domingo, 29 de outubro de 2017

O que esperar de 2018: mais democracia ou mais golpe?

Se há povo mobilizado hoje, ele está nas caravanas!
Foto Brasil 247

Lula (PT) lidera todas as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais de 2018 com 35% ou mais. Sem Lula, quem mais se beneficia é Ciro Gomes (PDT), outro que encampa atualmente o discurso anti-golpe e anti-neoliberal.

Enquanto isso, o campo golpista, de direita e neoliberal se divide entre o discurso intolerante de Bolsonaro, a dubieza frouxa de Marina e a hipocrisia botocada tucana. Até Luciano Huck se assanha a encabeçar a candidatura defensora do sistema financeiro.

Diante disso, a pergunta é: o que esperar de 2018?


O golpe ainda não terminou.

Curitiba ainda tem de concluir sua missão existencial: condenar Lula.

O campo fisiológico da política mostra que tem força para fazer valer no Congresso a continuidade do clientelismo e patrimonialismo que o sustenta.

A grande mídia mostra-se disposta a levar adiante uma candidatura que represente os interesses do 'mercado', liquidando o que resta do sistema público de saúde, educação e seguridade social contido na hoje combalida e ameaçada Constituição de 1988.

O proto-fascismo saído das tumbas em 2013 fortalece Bolsonaro a partir do aprofundamento de uma crise criada e mantida pelo próprio sistema golpista também fortalecido em 2013.

Com esse cenário, 2018 é uma incógnita.

Hoje é forte a expectativa de uma condenação de Lula a partir de Curitiba e a aprovação do parlamentarismo, ou coisa similar, por um Congresso que já mostrou-se claramente capaz de operar em causa própria se maiores preocupações com o país ou com a opinião pública.

A única força capaz de movimentar essa balança seria a força do povo, canalizada em um amplo movimento em defesa da democracia e dos direitos.

Mas são bastante tênues as articulações nesse sentido.

Temos as caravanas de Lula e as palestras de Ciro, além das pautas das centrais sindicais e movimentos sociais, muito mais defensivas do que propositivas à essa altura.

Continuo mantendo a opinião de que é ao redor de Lula que deve ser feita a construção de um programa nacional anti-golpe, pró democracia e direitos e pró desenvolvimento.

Se há povo em algum lugar hoje, ele está nas caravanas!

Ricardo Jimenez

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