domingo, 30 de julho de 2017

Bolsonaro, Moro e tanques nas ruas: perguntas aguardando respostas!



Prestes a completarmos 30 anos da Constituição de 1988, aquela que abria o país para a luz da democracia e da inclusão social, estamos vivendo os dias de Moro, de Bolsonaro e de exército nas ruas.


A temática do retrocesso predomina. Boi, bala e bíblia comandam o Congresso. Um juiz de primeira instância torna-se 'xerife' do Brasil. Um político proto-fascista que se gaba de ser especialista em 'matar' vira ídolo de adolescentes e possível Presidente da República. A presença das Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro, subindo favelas, se torna o símbolo de 2017 e é festejada na mídia.

A política está desmoralizada diante da opinião pública e oportunistas se dizendo 'apolíticos' acabam ocupando espaços estratégicos, como a Prefeitura de São Paulo, por exemplo.

Após quase 30 anos da Constituição cidadã e de mais de duas décadas sendo governados por duas das forças mais atuantes no processo de redemocratização do país, PSDB e PT, a pergunta é: como chegamos a isso?

Algumas perguntas aguardando respostas:

1- O que a disputa intestina entre PSDB e PT contribuiu para isso?

2- Qual o papel do PMDB, mantendo o fisiologismo como fiel da balança de governos, tem a ver com isso?

3- O que a concentração de mídia nas mãos de meia dúzia de empresas tem a ver com a situação atual?

4- Por que após 13 anos de um governo que melhorou a vida de milhões de pessoas um golpe como o de 2016 foi possível?

5- Qual o verdadeiro significado das manifestações de 2013 e o que elas pariram de verdade?

6- Por que o país assiste passivamente um governo ilegítimo e corrupto retirar-lhe todos os direitos sem reagir?

7- O projeto de nação desenhado em 1930 e mantido vivo pelas forças desenvolvimentistas e populares está morto?

8- Esse fenômeno é restrito ao Brasil ou é mundial e inerente ao estágio do capitalismo atual?

Bom, certamente outras e mais profundas perguntas poderão ser formuladas e este espaço está aberto para debate e discussão.

Blog O Calçadão

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