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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Armar, vigiar e punir: as três faces do Estado burguês na gestão da barbárie

 

Pearl Jam, Do the evoluion

Enquanto o PL 5784/2025 oferece ao professor a arma como solução para a falência da segurança pública, o mesmo Estado veta psicólogos nas escolas, precariza os vínculos trabalhistas e abandona os territórios periféricos à própria sorte. Contra a lógica do "cada um por si" armado, a única resposta civilizatória é a articulação entre um Estado Social robusto e o poder comunitário sobre o território escolar. Ribeirão Preto é a síntese desta necropolítica

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Câmara de Ribeirão Preto aprova cadastro obrigatório da população em situação de rua


PL 116/2025, que cria banco de dados com informações pessoais e autoriza registro fotográfico, foi aprovado por 17 votos a 3; para as vereadoras que votaram contra, o projeto representa "instrumento de higienismo", "violação de direitos humanos" e "aproxima-se de conduta higienista"

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Câmara de Ribeirão Preto vota nesta segunda-feira veto que enterra projeto popular de combate a enchentes

 


De autoria do Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), o PL 183/2025 será votado nesta segunda-feira; Prefeitura alega vício de iniciativa e falta de parâmetros técnicos, mas críticos apontam que o veto escancara o controle da cidade pelo capital imobiliário e pela burocracia a serviço das elites.

domingo, 5 de abril de 2026

Hardcore Contra o Fascismo: música, debate e solidariedade unem forças em Ribeirão Preto

 

Roda punk durante o festival Hardcore Contra o Fascismo
Foto: João Sando

Evento realizado no Centro Cultural Cerâmica São Luiz combinou punk, hardcore, formação política, Feira da Agricultura Familiar e arrecadação de alimentos para famílias atingidas por enchentes

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Evento em Ribeirão Preto une música, debate e solidariedade no combate ao fascismo

 

Hardcore Contra o Fascismo conecta contracultura, consciência política e ação social direta

"Hardcore Contra o Fascismo" acontece neste sábado (04/04) no Centro Cultural Cerâmica São Luiz, com entrada solidária de 1kg de alimento


Ribeirão Preto recebe neste sábado (04/04) uma iniciativa que conecta contracultura, consciência política e ação social direta. O evento "Hardcore Contra o Fascismo" será realizado a partir das 16h no Centro Cultural Cerâmica São Luiz (Rua Municipal, nº 32, no estacionamento do Hipermercado da Via Norte), com entrada mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.


Os alimentos arrecadados serão destinados às famílias do bairro Branca Salles, duramente impactadas pelas últimas enchentes na região. A distribuição será organizada pelo MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), garantindo que a ajuda chegue a quem mais precisa.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Servidores da Prefeitura de Ribeirão Preto seguem sem programa de saúde ocupacional estruturado; PCMSO só começa em abril de 2026


Não basta fiscalizar os atestados médicos

Resposta obtida via Lei de Acesso à Informação revela que, até março de 2026, a administração municipal não havia implementado o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) nem a NR-1 de gerenciamento de riscos. Enquanto o prefeito Ricardo Silva fala em coibir o uso indevido de UPAs para obtenção de atestados, os dados oficiais mostram que a própria Prefeitura não faz o básico para evitar que seus servidores adoeçam, tratando a consequência (atestado) e ignorando a causa (falta de prevenção)

"1964 não acabou": último dia tem roda de conversa com Sônia Wright, Belisário dos Santos Jr. e Manoel Cyrillo

 

Último dia teve mesa com militantes históricos contra a repressão 
Fotos: @filipeaugustoperes

Encerramento do evento reuniu filha de Jaime Wright, advogado histórico e ex-preso político para debater memória, verdade, justiça e reparação

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Conferência Internacional aprova Carta de Porto Alegre e convoca unidade global contra o fascismo

 

Trecho da Carta de Porto Alegre

Encontro reuniu mais de 4 mil ativistas de 40 países na capital gaúcha e resultou em documento que propõe articulação internacional permanente

A 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos foi encerrada no último domingo (29) em Porto Alegre com a aprovação da "Carta de Porto Alegre: Unidade contra o Fascismo e pela Soberania dos Povos". O encontro reuniu cerca de 4 mil delegados, lideranças sindicais e de movimentos sociais de mais de 40 países ao longo de quatro dias de debates e atividades.

1º de abril

 




1

 

62 anos

aos que tombaram, aos que persistem

"1964 não acabou": segundo dia tem documentário sobre freira torturada, música e Caminhada do Silêncio em Ribeirão Preto

 

Caminhada do silêncio terminou na praça José Morgado
Fotos: @filipeaugustoperes 

Programação no Lar Santana incluiu exibição de "Maurina, O Outono Que Não Acabou", apresentação de Leopoldo Paulino, sarau cultural e caminhada até a Praça José Mortari

terça-feira, 31 de março de 2026

Servidores municipais aprovam reajuste de 5,11% e outras pautas em data base de 2026

 

Valdir Avelino em entrevista ao sindicato.
Foto: @filipeaugustoperes

Os servidores municipais de Ribeirão Preto aprovaram na noite desta terça-feira (31) a proposta de reajuste salarial de 5,11% para a data base de 2026, em assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais. O índice será aplicado aos servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

STF manda investigar repasses de R$ 3,9 milhões do senador Carlos Viana à Fundação Oásis, braço social da Igreja da Lagoinha

 

Despacho do Ministro do STF, Flávio Dino sobre a ADPF 854/DF

Ministro Flávio Dino aponta "insuficiência de transparência e rastreabilidade" e requisita informações a prefeituras e ao governo federal

LDO 2027: audiência única em local distante levanta questões sobre participação popular em Ribeirão Preto

 


Aparentemente, população terá apenas uma oportunidade presencial para discutir prioridades do orçamento do próximo ano, em horário comercial e na zona Leste. Edital não especifica se haverá outra oportunidade

segunda-feira, 30 de março de 2026

"1964 não acabou": Lançamento do livro "Nunca Mais" abre evento de memória e resistência em Ribeirão Preto

 

Sônia Wright e Camilo Vannuchi 
Fotos: @filipeaugustoperes

Primeiro dia reuniu público no Lar Santana para resgatar história do projeto Brasil: Nunca Mais e a luta contra a ditadura

domingo, 29 de março de 2026

1964 não acabou": evento em Ribeirão Preto reúne arte, memória e resistência contra a ditadura

 


Lançamento de livro, documentário, roda de conversa e Caminhada do Silêncio marcam programação em apoio ao Comitê de Preservação, Memória, Verdade, Justiça e Reparação 

Organizado pelo Memorial da Resistência Madre Maurina Borges, em meio à efervescência de atividades que unem cultura e política, acontecerá em Ribeirão Preto, entre os dias 30 de março e 1º de abril, uma série de eventos gratuitos em alusão aos 60 anos do golpe civil-militar de 1964. Com o lema "1964 não acabou", a programação inclui o lançamento do livro "Nunca Mais", de Camilo Vannuchi, exibição de documentário, sarau cultural, uma Caminhada do Silêncio e roda de conversa com sobreviventes da repressão

sexta-feira, 27 de março de 2026

Escola como santuário: Direitos Humanos, acolhimento e a fabricação do pânico moral pela extrema direita

Brasil é um dos países que mais comete violência contra a população LGBT


Uma análise sob a luz da lei e social sobre o episódio ocorrido na Escola Municipal Professor Anísio Teixeira, em Ribeirão Preto

Em silêncio: Prefeitura de Ribeirão Preto ignora pedidos de transparência e viola Lei de Acesso à Informação

Pedidos de LAI ignoraos pelas secretarias municipais

De nove solicitações formais feitas pelo Blog O Calçadão, na figura do jornalista Filipe Augusto Peres, sete permanecem sem resposta ou justificativa há mais de um mês; reclamações já foram enviadas à Ouvidoria, mas e-mail de cobrança voltou, dificultando a comunicação

quarta-feira, 25 de março de 2026

Perdas de água caem, mas apagões e falhas em bombas paralisam bairros de Ribeirão Preto em 2025

Tabela fornecida pelo SAERP sobre os contratos firmados

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram evolução na redução de perdas, mas revelam um sistema de abastecimento vulnerável a interrupções elétricas e equipamentos sucateados. Investimentos previstos em 2025 foram executados em apenas 48,7%

terça-feira, 24 de março de 2026

Dia Mundial da Água na Câmara expõe crise hídrica, pressiona pela PEC da Água e traz críticas à privatização da Sabesp em São Paulo

 

Imagem: TV Câmara

Sessão solene proposta por Nilto Tatto (PT-SP), realizada no plenário Ulysses Guimarães, reuniu representantes do governo federal, da ANA, de entidades socioambientais e parlamentares; falas defenderam água como direito fundamental, cobraram proteção de rios e mananciais e apontaram o governo paulista e a Sabesp como símbolos de “retrocesso ambiental”

Documento da prefeitura revela que o problema da moradia é estrutural e foi agravado por cortes federais nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro

 

Plano de 2019 aponta déficit persistente e mostra como a redução de investimentos federais comprometeu a política habitacional nos municípios

sábado, 21 de março de 2026

meus ofícios do poema

 


meu poema nasce do rumor de uma porta mal fechada

do lençol sacudido pela ventania

da colher esquecida sobre a mesa

e do relâmpago que apodrece na memória


nasce do pó agarrado às cortinas

à garganta

do suor das palavras perseguidas

das sílabas que dormem sob o musgo

e da unha escura do tempo riscando a cal dos muros


há em meu poema ferragens de sonho

ferrugens

um sal de lágrimas

uma caixa de mariposas queimadas

e um resto de tarde preso na engrenagem do peito

terça-feira, 17 de março de 2026

A culpa é do cidadão?


A administração Ricardo Silva, e seu secretariado que não conhece a cidade, busca culpar a população pelas suas omissões e incompetências. É assim no abastecimento de água, na coleta de lixo, na saúde... É um absurdo atrás do outro e isso precisa ser denunciado e combatido.

Há um grave problema no abastecimento de água na cidade por falta de investimento e a Saerp adota o tom de culpar o cidadão por um fictício "consumo exagerado de água". O problema é que a rede é antiga e mal planejada e a Saerp faz manobras setoriais sem comunicar o cidadão.

Na recente crise do recolhimento do lixo, a secretaria de infraestrutura chegou ao cúmulo de sugerir ao cidadão que armazenasse o lixo dentro de casa, quando o verdadeiro problema são os contratos de terceirização mal fiscalizados.

Na saúde, já houve tentativa de culpar o cidadão por ser incapaz de operar os aplicativos de saúde e agora o vídeo absolutamente constrangedor do Prefeito acusando cidadãos de fingirem doença para "buscar atestado". Onde vamos parar? O cidadão não é o culpado das mazelas da saúde.

Ribeirão não tem atendimento primário, as equipes de saúde da família estão todas defasadas e as UPAs representam a única porta aberta de um sistema capenga. 

Isso sem falar na aprovação acelerada de empreendimentos imobiliários sem contrapartida social ou de infraestrutura. Mas, neste caso, o Prefeito tem jogado a culpa, por enquanto, no seu antecessor.

Tá na hora do Prefeito parar de seguir a cartilha da extrema direita e passar a governar a cidade respeitando as pessoas.

Ricardo Jimenez é Presidente da ABARCOESTE e editor do Blog O Calçadão 

sábado, 14 de março de 2026

Pré-Conferência antifascista reúne movimentos sociais, parlamentares e pesquisadores em Ribeirão Preto

 

Da esquerda para a direita: Djalma Ney (PSOL), Manuela Aquino (MST), Annie Hsiou (ANDES-SN) e Mariana Conti (PSOL)
Fotos: @filipeaugustoperes

Encontro na USP debate avanço da extrema-direita, crises globais e estratégias de organização popular diante do crescimento do neofascismo no Brasil e no mundo

sexta-feira, 13 de março de 2026

Ribeirão Preto recebe Pré-Conferência Internacional Antifascista nesta quinta-feira (13)

 


Ribeirão Preto sediará, nesta quinta-feira (13), às 19h, a Pré-Conferência Internacional Antifascista, encontro que reunirá pesquisadoras, militantes e representantes políticos para debater o avanço da extrema-direita, os desafios da democracia e as estratégias de organização popular diante do crescimento de discursos autoritários no Brasil e no mundo.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Prefeitura de Ribeirão Preto prevê R$ 92 mil para igualdade racial, mas não executa verba

Balancete da Despesa recebido via Lei de Acesso à Informação

Documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que recursos destinados à promoção da igualdade racial ficaram sem execução entre 2022 e 2025

quarta-feira, 11 de março de 2026

Projeto de lei quer revelar quem recebe dinheiro do mercado financeiro no agronegócio


Proposta apresentada na Câmara exige transparência sobre o lastro de títulos como CRA, LCA e CDCA e pode permitir identificar produtores, riscos financeiros e até infrações ambientais ligadas ao financiamento do agro.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Mulheres do MST realizam ocupações em sete estados durante Jornada de Lutas do 8 de Março

 

Carta manifesto

Mais de 3 mil mulheres participaram de ações contra mineração, grilagem de terras, trabalho análogo à escravidão e paralisação da reforma agrária nesta segunda-feira

domingo, 8 de março de 2026

A Ribeirão do futuro passa por 2026 - por Ricardo Jimenez


Nas primeiras décadas do século XXI, Ribeirão Preto tem demonstrado uma dependência crítica de financiamentos federais, os quais foram predominantemente alocados durante as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As obras anti-enchente providenciadas no segundo governo Lula, juntamente com os investimentos em mobilidade e corredores de ônibus impulsionados durante o governo Dilma, são marcos significativos nesse contexto. Esses recursos, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram fundamentais para mitigar problemas históricos da cidade, como as enchentes, e melhorar o transporte público, dois aspectos essenciais para o desenvolvimento urbano.

Em contraste, as administrações que se sucederam a esses períodos deram sinais de inércia, preferindo focar na contenção de direitos da classe trabalhadora e na destinação de recursos para o capital financeiro, numa lógica de arrocho fiscal. Essa postura não apenas prejudicou a população de Ribeirão Preto, mas também estagnou a implementação de políticas públicas estruturantes que poderiam ter progredido a cidade em direção a um futuro mais sustentável e inclusivo.

O diagnóstico para os próximos 20 anos de Ribeirão Preto é claro: o crescimento e a revitalização urbana dependem de investimentos em infraestrutura e projetos estruturais. Entre as iniciativas prioritárias, devemos destacar a complementação das obras anti-enchente a montante do córrego Ribeirão, a construção da via leste-oeste, crucial para conectar, revitalizar e desenvolver bairros como Campos Elíseos e Ipiranga, e o prolongamento da Avenida Rio Pardo, que facilitará a mobilidade entre o Alto do Ipiranga e o Planalto Verde. Tais projetos são essenciais não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a promoção da inclusão social na região oeste da cidade.

Ademais, é imperativo considerar uma política robusta de parques municipais que transforme Ribeirão Preto em um exemplo de integração urbana e preservação ambiental, bem como a instalação completa do Instituto Federal na antiga Cianê, que potencializará a educação e a formação profissional da população local. A proposta de uma política integrada de mobilidade urbana com tarifa zero insere-se como um elemento inovador, promovendo o acesso igualitário e facilitando a circulação de pessoas na cidade. Isto sem falar na urgente e necessária polítca de regularização fundiária urbana atrelada à uma política de moradia social.

A eleição de 2026 não se limita a definir o futuro imediato da cidade, mas projeta-se como um referencial para o destino de Ribeirão Preto. A importância do governo federal, sob a liderança de Lula, revela-se vital, mas a atenção também deve voltar-se para o governo estadual, que tem se mostrado carente nas últimas gestões. As administrações de João Dória e Tarcísio de Freitas resultaram na desarticulação do planejamento estadual, culminando na extinção da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) e na transformação das regiões metropolitanas em estruturas sem função clara e efetiva.

É imperativo, portanto, ressuscitar o planejamento estadual, especialmente em áreas cruciais como o gerenciamento de resíduos sólidos e o fomento ao turismo, através do fomento aos consórcios interurbanos. Um governador com a visão e a capacidade de Fernando Haddad poderia fazer uma diferença substancial não apenas para o estado de São Paulo, mas, também, para Ribeirão Preto, ao reverter as tendências de retrocesso que marcaram as administrações recentes e propiciar um ambiente propício ao desenvolvimento integrado e sustentável da cidade.

Em síntese, o futuro de Ribeirão Preto está intrinsecamente ligado a uma série de escolhas políticas e estratégicas que envolvem tanto o nível federal quanto o estadual, e se apresenta como uma oportunidade para redefinir o caminho da cidade em direção à justiça social, ao desenvolvimento econômico robusto e à transformação urbana consciente e inclusiva.

Cabe a nós levar esta mensagem para a população de Ribeirão e conseguirmos o maior número de votos possíveis para o nosso projeto político, pensando na Ribeirão do futuro.


Ricardo Jimenez - Professor, Presidente da Abarcoeste e editor do Blog O Calçadão

sábado, 7 de março de 2026

Pela vida das mulheres: ato reúne movimentos sociais no centro de Ribeirão Preto

 

Ato contou com boa participação
Fotos: @filipeaugustoperes

Manifestação marcou as mobilizações do Dia Internacional da Mulher e reuniu organizações feministas, movimentos sociais e partidos políticos na Esquina Democrática

terça-feira, 3 de março de 2026

homem da cabana de fibra

 


1

o homem da cabana de fibra
 
vive na margem do mapa,
entre olhos secos pela luz de LED,
com as mãos desacostumadas à escrita
e o polegar que não larga feed
 
feed conservador, antifeminista,
rústico e esquivo
porque o algoritmo aprendeu a desconfiar
do vento que traz conversa que o contraria

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Um ano de Ricardo Silva: a realidade política além do tik tok

 

Após uma acirrada batalha eleitoral, Ricardo Silva assumiu a Prefeitura de Ribeirão Preto, sendo promovido a gestor na esteira do medo da ascensão da extrema-direita, representada por seu adversário. Grande parte do campo progressista, consciente da gravidade dessa possibilidade, uniu forças para garantir sua vitória. Desde então, Ricardo adotou uma estratégia que parece ter saído diretamente das páginas de manuais de marketing político: uma presença forte e constante nas redes sociais, alinhando-se à tendência dos prefeitos “TikTok”.

No primeiro ano de gestão, essa tática surtiu efeito. Um período sempre marcado pela paciência e pela expectativa dos eleitores. A tática, combinada com o estilo de seu antecessor, Duarte Nogueira, que não convesava com niguém — e incapaz de dialogar com a população — criaram o cenário ideal para o novo prefeito. Ricardo pôde, assim, deslizar pela gestão, gravando vídeos e alegando que sua administração ainda estava executando o orçamento de Nogueira, um orçamento que, não por coincidência, priorizava investimentos em obras questionáveis em detrimento das áreas sociais.

Só para constar, além do orçamento antissocial, Nogueira também se despediu do cargo com empréstimos bancários a rodo, feitos para custear obras, um legado que Ricardo criticou e denunciou ao assumir. 

Passou-se o primeiro ano e a popularidade de Ricardo cresceu, impulsionada por promessas embaladas na frase "vamos tocar Ribeirão pra frente". O que parecia uma sinfonia de esperança, no entanto, tornou-se uma marcha solene ao entrarmos no segundo ano do governo.

A paciência do eleitor é finita e a crítica começa a aparecer. Ribeirão Preto começa a se dar conta de que os problemas estruturais, há muito tempo negligenciados, continuam presentes: a gestão de resíduos sólidos, o caos na saúde e no abastecimento de água, os problemas na educação, a falta de política de moradia popular, além das enchentes que enfrentamos ano após ano. As obras da 9 de Julho e o plano de mobilidade, que tiveram algum projeto, são testemunhas silenciosas de uma forma de administração que não dialoga com a cidade real, da população.

Internamente, a sustentação política de Ricardo se revela uma colcha de retalhos feita de interesses duvidosos. A mesma força política que dominou a Câmara sob Nogueira continua a governar, uma mistura de bolsonarismo de ocasião e um toma lá da cá que prioriza o apadrinhamento político em detrimento de soluções concretas dos problemas da cidade. O secretariado de Ricardo, recheado de figuras distantes da realidade vivida nos bairros, espelha essa falta de atenção às demandas reais da população.

É alarmante perceber que, apesar de Ricardo ter mudado a forma de comunicação, a essência de sua gestão permanece inalterada: uma incapacidade crônica de abordar e resolver os problemas estruturais que afligem Ribeirão. O diálogo, nesse contexto, parece estar restrito apenas ao grande capital e aos empreendimentos privados que são aprovados sem as contrapartidas sociais necessárias para as comunidades impactadas.

A nível externo, Ricardo se alia ao governo de Tarcísio de Freitas, mas essa conexão não traz à população de Ribeirão qualquer esperança em termos de soluções concretas para os desafios enfrentados. Enquanto o vereador mais influente da cidade, pertencente ao bolsonarismo local, se perpetua no poder, a tragédia se torna mais evidente.

Ricardo, apesar de seu otimismo nas redes sociais e de sua aparente proatividade, encontrará dificuldades para cumprir o conjunto enorme de promessas que colecionou no primeiro ano de governo. Do ponto de vista concreto, apesar da discrição do Prefeito ao anunciá-los, é do governo federal que estão vindo e poderão vir os recursos necessários. Recursos que deverão viabilizar a maior obra de mobilidade da cidade, ligando as regiões leste e oeste; recursos para resolver a questão do abastecimento de água e, se o governo federal seguir na mesma linha a partir de 2027, os recursos para  enfrentar as enchentes — com obras a montante do córrego Ribeirão.

Logo, ao nos aprofundarmos sob a superfície do TikTok, encontramos uma Ribeirão profundamente paralisada, imersa em uma política atrasada que não só se afasta da população, mas que também adota uma lógica privatista que empurra para longe as soluções estruturais. O que a cidade precisa, urgentemente, é de um governo que tenha a coragem e a visão de olhar além das redes sociais e realmente escutar as vozes reais de quem vive, conhece e se preocupa com uma Ribeirão mais próspera, menos desigual e mais moderna. 

O projeto que Ribeirão precisa está longe do tik tok, da atual política orçamentária e da atual maioria da Câmara de Vereadores. O projeto se encontra nos bairros, na escuta às forças vivas da cidade e num modelo de administração que valorize a coisa pública, o investimento público, a geração de renda e a democria participativa concreta.

Ricardo Jimenez - editor do Blog O Calçadão



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Manual de Sobrevivência para um Mundo Nuclear

Gaza destruída


1 


companheiros,

o relógio não está quebrado 

está armado


o tratado expirou

como quem apaga a luz do quarto

e diz:

“Durmam tranquilos”


mas não há sono

as ogivas bocejam

com dentes de urânio

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Servidores aprovam conjunto de reivindicações da Campanha Salarial 2026 em Assembleia Geral

A pauta foi amplamente discutida com os servidores
Imagem: Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

Em Assembleia Geral realizada no início da noite desta segunda-feira (23), os trabalhadores municipais ligados ao SSM-RPGP presentes aprovaram a proposta de reposição salarial total de 14,50%. O índice é composto por 4,5% referentes à recomposição da inflação do período, calculada com base no IPCA, e 10% de aumento real, considerando o crescimento da arrecadação do município de Ribeirão Preto.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Movimentos feministas e partidos realizam ato na Esplanada do Theatro Pedro II em solidariedade às mulheres da Palestina e da América Latina

 

Ato em Ribeirão Preto
Foto: @filipeaugustoperes

Atividade organizada pelo Comitê Permanente da Causa Humanitária Palestina reuniu manifestantes para denunciar o genocídio perpetrado pelo Estado de Israel na Palestina e reafirmou a solidariedade internacional entre mulheres e povos da América Latina com o país invadido pelos sionistas

Vigília

 


acordo antes do sol

e a madrugada me soletra o nome

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mais de 60% dos beneficiários de 2014 deixaram o Bolsa Família até 2025

 

Foto: Lyon Santos / MDS

Estudo da FGV com base em microdados do MDS aponta mobilidade intergeracional, maior inserção no mercado formal e reforço de mecanismos de transição para o trabalho. Pesquisa da FioCruz também revela impacto do BF sobre queda no número de suicídios no país

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Tatuapé transforma o Anhembi em roça e resistência ao homenagear o MST

Plantar para Colher e Alimentar: Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra
Fotos: @filipeaugustoperes


Escola, que levou à avenida desfile marcado pela apelo à reforma agrária, pela espiritualidade indígena, memória histórica como caminho de dignidade, ficou em 4º lugar e fará o desfile das campeãs 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

STF decide por campanhas sociais e impõe freio a tentativas de silenciamento articuladas pelo agronegócio




O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no último dia 11 que campanhas de mobilização social promovidas por entidades da sociedade civil, com base em direitos fundamentais, estão protegidas pela liberdade de expressão. A decisão, com repercussão geral (Tema 837), foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 662055 e deverá orientar todas as instâncias do Judiciário em casos semelhantes.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PT - 46 anos de uma construção política brasileira

 

Minha militância política vem desde 1999, mas minha trajetória no Partido dos Trabalhadores (PT) começou em 2015. Durante os anos que enxerguei o PT de fora, observava o partido como uma grande força de esquerda, com Lula como seu ícone central. Sabia da sua história, mas não tinha a exata noção do que era de fato o PT. No entanto, ao ingressar no PT, tive a oportunidade de compreender a complexidade e a riqueza desse partido. 

O PT é um espaço marcado pela diversidade, com uma intensa disputa interna e um forte enraizamento popular. Cada dia, a busca por ampliar o contato com a classe trabalhadora é uma prioridade. Dentro do partido, encontramos uma variedade de militantes, cada um lutando para que sua voz seja ouvida e suas demandas, atendidas. Com o passar do tempo, o PT tem se adaptado, com contradições e evoluções, mas sua essência permanece intacta, visível no cotidiano de suas atividades.

O partido representa uma experiência singular no Brasil, reunindo lideranças de diversas lutas — a operária, a comunitária, a campesina, além de grupos da base católica e intelectuais. Embora Lula seja a figura mais prominente do PT, é essa base diversa, viva e engajada que possibilitou sua ascensão política. Ao afirmar que seu sucessor será o PT, Lula reafirma a importância do partido para o futuro do Brasil.

O PT é um partido de esquerda popular e nacional, profundamente enraizado na classe trabalhadora e sempre em contato com ela. Sua capacidade de se misturar e dialogar com o povo brasileiro garante não apenas sua relevância, mas também sua necessidade no cenário político atual. Celebramos os 46 anos do PT e, mais importante, sonhamos e trabalhamos pelo seu futuro.

O futuro do Brasil dependerá do futuro do PT. Olhando para trás, vemos que foi o PT o responsável pela consolidação dos direitos da Constituição de 1988. Foi e é o anteparo que amortece o avanço violento do neoliberalismo sobre o povo trabalhador. Foi o partido que inovou na política, com o modo petista de governar, o orçamento participativo e as políticas públicas que levaram água, luz, alimento, moradia e dignidade para milhões que, antes do PT, estavam abandonados.

O PT precisa olhar para o futuro. Revisar seu programa político à luz da luta de classes e da geopolítica do século 21, mas jamais perder de foco a sua natureza popular, brasileira. 

Viva o PT.


Ricardo Jimenez - militante petista, editor do Blog O Calçadão, Professor

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Ribeirão Preto: oportunistas com câmeras culpam os servidorers enquanto a Prefeitura culpa o povo




Ribeirão Preto é uma cidade rica, um dos maiores PIBs do país, com uma brutal concentração de renda e uma pobreza absoluta em políticas públicas: falta  àgua, falta moradia social, o trânsito é violento e arcaico, o transporte coletivo é caro, ruim e ultrapassado, a saúde é precária, a educação é decadente, o gerenciamento de resíduos sólidos está no século passado, não há política ambiental e a assistência social carece de estrutura e modernização. 

Ribeirão Preto é uma rica cidade do interior de São Paulo parada no tempo em termos de políticas públicas.

Nestas condições, surgem duas categorias que são, ao mesmo tempo, vítimas das circunstâncias e alvos perfeitos: os servidores públicos e a população.

Servidores e população são vítimas das circunstâncias. Sem ecopontos e coleta seletiva, lixo e entulho se encontram em todas as regiões da cidade. Sem investimento adequado, o fornecimento de água falha em toda a cidade. Sem uma política de parques e praças nas periferias, não há alternativa para a juventude, aos idosos e às crianças. A saúde primária carece de estrutura e as equipes de saúde da família estão defasadas.

Esse é o cenário perfeito para o surgimento de duas figuras que tentam transformar os servidores e a população de vítimas das circunstâncias em vilões e culpados pelos problemas.

A primeira figura é o oportunistas com uma câmera na mão invadindo UPAs, unidades de saúde, escolas e demais repartições públicas coagindo servidores em nome de uma fiscalização fajuta que, na verdade, serve de ferramenta para engajamento nas redes sociais para fins eleitorais. Geralmente é um suplente de vereador ou alguém que deseja visibilidade para a próxima eleição. A técnica é conhecida. Usando o celular como arma, esticam o braço em direção ao rosto do servidor exigindo solução para um problema estrutural que deveria ser estudado pelo legislativo e resolvido pelo executivo. Mas é o servidor, que muitas vezes está sobrecarregado, que tem seu rosto exposto em rede social para o oportunista pousar de "fiscalizador". Pura enganação que, no fundo, só propaga a confusão política e não resolve nada.

A segunda figura é a própria Prefeitura e seus vereadores de plantão. Sem condições de dar respostas concretas às demandas da população, passam a culpar a população pelos problemas. Um parque abandonado há 15 anos onde os gradis foram furtados serve de acúmulo de lixo e entulho. A população denuncia, cobra solução. Sem poder resolver de fato o problema, a Prefeitura faz um vídeo de tik tok dizendo que está solucionando o problema enquanto secretários municipais que não sabem nem onde fica o parque saem por aí dizendo que o lixo e o entulho estão lá porque a "população não colabora".

Falta água nos bairros. A população cobra. A solução do problema passa por investimentos na rede. Mas a Prefeitura e o Saerp preferem culpar as pessoas, dizendo que estão lavando calçadas e consumindo água demais. Tem famílias em Ribeirão Preto cuja água não tem força para chegar nas torneiras e no chuveiro. Famílias que vivem armazenando água em galões e que tomam banho de canequinha há anos. Nunca receberam uma visita do poder público, mas também entram na lista dos "culpados".

A Prefeitura e os oportunistas com celular se completam, vivem da mentira e da espetacularização do fracasso para engajar nas redes.

E esta verdadeira carreta descontrolada segue em alta velocidade. Ribeirão nunca cresceu tanto. A Secretaria do Planejamento Urbano vive lotada de empresários e projetos de empreendimento imobiliário são aprovados aos montes. A cidade cresce e se expande. Mas quando se olha pelo ângulo so serviço público a visão é outra. A saúde, a educação, a segurança, a assistência social, o abastecimento de água, a coleta de lixo não se expandem na mesma velocidade, ao contrário, em vários locais ela encolhe.

Pecisamos repensar qual Ribeirão Preto queremos para o futuro, pois a cidade dos oportunistas e mentirosos não vai oferecer nunca um futuro digno para a população.

Ricardo Jimenez - Editor do Blog O Calçadão


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Fé, espetáculo e poder: quando o corpo caminha para esconder o projeto


Projeto de poder


O Brasil não vive uma explosão espontânea de fé. Vive a consolidação de um projeto de poder que aprendeu a usar símbolos religiosos, mobilização emocional e espetáculo público como ferramentas políticas. A chamada Caminhada de Nikolas Ferreira, assim como os megaeventos de mobilização juvenil evangélica descritos no discurso recente que circula nas redes, não são fatos isolados. São peças do mesmo tabuleiro.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Região oeste se organiza e cobra planejamento e presença do poder público municipal

 

SAERP faz reparos na rede

Nos últimos anos, enquanto a tendência da organização e da luta comunitária foi de diminuição, a região oeste de Ribeirão Preto deu exemplo de organização e mobilização comunitária. Por meio do Conseg Oeste, os bairros da região já realizavam uma série de lutas por melhorias e denúncias por abandonos nos bairros. Essa luta se fortaleceu com a ascensão de algumas importantes associações de moradores, com destaque para a AMOIVITA, a  tradicional Associação de Moradores da Vila Tibério, e a ainda mais recente ABARCOESTE (Associação de Bairros do Complexo da Região Oeste), um colegiado de representantes de mais de 30 bairros da região oeste. 

Esta organização tem feito barulho e dado resultados, principalmente na cobrança ao poder público. "Um dos principais problemas da região é o abastecimento de água. A união de forças das entidades representativas da região fez com que o poder público nos ouvisse. Cobramos a Prefeitura, o SAERP, fizemos reuniões. Queremos que venham investimentos em reservatórios, no sentido de resolvermos de vez este problema aqui na região oeste", dise Ricardo Jimenez, presidente da ABARCOESTE.

Na questão da segurança, o Conseg Oeste tem um trabalho de muitos anos com a política de vizinhança solidária. "Trabalhamos a política de vizinhaça solidária através de tutores que representam ruas e bairros há muitos anos e, recentemente, articulamos nossa atuação juntamente com a ABARCOESTE, no sentido de não só trabalhar pela segurança, mas também cobrando a zeladoria urbana", disse Maria Sílvia, presidente do Conseg Oeste.

A força da organização comunitária da região tem atraído inclusive o apoio de vereadores. Alguns mandatos, como o das vereadoras Perla Muller e Duda Hidalgo, têm participado de reuniões e realizado requerimentos a partir das demandas dos bairros.

No último mês de janeiro, foi a vez da Secretaria de Meio Ambiente dar explicações à comunidade local. Em uma reunião ocorrida no Sesi do Planalto Verde, organizada por representantes dos Vizinhos Unidos do Planalto Verde I, Associação de Moradores do Wilson Toni e Abarcoeste, a comunidade cobrou a Prefeitura pela demora nas obras do Parque Rubem Cione, cuja entrega da primeira etapa havia sido prometida pelo Prefeito Ricardo Silva para fevereiro mas que foi adiada para maio.

"Queremos que a Prefeitura reponha o gradil do parque, fiscalize para que não se atire mais entulho e lixo, e que garanta a segurança das pessoas que vivem ao redor do parque", afirmou Maria Lima, representante do Conseg Oeste e da Abarcoeste no Jd Paiva Arantes.

A região oeste, principalmente  a área mais alta, próxima ao anel viário, tem tido um crescimento urbano acelerado nos últimos 20 anos, com vários empreendimentos imobiliários sendo aprovados um atrás do outro pela Prefeitura. O problema, segundo os moradores, é que os investimentos públicos não são feitos na mesma velocidade. "Temos demandas nas áreas da saúde, educação, asistência social, segurança, meio ambiente, mobilidade e abastecimento de água. Queremos que a Prefitura ouça a região oeste antes de tomar decisões. O planejamento urbano precisa ser realizado com a participação comunitária", disse o prediente da Abarcoeste Ricardo Jimenez.

A próxima luta que entra na pauta das entidades representativas da região é a política de resíduos sólidos. A comunidade quer a efeitvação da coleta seletiva e a ampliação dos serviços dos ecopontos, principalmente o que chamam de "cata-trecos", ou seja, um caminhão que faça o transbordo do inservíveis até o ecoponto para as famílas que não podem pagar pelo serviço.


Reportagem Blog O Calçadão

Armar, vigiar e punir: as três faces do Estado burguês na gestão da barbárie

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