domingo, 2 de julho de 2017

O Papa e o Banqueiro: qual deles defende o trabalhador?


Vivemos no mundo um avanço violento do capital sobre os direitos do trabalho e sobre a soberania dos Estados nacionais.

O capital rentista e monopolista avança sobre os direitos trabalhistas e previdenciários do trabalhador no mundo todo, subjugando os países como entidades autônomas e impondo legislações à força, através de brutal e intensa ação política.


Os orçamentos públicos estão cada vez mais comprometidos com o pagamento dos compromissos financeiros e o trabalhador e a trabalhadora, através das políticas públicas de saúde, educação, assistência social e distribuição de renda, já não cabem mais neles.

Os sistemas públicos e universais de aposentadoria estão sendo eliminados e os conglomerados empresariais já não mais aceitam pagar direitos trabalhistas.

O mundo capitalista aponta para um retrocesso político e social. A concentração de renda avança ano a ano e a precarização das relações de trabalho e de aposentadoria acompanham o fenômeno.

Nesta conjuntura, que impacta enormemente o Brasil após o golpe de 2016, duas posições se destacam: a do Papa Francisco e a do maior banqueiro brasileiro, Roberto Setúbal, dono do Itaú.

Enquanto o Papa defende publicamente a existência de sindicatos para 'proteger os trabalhadores das periferias', o banqueiro exige do Congresso a aprovação da reforma trabalhista, que acaba com a CLT, e o 'enfraquecimento' dos sindicatos.

Setúbal, certamente em 'nome de deus', defende que capital e trabalho são 'parceiros'.

Mesmo diante da maior crise política e econômica da história recente do Brasil, o Itaú lucrou 6 bilhões apenas nos primeiros 3 meses de 2017, e ainda teve, por parte do governo Temer, uma dívida de 20 bilhões, por sonegação junto ao Carf, perdoada!

É preciso que os setores populares e progressistas, de esquerda e centro-esquerda, no mundo sejam capazes de unificar uma agenda e um discurso que dialogue com o trabalhador em um amplo movimento de resistência e de apontamento de caminhos, com otimismo, esperança e entusiasmo.

O capitalismo atual faliu, não comporta mais o conjunto da população e precisa ser superado.

Ricardo Jimenez


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