 2018 ocorra com liberdade e cada vez mais cresce a importância da unidade em torno de Lula.

Blog O Calçadão

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